sábado, 11 de junho de 2011

Os métodos de prisão e interrogatório da Gestapo

Plousk, Polónia, um homem da Gestapo com seu carro,1939.
Atrás de qualquer prisão feita pela Gestapo ocultava-se a perspectiva de interrogatório. A Gestapo foi criada para combater o crime de natureza política, diferindo bastante o seu procedimento do das demais polícias. Um dos mistérios que cercam a atividade deste órgão é o motivo pelo qual os membros mais evidentes da resistência alemã a Hitler, homens muito conhecidos por suas atividades subversivas, como Cari Goerdeler, não foram detidos mais cedo, para interrogatório. É verdade, que fazia parte da técnica da Gestapo dar um pouco de "linha" aos elementos suspeitos, para, através da vigilância a distância, pegar não só os suspeitos mas também os que com eles tivessem ligação. 

Uma vez presa e levada para o QG da Gestapo, na Prinz-Albrechtstrasse (se morasse em Berlim), a vítima estava totalmente desprotegida. As técnicas de interrogatório da Gestapo já foram tratadas pormenorizadamente em livros e filmes, em que os interrogadores sádicos são mostrados submetendo seus suarentos prisioneiros a interrogatório cerrado, sob lâmpadas fortes e ordenando, para quebrar a resistência da vítima, a frios torturadores profissionais o aumento da intensidade da dor. Os métodos usados eram tão variados quanto os homens que os aplicavam, e variavam também com o status do prisioneiro e conforme o "crime contra e estado" praticado. Um prisioneiro como o 

Pastor Ditrich Bonhoeffer foi interrogado sem tortura direta. Confinaram-no em circunstâncias cruéis por um período que foi de abril de 1943 até sua execução, realizada no campo de concentração de Flossenburg em abril de 1945. se alguém que possuísse uma ficha considerada importante pela facinorosa polícia, lhe caísse nas malhas por intermédio de outra qualquer organização nazista (subentendendo que o prisioneiro poderia vir a ser reclamado), tinha melhor oportunidade de receber um tratamento mais inteligente e menos bestial do que um qualquer que fosse preso pela Gestapo nos termos do decreto Nacht und Nebel, por exemplo. A Gestapo freqüentemente prendia gente relativamente sem importância e sem qualquer sombra de envolvimento submetendo-as a interrogatório intenso, mas inútil, apenas para ver se "pingava" do terror da vítima alguma coisa que lhe permitisse farejar mais adiante. 

Ninguém na Gestapo progrediu por expressar consideração pelo próximo. Assim como nenhum de seus membros "ascendeu" à condição de dirigente de inquérito sem haver antes cursado a universidade nazista da brutalidade. Todavia, a Gestapo permitia-se às vezes uma técnica diferente do habitual, que era basicamente o pescoção, o pontapé e a luz intensa nos olhos por horas e horas. Quando isso acontecia, o método era o seguinte: faziam tudo para pegar o prisioneiro desprevenido. Por exemplo, uma inquirição direta e de certo modo intelectual era repentinamente interrompida por um tratamento de choque, acompanhado de gritos e insultos. 

Mas sempre havia a possibilidade de o torturador medieval encontrar-se à espera, atrás da porta. Os interrogadores, homens de início treinados como investigadores de polícia ou mesmo advogados, normalmente não eram obrigados a aplicar pessoalmente as torturas, embora o fizessem também, e com grande eficiência. A Gestapo tinha em seus quadros especialistas para realizar os tipos mais variados de tortura. Uma pessoa submetida a interrogatório pela Gestapo, se passível de desconfiança de que soubesse alguma coisa, depois de chutada ou espancada, freqüentemente por vários homens ao mesmo tempo, era suspensa pelos braços previamente atados às costas; as unhas arrancadas; o corpo queimado com ponta de cigarro; despidos e torturados com choques elétricos aplicados às partes mais sensíveis do corpo; mergulhados em água fria até que os pulmões estivessem a ponto de explodir, depois de reanimados, falava tudo: o que fez, o que não fez, o que sabia e o que não sabia. Os torturadores masculinos não respeitavam as mulheres; também elas eram despidas, humilhadas e estupradas de modo a alquebrá-las com facilidade. 

A sede da Gestapo em Berlim, Prinz-Albrecht-Strasse 8

Rostow, Rússia, Inverno 1943, no pátio da cadeia da Gestapo
Prisioneiros dotados de espírito muito forte se preparavam para receber as lacerações e as agonias infligidas por acessos de dor e procuravam relaxar momentaneamente durante os intervalos entre os ataques sucessivos dirigidos contra seus corpos. Ou então desmaiavam, depois do que eram violentamente reanimados com um balde de água fria. Os muito fortes conseguiam resistir a tais tratamentos, e a resistência significava não revelar informações essenciais, fossem quais fossem as agonias inventadas para dobrá-los. 

O Dr. Fabian von Schlabrendorff, membro da resistência alemã a Hitler e que foi aprisionado depois do fracasso atentado contra a vida do Fuhrer em julho de 1944, fez um relato minucioso das torturas progressivas a qu foi submetido no QG da Gestapo, em Berlim. Schalabrendorff, homem de grande coragem e que conservou a mente lúcida quando sob coação, aplicou sua habilidade de advogado ao resistir aos ataques de Habecker, seu interrogador. Ele conhecia os truques que primeiro seriam usados para alquebrá-lo - a pretensa evidencia contra ele existente na pasta aberta sobre a mesa e cujo conteúdo não lhe permitiam ver, as ameaças à sua família e amigos, a apresentação de depoimentos forjados e etc. Em sua cela, onde sempre ficava de mãos e pés acorrentados, ele estava sempre pronto para a chamada súbita, para enfrentar as luzes e o interrogatório intensos a qualquer momento do dia ou da noite. A alimentação que recebia era totalmente inadequada. Mas ele estava na determinação de negar qualquer conhecimento que fosse útil para a Gestapo e esperava alcançar algum tipo de impasse. De certo modo, foi ele quem venceu a resistência de Habecker, e não o inverso. 

A equipe de Habecker, que incluía uma jovem, pôs-se a trabalhar nele. O próprio Habecker o golpeou e instigou a jovem a fazer o mesmo. Outros inquiridores utilizaram a técnica da mudança súbita de tratamento, alternando perguntas com acusações e ofensas em altos brados, uma sensação enervante, a menos que se esteja muito bem preparado para ela. A calma de Schlabrendorff serviu apenas para aumentar a raiva de Habecker, que fez questão de lhe aplicar os primeiros castigos físicos, acorrentando as mãos de Schlabrendorff às costas e prendendo seus dedos, um a um, num torno que lhe introduzia cravos nas pontas. Mais tarde, ele foi atado a uma estrutura em que havia um torno maior que o anterior, que lhe meteu farpas metálicas nas coxas e pernas. A seguir, foi acorrentado numa maquina de tortura medieval que lhe distendia lentamente o corpo ou esticava em safanões violentamente dolorosos. Durante esse sofrimento, nada lhe conseguiram arrancar. Por várias vezes desmaiou, sendo, quando isso acontecia, levado para sua cela a fim de recuperar-se. Em uma dessas sessões de suplício, seu corpo ficou empapado de sangue e ele sofreu um ataque cardíaco. Até mesmo Schlabrendorff estava surpreso com tanta resistência, e no fim, quando já pensava em suicidar-se, lembrou-se do artifício de inventar uma confissão que não pudesse prejudicar qualquer pessoa ainda viva. As torturas cessaram imediatamente; ele fez uma espécie de confissão que não satisfez a Gestapo. Depois disso, ele só teve de suportar o que todos os seus companheiros de prisão sofriam - fome e dormir fortemente acorrentado em sua cela, com a luz intensa ferindo-lhe os olhos.


Alguns métodos de tortura usados.
Como as SS, a Gestapo encontrava-se em toda parte da Europa controlada pelos alemães. Por exemplo, em seu livro sobre a Gestapo, Jacques Delarue descreve sobretudo a organização da polícia secreta na França. Suas operações em grande escala estenderam-se por todo o país durante 1942, quando assumiram oficialmente o controle da chamada zona não-ocupada da França de Vichy. Naturalmente, o QG da Gestapo estava localizado em Paris e os 17 escritórios regionais incluíam centros em Bordéus, Nancy, Ruão, Lião, Marselha, Montpellier e em Vichy propriamente dita e que, por sua vez, controlavam mais de 50 subseções e mais de 20 estações e postos de fronteira. A França estava coberta por uma rede cuidadosamente organizada de mecanismos de controle da Gestapo, incluindo suas equipes de assassinos, agentes e colaboracionistas ativos infiltrados em todos os níveis da sociedade francesa. Esses colaboracionistas eram sobretudo recrutados no rebotalho da polícia francesa e no submundo dos traficantes de tóxicos, mulheres e mercado-negro. A Gestapo na França obteve grande ajuda desses facínoras, fechando os olhos às suas atividades criminosas, e mesmo participando de seus ganhos. Fortunas incomensuráveis foram feitas na época, que, ao que "consta, sustentam até hoje os potentados do tráfico de tóxicos e lhes dão seu enorme poder.

Transcrição por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: MANVELL, Roger- SS e Gestapo - A caveira sinistra - Ed. Renes; pg.82-85

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aviso sobre a execução de camponês por audição de emissões de radio



Aviso do chefe da Policia de Segurança e do SD a execução do camponês Roberts Brakmanis por audição de emissões de radio

Liepaja

Não antes de 31 de março de 1945¹

Foi avisado por varias vezes que a audição e a difusão de informações transmitidas pelos emissores de radio inimigo era proibida sob pena das mais pesadas sanções.

Por audição frequente das emissões de radio inimiga e difusão de falsas noticias transmitidas pela radio, o camponês Roberts Brakmanis, nascido a 21/08/1908 na comuna de Grencu, foi condenado à morte no dia 31/03/1945 e fuzilado.
O chefe da Policia de Segurança e do SD no Leste

Nota: 
1 - Datado segundo o conteúdo do documento.

(O original alemão encontra-seno Museu da revolução da R.S.S. da Letónia, peça nº 14495?15568-VII).


Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.92

sábado, 14 de maio de 2011

Encontro da ANVFEB em Juiz de Fora

Olá pessoal, esses dias estou sem tempo, mas arrumei alguns minutos para postar, e estou colocando aqui o evento que vai ocorrer na minha cidade, em Juiz de Fora - MG. O  encontro irá abordar  a historia dos nossos pracinhas na Itália.

Abaixo segue a programação:

 Do dia 16/05 a 20/05 terá a exposição permanente:
“Homens da FEB: tópicos verídicos de uma história brasileira na II Guerra Mundial na Itália (1944/45)"

No dia 18/05, as 15 horas terá a exibição do documentário "Lapa Azul" e um momento de  interação com os pracinhas e a platéia.

O endereço está no banner abaixo:
A errata é o telefone: (32) 3215-0083

Aproveitando, será o momento de quem quiser conversar comigo dar um pulo lá, mais exatamente no dia 18, onde estarei presente  na exibição do documentário. Mas qualquer coisa, me mandem email ou comentem aqui que combinamos.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Otto Rasch


Otto Rasch nasceu 7 de dezembro de 1891 na Friedrichsruh e se formou em Direito. Ele também estudou economia e filosofia, e recebeu seu doutorado em direito e economia política. Ele trabalhava como advogado, em Leipzig. Lutou na Primeira Guerra Mundial na Marinha e foi premiado com a Cruz de Ferro de 2 ª Classe.

Ele se juntou ao Partido Nazista em outubro de 1933 e ingressou na SS 10 de março de 1933. 

Foi utilizado no Serviço Central de Segurança do Reich e era o chefe do Serviço de Segurança em agosto de 1939 em Königsberg (hoje Kaliningrado).

Participou da campanha polonesa em um Einsatzgruppe mas, mais importante, desempenhou um papel fundamental na organização do falso ataque polonês, que deu aos alemães uma desculpa para atacar a Polónia.

Entre 1942 e 1945 foi diretor do Öl Kontinental (Continental Oil).

Entre junho e outubro de 1941, ele foi o comandante do "Einsatzgruppen C"  e dos massacre dessa unidade móvel na Ucrânia.

Rasch, nesta qualidade, foi responsável pela morte de 40.669 pessoas documentadas por relatórios enviados para Berlim.

Após a guerra ele foi preso e foi incluído no processo de Nuremberg contra os membros dos Einsatzgruppen. No entanto, logo vitimado com a doença de Parkinson e impediu o julgamento. Ele morreu pouco depois de 1 de novembro de 1948.

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

domingo, 24 de abril de 2011

A decisão de Kurt Gerstein de entrar para as Waffen-SS

Kurt Gerstein


A DECISÂO

Ouvindo falar dos massacres dos débeis e alienados em Grafeneck, Hadamar, etc., chocado e ferido no meu intimo, tendo um caso desses na minha familia, só tinha um desejo: ver, ver claro todo esse maquinismo e então gritá-lo ao povo inteiro! Mesmo que a minha vida estivesse em perigo, não tinha escrúpulos: por duas vezes, agentes do S. D. que se tinham infiltrado nos meios mais privados da Igreja protestante e rezavam ao meu lado tinham-me enganado. Pensava eu: O que vocês são capazes de fazer, saberei eu fazê-lo melhor do que vocês, e apresentei-me como voluntário nas S.S. Era um estimulo o facto de a minha cunhada, Bertha Ebeling, ter sido assassinada em Hadamar. Fui apresentado por dois agentes da Gestapo que se tinham ocupado do meu caso, e aceite facilmente pelas S.S. Uma vez, um S.S. disse-me: Um idealista como você devia ser um membro fanático do nosso partido.(1)


Interrogatório de 26 de Junho de 1945:
G:Em 1940 soube por intermédio do bispo de Estugarda da execução de alienados em Hadamar e Grafeneck. A minha cunhada Bertha Ebellng figurava entre as vitimas. Decidi então entrar para as Waffen-S. S. 
P: Entrou para a. Waffen-S. S. para espiar e assim servir os seus ideais religiosos? 
G:Sim, para poder travar um combate ativo e conhecer melhor os objetivos dos nazis e os segredos deles.
P: Como pode entrar para a organização depois de ter sido preso pela Gestapo por várias vezes?G: —Aceitei simplesmente as propostas que a Gestapo me fez quando da minha segunda prisão.(2)


Nos pontos principais‚ o relatório Gerstein e o interrogatório coincidem: o que o leva a tomar a decisão com mais consequências de toda a sua vida são os rumores quanto a eutanásia, e mais especificamente a morte de Bertha Ebeling em Hadamar.

 A execução dos doentes e dos débeis mentais tinha sido secretamente decidida por Hitler em Setembro de 1939. A aplicação da eutanásia está submetida ao controle direto da chancelaria do Fuhrer e camuflada com os maiores cuidados. Nos fins de 1939 e estabelecido o primeiro centro de execução em Brandeburgo; em 1940 começam a funcionar mais cinco‚ entre os quais os de Grafeneck e Hadamar. 0 comissário da polícia criminal de Estugarda, Christian Wirth, é o encarregado das execuções. 

A principio, Wirth executa os doentes a revólver, mas depressa se aperfeiçoa uma técnica: fazem-se as primeiras câmaras de gás que trabalham com óxido de carbono:
A sua instalação era, simples, escreve Léon Poliakov, e facilitada  pelo débitos relativamente pouco importante das estações de eutanásia. Em cada estabelecimento foi hermeticamente isolada uma sala, disfarçada em sala de chuveiros. Tinha uma canalização à qual estavam adaptados cilindros que continham óxido de carbono. Antes de serem conduzidos em grupos de dez ou quinze para essas câmaras de gás, os doentes eram adormecidos com injeções de morfina ou escopolamina, ou drogados com soporíferos. As estações de eutanásia tinham também um crematório pequeno onde os cadáveres eram incinerados. As famílias eram avisadas por cartas estereotipadas do falecimento do doente por debilidade cardíaca ou pneumonia. (3)
Entre Janeiro de 1940 e Agosto de 1941, foram mortos 70.273 doentes mentais. 

É importante a utilização das primeiras câmaras de gás: porque é uma das bases de ordem técnica do extermínio em massa dos judeus, que começa já nos fins de 1941. 

Mas se o programa de eutanásia era ultra-secreto, como é que Kurt Gerstein ou o Bispo de Estugarda (Stuttgart), que o teria informado, poderiam conhecer os seus pormenores? De fato, propagaram-se por toda a Alemanha rumores sobre isto. A freqüência de falecimentos nas clinicas psiquiatras a partir de 1940, as circunstâncias sempre misteriosas dessas mortes, levantam suspeitas. As indiscrições fazem o resto. A acreditar num protesto enviado em Maio de 1941 pelo tribunal de Francforte(Frankfurt) ao Ministério da Justiça do Reich, Gürtner, a eutanásia é do domínio publico: as crianças de Hadamar dizem quando vêem os autocarros que transportam os doentes: Outros que vão para as câmaras de gás. O fumo dos crematórios era visível muitas léguas ao redor (4). Pouco depois, os prelados católicos e protestantes tomam uma posição cada vez mais aberta:
Aonde se chegará no extermínio das vidas indignas?, escreve o pastor Braune num memorando à chancelaria do Reich. As ações maciças em curso demonstraram que foram incluídas muitas pessoas intelectualmente lúcidas e conscientes (...) Visar-se-ão exclusivamente os casos completamente desesperados, como os idiotas e imbecis? (...) Parar-se-á perante os tuberculosos? O programa de eutanásia é já aplicado aos presos. Passar-se-á depois aos outros anormais e associais? Onde está o limite? Quem é anormal, quem é associal, quais são os casos desesperados? Qual será o destino dos soldados que na luta pela paria podem contrair doenças incuráveis? Alguns já põem a sí próprios estas perguntas (...)? (5)
 O pastor Braune é preso pelas Gestapo. É posto em liberdade três meses depois. A agitação continua. É então que, a 3 de Agosto de 1941, o bispo de Münster, Mons, von Galen, toma publicamente partido contra a eutanásia num sermão pronunciado na igreja de Saint-Lambert:

Há obrigações de consciência a que ninguém nos pode subtrair e que temos de respeitar, mesmo à custa, da própria vida. Não há pretexto que justifique um homem matar um inocente, exceto em caso de guerra ou de legitima defesa. Já no dia 6 de Julho acrescentei às palavras da carta pastoral comum os seguintes esclarecimentos: Sabemos que já há uns meses, por ordem de Berlim, os doentes mentais há muito tempo em tratamento e que parecem ser casos incuráveis são levados  à força para clínicas psiquiátricas. Regularmente a família recebe pouco tempo depois um aviso dizendo que o doente morreu, que o corpo foi queimado e que as cinzas podem ser retiradas. De uma, maneira geral, há quase a certeza de que todas essas mortes inesperadas dos doentes mentais não são naturais, mas provocadas artificialmente de acordo com a doutrina que permite a supressão de vidas indignas e consequentemente a morte de inocentes, cuja existência se considera que nada pode trazer ao povo nem ao Estado. É uma concepção assustadora que pretende justificar o assassínio de inocentes e consente a execução de inválidos incapazes de trabalhar, de aleijados, de doentes incuráveis, de velhos atingidos pela senilidade. Perante esta doutrina, os bispos alemães declaram: O homem não tem o direito de matar um inocente sob nenhum pretexto, exceto em caso de guerra ou de legitima defesa (...) (6)
Pouco tempo depois do sermão de von Galen, deixa de praticar-se a eutanásia. Ao bispo de Münster, nada lhe acontece. 
No dia 21 de fevereiro de 1941, irá contar Karl Gerstein, foi enterrada em Sarrebruck a urna contendo as cinzas da minha cunhada. O meu irmão Kurt estava também presente na cerimônia. As circunstanciais desta morte súbita eram estranhas. Tinham escrito à mãe uma carta dizendo que a filha tinha levada repentinamente da clínica de Sarre para a de Hadamar onde morrera em conseqüência de uma epidemia. Devido á luta contra as epidemias, tinham tido de queimar o corpo imediatamente, mesmo antes de consultar os pais; as cinzas tinham sido enviadas para a administração da cidade de Sarrebruck e podiam ser retiradas. Por mais espantados que tivéssemos ficado, suspeitávamos de nada. Foi o meu irmão Kurt que, no regresso, depois do enterro, nos explicou, à minha mulher e a mim. A nossa confusão aumentou quando Kurt nos revelou que pretendia entrar para as Waffen-S. S. (...) Podia assim tirar a limpo o que havia de verdade nos diversos rumores e o que realmente se passava entre as S. S. Confesso que não tomamos a sério as palavras de Kurt (...) (7) 
O pastor Wehr, que celebrou o oficio dos defuntos, fala também com Gerstein: 
(...) Comunicou-me então a sua decisão de verificar fosse por que preço fosse a verdade dos rumores que circulavam sobre esse gênero de crimes. Desaconselhei-o a penetrar no campo das forças demoníacas, mas opôs minhas objeções uma resolução apaixonada e irrevogável. (8) 
Helmut Franz diz: 
Fiquei evidentemente horrorizado quando me informou da sua decisão. Disse-lhe que era uma louca tentação a Deus, uma provocação do destino que para ele podia acabar numa catástrofe.(9) 
O testemunho do pastor Rehling é do mesmo teor. Gerstein tornou a vê-lo em 1941 e ter-lhe-ia dito: 
Se ouvir coisas estranhas a meu respeito, não pense que mudei. Pode dizê-lo também ao presidente Koch. Não quero que tenham uma má opinião sobre mim. Estou nas SS e presentemente acontece-me falar a linguagem deles. Faço-o por duas razões: haverá a derrocada. De certeza, Deus julgará. Esses desesperados sem consciência tentarão matar todos os que consideram inimigos.  Não é do exterior que se poderá tentar impedi-los; a ajuda só poderá vir de alguém que faça desaparecer as ordens ou que as transmita truncadas. É essa a minha função! A outra razão é a seguinte: estou no rasto de muitos crimes! A minha tia foi morta em Hadamar. Quero saber quem ordena esses assassínios.
Não podia ocultar-lhe o receio e a preocupação que me causavam essa entrada na boca do lobo, acrescenta, Rehling, mas ele estava seguro do seu caminho. (10)
Se nos limitarmos aos documentos citados, o motivo da decisão de Kurt Gerstein parece simples e inequívoco. No entanto, o que sabemos sobre a sua atitude hesitante em relação ao regime durante os anos precedentes leva a crer que os motivos da sua entrada para as Waffen-SS são mais complexos do que as declarações que acabamos de ler permitem supor. É provável que a morte de Bertha Ebeling tenha sido um elemento para a decisão; mas não foi com certeza o único. De resto, há outras declarações menos concordantes do que as precedentes.

Segundo o pastor Heinz Schmidt, Gerstein e ele teriam tido a idéia de entrar para as Waffen-S. S. em 1939, depois da campanha da Polônia, para ver as coisas de dentro. Nesta época, acrescenta o pastor, não levamos avante o projeto porque nos parecia ilusório(11). Se este testemunho foi exato, a eutanásia não pode ter sido a causa de tal decisão (as primeiras execuções se verificaram no inicio de 1940) e não se percebe o que é que Schmidt e Gerstein pretendiam descobrir nas Waffen-SS no Outono de 1939. Mas sabe-se que nessa época Gerstein pretendeu entrar para a Wehrmacht.

Em 1955, no caso Gerhard Peters (12), o tribunal de Francforte(Frankfut) põe também a claro algumas contradições no que diz respeito aos motivos da entrada da Gerstein para as Waffen-SS:

Segundo declarações da mulher, nota do tribunal, ele não lhe teria dado uma explicação e teria simplesmente dito:  Eles não me querem, mas no entanto tem de me aceitar, sem concretizar o sentido das palavras tem de. Não pode ser verdade que ele tenha entrado para as SS como contou à testemunha Nebelthau, depois de o ter combinado com o pastor Niemöller; este estava com efeito num campo de concentração desde 1937, e não estava em contato direto com Gerstein. à testemunha Eckhardt disse também que tinha entrado para as SS depois de consultar os seus diretores espirituais; porém, nenhuma testemunha confirmou este ponto. A sua declaração ao velho amigo Scharkowski contradiz em certa medida as explicações precedentes: disse-lhes que era constantemente vigiado pelos serviços de segurança; este ter-lhe-ia sugerido entrar para as SS. Gerstein teria interpretado isto como um sinal de Deus apontando-lhe a entrada no campo do inimigo (...) (13).
 Em 1940, Gerstein fazia ainda esforços para ser reintegrado no partido: numa carta para a Casa Castanha de Munique teria declarado sentir-se de novo um partidário integral do Führer e ter-se tornado um adversário resoluto da Igreja confessionista (14).

Não pomos em dúvida que tais declarações não tenham correspondido ao real estado de espírito de Gerstein. Mas continuava a preocupar-se com a sua reintegração  no partido e pode ser que uma entrada voluntária para as Waffen-S. S. lhe tenha parecido um meio de conseguir esse objetivo. A estas imprecisões vem acrescentar-se um elemento enigmático na declaração de Gerstein, quando interrogado em Junho de 1945. Recordemos os termos:
P: — Como pode entrar para a organização depois de ter sido preso pela Gestapo por várias vezes?
G: —Aceitei simplesmente as propostas que a Gestapo me fez quando da minha segunda prisão.(2)

De que propostas se trata? Nada nos permite explicar esta frase que aliás muito incompreensivelmente não provocou qualquer reação da parte do investigador.

De qualquer forma, quaisquer que tenham sido os motivos exatos de Gerstein e a data em que concebeu a ideia de entrar para as Waffen-SS, o seu pedido de admissão na organização  é anterior, e não posterior ao enterro de Bertha Ebeling. Com efeito, declarou no interrogatório de 10 de Julho de 1945:
 (...) Até 5 de Março de (1941), fiquei como civil nessa sociedade (de Limon Fluhme & Ca). Antes, isto é, em Dezembro (1940) tinha apresentado um pedido de admissão ao serviço nas Waffen-S. S, (...)
 De fato, segundo uma carta da inspeção do trabalho dirigida à empresa Wintershall onde Gerstein trabalhava nessa época, este teria feito o pedido de admissão em Setembro de 1940 (15).

 Os motivos da decisão de Gerstein e até a data em que ela foi tomada não são portanto completamente claros.

Mas, retomando as palavras do tribunal de Francforte(Frankurt), uma coisa é certa: Não foi por convicção nacional-socialista nem para dar o seu contributo ao nacional-socialismo que Gerstein entrou para as SS (...) (16)
 Alista-se a 10 de Margo de 1941.

 Até agora nada parece destinar Gerstein ao papel que vai desempenhar. É um alemão como muitos outros‚ que não se subtraiu completamente às influências que marcam a evolução da sociedade alemã durante os anos trinta. As origens, o meio e a educação não o prepararam de modo nenhum para o destino que haveria de ser o seu. Aquilo que virá a ser, milhões de alemães o poderiam ter sido também. Mas ele será o único.

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Obs: Mantive certas partes como nome de cidades e localização de documentação como no original do livro, exemplo "Arquivos da R. D. A.".

Notas:
- Relatório Gerstein.
2 - Interrogatório de Kurt Gerstein feito pelo major Beckhardt do 0. R. C. G., Paris. 26 de Junho de 1945. DOC.WC-90, CDJC, Paris
3 -  Léon Poliakov, Le Bréviaire de la haine, Calmann-Lévy, Paris, 1951, p.212.
4 - Gerald Reitlinger, The Final Solution, Barnes, Nova Iorque (1961). p. 131.
5 - Léon Poliakov, op. cit., p.217.
6 -  Sermão de von Galen, em 3 de Agosto de 1941, citado por H. A. Jacobsen e W. Jochmann, Ausgewählte Dokumente zur Geschichte dest National-Sozialismus, Bielefeld, 1961.
7 - Karl Gerstein, loc. cit.
8 - Testemunho de O. Wehr, Augenzeugenbericht zu den Massenvergasungen, Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte, 1953, Nr. 2, nota 34.
9 - Helmut Franz, op. cit., p. 24.
10 -  Kurt Rohling, art. cit. 
11 - Testemunho de Heinz Schmidt. KGH. 
12 - Cf. infra, p. 141.
13 - Veredito do Tribunal de Francforte (Frankurt) no caso Gerhard Peters, 27 de Maio de 1955, p. 13, KGH. 
14 -  Relatório da. Gestapo, 4 de Janeiro de 1940, Arquivos da R. D. A.
15  - Carta do Arbeitsamt Eisenach, de 18 de Setembro de 1940, Arquivos da R. D. A. 
16 - Tribunal de Francforte (Frankurt), loc. cit., p. 14.

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte: FRIEDLÄNDER, Saul - Kurt Gerstein: Entre e o homem e a Gestapo, Rio de Janeiro: Moraes Editora, 1968, p 67-74.

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Uma explicação sobre o ZYKLON-B
Kurt Gerstein - Parte 1 - Um alemão como tanto outros: O peso de uma tradição

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ordem sobre a conduta de tropas em territórios orientais

Walter von Reichenau
O documento abaixo é, com pequenas alterações para a questão de clareza, a versão em português traduzida do documento alemão original, apresentado como evidência nos tribunais militares de Nuremberg locado para tentar criminosos de guerra. O documento alemão original também está disponível. (Fonte: John Mendelsohn, ed., The Holocaust: Selected Documents in Eighteen Volumes . Vol. 10: The Einsatzgruppen or Murder Commandos [New York: Garland, 1982], pp. 11-12])

Neste documento, o Generalfeldmarschall (Marechal de Campo) Walter von Reichenau (1884-1942) do Sexto Exército alemão, no setor sul do ataque alemão à União Soviética, reage aos relatórios da suavidade de suas tropas por incutir-lhes particularmente fortes declarações sobre seu papel na repressão do comunismo soviético e do povo judeu. Reichenau era conhecido como um dos mais fortes lideres nazistas e comandantes alemão na Wehrmacht (Exército). Ele morreu de derrame apenas alguns meses depois que ele emitiu este documento para suas tropas. Outros comandantes alemães na União Soviética, também usaram neste documento para instruir suas tropas. Para mais informações, consulte Omer Bartov, Hitler's Army: Soldiers, Nazis, and War in the Third Reich (New York: Oxford University Press, 1991), pp. 129-30.

 


Tradução do documento n º NOKW-309 Continuação da copia 6 AOK
Sect. Ia-File No. 7
Army H.Qu., 10 Outubro 1941

Assunto : Conduta de tropas em territórios orientais.

Em relação ao comportamento de tropas para o sistema bolchevista, idéias vagas ainda são prevalecem em muitos casos. O objetivo mais essencial da guerra contra o sistema judaico-bolchevista é uma destruição total de seus meios de poder e à eliminação da influência asiática da cultura europeia. Neste contexto, as tropas estão a enfrentar as tarefas que excedem a rotina unilateral do soldado. O soldado nos territórios do Leste não é apenas um lutador de acordo com as regras da arte da guerra, mas também um portador da ideologia nacional cruel e vingadora das bestialidades que foram infligidas a Alemanha e as nações racialmente relacionadas.

Assim, o soldado deve ter plena consciência da necessidade de uma severa mas justa vingança contra os subumanos judeus. O Exército tem por objetivo atingir uma outra finalidade, ou seja, a aniquilação das revoltas no interior, que, como a experiência demonstra, sempre foram causadas por judeus.

A luta contra o inimigo atrás da linha da frente ainda não está sendo levada suficientemente a sério. Traiçoeiro, partisans cruéis e mulheres degeneradas ainda estão sendo feitos prisioneiros de guerra, e guerrilheiros vestidos parcialmente em uniformes ou a paisana e vagabundos ainda estão sendo tratados como soldados, e enviados para campos de prisioneiros de guerra. Na verdade, oficiais russos capturado falam até zombando sobre agentes soviéticos em movimento aberto sobre as estradas e muitas vezes comendo em cozinhas de campanha alemãs. Tal atitude das tropas só pode ser explicado por descuido completo, por isso agora é tempo dos comandantes para esclarecer o significado urgente da luta.

A alimentação dos nativos e dos prisioneiros de guerra que não trabalham para as Forças Armadas provenientes das cozinhas do Exército é um ato humanitário tão incompreendido como é a doação de cigarro e pão. Coisas que as pessoas em casa podem poupar com grandes sacrifícios e coisas que estão sendo comprados pelo comando para a frente com grandes dificuldades, não deve ser dado ao soldado inimigo, mesmo se forem originários de saque. É uma parte importante da nossa fonte.

Quando os soviéticos recuam muitas vezes deixam conjunto de edifícios em chamas. As tropas devem estar interessadas na extinção de incêndios apenas na medida em que é necessário para garantir um número suficiente de tarugos. Caso contrário, o desaparecimento dos símbolos da antiga norma bolchevista, mesmo sob a forma de edifícios é parte do esforço de destruição. Nem considerações históricas, nem artística, são de alguma importância nos territórios orientais. O comando emite as diretrizes necessárias para a obtenção de matérias-primas e plantas, essencial para a economia de guerra. O completo desarmamento da população civil na retaguarda das tropas de combate é imperativo considerando as longas linhas vulneráveis ​​das comunicações. Sempre que possível, as armas capturadas e munições deve ser armazenadas e protegidas. Caso isso seja impossível por causa da situação da batalha, as armas e munições serão inutilizados. Se os partisans isolados são encontrados com armas de fogo na retaguarda do exército, medidas drásticas serão tomadas. Estas medidas irão ser estendidas para a parte da população masculina que se encontravam em posição de impedir ou denunciar o ataque. A indiferença de numerosos elementos aparentemente anti-soviético, que se origina de uma atitude de "esperar e ver", deve dar lugar a uma decisão clara de colaboração ativa. Se não, ninguém pode se queixar de ser julgado e tratado como um membro do sistema soviético. O medo de contra-medidas alemãs devem ser mais fortes do que as ameaças dos restos errantes bolchevista.


Independentemente de quaisquer considerações do futuro político o soldado tem de cumprir duas tarefas:

1) Completa aniquilação da falsa doutrina bolchevista do Estado soviético e suas forças armadas.

2) O extermínio impiedoso da traição e crueldade estrangeiros e, portanto, a proteção das vidas dos militares na Rússia.

Esta é a unica forma de cumprir nossa tarefa histórica de libertar o povo alemão uma vez por todas dos perigos asiáticos e judeus.

Comandante-em-Chefe

(Assinado) von Reichenau

Field Marshal

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

Fonte do Fac-simile do documento: 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Depoimento do SS Scharführer Erich Fuchs sobre gaseamento


Depoimento do SS Scharführer Erich Fuchs, no julgamento Sobibor-Bolender, Dusseldorf. Citado em Sobibor, Belzec, Treblinka - The Operation Reinhard Death Camps . Indiana University Press - Yitzhak Arad, 1987, p. 31-32:

"Nós descarregamos o motor. Era um motor pesado russo de benzeno, pelo menos 200 cavalos de potência. Nós instalamos o motor em uma fundação de concreto e estabelecemos a conexão entre o escape e o tubo.

Então testei o motor. Não funcionou. Eu era capaz de reparar a ignição e as válvulas, e o motor finalmente começou a correr. O químico, que eu sabia de Belzec, entrou na câmara de gás com instrumentos de medição para testar a concentração do gás.

Depois disso, um experimento foi realizado gaseamento. Se minha memória não me falha, cerca de trinta a quarenta mulheres foram mortas em uma câmara de gás. As mulheres judias foram obrigadas a se despir em um local  aberto próximo da câmara de gás, e foram levados para a câmara de gás pelos membros SS acima mencionados e os auxiliares ucranianos. Quando as mulheres foram encerradas na câmara de gás I, Bolender colocou o motor em movimento.

O motor funcionou primeiramente em ponto morto. Nós dois estávamos com o motor  e trocamos  de "Neutro" para "Cela", de modo que o gás é transportado para a câmara. Por sugestão do químico, fixei o motor em uma velocidade definida de modo que era desnecessário doravante pressionar o gás. Cerca de dez minutos mais tarde, a trinta ou quarenta mulheres foram mortas. "

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)


Outras materias:
Filme no USHMM:

terça-feira, 15 de março de 2011

Massacre em Czestochowa








Clique nas imagens para melhor visualização

"Operação de represália" desencadeada pela Wehrmacht alemã contra os habitantes da cidade de Tschenstochau(Czestochowa), a 03 de setembro de 1939.

Após a guerra de 1939 a cidade foi ocupada pela Alemanha nazi que renomeou a cidade (Tschenstochau) e incluiu-a no governo geral. Os nazis foram para Czestochowa a 3 de Setembro de 1939, dois dias após a invasão da Polónia. O 42º Regimento de Infantaria (Oberst Heinrich Kittel) da 46ª Divisão de Infantaria  (Generalleutnant Paul von Hase) entrou na cidade de Czestochowa (então com uma população de aproximadamente 138.000 habitantes, incluindo cerca de 40.000 poloneses de origem judaica).

O dia seguinte, ficou conhecido pela "Segunda-feira Sangrenta". Por alguma razão inexplicável, se inicia um violento tiroteio pouco depois da infantaria alemã entrar na cidade. Membros do regimento alemão foram baleados por um atacante não identificado a partir do terceiro andar de um edifício da rua Strazacka. Morrem 8 soldados alemães e há 14 feridos. 

A resposta alemã foi "capturada" pela câmera de um soldado alemão pertencente à 4 ª Companhia de metralhadoras desse regimento.

O 42º Regimento desocupou o prédio e seus moradores, que foram divididos em pequenos grupos, golpeados, ameaçados e conduzidos a ponta de pistola para uma praça de um mercado nas proximidades.

As tropas alemãs selecionaram um grande grupo(cujo número exato é desconhecido) entre inquilinos capturados, levando a um parque próximo, onde todos os seus membros foram executados em represália pelo ataque sofrido.

Em seguida, o 42º Regimento arrasou o prédio de onde tinha vindo o tiro, juntamente com os edifícios adjacentes.

Segundo o relatório oficial da Wehrmacht foram executados 96 homens e 3 mulheres, e mais tarde, na primavera de 1940, realizou uma exumação descobriu os corpos de 227 homens, mulheres e crianças.¹

Assim, desde o inicio da guerra, unidades da Wehrmacht, algumas delas sob o comando de Blaskowitz, participam dessas atrocidades. Neste caso, os disparos originais parecem te sido fogo amigo, soldados alemães nervosos disparando em seus próprios camaradas.

Logo depois, muitos decretos foram feitos contra os judeus. Estes incluíram a sua expulsão das melhores áreas da cidade (a ser "transferidos" para uma área designada judia), o confisco de rádios em 16 de setembro, e no uso de uma estrela judaica em dezembro. Além disso, os judeus foram seqüestrados das ruas para o trabalho forçado.Como em todos os guetos judeus, um Judenrat (Conselho Judaico) foi instituída pelos nazistas em Częstochowa afim de cumprir as ordens nazistas.

Durante a II Guerra Mundial foram assassinados cerca de 45 000 judeus de Czestochowa, o equivalente à quase totalidade da comunidade que vivia na cidade. Antes da guerra, Czestochowa era considerada um grande centro judeu na Polónia.


Transcrições, traduções e adaptações: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fontes:  
Documentário The Wehrmacht - The Blitzkrieg.- Parte 01 de 05 (A passagem está aos 23:29seg's.)
ROSSINO, Alexander - Hitler Strikes Poland: Blitzkrieg, Ideology, and Atrocity (University Press of Kansas, 2003), pg. 144.
1 - “Did the Nazi War of Extermination In Eastern Europe Start in September 1939?”,no Yad Vashem Studies, Volume 35, Part 2", Wallstein Verlag, 2007, pg. 196

domingo, 13 de março de 2011

Mapa dos lugares de destruição em massa na Bielorrussia

Fascistas construíram mais de 260 campos de extermínio e locais de execuções em massa de pessoas nos territórios ocupados da Bielorrússia. Um grande número de pessoas se tornaram prisioneiros nos campos de concentração. Longas fileiras de arame farpado, torres e cães especialmente treinados encarnava "a nova ordem fascista". De acordo com alguns dados incompletos, mais de 1 400 000 bielorrussos foram mortos nestes campos pelos nazistas.

Segue o mapa dos lugares destruição em massa do povo bielorrusso . A Grande Guerra Patriótica. 1941 - 1944:


Legenda:
  • Gomel (símbolo = circulo maior)
  • Numero de mortos:135822 
  • Descrição: Centros das províncias, o número de pessoas mortas na cidade e na região.

  • Slutsk (simbolo = circulo menor)
  • Numero de mortos: 25584 
  • Descrição: Centros regionais, o número de pessoas mortas na área.

  • Trostenets (símbolo = triângulo) 
  • Numero de mortos: 206000 
  • Descrição:  Os maiores campos de extermínio e os locais de destruição em massa de cidadãos soviéticos

Nota: O número de pessoas mortas na região também inclui os prisioneiros que morreram em campos de morte. Exceto para os locais de destruição em massa no Bronnaia Gora, Ozarichy e campo de morte em Berezvech.  [Bielorrússia na Grande Guerra Patriótica. 1941-1945. Enciclopédia, Minsk, 1984, p. 29]

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte primaria: Bielorrússia na Grande Guerra Patriótica. 1941-1945. Enciclopédia, Minsk, 1984. (Belarus in the Great Patriotic War.1941-1945. Encyclopedia, Minsk, 1984.)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mapa mostrando a população judaica em todas as regiões administrativas da Ucrânia antes de 1941


Mapa mostrando a população judaica em todas as regiões administrativas da Ucrânia (Oblast), segundo registros oficiais pré-junho 1941. 

*Estimativas da população pelo historiador Alexandre Kruglov (professor de história no departamento de Ciências Humanas da Universidade técnica de Kharkov, Ucrânia)
** Antes da guerra a região Cherkasy fazia parte da região de Kiev: os números apresentados dizem respeito à população total das duas regiões.


Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte:

segunda-feira, 7 de março de 2011

A tragédia na aldeia de Khatyn (não é a mesma localidade onde ocorreu o massacre de Katyn)


Esta é a única foto da mulher
que estava entre essas 149
pessoas queimadas,
 seu nome é Vanda Yaskevich.
Você não vai encontrar esta pequena aldeia bielorrusso em nenhum dos hoje mais detalhado mapa geográfico. Foi destruída pelos fascistas alemães na primavera de 1943.

O massacre ocorreu em 22 de março de 1943. Depois que os homens da SS e policiais chegaram na aldeia, eles a cercaram. Os habitantes da aldeia não sabiam nada sobre o fato que ocorreu pela manhã, onde um comboio motorizado fascista foi atacado por fogo em uma estrada a apenas 6 km de Khatyn. Como resultado, um oficial alemão foi morto. Os habitantes de Khatyn eram inocentes, no entanto a sua sentença de morte já tinha sido pronunciada. Todas elas - jovens e velhos, mulheres e crianças - foram expulsos de suas casas em direção a um galpão. Os fascistas despertaram os doentes de suas camas com coronhadas. Eles não tinham misericórdia, nem para os velhos, nem para as mulheres com bebês nos braços. A família de Joseph e Anna Baranovsky com seus 9 filhos estava entre eles. Assim, foram Alex e Alexandra Novitsky com os seus 7 filhos. Da mesma forma, houve 7 filhos na família de Kazimir e Iotko Elena, e o menino mais novo tinha apenas 1 ano de idade. Vera Yaskevich também foi levada para o galpão e com ela o filho Tolik, de sete semanas de idade. A pequena Lena Yaskevich primeiro tentou se esconder no quintal, mas então decidiu tomar refúgio seguro na floresta. Balas fascistas não foram capazes de apanhar a menina correndo, portanto, um dos fascistas correu atrás dela e depois de ter ultrapassado a menina, a matou diante dos olhos do pai, que estava enlouquecido de terror. Entre os que pereceram, havia também duas pessoas de outras vilas que por acaso se encontravam em Khatyn no momento. Estes foram Anton Kunkevich da vila de Yurkovichi e Slonskaja Kristina da vila de Kameno.

Nenhum dos adultos conseguiram escapar. Apenas três crianças - Volodia Yaskevich, sua irmã Sonia e outro rapaz com o nome Sasha Zhelobkovich - foram capazes de se esconder dos fascistas. Quando todas as pessoas finalmente estavam no barracão, a porta foi trancada e os nazistas cobriram o celeiro com palha, encharcaram com gasolina e atearam fogo. Em um momento o galpão de madeira estava em chamas. As crianças choravam e sufocavam na fumaça. Os adultos estavam tentando resgatá-los. As portas do galpão não suportaram a força e a pressão das dezenas de pessoas e por isso caiu. Pessoas horrorizadas atingidas pelo fogo e com suas roupas queimando tentaram escapar das chamas, mas os nazistas calmamente as fuzilavam a tiro de rifles e metralhadoras. 149 pessoas, incluindo 75 crianças menores de idade foram queimadas vivas. O bebê mais novo tinha apenas 7 semanas de idade. A vila foi então saqueada e queimada.

As meninas de duas famílias diferentes - Maria Fedorovich e Yulia Klimovich - foram salvas por milagre. Elas milagrosamente conseguiram fugir do galpão e rastejar para a floresta. Carbonizadas, meio vivas, elas foram encontrados pelos habitantes da aldeia de Khvorosteny, do conselho da aldeia Kameno. Infelizmente, esta aldeia também foi posteriormente queimada e as duas meninas foram mortas.

Na aldeia de Khatyn apenas duas crianças sobreviveram. Eles são Victor Zhelobkovich de sete anos de idade e Anton Baranovsky de 12 anos, que estavam no celeiro. Uma jovem de nome Anna Zhelobkovich também estava no galpão. Juntamente com algumas das outras pessoas horrorizadas com suas roupas queimando, ela tentou sair do galpão, que estava em chamas. Ela estava segurando firmemente a mão de seu filho de Vitia. Um momento depois, ela foi fatalmente ferida e como ela foi caindo no chão, cobriu o filho com seu corpo. A criança foi ferido no braço. Ele se deitou no chão sob o cadáver de sua mãe até os nazistas finalmente deixarem a aldeia. Quando Anton Baranovsky fugiu do celeiro, ele foi ferido na perna por uma tiro. E assim os fascistas o confundiram com um menino morto.

Habitantes de aldeias vizinhas pegaram todas as crianças feridas e com queimaduras graves e levaram-as para um orfanato na cidade Pleshinitsy, onde foram criados após a guerra.

O único testemunho de um adulto no massacre Khatyn, é de um ferreiro de 56 anos de idade, Joseph Kaminsky, que também ficou ferido e queimado, mas recuperou a consciência, tarde da noite, quando os fascistas já tinham ido embora. Ele teve de sofrer um duro golpe, no entanto. Entre os cadáveres dos outros moradores, ele encontrou seu filho. Ele foi mortalmente ferido no abdômen e teve queimaduras graves. O menino morreu nos braços de seu pai.
Joseph Kaminsky
A. Baranovsky
V. Jelobkovich









"O Homem Invicto"
Esse momento trágico na vida de Joseph Kaminsky é a base da unica escultura do complexo memorial: "O Homem Invicto"

A tragédia da Khatyn não é apenas um episódio ocasional desta guerra. É um dos milhares de fatos, que atestam a existência da política de genocídio em relação à população alvo da Bielorrússia. E os nazistas estavam perseguindo essa política durante todos esses anos de ocupação alemã. Centenas de catástrofes semelhantes ocorreram nos três anos (1941 - 1944) na ocupação do solo bielo-russa.



Traduzido: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte:

sábado, 5 de março de 2011

Operações de massacre do Einsatzgruppe B


Einsatzkommando 9 
O Einsatzgruppen B mudou a 24 de junho de 1941 para a cidade de Poznan.O comando da unidade foi dado a Arthur Nebe, que deu a ordem para prosseguir até Varsóvia.

O Sonderkommando 7a se agregou ao Nono Exército e se mudou para Vilna, onde iniciou-se entre 30 de junho e 03 de julho as operações de massacre. Vilna, no entanto, era da competência do Einsatzgruppe A e, portanto, o Sonderkommando 7a mudou-se para Minsk.

Arthur Nebe concentrou na própria Minsk o B Einsatzgruppe e estabeleceu seu quartel-general em 5 de julho e permaneceu lá por cerca de dois meses. Nebe decidiu que o Sonderkommando 7a e 7b, juntamente com o Vorkommando Moskau seguiria junto com o exército que estava avançando para o interior, enquanto o Einsatzkommando 8 e 9 teria de "limpar" a área atrás do front.

De acordo com estas ordens o Einsatzkommando 8 chegou a Bialystock em 01 de julho através Slonim e Baranovichi e iniciou as operações de massacre na Bielorrússia meridional. Em 6 de agosto, chegou a Minsk, onde permaneceu até 09 de setembro de 1941.

De Minsk alcançou Mogilev que se tornou sua sede. A partir de Mogilev foram sucessivas as ações de massacre do Einsatzkommando 8: Bobruisk, Gomel, Klinzy e Roslav foram sistematicamente atacadas e as comunidades judaicas locais dizimadas.

Enquanto isso Einsatzkommando 9 também operava. A unidade tinha deixado Treuburg na Prússia Oriental, e atingiu Vilna em 2 de julho. Seu principal teatro de massacres foram Grodno e Bielsko-Podlaski. Em 20 de julho, transferiu sua sede para Vitbesk, iniciando outras operações de extermínio nas cidades de Polotzk, Nevel, Lepel e Surazh. O comando foi então colocada mas a frente de Vtasma e de lá partiu para operações contra outras comunidades em Mozhaisk e Gshatsk, perto de Moscou. A contra-ofensiva soviética obrigou o Einsatzkommando a recuar de volta a Vitbesk em 21 de dezembro de 1941.



Em 5 de agosto, Nebe deu a ordem para mover o comando Einsatzgruppe a Smolensk, onde ele concentrou Vorkommando Moskau. Enquanto se aguarda alcançar Moscou, o Vorkommando foi empurrado para a frente até Maloyaroslavets. Nebe retornou em novembro de 1941 da Alemanha, dando o comando do Einsatzgruppe B para Erich Naumann, que levou até 12 de março de 1943. Naumann sucedeu Horst Böhme até 28 de agosto de 1943. Após as operações de massacre de 1943, o Einsatzgruppe B diminuiu em intensidade e que o comando foi dado a Erich Ehrlinger até 28 abril de 1944. O último comandante foi Heinz Seetzen. Em agosto de 1944, o Einsatzgruppe foi dissolvido.

O Sonderkommando 7a e 7b estavam ativos quase que imediatamente após a vanguarda do exército. As ações foram rápidas e relampago, para evitar que os judeus conseguissem escapar, fugindo do avanço alemão. Para o leste e sul de Smolensk e Minsk, os dois Sonderkommando deixaram um rastro de carnificina em Luki- Veliki, Kalinin, Orsha, Gomel, Tsernigov, Orel e Kursk. Em 14 de novembro de 1941, Nebe comunicou a Berlim que até então tinham sido eliminados 45 mil pessoas. Em 15 de dezembro de 1942 um relatório afirmou ainda que o Einsatzgruppe B tinha fuzilado cerca de 134.298 pessoas
  1. SS-Obersturmführer Hermann Schaper (em 10 de julho de 1941, Schaper's Einsatzgruppe Zichenau-Schroettersburg (Einsaztruppe B) foi dividido em Einsatzkommandos  menores devido as exigências da Operação Barbarossa)
  2. SS-Gruppenführer und Generalmajor der Polizei Arthur Nebe (Junho 1941 – Novembro 1941)
  3. SS-Brigadeführer und Generalmajor der Polizei Erich Naumann (Novembro 1941 – Março 1943)
  4. SS-Standartenführer Horst-Alwin Böhme (12 de março 1943 – 28 de agosto de 1943)
  5. SS-Oberführer und Oberst der Polizei Dr. Erich Ehrlinger (28 de agosto de 1943 – abril 1944)
  6. SS-Oberführer und Oberst der Polizei Heinz Seetzen (28 de abril de 1944 – agosto 1944)
  7. SS-Standartenführer Horst-Alwin Böhme (12 de agosto de 1944)
Organização estrutural (clique na imagem para ampliar)


Composição, comandantes, áreas operacionais do Einsatzgruppe B

Unidades ligadas:

Sonderkommando 7a - Foi criado em junho de 1941 e se dissolveu em novembro de 1944. Foi comandado por Walter Blume, Steimle Eugen, Karl Matschke, Rapp Albert, Helmut Loos, Gerhard Bast. Ele operou principalmente em Vilnius, Nevel, Gorodoik, Vitbesk, Welish, Rshev, Vyasma, Kalinin, Klinzy.
Em 15 de dezembro de 1942 era responsável pela morte de 6.788 pessoas.
  1. SS-Standartenführer Dr. Walter Blume (Junho 1941 – Setembro 1941)
  2. SS-Standartenführer Eugen Steimle (Setembro 1941 – Dezembro 1941)
  3. SS-Hauptsturmführer Kurt Matschke (Dezembro 1941 – Fevereiro1942)
  4. SS-Obersturmbannführer Albert Rapp (Fevereiro 1942 – 28 Janeiro 1943)
  5. SS-Sturmbannführer Helmut Looss (Junho 1943 – Junho 1944)
  6. SS-Sturmbannführer Gerhard Bast (Junho 1944 – Outubro/Novembro 1944)

Sonderkommando 7b - Fundada em junho de 1941, foi extinto em outubro de 1944. Foi comandado por Gunther Rausch, Adolf outubro, Karl Rabe. Ele operou em Brest-Litovsk, Kobrin, Pruzhany, Slonim, Baranovichi, Minsk, Orsha, Klinzy, Bryansk, Kursk, Tserigov, Orel.
Em 15 dezembro de 1942 tinha matado 3.816 pessoas.
  1. SS-Sturmbannführer Günther Rausch (Junho 1941 – Janeiro /Fevereiro 1942)
  2. SS-Obersturmbannführer Adolf Ott (Fevereiro1942 – Janeiro 1943)
  3. SS-Obersturmbannführer Josef Auinger (Julho 1942 – Janeiro 1943)
  4. SS-Obersturmbannführer Karl-Georg Rabe (Janeiro /Fevereiro 1943 – Outubro 1944)


Sonderkommando 7c - Veja também Vorkommando Moskau (mais abaixo).
  1. SS Sturmbannführer- Wilhelm Bock (Junho 1942)
  2. SS-Hauptsturmführer Schmucker Ernst (junho 1942 - 1942)
  3. SS Sturmbannführer-Bluhm Wilhelm (1942 - Julho de 1943)
  4. SS-Sturmbannführer Eckhardt Hans (julho de 1943 - Dezembro de 1943)

Einsatzkommando 8 - Formado em junho de 1941, foi dissolvido em outubro de 1943. Seus comandantes foram Otto Bradfisch, Heinz Richter, Erich Isselhorst, e, finalmente, Hans Schindelm. Completou seus massacres Volkovisk, Baranov, Bobruisk, Lahoysk, Mogilev e Minsk. Foi a mais sanguinária entre as unidades Einsatzgruppe B: a 15 dezembro de 1942 tinha matado 74.740 pessoas.
  1. SS-Obersturmbannführer Dr. Otto Bradfisch (Junho de 1941 - 01 de abril de 1942)
  2. SS-Sturmbannführer Heinz Richter (1 April 1942 – September 1942)
  3. SS-Sturmbannführer Dr. Erich Isselhorst (September 1942 – November 1942)
  4. SS-Obersturmbannführer Hans-Gerhard Schindhelm (7 November 1942 – October 1943)
  5. SS-Sturmbannführer Alfred Rendörffer (?)

Einsatzkommando 9 - Fundada em junho de 1941, foi dissolvido em março de 1944. Foi comandada por Alfred Filbert, Oswald Schafer, Wilhelm Wiebens, Friedrich Buchardt . Operou em Vilna, Grodno, Lida, Bielsko-Podlaski, Vyasma, Lepel, Surazh, Nevel, Gshatsk, Mozhaisk, Vitbesk, Smolensk e Varena.
Em 15 dezembro de 1942 tinha matado 41.340 pessoas.
  1. SS-Obersturmbannführer Alfred Filbert (Junho de 1941 - 20 de outubro de 1941)
  2. SS-Obersturmbannführer Oswald Schäfer (Outubro de 1941-1942 de Fevereiro)
  3. SS-Obersturmbannführer Wilhelm Wiebens (Fevereiro de 1942 - Janeiro de 1943)
  4. SS-Obersturmbannführer Dr. Friedrich Buchardt (Janeiro de 1943 - Outubro de 1944)
  5. SS-Sturmbannführer Werner Kämpf (Outubro 1943 - março 1944)

Vorkommando Moskau - Ele estava em atividade desde junho de 1941 a janeiro de 1942 e foi também referida como Sonderkommando 7c. Ao seu comando foram colocados em sucessão Franz Six, Waldemar Klingenhöfer, Erich Körting, Wilhelm Bock, Rudolf Schmücher, Walter Blume, Wilhelm Eckhardt. Foi mais tarde se fundiu - quando ficou claro que Moscou não iria cair - com o Sonderkommando 7b. Ele trabalhou principalmente na área de Smolensk.
Para seu crédito em 15 outubro de 1942 havia 4.660 vítimas.
  1. SS-Brigadeführer Professor Dr. Franz Six (20 de junho de 1941 - 20 de Agosto de 1941)
  2. SS-Obersturmbannführer Waldemar Klingelhöfer (Agosto de 1941 - setembro 1941)
  3. SS-Obersturmbannführer Dr. Erich Körting (Setembro de 1941 - Dezembro de 1941)
  4. SS-Sturmbannführer Dr. Friedrich Buchardt (Dezembro 1941-1942 de Janeiro)
  5. SS-Sturmbannführer Wilhelm Bock (Janeiro 1942 - junho 1942)

Traduzido: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte:
http://www.olokaustos.org/guida/sterminare/einsatzgruppen/mobili8.htm


Em breve as outras formações do Einsatzgruppe (A, D...)
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