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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Museu do Holocausto homenageia primeiro árabe que salvou judeus

Mohamed Helmy -um árabe agora " Justo entre as Nações"
O museu do Holocausto de Jerusalém declarou, pela primeira vez, "justo entre as nações" um cidadão árabe, um médico que ajudou a salvar judeus durante o regime nazi de Adolf Hitler, informou hoje a entidade em comunicado.

Mohamed Helmy era um médico egípcio que viveu em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial e que, com a ajuda de uma mulher alemã que também recebeu o mesmo título, ajudou a salvar uma família judaica do Holocausto.

Nasceu em Cartum em 1901 e morreu em Berlim em 1982 e é o primeiro árabe a receber o título com o qual o povo judeu homenageia pessoas de outras nacionalidades que prestaram auxílio aos judeus durante esse período de perseguição e genocídio.

De acordo com o comunicado, Helmy chegou à Alemanha em 1922 para estudar medicina, e depois trabalhou num instituto médico berlinense até 1937, ano em que foi despedido por ser árabe.

Perseguido pelo regime nazi e discriminado - não pode trabalhar no serviço médico alemão -, Helmy levantou a voz contra as políticas racistas nazis e acolheu uma família de judeus desde que começaram as perseguições em Berlim até ao fim da guerra.

"Era um bom amigo da família e escondeu-me numa cabana que tinha no bairro de Buch, em Berlim (...) a [polícia política] Gestapo sabia que Helmy era nosso médico (...) ele conseguiu eludir todos os interrogatórios e quando era preciso levava-me para a casa de amigos, onde podia ficar, apresentando-me como uma prima de Dresden", escreveu depois da guerra Ana Gutman, uma das pessoas que beneficiou da ajuda.

O médico também contribuiu para salvar outras três pessoas da família de Gutman, oferecendo assistência médica e proteção de vários amigos.



Em 1944, um dos três judeus foi capturado pelos nazis e no interrogatório contou que Helmy era quem os ajudava e escondia Ana Gutman. Nesta ocasião, o médico conseguiu também escapar à polícia nazi.

O caso de Helmy e de Frieda Szturmann, a alemã que o ajudava, chegou ao museu do Holocausto através de umas cartas encontradas recentemente no Senado de Berlim, ao qual a família Gutman tinha escrito nos anos 1950 e 1960 para dar a conhecer os seus salvadores.

O museu vai expor a medalha e o diploma de reconhecimento de Helmy, até encontrar descendentes do médico.

Fonte:Noticias ao minuto

Mais: Museu do Holocausto presta inédita homenagem a cidadão árabe - Site Terra

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Israel Gutman, historiador do Holocausto, morreu aos 90 anos

Israel Gutman
Um dos mais importantes historiadores do Holocausto e sobrevivente dos campos de concentração nazis, Israel Gutman, morreu, esta terça-feira, aos 90 anos em Jerusalém, informou o Yad Vachem, o Museu do Holocausto israelita.

Nascido em Varsóvia em 1923, Israel Gutman participou na revolta do gueto da capital polaca contra os nazis, em 1943, antes de ser deportado para o campo de extermínio de Auschwitz.

Em 1946 imigrou para a Palestina sob mandato britânico e iniciou os estudos de história, tendo realizado o doutoramento sobre a resistência judaica no gueto de Varsóvia.

Testemunha no julgamento de Adolf Eichmann (conhecido como o arquiteto da 'solução final') em 1961, em Jerusalém, Gutman foi diretor do Centro Internacional de Estudos sobre o 'Shoah' no Yad Vachem, conselheiro do governo polaco para as questões judaicas e membro da direção do Museu do Holocausto de Washington.

Israel Gutman foi autor de uma enciclopédia sobre o Holocausto e marcou a historiografia deste período.


"Reconhecido internacionalmente como investigador, Gutman contribuiu para o conhecimento a nível mundial dos horrores da Shoah enquanto testemunha, professor e historiador", disse o diretor do Yad Vachem, Avner Shalev, num comunicado citado pela agência France Presse.

Fonte: Jornal de Noticias

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ex-guarda de Auschwitz comparecerá em juízo (Hans Lipschis)

Hans Lipschis, ex-guarda do campo de Auschwitz
A Procuradoria de Estugarda apresentou ao tribunal a causa penal dum ex-guarda do campo de Auschwitz, acusado de ter contribuído para o assassinatos de 10 500 pessoas.

Hans Lipschis, de 93 anos, natural da Lituânia, em 1941-1943 prestou serviço no tristemente famoso terminal ferroviário no qual eram selecionados os reclusos capazes de trabalhar, enquanto os demais eram enviados para as câmaras de gás.

Nos inícios de abril soube-se que a entidade alemã que investiga os crimes do nacional-socialismo dera com o rasto de 50 ex-guardas, entre eles Hans Lipschis. Em maio, ele foi preso.

Fonte:  http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_26/Ex-guarda-de-Auschwitz-comparecer-em-ju-zo-6761/

Mais: Guarda do Auschwitz é acusado de cumplicidade no assassinato de 9.515 pessoas

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Governo grego promete atuar contra partido neonazista

Rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, assassinado
por integrante do partido neonazista Aurora Dourada.
O governo da Grécia prometeu nesta quinta-feira atuar contra o partido neonazista Aurora Dourada, após o assassinato de um músico por um militante da organização, que tem 18 deputados dos 300 no Parlamento grego.

"O governo está determinado a não permitir que os descendentes dos nazistas envenenem a vida social, cometam crimes, intimidem e minem os fundamentos do país que viu nascer a democracia", declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras em um discurso exibido na televisão.

O assassinato do rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, de 34 anos, que foi esfaqueado na madrugada de quarta-feira por um caminhoneiro de 45 anos, que confessou à polícia a suposta filiação ao Aurora Dourada, provocou muitos protestos em Atenas e outras cidades do país.


As manchetes dos jornais expressam a consternação provocada no país pelo assassinato do jovem, que foi sepultado nesta quinta-feira em Keratsini, local do homicídio e cenário dos distúrbios mais violentos na quarta-feira.

"O assassinato a sangue frio de um cidadão por um simpatizantes do Aurora Doruada deve despertar a todos", afirma o jornal liberal Kathimerini

A primeira página do jornal Eleftherotypia (esquerda) estaba de luto: mostra o perfil do rapper assassinado com uma lágrima de sangue.

"O monstro do nazismo mata", afirma o jornaç Ethnos.

Organizações internacionais fizeram alertas sobre o aumento da violência neonazista e defenderam uma ação do governo.

"Este incidente é chocante e intolerável, sobretudo em um país da União Europeia", declarou o líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Hannes Swoboda, poucos meses antes de Atenas assumir a presidência da UE.

"Se o governo grego e o primeiro-ministro Antonis Samaras não conseguirem conter o comportamento odioso do Aurora Dourada e de outros grupos fascistas, a presidência (grega) será inaceitável", advertiu.

A Anistia Internacional apelou às autoridades gregas que façam o "necessário para impedir a violência cometida pelos atores políticos" e enviem uma "mensagem clara de que atos deste gênero não serão tolerados".

As autoridades gregas foram acusadas várias vezes - dentro e fora do país, de tolerância com o Aurora Dourada, um partido xenófobo e antissemita que, depois de entrar no Parlamento, em junho do ano passado, não interrompeu os ataques aos dirigentes políticos e imigrantes.

Beneficiado por uma quase total impunidade, o Aurora Dourada consolidou sua posição, com 13% nas pesquisas.

Nas eleições legislativas de 2012, o partido recebeu 7% dos votos.

O ministro da Ordem Pública Nikos Dendias, prometeu fortalecer os dispositivos legislativos, em particular os que dizem respeito às organizações criminosas e aos grupos armados.

Mas analistas destacam que, foram o discurso firme do primeiro-ministro nesta quinta-feira, o governo não adotou nenhuma medida concreta até o momento contra o partido neonazista.

Segundo os primeiros elementos da investigação, o drama foi provocado por um grupo de 30 pessoas que esperavam a vítima e seus amigos na salíde de um café onde assistiam uma partida de futebol.

Os neonazistas foram chamados como "reforços" por seus colegas dentro do café, segundo testemunhas.

O grupo contava com o suposto assassino, que foi detido imediatamente. A promotoria abriu um procedimento penal por homicídio doloso.

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Filme de aviso sobre a ameaça nazi descoberto na Bélgica


Oito décadas depois foi reencontrado um filme de propaganda norte-americano alertando para o perigo da ascensão política de Adolf Hitler produzido anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

A Cinemateca Belga acaba de encontrar, nos seus cofres, um filme produzido em 1933, inteiramente composto de imagens que sairam clandestinamente da Alemanha Nazi, que apresenta, em detalhe, alguma das atividades dos apoiantes de Hitler.

Registando, entre outros episódios, reuniões de nazis a queimarem livros e a atacarem lojas geridas por judeus, este documentário propagandístico com o título "Hitler's Reign of Terror" foi produzido por Cornelius Vanderbilt IV, herdeiro do império industrial de uma família americana abastada, terá sido requisitado por alguém que o quis exibir em solo belga mas que nunca terá alcançado esse desejo.

Após sobreviver à guerra, à ocupação nazi e à passagem do tempo, foi agora encontrado, no meio de setenta mil bobines de filme, nos arquivos da Cinemateca Belga.

O restauro digital deste importante documento histórico encontra-se concluído, e a sua projeção já está agendada para o próximo mês, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Fonte: http://filmspot.pt/artigo/filme-de-aviso-sobre-a-ameaca-nazi-descoberto-na-belgica-3570/

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Morre último piloto da FAB que combateu na Segunda Guerra Mundial

Major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa estava internado no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio, onde morreu no domingo

Major-brigadeiro Miranda Corrêa atuou em oito missões de
 combate na Segunda Guerra - Foto: FAB / Divulgação
A Força Aérea Brasileira anunciou nesta segunda-feira a morte do último piloto sobrevivente da missão da FAB na Segunda Guerra Mundial. O major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa morreu no último domingo, aos 93 anos, no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), onde estava internado.

Miranda Corrêa integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, como piloto de combate e oficial de informações. Entre 13 de novembro de 1944 e 3 de janeiro de 1945, ele cumpriu oito missões de guerra. Segundo a FAB, ele era o último dos pilotos veteranos da Segunda Guerra vivo.

Antes de combater na Itália, o então tenente aviador Miranda Corrêa realizou seu treinamento como piloto de combate nos Estados Unidos e no Panamá. Após regressar ao Brasil, permaneceu no 1º GAVCA, sediado na Base Aérea de Santa Cruz. Posteriormente, realizou o curso de engenheiro aeronáutico e atuou como diretor de Engenharia na Diretoria do Material e na Diretoria de Rotas. Morando no Canadá, atuou na Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), na cidade de Montreal.

Ao longo de sua carreira, o major-brigadeiro recebeu diversas condecorações, incluindo a Cruz de Aviação - Fita A, a Campanha da Itália, a Campanha Atlântico Sul, a Ordem do Mérito Aeronáutico, e a Medalha Mérito Santos Dumont. Além, disso, recebeu três honrarias do governo americano por sua atuação na Segunda Guerra Mundial, a Distinguished Flying Cross (por ter afundado um submarino alemão na costa do Rio de Janeiro), a Presidential Unit Citation e a Bronze Star.

O major-brigadeiro Miranda Corrêa deixa a viúva Maria Eliane Pires Chaves e dois filhos. Seu corpo foi sepultado na tarde desta segunda-feira no cemitério São João Batista, no Rio.

Fonte: 
Terra

sábado, 7 de setembro de 2013

Guarda-costas de Hitler, Rochus Misch morre aos 96 anos

Rochus Misch, em 2005, apontando para uma imagem de Adolf Hitler
tirada no início da década de 1940. Fotografia: Herbert Knosowski / AP
Ele foi o devotado guarda-costas de Adolf Hitler durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial e a última testemunha das últimas horas do líder nazista em seu bunker em Berlim e, até o final, o sargento da SS, Rochus Misch, se orgulhou de todas as suas ações.

Durante anos ele acompanhou Hitler praticamente em todo o lugar para onde ele foi, permanecendo ao lado do homem que ele afetuosamente chamada de "chefe" até que o ditador e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio para não caírem nas mãos dos aliados.

Em entrevista concedida em 2005 à Associated Press, quando relatou os últimos dias do líder nazista, Misch ainda mantinha a imagem de um oficial da SS, com sua postura rígida, cabelos cuidadosamente penteados e nenhum pedido de desculpas por seu relacionamento próximo com o homem mais odiado do século 20.

"Ele não era brutal. Ele não era um monstro. Ele era um super-homem", disse Misch.

O guarda-costas morreu na quinta-feira, aos 96 anos, e era um dos últimos integrantes da geração que tem responsabilidade direta pela brutalidade alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a entrevista concedida à Associated Press, ele se distanciou das questões centrais a respeito de culpa e responsabilidade, afirmando que não sabia nada a respeito da morte de 6 milhões de judeus e que Hitler nunca tratou da Solução Final em sua presença.

Ele parecia ter pouca empatia por aqueles que não conhecia diretamente e até por algumas que conhecia. Misch quase chorou ao falar sobre a decisão de Joseph e Magda Goebbels de matar seus seis filhos no bunker de Berlim antes de cometerem suicídio. Mas ele também foi capaz de gargalhar a respeito de um amigo da família, "um verdadeiro esquerdista", que foi levado para o campo de concentração de Sachsenhausen, nas proximidades de Berlim.

Misch nasceu em 29 de julho de 1917, na pequena cidade de Alt Schalkowitz, na Silésia, atualmente parte da Polônia. 

Fonte: Associated Press.
Fonte: http://atarde.uol.com.br/mundo/materias/1531802-guarda-costas-de-hitler-morre-aos-96-anos

No Holocausto.doc: Morre Rochus Misch, ex guarda-costas de Hitler

Mais: Eu fui guarda costas de Hitler

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Siert Bruins
Um ex-oficial da SS será julgado hoje num caso de assassinato na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial.

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Um nativo da Holanda que recebeu cidadania alemã, Siert Bruins é acusado de ter matado em 1944 um prisioneiro combatente da resistência com quatro tiros nas costas. O próprio Bruins, que tem hoje 92 anos, admitiu que estava presente no momento do assassinato, mas alega que não foi ele que atirou.

Um tribunal na Holanda já o tinha condenado, mas a Alemanha se recusou a extraditar seu cidadão. Agora, se ele for considerado culpado na Alemanha, Bruins poderá ser condenado a prisão perpétua.

Siert Bruins já foi processado e condenado a sete anos de prisão por seu envolvimento no assassinato de dois judeus durante a guerra.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_02/Ex-oficial-da-SS-julgado-por-assassinato-de-h-70-anos-5626/

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Morre o criminoso de guerra nazista húngaro Laszlo Csatary


Húngaro László Csatáry era acusado de ter
colaborado na deportação de milhares de judeus

O húngaro Laszlo Csatary, 98 anos, um dos principais criminosos de guerra nazistas, morreu em um hospital de Budapeste à espera de um julgamento pela deportação de milhares de judeus.

"Morreu na manhã de sábado no hospital onde recebia tratamento por problemas de intestino e finalmente sofreu uma pneumonia", afirmou o advogado Gabor Horvath.

Csatary foi durante anos o criminoso de guerra nazista mais procurado no mundo pelo Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, até sua detenção em julho 2012 na capital húngara.

Desde a detenção, o criminoso de guerra nazista estava em residência vigiada em Budapeste, à espera de um julgamento por crimes contra a humanidade.

Csatary era acusado pela justiça húngara de ter participado, durante a Segunda Guerra Mundial, da deportação para campos de extermínio de 12.000 judeus detidos no gueto de Kassa, agora chamado Kosice, na Eslováquia.

Segundo o centro Simon Wiesenthal, o número de judeus deportados foi de 15.700.

Na época, Kassa estava sob a administração da Hungria, aliada da Alemanha nazista.

Condenado à morte à revelia em 1948 em Kosice, cidade da Thecoslováquia na época, o criminoso nazista se refugiou no Canadá, onde viveu com uma identidade falsa e trabalhou no mercado de arte.

Quando as autoridades canadenses descobriram sua verdadeira identidade, em 1995, ele já havia fugido para a Hungria, donde viveu tranquilamente até sua detenção.

Em residência vigiada desde então, foi indiciado em junho por "envolvimento ativo e assistência na deportação" de judeus do gueto de Kassa.

"Agredia frequentemente os judeus diretamente com as mãos ou com um chicote sem nenhum motivo, sem importar a idade, o sexo ou o estado de saúde dos detentos", destacou a promotoria húngara.

Segundo a acusação, também rejeitou os pedidos para abrir janelas nos vagões de trem que transportavam quase 80 homens, mulheres e crianças para as câmaras de gás da Europa ocupada pelos nazistas, principalmente ao campo de Auschwild, na Polônia.

Laszlo Cstary sempre negou as acusações, segundo o advogado.

O caso foi suspenso em 8 de julho, com alegação de que Csatary já havia sido condenado pelos atos recriminados.

Na semana passada, no entanto, a justiça decidiu que o caso poderia prosseguir, depois que a promotoria apelou com sucesso contra a suspensão.

O tribunal de Kosice comutou oficialmente a pena de morte para prisão perpétua em abril e abriu caminho para a extradição solicitada por Bratislava.

O tribunal eslovaco examinaria o caso em 26 de setembro.

"Nunca acreditamos que Csatary viveria o suficiente para ser julgado", afirmou Lucia Kollarova, porta-voz da Federação Eslovaca das Comunidades Judaicas à AFP.

Nos últimos anos, as autoridades europeias intensificaram os esforços para julgar as pessoas envolvidas no Holocausto.

O ex-guarda do campo de Sobibor John Demjanjuk, condenado em 2011 a cinco anos de prisão e que morreu em 2012 com 91 anos, compareceu de cadeira de rodas ou de maca ao julgamento, condições que algumas pessoas denunciaram como puro teatro.

O caso criou um precedente na Alemanha, porque o fato de ter trabalhado em um campo de concentração era suficiente para considerar Demjanjuk culpado de cumplicidade de assassinatos.

O Estado alemão estuda atualmente quase 50 casos.

Em maio, Hans Lipschis, de 93 anos, foi detido na Alemanha como suspeito de cumplicidade nos assassinatos cometidos no campo de Auschwitz, onde teria sido guarda.

Lipschis negou as acusações e disse que foi apenas um cozinheiro.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/morre-o-criminoso-de-guerra-nazista-hungaro-laszlo-csatary,cc0d20dfefd60410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hollywood colaborou com os nazistas durante anos, revela livro

Um novo livro de um acadêmico de Harvard, Ben Urwand, promete desvendar uma parte obscura do passado de Hollywood. "The Collaboration: Hollywood's Pact with Hitler" traz documentos que mostram grande envolvimento entre os estúdios de cinema americanos e os nazistas para que os filmes produzidos em Hollywood pudessem ser exibidos na Alemanha no período entreguerras e no início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O livro tem data de lançamento marcada para setembro nos Estados Unidos, mas a revista "The Hollywood Reporter" obteve acesso a algumas passagens que explicam a colaboração entre os estúdios e os alemães.

Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha era o segundo maior mercado cinematográfico do mundo. Depois, apesar da crise pós-guerra, ainda representava um terreno frutífero para os filmes americanos, exibindo por volta de 250 deles por ano.

As colaborações teriam começado após o lançamento de "Nada de Novo no Front", filme de 1930 que retratava eventos da Primeira Guerra Mundial. Incitados por Joseph Goebbels (mais tarde ministro da Propaganda do regime nazista), os alemães viram o filme como depreciativo de seu Exército, por mostrá-lo batendo em retirada, como "covardes", segundo suas palavras. O discurso de Goebbels contra o filme surtiu efeito, e "Nada de Novo no Front" foi banido dos cinemas alemães.

Carl Laemmle, judeu e presidente da Universal, responsável pelo filme, queria que ele voltasse a ser exibido no país. Assim, se sujeitou a fazer diversos cortes orientados pelos nazistas - não apenas na versão mostrada para os alemães, mas em todo o mundo.

Pressões

Depois disso, Georg Gyssling, membro do Partido Nazista, se tornou cônsul da Alemanha em Los Angeles em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder. De lá, monitorou de perto a produção cinematográfica americana e sua representação dos alemães. Sua principal estratégia era ameaçar os estúdios com uma lei que dizia que, se um deles distribuísse um filme depreciativo aos alemães a qualquer parte do mundo, todos os filmes desse estúdio seriam proibidos na Alemanha.

Desse modo, Gyssling impediu a produção de "The Mad Dog of Europe", roteiro escrito por Herman J. Mankiewicz (de "Cidadão Kane"), que atacava os alemães não por seu passado na Primeira Guerra Mundial - mas pelo regime nazista. Louis B. Mayer, fundador da Metro Goldwyn Mayer (MGM), chegou a dizer que não tinha "qualquer interesse" na produção do filme. "Nós temos ótimos lucros na Alemanha", alegou.

Nem mesmo após 1936, quando o regime nazista endureceu as restrições para os filmes americanos, os estúdios deixaram de colaborar com Hitler: uma carta revelada no livro mostra a 20th Century Fox pedindo intervenção direta do führer para que seus filmes pudessem ser liberados no país - mesmo que isso significasse cortes nos longas e colocasse o estúdio numa posição submissa.

Somente com o avanço da guerra, no início da década de 1940, Hollywood veria o mercado alemão financeiramente cada vez mais como decadente e se voltaria à Inglaterra e à França. Assim, os estúdios logo mudaram a estratégia e passaram a fazer longas antinazistas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/07/1319557-hollywood-colaborou-com-hitler-e-os-nazistas-durante-anos-revela-livro.shtml

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Judeus reclamam com o papa por processo de canonização de Pio 12

CIDADE DO VATICANO, 24 Jun (Reuters) - Um líder judaico manifestou na segunda-feira ao papa Francisco sua preocupação com o processo de canonização de Pio 12, chefe da Igreja Católica durante a Segunda Guerra Mundial e acusado de fazer vista grossa ao Holocausto.

Francisco não fez menção a esse antecessor seu durante uma reunião com o Comitê Judaico Internacional para as Consultas Interreligiosas, mas reiterou a condenação da Igreja Católica ao antissemitismo.

"A comunidade judaica continua preocupada com os esforços para canonizar o papa Pio 12 enquanto inúmeros documentos pertencentes à história da Igreja e do povo judaico durante os sombrios anos do Holocausto continuam fechados à investigação acadêmica externa", disse ao papa Lawrence Schiffman, presidente da entidade judaica.

Há décadas as relações entre judeus e católicos está abalada pelas suspeitas de que a Igreja e o pontífice não teriam se empenhado suficientemente para coibir a perseguição aos judeus pelo regime nazista da Alemanha.

Partidários dizem que Pio 12, papa entre 1939 e 58, agiu nos bastidores para estimular a Igreja a salvar os judeus, e que se pronunciar publicamente de forma mais incisiva teria piorado a situação.

Os judeus pedem que o processo de santificação, ainda em estágio inicial, seja interrompido até que todos os arquivos do Vaticano relativos àquela época sejam abertos e estudados pelos acadêmicos. A maior parte deve ser liberada no ano que vem.

Na reunião da segunda-feira, a primeira entre o papa e essa organização judaica desde a eleição do pontífice, em março, Francisco evitou citar Pio 12. Mas, na época em que era arcebispo de Buenos Aires - cidade com grande comunidade judaica -, o papa defendeu a abertura dos arquivos.

"Devido às nossas raízes comuns, um cristão não pode ser antissemita", disse o papa à delegação judaica, ligada a uma entidade que representa as principais organizações desse grupo religioso e todas as correntes do pensamento judaico.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/judeus-reclamam-com-o-papa-por-processo-de-canonizacao-de-pio-12-24062013-1

terça-feira, 18 de junho de 2013

Brasil - um momento como esse não poderia ficar de fora!



Brasilia

Rio de Janeiro

Curitiba

Porto Alegre

Salvador

São Paulo

Belo Horizonte

Juiz de Fora - MG


Não estou com tempo para postar e responder emails esses dias devido a faculdade e trabalho, peço minhas sinceras desculpas pela demora e esse mês tudo se normaliza. Mas tive de tirar um tempinho para postar sobre o acontecimento que está ocorrendo em todo o Brasil. Nesse meio, pessoas que realmente querem uma mudança no Governo, outras que querem uma mudança do Governo, e outros que querem a volta dos militares. Tem uma gama de pensamentos nessas multidões.

Só de curiosidade:
http://www.politicos.org.br/


segunda-feira, 10 de junho de 2013

EUA encontram diário perdido de líder nazista e assessor de Hitler


Alfred Rosenberg, confidente de Adolf Hitler
WASHINGTON, 10 Jun (Reuters) - O governo norte-americano recuperou 400 páginas do diário desaparecido de Alfred Rosenberg, confidente de Adolf Hitler que desempenhou um papel central no extermínio de milhões de judeus e outros durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma avaliação preliminar do governo norte-americano examinada pela Reuters garante que o diário pode oferecer uma nova visão sobre os encontros de Rosenberg com Hitler e com outros líderes nazistas, incluindo Heinrich Himmler e Herman Göring. Também inclui detalhes sobre a ocupação alemã da União Soviética, incluindo planos de assassinato em massa de judeus e outros europeus do Leste.

"A documentação é de importância considerável para o estudo da época nazista, inclusive para a história do Holocausto", segundo a avaliação preparada pelo Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington.

"Uma análise apressada do conteúdo indica que o material lança nova luz sobre várias questões importantes relacionadas à política do Terceiro Reich. O diário será uma fonte importante de informação a historiadores que complementa, e em parte contradiz, documentação já conhecida."

De que forma os escritos de Rosenberg, um ministro do Reich nazista que foi condenado em Nuremberg e enforcado em 1946, poderiam contradizer o que os historiadores acreditam ser verdade não está claro. Mais detalhes sobre o conteúdo do diário não estavam disponíveis, e uma autoridade do governo norte-americano insistiu que a análise do museu continua preliminar.

Mas o diário inclui detalhes sobre as tensões dentro do alto-comando alemão, em particular a crise provocada pelo voo de Rudolf Hess para a Grã-Bretanha em 1941, e o saque de obras de arte em toda a Europa, segundo a análise preliminar.

A recuperação deve ser anunciada nesta semana em uma coletiva de imprensa em Delaware, feita em conjunto por funcionários da Agência de Imigração e Alfândega, do Departamento de Justiça e do museu do Holocausto dos Estados Unidos.

O diário oferece uma coletânea das lembranças de Rosenberg da primavera de 1936 ao inverno de 1944, segundo a análise do museu. A maioria dos registros está escrita na letra cursiva espiralada de Rosenberg, alguns sobre papel arrancado de um livro de contabilidade e outros na parte de trás de um papel de carta oficial nazista, disse a análise.

Rosenberg foi um ideólogo nazista poderoso, principalmente nas questões raciais. Ele dirigia o departamento de questões estrangeiras do partido nazista e editava o jornal nazista. Vários de seus memorandos para Hitler foram citados como provas durante os julgamentos de Nuremberg, pós-guerra.

Rosenberg também dirigiu o sistemático saque nazista da propriedade artística, cultural e religiosa dos judeus por toda a Europa. A unidade nazista criada para tomar tais artefatos foi chamada de Força-Tarefa Reichsleiter Rosenberg.

Ele foi condenado por crimes contra a humanidade e foi um de uma dezena de oficiais sêniores nazistas executados em outubro de 1946. Seu diário, que estava nas mãos dos promotores de Nuremberg como prova, desapareceu depois do julgamento.

Autoridades norte-americanas suspeitavam que um promotor de Nuremberg, Robert Kempner, tivesse contrabandeado o diário para os Estados Unidos.

Nascido na Alemanha, Kempner fugiu para os Estados Unidos nos anos 1930 para escapar dos nazistas, só voltando para os julgamentos pós-guerra. Ele teria ajudado a revelar a existência do Protocolo de Wannsee, a conferência de 1942 durante a qual oficiais nazistas se encontraram para coordenar o genocídio contra os judeus, que denominaram de "A Solução Final".

Kempner citou alguns trechos do diário de Rosenberg em sua memória, e em 1956 um historiador alemão publicou trechos de 1939 e 1940. Mas grande parte do diário nunca apareceu.

Quando Kempner morreu em 1933, aos 93 anos, disputas legais sobre seus documentos se estenderam por quase uma década entre seus filhos, seu ex-secretário, um empreiteiro local e o museu do Holocausto. Os filhos concordaram em dar os documentos do pai ao museu do Holocausto, mas quando os funcionários chegaram para retirá-los da casa dele em 1999, descobriram que milhares de páginas tinham sumido.

Depois do incidente de 1999, o FBI abriu uma investigação criminal sobre os documentos desaparecidos. Ninguém foi acusado no caso.

Mas o museu do Holocausto conseguiu recuperar mais de 150.000 documentos, inclusive uma coleção de objetos do ex-secretário de Kempner, que a essa altura tinha se mudado para a casa de um acadêmico de Nova York chamado Herbert Richardson.

O diário de Rosenberg, no entanto, continuava desaparecido.

No início deste ano, o museu do Holocausto e um agente das Investigações de Segurança Interna tentaram localizar as páginas desaparecidas do diário. Eles rastrearam o diário e chegaram a Richardson, que vive perto de Buffalo.

Richardson não quis comentar. Um funcionário do governo disse que mais detalhes serão anunciados na coletiva de imprensa.

(Reportagem de John Shiffman em Washington e Kristina R. Cooke em San Francisco)
Reuters

Fonte: http://www.swissinfo.ch/por/internacional/EUA_encontram_diario_perdido_de_lider_nazista_e_assessor_de_Hitler.html?cid=36113648

terça-feira, 14 de maio de 2013

Polônia exuma vala comum com 200 vítimas do "terror stalinista"


Restos humanos são vistos durante exumação de cova comum de cemitério militar do período stalinista em Varsóvia, na Polônia. Acredita-se que o local abrigue ossadas de mais de 200 vítimas da repressão soviética no período posterior à Segunda Guerra Mundial. O objetivo da iniciativa é identificar os mortos.


Caveira foi encontrada nesta segunda-feira durante exumação de túmulo coletivo. O processo de exumação foi iniciado em junho de 2012 e paralisado para durante o inverno europeu. Mais de 100 ossadas foram exumadas no ano passada.

Imagem mostra o local onde vítima do terror stalinista pós-Segunda Guerra Mundial foi enterrada. As vítimas foram mortas entre 1948 e 1956. Cerca de 50 mil pessoas foram mortas na Polônia devido à repressão stalinista das décadas de 1940 e 1950 que consolidou a dominação soviética no país.


Perito trabalha no local em que caveira foi desencavada. Amostras de DNA retiradas das ossadas serão comparadas com o material fornecido por família de vítimas cujo paradeiro nunca foi esclarecido.


Funcionária do Instituto da Memória Nacional polonês trabalha na exumação da vala comum.


O trabalho de exumação dos túmulos está sendo realizada pelo Instituto da Memória Nacional da Polônia.


Perito manuseia fragmentos de ossada encontrada nesta segunda-feira.

Fotos: AFP
Fonte: Terra

Polônia busca restos mortais de vítimas do stalinismo em Varsóvia
Túmulo coletivo é exumado no cemitério militar da capital.
Cerca de 200 vítimas do regime comunista estariam enterradas ali.

Depois de mais de um ano, chegou ao fim nesta segunda-feira (13) o processo de exumação de um túmulo coletivo da era stalinista no cemitério militar de Varsóvia, capital da Polônia. Acredita-se que o túmulo tenha restos mortais de cerca de 200 pessoas, vítimas do regime comunista na Polônia durante o regime pós-Segunda Guerra Mundial.
"Durante a primeira etapa de trabalho no último verão, conseguimos exumar os restos de mais de cem vítimas", disse à AFP Krzysztof Szwagrzk, um oficial do Instituto da Memória Nacional que acompanhou o projeto.
No ano passado, o instituto exumou restos mortais de 117 supostas vítimas de uma era de terror stalinista que durou de 1948 a 1956 e caçou partidários antinazistas e antisoviéticos poloneses. Os restos foram removidos para o teste de DNA do Cemitério Militar de Powazki, na região central da capital polonesa.
O objetivo do projeto é encontrar os restos mortais do general Emil Fieldorf, chefe da resistência armada antinazista da Polônia, e de Witold Pilecki, um partidário polonês que se infiltrou voluntariamente no campo de concentração de Auschwitz com a intenção de divulgar o que viu.
Depois da guerra, os dois heróis da resistência foram acusados de traição e sentenciados à morte pelas autoridades comunistas na Polônia, fiéis ao ditador soviético Josef Stalin.

Fonte: G1

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vídeo mostra prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH


A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira.

O grupo prega intolerância e ataca moradores de rua, usuários de drogas, homossexuais, punks, skatistas e negros. Donato já responde a dois processos por agredir gays em Belo Horizonte.

O caso ganhou destaque na mídia mineira após Donato compartilhar um texto que surgiu de uma apuração do Centro de  Mídia Independente (CMI) e da coluna do historiador Matheus Machado, que escreve para o portal Bhaz. Na ocasião, o neonazista criticava o estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel Spínola. Nos comentários em seu perfil, ele dizia que conhecia o jovem e insinuava que o trote na instituição de ensino teria desencadeado investigações contra o grupo do qual faz parte.

No perfil de Antônio Donato, que foi deletado logo após a repercussão do caso, havia várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

Link do video:  http://www.youtube.com/watch?v=UU0BCmPHSuI&feature=player_embedded

Fonte: http://www.bhaz.com.br/video-mostra-prisao-de-neonazista-investigado-por-agredir-gays-e-negros-em-bh/

Mais material no Holocausto-Doc.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Amsterdã recompensará vítimas do nazismo multadas por não pagar impostos


Amsterdã estudará como recompensar os sobreviventes do Holocausto que foram multados por não terem pagado impostos durante o período em que estiveram ausentes em campos de concentração ou foragidos da perseguição nazista, publicou nesta quarta-feira o jornal holandês "Parool".

Dezenas de sobreviventes do Holocausto que conseguiram voltar à capital holandesa foram multadas pela falta de pagamento de uma taxa aplicada às propriedades (erfpacht) durante o período em que estiveram fora da cidade.

"Não podemos deixar isto como foi decidido na ocasião", afirmou o prefeito da cidade, Eberhard Van der Laan, que ressaltou: "Vamos ver como podemos corrigir o que deve ser corrigido".

Vários estudantes descobriram evidências destas práticas durante os trabalhos que realizavam para digitalizar o arquivo da Prefeitura de Amsterdã, o que levou às autoridades locais a considerar uma maneira de recompensar os afetados.

"Esta é uma situação séria que necessita ser examinada", declarou Van der Laan. "O aspecto legal (dos impostos) foi levado em conta com formalidade, burocracia e frieza ao invés de mostrar empatia em direção às vítimas".

Só 35 mil dos 140 mil judeus que viviam na Holanda no momento da explosão da Segunda Guerra Mundial sobreviveram ao conflito, sendo que das 107 mil pessoas que foram transferidas aos campos de concentração, 102 mil foram assassinadas, segundo Parool.

Um dos episódios mais conhecidos da invasão nazista da Holanda é o que relatou a jovem Anne Frank em seu diário durante os dois anos em que se manteve escondida em um apartamento de Amsterdã com sua família, até que foram descobertos e deportados para diferentes campos de concentração.

O diário, traduzido para 55 línguas, é um dos livros mais vendidos da história e se transformou em um testemunho real da perseguição sofrida pelos judeus pelo nazismo.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Novo estudo aponta para mais de 15 milhões de vítimas

Velas lembram das vítimas do Holocausto no Jewish Museum and Tolerance Center, em Moscovo, na Rússia
 Fotografia © Sergei Karpukhin - Reuters
Consulta de novos arquivos e uma busca meticulosa multiplicaram por três o impacto do nazismo durante a II Guerra Mundial.

Auschwitz e o Gueto de Varsóvia simbolizaram tanto o Holocausto que houve pouco esforço de memória coletiva para lembrar os milhares de locais onde o nazismo também levou a cabo os seus planos de morte. Os centros de extermínio em massa estão bem documentados, mas faltava uma observação mais atenta. Isso é o que está a fazer o Holocausto Memorial Museum de Washington através do projeto "Enciclopédia dos Campos e Guetos".

Segundo o jornal espanhol "ABC", o resultado, até agora, é um mapa de 42.500 campos de concentração, guetos, fábricas de trabalhos forçados e outros lugares de detenção distribuídos por toda a Europa, da França à Rússia. No total, entre 15 e 20 milhões de pessoas morreram ou estiveram detidas nesses centros, na sua maioria judeus, mas também integrantes de outros grupos perseguidos pelos nazis como ciganos ou homossexuais.

"Os números são mais altos do que se pensava de início. Já sabíamos que a vida era horrível nos campos e guetos, mas os números são absolutamente incríveis", afirma Hartmut Berghoff, diretor do German Historical Institute de Washington, onde um fórum acadêmico revelou as novas investigações avançadas pelo jornal norte-americano "The New York Times".

Os valores, fruto do trabalho de vários investigadores e obtidos a partir de testemunhos das vítimas, falam por si: 30.000 campos de trabalhos forçados, 1.1150 guetos de judeus, 980 campos de concentração, 500 bordéis de prostituição forçada e milhares de centros destinados à prática da eutanásia a pessoas dementes e a abortos forçados.

Os números têm diversas consequências. Uma é a constatação de que dificilmente a população alemã podia ignorar o que se estava a passar. Em Berlim, por exemplo, os investigadores documentaram cerca de 3.000 campos e "casas judias" onde se concentravam os prisioneiros antes da sua deportação para Leste. Segundo Martin Dean, editor do novo volume da Enciclopédia (o segundo de cinco volumes), "não se podia ir a nenhum lado na Alemanha sem nos depararmos com campos de trabalhos forçados, campos de prisioneiros de guerra ou campos de concentração. Estavam em todo o lado". Por isso, insiste,"não são sustentáveis as alegações de muitos alemães de que não tinham conhecimento do que se estava a passar com os seus vizinhos judeus".

Outra das consequências é que agora pode aumentar o número de famílias das vítimas a pedir indemnizações em tribunal. Até agora tinham existido processos judiciais contra grandes empresas que se aproveitaram da mão de obra escrava do Terceiro Reich, mas poucas vezes foi possível exigir indemnizações a empresários mais pequenos.

A investigação, para conseguir obter um mapa completo da geografia dos campos e guetos do nazismo teve um impulso decisivo com a abertura dos arquivos que pertenciam à antiga União Soviética. Segundo Martin Dean, "ao estarem disponíveis nas últimas décadas foram cruciais para identificar guetos em locais tão distantes como a Lituânia ou a Federação Russa, que apenas eram mencionados em documentação alemã".


Obs: Creio que agora vai haver uma histeria no meio "revisionista"/neonazista com os números. Como esse pessoal não lê o artigo e fica somente pelo titulo, não perceberão a parte "...entre 15 e 20 milhões de pessoas morreram ou estiveram detidas nesses centros..." . 
Mas sobre o artigo, depois da descoberta da quantidade maior de campos, guetos, bordeis e etc, e do consequente  conhecimento do povo alemão sobre o ocorrido, vou passar uma dica de livro:
  "Apoiando Hitler - Consentimento e coerção na Alemanha nazista - Robert Gellately"

Aproveitando, deem uma olhada no Holocaust Controversies que também saiu uma matéria muito interessante:
http://holocaustcontroversies.blogspot.com.br/2013/03/42500-camps-and-ghettos_11.html

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Herdeiros de Goebbels, ministro de Hitler, hoje são bilionários

O ministro da propaganda de Hitler, Paul Joseph Goebbels (à dir),com sua
esposa Magda e seus seis filhos; posicionado de uniforme, no centro
da imagem, Harald Quandt, filho do primeiro casamento de Magda.
 Uma investigação da Bloomberg mostrou que os "netos postiços" do ministro da propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, atualmente possuem espólios bilionários.

A fortuna não veio de Goebbels, que foi o segundo marido da avó das crianças, Magda, mas do avô biológico, Guenther Quandt, dono de um império industrial que produziu armas e mísseis para o governo nazista.

 Segundo a reportagem, de 1940 a 1945, as fábricas de Quandt funcionaram com a mão de obra forçada de mais de 50 mil trabalhadores, como prisioneiros de guerra e de campos de concentração.

Após a guerra, Guenther Quandt foi julgado como um "Mitlaeufer", ou seja, um apoiador nazista que não estava formalmente envolvido nos crimes do regime.

Os filhos biológicos de Quandt, Herbert (que não era filho de Magda, mas do primeiro casamento de Guenther) e Harald, herdaram a fortuna do pai (morto em 1954), que tinha entre seus ativos a participação na manufatura alemã de carros Daimler. Mais tarde, eles compraram parte da BMW (Bayerische Motoren Werke).

A família de Herbert tornou-se a acionista majoritária da BMW após a década de 1960, quando ele evitou o colapso da empresa e investiu na criação de novos modelos. Já os descendentes de Harald tiveram uma participação menor nas ações da BMW, embora detenham hoje uma fortuna avaliada em ao menos 6 bilhões de dólares pela Bloomberg.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1226591-herdeiros-de-goebbels-ministro-de-hitler-hoje-sao-bilionarios.shtml

Relacionado: Hugo Boss lamenta uso de trabalhadores forçados durante o nazismo

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Congresso dos EUA divulga arquivo com fotos do período da 2ª Guerra

Todas as fotos foram tiradas entre 1939 e 1944
Foto: Bilbioteca do Congresso dos EUA, Divisão de Fotografias e Material Impresso/BBC Brasil
  
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos disponibilizou seus arquivos com mais de 1.600 fotografias coloridas no Flickr, em um projeto aberto ao público em geral, que pode acrescentar comentários, notas e tags.

Todas as fotos foram tiradas entre 1939 e 1944 por fotógrafos que trabalhavam para a Farm Security Administration (FSA, ou Agência de Segurança Agrícola, em tradução livre) e para Office of War Information (OWI, ou Escritório de Informação de Guerra, em tradução livre. As imagens dos então agentes da FSA e do OWI mostram a vida cotidiana nos Estados Unidos, incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens.

As imagens originais são transparências coloridas que vão de um tamanho de 35 milímetros a 4 x 5 polegadas e têm como foco a rotina agrícola e os trabalhadores envolvidos em construção civil e aviação durante a Segunda Guerra Mundial.

O lançamento desta iniciativa-piloto tem como objetivo mostrar setores inéditos do acervo desta que é uma das maiores bibliotecas do mundo e de parceiros que se interessem pela ideia.

Espera-se que "instituições de patrimônio histórico que se juntem ao projeto compartilhem imagens de suas coleções fotográficas -sem restrições de direitos autorais conhecidas- como uma forma de aumentar a visibilidade dessas coleções com o público em geral". Veja as imagens.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6365641-EI8141,00-Congresso+dos+EUA+divulga+arquivo+com+fotos+do+periodo+da+Guerra.html


domingo, 30 de setembro de 2012

Documento da Cruz Vermelha Internacional, dando permissão para viagem, usado por Eichmann para escapar da Alemanha e ir para a Argentina


Imagem exibe documento da Cruz Vermelha Internacional, dando permissão para viagem, usado por Eichmann para escapar da Alemanha e ir para a Argentina. Ele conseguiu o documento falso através de um comitê da Cruz Vermelha Internacional em Gênova, em 1950


Detalhe do documento falso, escrito em italiano, que permitiu que Eichmann viajasse para a Argentina. Ele utilizou o nome de Ricardo Klement.

Fonte: Terra

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