quinta-feira, 6 de maio de 2010

Divulgadas imagens de documentos do massacre de Katyn


As imagens dos documentos secretos que detalham a decisão do governo soviético de assassinar 22 mil oficiais poloneses em Katyn, em 1940, foram divulgadas nesta quinta-feira pelas agências internacionais. A decisão de divulgar os documentos foi tomada ontem pelo presidente russo Dmitri Medvedev em um gesto de solidariedade em relação à Polônia, que recentemente foi abalada pela morte do presidente Lech Kaczynski.

Os documentos mostram como o líder Joseph Stálin aprovou o massacre comandado por Lavrenty Beria, seu homem de confiança dentro da polícia secreta, durante a Segunda Guerra Mundial.
O documento principal tem quatro páginas e foi enviado a Stálin por Beria, chefe da NKVD, precessora da KGB. Nele, o oficial expõe sua proposta de “rapidamente examinar o uso dos meios mais duros de punição - a morte a tiros”. A assinatura de Stálin e um carimbo de “top secret” ilustram a primeira página. A iniciativa, diz o jornal britânico Times, é mais uma tentativa de Moscou de resolver as polêmicas com Varsóvia em relação a Katyn. No entanto, mais de 100 volumes relacionados à investigação ainda seguem restritos.
Os documentos divulgados são cópias eletrônicas. No site http://rusarchives.ru/publication/katyn/spisok.shtml (o endereço está disponível, mas logo abaixo, na continuação da postagem, coloquei  ele traduzido, para facilitar) é possível encontrar sete documentos da chamada “pasta para guardar papéis especiais Nº1″, como era chamado o arquivo máximo da chefia soviética. O documento principal, com data de 5 de março de 1940 e com um sinal verde de Stálin e outros membros da cúpula soviética, acrescenta que estes casos devem ser vistos “sem pedir o comparecimento dos detidos e sem apresentação de acusações”.
Os russos ainda não reconheceram oficialmente o crime cometido em Katyn como um massacre. Primeiro, o regime soviético atribuiu as mortes aos nazistas. Depois da queda do comunismo, Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin abriram os arquivos do caso e a Rússia assumiu a responsabilidade. Mas ainda há um impasse sobre a “descrição legal do crime”. Putin, ao assumir o poder, endureceu novamente a posição de Moscou. O premiê chegou a dizer que se tratava de um “crime político”. Em 2008, jornais russos chegaram a atribuir o crime mais uma vez à Alemanha de Hitler.

No entanto, nos últimos tempos a Rússia vem tentando dar alguns passos para confrontar seu passado. Isso se acelerou depois do acidente que matou o presidente Lech Kaczynski e outras 95 pessoas a caminho de uma cerimônia de homenagem aos mortos em Katyn, mas algumas iniciativas já haviam sido tomadas. A própria cerimônia que participaria Kaczynski era uma. Outra foi a exibição do filme Katyn, do diretor polonês Andrzej Wajdas, pela primeira vez na televisão russa. Além disso, Medvedev participou pessoalmente o funeral do presidente, onde recebeu o pedido do cardeal Stanislaw Dziwisz para resolver a dificuldade história dos dois países.

Fonte: Site Terra



Por decisão do presidente da Federação da Rússia, DA  Medvedev colocou imagens eletrônicas de documentos de arquivo original sobre o problema "de Katyn" do pacote "N 1"



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Fonte: http://rusarchives.ru/publication/katyn/spisok.shtml


sábado, 1 de maio de 2010

Passaporte para a vida

A luta de um homem corajoso que salvou milhares de judeus durante a Guerra.
 
Chiune (Sempo) Sugihara acordou com os gritos do lado de fora do consulado japonês em Kovno, na Lituânia. Através de uma janela, o diplomata de 40 anos de idade, viu, incrédulo, centenas de homens, mulheres e crian-ças. Muitos destes homens tinham barba e usavam longos casacos e chapéus de pele. Algumas pessoas seguravam bebês ou ajudavam os parentes mais idosos. A maioria carregava tudo o que possuía em trouxas.

"São refugiados judeus" – um contínuo do consulado disse a Sugihara. "Querem que o senhor salve suas vidas."

Era 27 de julho de 1940. No mês de setembro anterior a Alemanha invadira a Polônia e relatórios horríveis dos crimes alemães contra os judeus se espalhavam. Mas o que isto tinha a ver com um obscuro diplomata japonês na Lituânia? Sugihara pe-diu um encontro e Zorach Warhaftig, um advogado na casa dos 30, explicou a situação de seu povo.

Famílias inteiras estavam sendo assassinadas pelos nazistas, Warhaftig contou a Sugihara. Os refugiados conseguiram chegar à Lituânia dominada pelos russos, mas era apenas uma questão de tempo antes da guerra estourar ali também.

Sobrava apenas uma rota de fuga – por terra através da União Soviética. Mas os russos nunca os deixa-riam passar sem prova de que os judeus seriam recebidos por outro país depois de cruzar a União Soviética. Outros con-su-la-dos na Lituânia ou foram omissos ou fecharam.

Milhares de vistos seriam necessários. "Quero ajudá-los" – disse Sugihara – "mas tenho que pedir permissão a Tóquio."
Warhaftig ficou preocupado. Poucos países em 1940 queriam ajudar os judeus deserdados e o Japão era quase um aliado formal da Alemanha.

Na multidão naquele dia estava Yehoshua Nishri, 20 anos. Ele ouviu o relato de Warhaftig. É nossa única esperança – pensou. O tempo está correndo.

Sugihara telegrafou ao Ministro do Exterior em Tóquio, explicando a situação dos judeus. "Estou pedindo permissão para emitir vistos de trânsito imediatamente" – escreveu.

Dois dias mais tarde veio a resposta. Decepcionado, Sugihara leu: "Você não pode conceder vistos de trânsito para pessoas sem destino conhecido."

Naquela noite, Sugihara andou para lá e para cá até a alvorada. "Preciso fazer alguma coisa" – disse à esposa, Yukiko, que ficou acordada com ele.

"Sim" – Yukiko disse. "Precisamos." Ela pensou, triste, no aviso do parque de "Proibido para judeus." Como as pessoas podem fechar seu coração por ódio cego? ela pensava. O olhar de desespero nos olhos daqueles refugiados – especialmente daqueles com crianças pequenas – tocou a jovem mãe de três meninos.
Sugihara telegrafou novamente a Tóquio, explicando que aquele refugiados precisariam de 20 dias para cruzar a União Soviética. Partindo de barco do porto russo de Vladivostok, em 30 dias chegariam ao Japão. Com certeza, em 50 dias, ele argumentou, um destino final seria encontrado.

A resposta ainda era não.

Casal Sugihara 

Sugihara mandou um terceiro telegrama para Tóquio explicando que com um avanço nazista iminente, os judeus não tinham mais para onde se voltar. De novo, negativo. A escolha para Sempo Sugihara era óbvia: tinha de obedecer a seu governo ou a sua cons-ciên-cia.

Sempo Sugihara sempre agia independentemente. Formou-se no colégio com notas brilhantes e seu pai insistiu que fosse médico. Mas o sonho de Sempo era estudar literatura e morar no exterior.

Na manhã do vestibular de medicina, o jovem Sugihara saiu de casa com o conselho de seu pai para dar o melhor de si. Mas quando as provas foram entregues, ele escreveu seu nome no cabeçalho e colocou o lápis de lado. Quando o teste terminou, entregou uma folha em branco.

Sugihara foi estudar inglês na conceituada Universidade Waseda. Pagou seus estudos trabalhando meio-período como estivador, professor particular e puxador de riquixá.

Certo dia, ele viu um anúncio intrigante nos classificados. O Ministério das Relações Exteriores estava procurando jovens que quisessem estudar no exterior como início para a carreira diplomática. Caía como uma luva para o jovem sonhador. Um dos únicos a passar o teste eliminatório, Sugihara foi enviado para Harbin, na China. Lá estudou russo.

Depois de se formar com louvor, entrou a serviço do governo da Mandchúria controlada pelos japoneses, no nordeste da China. Chegou a vice-ministro de Relações Exteriores. Certa vez, quando o governo soviético queria vender uma ferrovia aos japoneses, Sugihara pesquisou o negócio. Depois de descobrir que o preço pedido era o dobro do valor da ferrovia, conseguiu cortar o preço pela metade.

Tal iniciativa logo colocou Sugihara a um passo de se tornar Ministro das Relações Exteriores da Mandchúria. Mas ele ficou desalentado com a maneira cruel com que seus concidadãos tratavam a população local. Sugihara renunciou ao cargo de vice-ministro e voltou ao Japão em 1934.

Uma vez que era um funcionário do governo japonês que dominava o russo como ninguém, o Chanceler esperava colocá-lo na embaixada em Moscou. Mas os soviéticos se lembraram do negócio da ferrovia e recusaram as credenciais de Sugihara. Em vez disso, Tóquio enviou-o a Lituânia para abrir uma represen-tação consular em 1939. Lá poderia relatar as atividades soviéticas e os planos alemães de guerra. Seis meses mais tarde, a guerra eclodiu e a União Soviética anexou a Lituânia. Todos os consulados deveriam ser fechados. E a multidão de judeus nos portões de Su-gihara aumentava a cada instante.

Sugihara e sua esposa discutiram o que aconteceria se ele desobedecesse ordens. "Poderia ser o fim de minha carreira" – ele disse. Mas no final, Sugihara sabia que caminho seguir.

"Vou ter de desobedecer a meu governo" – disse a Yukiko. "Mas se não o fizer, estarei desobedecendo a Deus."

Fora do consulado, Sugihara anunciou à multidão: "Vou conceder vistos de trânsito a quem quiser."
Houve um silêncio chocante, depois uma explosão de alegria. Muitos choravam, rezando. Uma fila longa e desorganizada se formou enquanto as pessoas se acotovelavam por um lugar.

Uma vez que os vistos japoneses eram apenas de trânsito, as pessoas deveriam ter de declarar um destino final. Curaçao, uma possessão holandesa no Caribe, foi uma sugestão. Warhaftig obteve uma declaração de que não era necessário visto para entrar nesta colônia.

Sugihara começou a emitir vistos naquela manhã, 1º de agosto. Primeiro, ele fazia as perguntas de praxe: se tinham passagem para fora do Japão; se tinham dinheiro suficiente para a viagem. Mas quando se tornou óbvio que muitos refugiados fugiram com a roupa do corpo, Sugihara omitiu estas perguntas.

Igo Feldblum, 12 anos, e sua família, escaparam de Cracóvia, Polônia. Quando foi sua vez de entrar no escritório de Sugihara, um dos assistentes do cônsul sussurrava uma frase a cada membro da família de Igo: "Banzai Nipon!" (Vida longa ao Japão!). Com estas palavras, Sugihara podia confirmar que os refugiados "falavam japonês".

Cada visto levava quinze minutos. Sugihara deixara de almoçar para emitir tantos quanto possível. Mesmo assim, quando finalmente parou naquela primeira noite, a multidão não diminuiu.

Ele trabalhou dia e noite e quando acabaram os formulários oficiais, escreveu mais à mão. À medida que passavam os dias, ele começou a ficar fraco. Seus olhos se tornaram injetados pela falta de sono. "Penso se não deveria parar já" – disse, exausto, à sua esposa uma noite.

"Vamos salvar o mais que pudermos" – Yukiko respondeu baixinho.

Na terceira semana de agosto, Sugihara recebeu telegramas ordenando-o a parar. Grande número de refugiados poloneses chegava ao Japão nos portos de Yokohama e Kobe, provocando confusão. Sugihara ignorou as ordens.

No final de agosto, os soviéticos exigiam que o consulado fosse fechado. Tóquio instruiu Sugihara a se mudar para Berlim. Porém centenas de judeus ainda estavam chegando. As faces suplicantes na multidão eram demais para ele. "Vou ficar uma noite num hotel aqui" – anunciou. "Vou conceder o máximo de vistos que puder antes de partir."

Documentos de viaje carimbados com o visto de Sugihara

Uma multidão seguiu a família até o hotel, onde Sugihara continuou a escrever. Na manhã seguinte, um grupo ainda maior seguiu Sugihara e sua família à estação do trem. No trem, ele continuou a escrever freneticamente, mas não conseguia dar vistos para todos. Começou a assinar seu nome em folhas em branco, esperando que o resto pudesse ser preen-chido. Ainda estava passando papéis quando o trem partiu.

"Sempo Sugihara" – um homem gritou nos trilhos – "nunca o esqueceremos."
Agarrando seus preciosos vistos, os refugiados partiram para o leste através da Sibéria. Quando se encontraram em segurança a bordo de um navio para o Japão, muitos estavam convencidos de que a pressa com que Sugihara escreveu e selou os pedaços de papel fora de algum modo abençoada.

Moshê Cohen, um estudante de religião de 17 anos, certamente o pensava. Quando seu grupo se preparava para subir no navio para Kobe, Cohen viu um oficial russo empurrar um rabino em direção a dois oficiais japoneses que verificavam os vistos. Quando o rabino abriu seu passaporte, o vento carregou o visto, levando-o num arco flutuante sobre a água.

"Todos olhamos, transfixados" – disse Cohen. "Voou a nosso redor até aterrissar na rampa, bem em frente aos pés do rabino. Ele o entregou aos japoneses, que acenaram para que seguisse."

No Japão, os judeus foram tratados sem discriminação. Quando seus vistos de trânsito expiraram, tiveram permissão para ir para Xangai esperar pelo fim da guerra. Curaçao estava fechado para eles. Depois da guerra, alguns ficaram no Japão. A maior parte dos outros foi para os Estados Unidos, América do Sul ou Palestina, o futuro Estado de Israel.

Sugihara estima que concedeu 3.500 vistos. Outros dizem que foram 6.000.


                   Judeus esperando por vistos em frente ao consulado japones em Kovno

Durante a guerra, Sugihara dirigiu os consulados na Tchecoslováquia, Romênia e Alemanha. Uma vez que seu governo nunca mencionou os vistos, achava que haviam esquecido.

Em 1945, Sugihara dirigia o consulado japonês em Bucareste, Romênia, quando ele e sua família foram presos pelas tropas soviéticas e levados a um campo de prisioneiros. Depois de 21 meses, a família retornou ao Japão.

De volta a Tóquio, Sugihara esperava que lhe oferecessem uma embaixada. Mas o vice-chanceler pediu sua renúncia. A costumeira carta de recomendação foi negada. Sugihara percebeu que se lembravam do que ele fizera na Lituânia.

Para sustentar a família, o diplomata de carreira primeiro tentou vender lâmpadas de porta em porta. Finalmente se mudou para Moscou para dirigir uma filial de uma empresa exportadora, deixando sua família para trás por longos períodos de tempo.

Os judeus cuja vida ele salvou nunca se esqueceram de Sugihara. Muitos tentaram encontrá-lo; suas investigações junto à Chancelaria de Tóquio foram infrutíferas.

Certo dia, em 1967, o filho de Sugihara, Hiroki, recebeu uma mensagem de um oficial da embaixada israelense em Tóquio que queria vê-lo. Era Yehoshua Nishri, que havia rastreado a família por meio de uma lista de universitários.

"Há anos procuro por seu pai" – Nishri contou a Hiroki. "Nunca esquecerei o homem que salvou minha vida."
Hiroki disse que seu pai estava trabalhando em Moscou. "Diga-lhe que Israel quer homenageá-lo pelo que ele fez" – Nishri falou.

Hiroki recebeu uma resposta típica de seu pai: estava ocupado com o trabalho e não tinha tempo para agradecimentos oficiais. Mas três meses mais tarde, Nishri convenceu Sugihara a ir para Israel.

Em Tel-Aviv, Sugihara foi recebido como herói. Houve festas para homenageá-lo organizadas por quem ele salvou – alguns deles desempenhavam papel importante na jovem história de Israel. Entre eles, Zorach Warhaftig que ajuda-ra a escrever a Declaração de Independência de Israel e era agora Ministro de Assuntos Religiosos.

"Sempre fiquei a pensar" – disse Warhaftig – "por que você fez aquilo."

Sugihara respondeu: "Vi pessoas em desespero e era capaz de ajudá-las e, então, por que não fazê-lo?"
Em 1984, o Departamento dos Mártires e Heróis do Holocausto de Israel concedeu a Sugihara o título de "Justo entre as Nações." Sugihara, com 85 anos, estava fraco demais para comparecer à cerimônia, assim sua esposa recebeu o prêmio. Um parque recebeu seu nome em 1992; Sugihara recebeu o título de cidadão honorário de Israel.

Sugihara foi homenageado nos Estados Unidos também. Recentemente, a Yeshivá de Mir celebrou o jubileu de ouro em Nova York. Todo o corpo docente e discente da escola – cerca de 300 rabinos, alunos e familiares – fugiu de Mir, Polônia e foi salvo por Sugihara. O aniversário foi comemorado com a criação do Sempo Sugihara Educational Fund em prol dos jovens eruditos judeus.
Igo Feldblum é atualmente médico em Haifa, Israel. "Um homem corajoso faz coisas difíceis" – reflete. "Um herói faz coisas que parecem impossíveis. Ele agiu mesmo sabendo que nada ganharia em troca."

Sugihara morreu no Japão em 1986 em relativa obscuridade. Apenas quando um grande número de judeus ortodoxos compareceu a sua casa para o funeral é que seus vizinhos perceberam que viviam ao lado de um herói.

Em 1991, o governo japonês emitiu um tardio pedido de desculpas a sua família por demiti-lo. Sua esposa e filhos ainda têm contato com judeus agradecidos que receberam um dos vistos de Su-gi-hara. Estima-se que se os descen-dentes dos que foram salvos fossem computados, haveria dezenas de milhares em todo o mundo que devem suas vidas ao corajoso diplomata.

Warhaftig, que tem 25 netos, olha para trás para o que aconteceu, e diz:

"Sempo Sugihara foi um emissário de Deus."

Por David Tracey
Fonte: http://www.chabad.org/
United States Holocaust Memorial Museum Photo Archive
http://www1.yadvashem.org/es/righteous/stories_sugihara.asp

Janusz Korczak,



Janusz Korczak, pseudônimo de Henryk Goldszmit (Varsóvia, 22 de julho de 1878 ou 1879 — Treblinka, agosto de 1942) foi um pediatra, autor infantil e pedagogo judeu polonês.

Biografia

Korczak nasceu na capital da Polônia, numa família judia. Seu pai Józef Goldszmit morreu em 1896 (provavelmente suicídio), deixando a família sem nenhuma fonte de renda. Durante os anos seguintes, Korczak, ainda adolescente, passou a sustentar sua mãe, irmã e avó.
Em 1898, usou pela primeira vez o nome Janusz Korczak como pseudônimo para participar de um concurso literário. O nome foi inspirado no livro Janasz Korczak and the pretty Swordsweeperlady escrito por Józef Ignacy Kraszewski. Entre 1898–1904 Korczak estudou medicina em Varsóvia e também escreveu para alguns jornais da Polônia.
Graduado em pediatria, durante dois anos (1905-1906) serviu como médico do exército na Guerra Russo-japonesa. Durante esse período, seu livro Child of the Drawing Room se tornou conhecido nos meios literários. Depois da guerra continuou a trabalhar como médico em Varsóvia
Entre 1907–1908, Korczak deu continuidade a seus estudos em Berlin. Enquanto trabalhava para o Orphan's Society, em 1909, conheceu Stefania Wilczyńska. Em 1911–1912 se tornou diretor do Dom Sierot, um orfanato para crianças judias na capital polonesa. Wilczyńska se tornou próxima a ele nessa empreitada. No orfanato ele criou uma espécie de república das crianças, com um parlamento, tribunal e jornal próprios.
Em 1914 Korczak voltou a atuar como médico do exército com a patente de tenente durante a I Guerra Mundial. Escreveu um ensaio pedagógico no tempo que tinha livre. Em Kiev conheceu Maryna Falska, que depois se tornou sua ajudante em Varsóvia. Retornou à sua cidade natal quando a Polônia recuperou a independência em 1918.

O orfanato da Krochmalna, onde Korczak trabalhou

Depois da guerra, fundou um outro orfanato chamado Nasz dom (Nosso lar) e deu continuidade a seu trabalho no Dom Sierot. Durante a guerra entre a Polônia e a União Soviética serviu novamente como médico do exército. Nesse período, contraiu tifo e sua mãe morreu dessa doença.
Em 1926 permitiu às crianças do orfanato começarem seu próprio jornal, o Mały Przegląd, que acompanhava semanalmente o jornal judeu Nasz Przegląd.
Entre 1934–1936 Korczak viajou anualmente para a Palestina para visitar os kibbutzim. Isso aumentou os ataques anti-semitas contra ele. O que o levou a parar de trabalhar no órfanato não judeu em que atuava. Apesar disso, não quis se mudar para a Palestina mesmo quanto Wilczyńska foi em 1938.
Em 1939, com o início da II Guerra Mundial, Korczak tentou se alistar no exército polonês mas foi recusado por causa da sua idade. Ele testemunhou a chegada do Wehrmacht (nome do exército alemão durante a segunda grande guerra) à Varsóvia. Quando os nazistas criaram o gueto de Varsóvia em 1940, seu orfanato foi obrigado a se mudar para dentro do gueto. Korczak foi junto, por sua vontade, para não abandonar suas crianças.
No dia 5 de agosto (para alguns 6 de agosto) de 1942, soldados alemães levaram as cerca de 200 crianças que estavam no orfanato, aproximadamente 12 funcionários e Janusz Korczak para o campo de concentração de Treblinka. Não se tem claro o que aconteceu com Korczak após entrar no trem para Treblinka, o mais provável é que tenha morrido numa câmara de gás ao chegar no campo de concentração.

                                          "Janusz Korczak e a criança" em Yad Vashem
 

Janusz Korczak e seu "Diário do Gueto"

Alguns dias após sua deportação para Treblinka junto com todos os residentes do orfanato que dirigia, Korczak conseguiu fazer chegar às mãos de um amigo polonês as páginas de seu diário e este as escondeu até o fim da 2ª Guerra Mundial.

Alguns dias após sua deportação para Treblinka junto com todos os residentes do orfanato que dirigia, Korczak conseguiu fazer chegar às mãos de um amigo polonês as páginas de seu diário e este as escondeu até o fim da 2ª Guerra Mundial.

Korczak escreveu seu diário no Gueto de Varsóvia, no período de maio a agosto de 1942. Embora desde 1939 sentisse necessidade de deixar um legado espiritual, tendo mesmo iniciado os primeiros registros já em janeiro de 1940, foi só dois anos mais tarde, quando a morte se aproximava, que o médico-educador retomou o trabalho, e o levou a termo.

Para entender e poder avaliar seu relato, temos que levar em conta o local, o momento e as circunstâncias em que foi escrito. O gueto era, então, uma área na capital, relativamente restrita e cercada por muros, onde se comprimia uma população de mais de meio milhão de judeus oriundos de Varsóvia e localidades próximas. Korczak o chamava de "o distrito dos condenados", assim o descrevendo: "A aparência do lugar muda de um dia para o outro: uma prisão, uma área acometida por uma epidemia, um asilo de lunáticos".

A fome e o tifo dizimavam a população. As pessoas morriam nas ruas e os encarregados não davam conta da remoção dos cadáveres. Removidos pela manhã, novas pilhas se formavam à tarde. Crianças brincavam nas calçadas, em meio a corpos apenas cobertos por jornais. O tempo, como o conhecemos, dos dias e dos meses, não existia. A existência era conduzida de um instante a outro.

Na época em que escreveu seu diário, Korczak estava com 64 anos e com a saúde muito debilitada. Sofria do coração, além de estar, aos poucos, sucumbindo sob o peso da responsabilidade pelo destino de mais de 200 crianças e adolescentes, na faixa dos sete aos dezessete anos. Durante a ocupação alemã, seu orfanato situava-se em um prédio na esquina das ruas Sienna e Sliska, desde que fora transferido da sede da rua Krochmalna 92, porque esta se encontrava fora dos muros do gueto.

No orfanato, as atividades se concentravam no salão do segundo andar, que, à noite, servia de dormitório, mas de dia se transformava em refeitório e sala de aula. Os eventos e reuniões eram no salão do terceiro andar, onde foi encenada a última peça teatral, "O Correio", do indiano Rabindranath Tagore.

O ambiente era calmo e bem organizado, em virtude de praticarem os princípios pedagógicos de Korczak. A pequena comunidade infantil tinha seu autogoverno, seu tribunal, seu pequeno jornal; havia turnos para a rotina diária: atividades de aula e lições de casa. As crianças estudavam, limpavam e arrumavam a casa, trabalhavam na lavanderia e na cozinha. Uma vez por semana, regularmente, eram todos pesados e medidos, para acompanhar seu crescimento. A alimentação, no orfanato, era muito simples e restrita, mas, para os padrões do gueto, era até luxuosa.

Desde 1911, a rotina diária da instituição ficava a cargo da assistente do professor, Stefania Wilczynska. Korczak saía de manhã e só retornava mais tarde. Era responsável por 200 crianças e precisava providenciar seu sustento. Visitava escritórios de instituições da comunidade judaica, pessoas com recursos, até mesmo colaboradores. Dessas verdadeiras peregrinações, ele voltava esgotado. À noite ficava na enfermaria, ao lado das crianças mais debilitadas, entregue a seus pensamentos e escritos.

No diário, Korczak fala consigo mesmo, registra pensamentos, memórias e impressões. Nas primeiras páginas, revela a intenção de transmitir para o futuro o legado de suas experiências, teorias e opiniões. Mas com o progredir das linhas, seu desenho inicial se torna cada vez mais distante, porque desligar-se da agonia do gueto era praticamente impossível. Sempre franco, manteve-se fiel às verdades professadas ao longo de sua vida, defendendo-as até o fim.
Em julho de 1942, quando já era evidente que o gueto estava para ser liquidado, uma antiga assistente dos tempos anteriores à guerra, Maryna Falska, fez uma última tentativa de salvar Korczak. Antes disso, inúmeras vezes seus amigos de fora dos muros tentaram convencê-lo a deixar o espaço murado, oferecendo-lhe ajuda. A assistente havia preparado tudo, escrupulosamente: uma carteira de identidade alemã, com nome falso, e um quarto seguro na periferia de Varsóvia, nas proximidades do orfanato polonês que ele dirigira, antes da ocupação alemã. Mas ele nem em sonhos abandonaria suas crianças, para que, sozinhas, sufocassem nas câmaras de gás. Não teria forças de sobreviver depois disso...

No dia 5 de agosto de 1942, teve início a marcha das crianças e dos professores do orfanato, liderados por Janusz Korczak e sua assistente, Stefania Wilczinska. Arrumados, vestindo suas melhores roupas, as crianças marchavam em fileiras de quatro, carregando sua bandeira pelas ruas desertas de Varsóvia, em direção à Umschlagplatz, o ponto de reunião perto da estação de trens, Gdansk. De lá foram transportados em vagões de gado, para o campo de extermínio de Treblinka, onde, à chegada, foram todos asfixiados.

O Karl Marx das crianças

Seu verdadeiro nome era Hersh Goldszmit. Mas como considerava o polonês sua língua materna, e não o iídiche, fazia-se chamar de Henryk. No entanto, ficou conhecido na Polônia e em outros países pelo nome Janusz Korczak, pseudônimo com o qual assinava seus ensaios e livros, tomado emprestado de um romance polonês do século 19.
Durante os anos de estudante, em uma viagem à Suíça, conheceu uma jovem judia de Varsóvia, Stefania Wilczynska, que se tornaria sua assistente durante 30 anos, e com quem compartilhou sonhos, utopias e seu destino final. Impressionava-o a crueldade e a falta de sensibilidade com que os adultos tratavam as crianças e os jovens. Isto o levou a querer dedicar-se apenas a eles. Em sua opinião, eram os proletários mais antigos e mais miseráveis. Depois de se especializar em Pediatria e trabalhar em hospitais infantis, foi-se cristalizando seu sonho de construir uma instituição modelo, em que o interesse das crianças viesse em primeiro lugar. Queria fundar uma sociedade de crianças para órfãos, da qual surgiria uma República das Crianças, com seu autogoverno, seu parlamento e seu tribunal de justiça. Seria o fim dos maus-tratos contra a infância. Queria ser o Karl Marx das crianças.

Finalmente, foi construída a sede da instituição Casa dos Órfãos, ou Dom Sierot, em polonês. Era uma grande construção de três andares, na Rua Krochmalna. No ático, havia um pequeno quarto entre o dormitório dos meninos e o das meninas, onde o educador se refugiava quando o cansaço ou a perturbação o venciam. Nesse local, brotavam-lhe as idéias, que registrava rapidamente no papel. Passava as noites a escrever ensaios e livros. Sua ambição era ser reconhecido como um proletário idealista que concebera uma utopia redentora: a união das crianças do mundo inteiro. Dom Sierot seria o núcleo de um futuro estado baseado no senso de justiça dos menores.

Meninos e meninas elegeram 22 representantes para o seu parlamento. Korczak abriu solenemente a primeira sessão. Era dever dos adultos orientar as crianças, mostrando-lhes como devia funcionar a justiça e a democracia em sociedade. Usava o termo "pedocracia", a transferência do poder dos adultos para as crianças. Em sua opinião, estas tinham um senso de justiça inato, tendo muito a ensinar aos adultos. Sonhava com o surgimento de um novo tipo de ser humano. Em Pruszkov, cidade próxima, havia também um orfanato polonês inspirado em sua teoria. Foi mentor e pai espiritual dessa instituição enquanto o fato de ser judeu não representava um problema.


Cresce o anti-semitismo

Com o passar dos anos e o recrudescimento do anti-semitismo, sua condição de judeu fez com que seu sonho acabasse confinado unicamente às crianças de seu povo, três vezes órfãs: por não terem uma casa, por sua condição de crianças que as tornava reféns dos adultos, e por pertencerem a um povo atormentado entre as nações. Ainda acreditava que melhores tempos viriam e a luz acabaria irradiada da rua Krochmalna, pobre e judaica, onde o mais importante era que reinasse o governo das crianças, com seu parlamento e seu jornalzinho.

Com a ocupação alemã, o orfanato teve que ser transferido da sede de rua Krochmalna para dentro do gueto. Com freqüência, Korczak era chamado ao quartel-general da Gestapo. O oficial nazista responsável pelo orfanato era pediatra, na vida civil, e conhecia bem as teorias de Korczak. Acreditava que aquele judeu polonês, que, com um nome eslavo, soube infiltrar-se no mundo ariano como "renomado pensador e reformador", poderia ser útil à propaganda nazista, e não hesitaria em trair seu povo e suas idéias para salvar a pele. Como estava enganado...

Às vésperas do extermínio


Nas ruas do gueto, os judeus observavam perplexos os cartazes anunciando as deportações. Varsóvia, afinal das contas, era o coração da Polônia judaica e, portanto, certamente só os que eram considerados "inúteis" pelos alemães seriam enviados para trabalho em "algum lugar ao Leste". Parecia inconcebível que o Gueto de Varsóvia estivesse destinado a ser liquidado, tanto que, ao lado dos cartazes que anunciavam as deportações, havia outros anunciando atividades culturais e peças teatrais em iídiche. No entanto, Korczak foi informado pelo oficial alemão que vigiava o orfanato que dentro em breve suas 200 crianças seriam aniquiladas.

Após a incredulidade inicial, a população teve a consciência de que as deportações eram sinônimo de Treblinka, que, por sua vez, era sinônimo de morte. Os alemães planejavam liquidar não somente o Gueto de Varsóvia, mas a população judaica em sua totalidade, de uma vez por todas.


Certo dia, o jovem Abrasha, um dos órfãos, talvez o preferido e mais querido, veio reclamar com Korczak por que não lhe haviam ensinado a usar uma arma para se defender, no lugar de o enganar com brincadeiras de tribunal de justiça e parlamento infantil e com o discurso da República das Crianças. Havia um jornal e peças teatrais, fazendo com que as crianças acreditassem ser os pioneiros de um mundo novo. Em seu pleito, admitia que o "Doutor", como era chamado, respeitosamente, e seus assistentes cuidavam para que as crianças estivessem saudáveis e limpas, que fizessem exercício, que estudassem. Antes dos tempos do gueto, até faziam passeios e freqüentavam acampamentos nas férias de verão. Antes tivessem aprendido a ser fortes e manusear armas, porque logo todos seriam mortos. Não sobraria ninguém a quem pedir batatas ou um pouco de açúcar.

Até mesmo Stefania, a leal assistente que ficou ao lado de Korczak durante mais de 30 anos, acreditava que havia chegado a hora de fechar o orfanato, pois, quem sabe, alguma criança poderia, assim, sobreviver.

Preparação das crianças: a última peça

Korczak queria manter a responsabilidade por todos os seus órfãos, até o fim. Estava velho e doente, um homem alquebrado a quem sobrara, como única alternativa, continuar fiel a seus princípios. Assim, decidiu preparar as crianças para morrer com dignidade e coragem, de forma a representar um ato de protesto.
Afirmava que morrer não era estar morto, que meninos e meninas mortos voltariam a viver na eternidade, que o castigo de seus assassinos se prolongaria para sempre. "Se é necessário morrer sem ter armas para se defender, então o único outro jeito de enfrentar esse destino é morrer cantando. Se a vítima canta, face a face com o assassino, mostra com isso acreditar que seu algoz será destruído para sempre. Teremos de marchar até a Umschlagplatz. Nós, do Orfanato Dom Sierot, marcharemos em fila, cantando e empunhando nossa bandeira, com a mesma dignidade de quando, no passado, saíamos para nossas excursões. Todos nós marcharemos cantando".

Antes do fim, Korczak decidiu encenar com as crianças uma última peça teatral, que escolheu com cuidado especial: O Correio, do indiano Rabindranath Tagore, onde o autor ensina as crianças a não temerem a morte. O tema versa sobre um menino doente que é proibido de deixar seu quarto, e a quem a morte liberta da doença e da agonia. Desta forma, um dia, quando chegasse a hora, poderia acordar para um mundo melhor.

A Marcha a Umschlagplatz - e depois, Treblinka

A deportação dos judeus do Gueto de Varsóvia foi realizada entre julho e outubro de 1942. A liquidação dos lares de crianças e orfanatos se iniciou no mês de agosto.

Numa manhã quente, ouviram-se os gritos de "Raus, Raus!". Korczak havia explicado às crianças as idéias contidas na peça de Tagore, ensinando-lhes a não ter medo de nada e lhes assegurando que nunca se separaria delas. Alertara-as para que quando ouvissem aquele grito, descessem rápida e ordenadamente, e se mantivessem unidos porque iriam todos marchar juntos, cantando.

E assim foi. Na chegada à Umschlagplatz, o trem que os levaria a Treblinka já os aguardava. Uma centena de crianças subiu em um vagão; os outros cem, em um segundo vagão. Com eles, Janusz Korczak, sua assistente Stefania Wilczynska e os outros membros da equipe do orfanato. Todos morreram nas câmaras de gás de Treblinka.

Em suas últimas anotações, antes da marcha derradeira, Janusz Korczak escreveu: "Não desejo a ninguém nada de mal. Não consigo fazê-lo. Não sei como se faz isso... Mas o que eu agora suporto, aconteceu, mesmo. Simplesmente aconteceu".



Estatua de Janusz Korczak e suas crianças do gueto.


Fonte: http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=776&p=1

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lança Rojão RPzB-54 Panzerschrek



O Panzerschreck foi um lança-rojão desenvolvido pela Alemanha Nazi, a partir de 1943.

História


A partir de 1942, os EUA começaram a produção em massa da Bazooka, e os alemães tinham apenas as antiquadas Panzerfaust. Então, a partir de bazookas capturadas, foi desenvolvido o Panzerschreck (do alemão: panzer= tanque; schreck= terror), que ficou conhecido literalmente como o "terror dos tanques". De fato, não havia tanques aliados que resistissem às suas granadas, que podiam alcançar mais de 180 metros. Porém, não teve um uso muito expressivo, pois apenas começou a ser produzido em massa a partir da segunda metade da guerra.

Soldados alemães do regimento Großdeutschland  em ruinas no Fronte Leste, 1944.


Soldados da Estonia com um Panzerschreck (Raketenpanzerbüchse)


Panzerschrek e Panzerfaust


Esquadrão Panzerschreck


O uso


Apesar de não ter uma utilização tão larga quanto a bazooka, o Panzerschreck conseguiu intimidar os aliados. Porém, seu desenho ainda apresentava alguns problemas, como a necessidade de se usar um pesado escudo montado ao tubo, pois o propelente ainda queimava ao deixar a arma, e atingia o rosto do operador. Eram necessários três homens para dispará-la (um atirador que também fazia a pontaria; dois municiadores), mas um soldado corajoso podia dispará-la sozinho. Utilizava-se do mesmo processo que dispara as granadas da bazooka: uma corrente elétrica, acionada pelo gatilho, percorre a alma do tubo, e provoca a queima do propelente. Seu maior problema era o peso: 9kg vazia (com o escudo, o peso subia para 11kg).
Grupo antitanque de paraquedista no Fronte Oeste, armados de Panzerschrek e Panzerfaust

 
Panzerschreck RPzB54


Panzerschrek e Panzerfaust

RPzB-54

Conhecida popularmente como Panzerschreck: "terror dos blindados" ou Ofenröhr: "chaminé de fogão"

Inspirada em exemplares capturados da Bazzoka, mas com calibre maior para mais poder de fogo, a RPzB-54 incorporava um escudo, eliminando o problema de sua antecessora, a RPzB-43, em que o propelente do rojão (que ainda queimava após deixar o tubo) atingia o rosto do atirador. Em compensação, o escudo provocava um recuo quando o propelente atingia a superfície do escudo. Operada por equipes de 2 soldados, era inicialmente menos efetiva que a descartável Panzerfaust, pois o seu tamanho levava o atirador a disparar de alcances maiores,mas era simplesmente devastadora contra qualquer blindado.

Modelo: Raketenpanzerbüchse 54
Produção Total: 289.151 (RpzB-54) + 25.744 (RPzB-54/1)
Comprimento: 1,64 m
Calibre: 88 mm
Peso: 9,3 kg (11 kg com escudo)
Ignição: Por meio de magneto
Alça de Mira: Fixas a 100, 150 e 200 metros
Alcance: 180 metros (máximo), 120 m (efetivo)
Granada: AT, carga oca RPzB.Gr. 4992 (regulado para um alcance máximo de 180 m)
Peso da Granada: 3,3 kg (total), 0,66 kg (carga explosiva)
Penetração: 100 mm (prática), 230 mm (teórica)
Guarnição: 2 (atirador e municiador)








Operador de um RPzB 43 com mascara de proteção e poncho.

 
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Panzerschreck 
http://tropaselite.t35.com/
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