sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Diário de chefe da SS encontrado na Rússia revela atrocidades de dia a dia nazista



Vieram a público recentemente detalhes arrepiantes da vida diária de Heinrich Himmler, o chefe da SS nazista que mandou milhares de judeus para a morte no Holocausto.

O tabloide alemão Bild está publicando uma série de trechos do diário de guerra de Himmler, recentemente descobertos na Rússia.

Um dia, escreveu Himmler, ele recebeu uma massagem antes de ordenar a execução de dez poloneses. Ele também relata ter curtido um lanche no campo de concentração de Buchenwald.

Ele ainda conta no diário ter ordenado que cães fossem treinados para "despedaçar pessoas" no campo de concentração de Auschwitz.

Historiadores devem publicar os diários em um livro no ano que vem, com notas explicativas.

Himmler estava no círculo mais próximo de Adolf Hitler e tinha o título e de "Reichsfuehrer SS". Ele comandou os esquadrões que assassinaram judeus, poloneses, soviéticos, ciganos e outros grupos classificados como "racialmente inferiores".

Os diários estão sendo estudados pelo Instituto Histórico Germânico de Moscou. Eles cobrem os anos de 1938, 1943 e 1944 e foram achados em um arquivo do Ministério da Defesa da Rússia em Podolsk, uma cidade ao sul de Moscou.

Historiadores já haviam examinado os diários de Himmler referentes aos anos de 1941, 1942 e 1945 - mas eles não sabiam da existência dos outros até recentemente.

A descoberta é considerada muito importante e os diários têm sido comparados aos do chefe de propaganda nazista Joseph Goebbels.

O pesquisador alemão Matthias Uhl disse que ficou impressionado ao constatar que Himmler dedicava grande preocupação com o bem estar de seus colegas da SS, familiares e amigos - enquanto implementava meticulosamente assassinatos em massa.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-36961171



Diários de Himmler: massagens, visitas à amante e execuções


Cadernos com rotina do líder das SS estiveram esquecidos durante mais de sete décadas num arquivo militar russo.

Para Heinrich Himmler, um dia de trabalho normal começava sempre com uma massagem do seu médico, Felix Kersten. O líder das SS, encarregue por Adolf Hitler de gerir o extermínio dos judeus durante a II Guerra Mundial sofria de dores de estômago crónicas e esta era a forma que encontrara de as aliviar. A rotina do oficial nazi foi agora revelada pelo jornal alemão Bild depois de analisar os seus diários de 1938, 1943 e 1944, nos quais ficamos a saber que depois das massagens matinais, Himmler se dividia entre chamadas para a mulher e filha, visitas à amante, encontros com oficiais SS ou idas a campos de concentração.

Esquecidos durante mais de sete décadas nos arquivos militares russos de Podolsk, a sul de Moscovo, os diário levados pelos soviéticos no fim da guerra constituem uma espécie de relato da "banalidade do mal", usando a frase de Hannah Arendt escreveu no seu livro sobre o julgamento de Adolf Eichmann, o homem que Himmler escolheu para organizar o dia-a-dia da Solução Final.

Casado com Margaret, a quem chamava Mami, Himmler quase todos os dias ligava à família que apenas visitava algumas vezes por ano no sul da Alemanha. E nunca esquecia Püppi (Boneca), a alcunha que dava à filha Gudrun. Mas os dias do homem que antes de se juntar às SS foi vendedor de fertilizante também passavam pelas visitas à amante e mãe de dois filhos, a antiga secretária Hedwig Potthast, que nunca é no entanto referida pelo nome nos diários, limitando-se Himmler a escrever que estava "em trânsito", quando viajava até à sua casa em Berchtesgaden.

Arquivadas na Rússia como Dnevnik (ou "Diário", em russo), as mais de mil páginas escritas por Himmler revelam a sua crescente influência na estrutura do regime nazi. Quando assumiu a chefia das SS em 1929, estas tinham menos de 300 homens, mas depressa o filho de um professor bávaro fez delas uma força paramilitar com mais de um milhão de homens. Meticuloso e organizado, Hitler nomeou-o ministro do Interior, entregou-lhe a gestão da Gestapo, a polícia política do regime nazi, e a supervisão dos campos de concentração.

No dia-a-dia, Himmler alinhava reuniões com oficiais das SS e entre um telefonema à família e um jogo de cartas ao fim do dia, Himmler assinava ordens de execução e ordenava o envio de milhões de pessoas para os campos de concentração. Uma das entradas do diário termina com a decisão do oficial de mandar executar dez polícias polacos por não terem ripostado quando a sua esquadra foi atacada, numa Polónia sob ocupação nazi.

As idas as campos de concentração eram muitas vezes apenas identificadas como "inspeções", mesmo quando, como a 2 de fevereiro de 1943, se referiam à ida de Himmler a Sobibor onde assistiu à morte de 400 mulheres e raparigas numa câmara de gás, cuja eficácia estava a testar. Já numa ida a Buchenwald, Himmler escreveu que tomara "um snack no café SS-Casino".

De um homem tão cruel já se sabia, no entanto, que não gostava muito de ver sangue. Após a análise deste diários ficamos ainda saber que Himmler esteve à beira de desmaiar durante a execução de um grupo de judeus em Minsk, na atual Bielorrússia, quando o cérebro de uma das vítimas lhe sujou o casaco.

Nos últimos meses, o Instituto de História Alemão, em Moscovo, analisou os diários, cuja autenticidade veio a comprovar. "A importância destes documentos é darem-nos uma melhor compreensão estrutural da última fase da guerra", explicou ao The Times Nikolaus Katzer, o diretor do instituto.

A descoberta destes diários surge dois anos depois de um conjunto de cartas de Himmler enviadas à mulher e à filha, bem como fotografias e até um livro de receitas pertencentes ao oficial nazi, terem sido descobertos em Israel. O tom leve e até divertido com que se dirigia à família - assinando as cartas com "beijos, Heini!"- contrastam com a imagem de carniceiro que ficou para a história.

Muitas vezes fotografado ao lado de Hitler, Himmler, facilmente reconhecível graças aos óculos redondos, foi capturado pelas forças britânicas no fim da guerra quando tentava fugir da Alemanha com documentos falsos. Levado para interrogatório, acabou por se suicidar mordendo uma cápsula de cianeto que tinha num dente. A sua filha Gudrun, hoje com 86 anos, continua a viver em Munique, onde dá apoio a criminosos de guerra nazis.

Fonte:http://www.dn.pt/mundo/interior/diarios-de-himmler-massagens-visitas-a-amante-e-execucoes-5318656.html

domingo, 31 de julho de 2016

A Guerra do Líbano (Documentário - Al Jazeera)

Antes de mais nada, a quem estranhar a presença nova neste blog, o Daniel me fez o convite pra participar do blog explorando os demais conflitos do século XX (e também da Era Moderna), uma vez que o nome do blog é bem abrangente (A Vida no Front) e não se restringe à Segunda Guerra. Como ele não comentou, e não anunciou a mudança no blog (no caso, a ampliação do foco de temas do blog), deixo esse comentário aqui fazendo a apresentação. Faço parte deste outro blog (Holocausto-Doc).

Pra dar o pontapé inicial, ampliando a abordagem do blog, lembrei de um documentário em 15 partes produzido pela TV Al Jazeera (do Catar, TV bem conhecida no mundo por cobrir o Oriente Médio pela ótica da região, e também reconhecida por sua qualidade), de 2002, sobre a Guerra Civil libanesa. Dirigido por Omar Al Issawi (jornalista, diretor e produtor, trabalhou na BBC), site oficial dele:
http://www.issawi.net/documentaries.html

Ficha breve do documentário tirada do site dele (traduzida):
"Harb Loubnan, War of Lebanon" (A Guerra do Líbano)

Harb Loubnan, "the War of Lebanon", é um marco como documentário e cronológico da guerra civil do Líbano. Foi o primeiro documentário deste porte e natureza produzido e transmitido no mundo árabe.
A série, composta por 15 programas de uma hora de duração, foi produzida e dirigida por Omar al-Issawi para o canal Al Jazeera. Ele foi disponibilizado comercialmente em VHS e DVD. O conjunto incluíam um CD da trilha musical original do documentário. Legendas em inglês e francês foram incluídas no DVD.
Como citado acima, o nome do documentário em inglês é "War of Lebanon" (Harb Loubnan, "A Guerra do Líbano"), que, se não me engano, cobre os 15 anos de guerra civil no Líbano e o estrago causado pelo conflito (digo "se não me engano" pois faz tempo que o assisti e não lembro bem do final) bem como depoimentos dos 'atores' (bandos, membros) que participaram do conflito narrando a "evolução" do mesmo.

O ponto negativo dos vídeos, pro público lusófono, é que os vídeos só possuem legenda (embutida) em inglês (das cópias da web). Ninguém traduziu as legendas pro português ou mesmo pro espanhol (que ajudaria e muito). O ponto positivo é que acho que é um dos documentários mais completos do conflito. Caso alguém tenha interesse em o legendar, fica a indicação.

Encontram-se as cópias do Documentário no Youtube (legendas embutidas em inglês), seguem os links abaixo em 15 partes. Há duas fontes aparentemente, só irei colocar o primeiro vídeo em aberto e logo abaixo deste eu coloco o link dos vídeos em "Playlist" (pra serem vistos em sequência, de um outro canal):

The Lebanese Civil War -- Baptism by Fire - 01/15

(A Guerra Civil do Líbano - Batismo de fogo, parte 01 de 15)


Ver todos os vídeos da série:
https://www.youtube.com/watch?v=ege2FXFVeGI&list=PL56533E50179ADBC3



Adendo: a ser colocado depois.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Grupo extremista no Brasil declara apoio ao Estado Islâmico


Informação foi dada pelo SITE, de Rita Katz, nesta segunda-feira.

Um grupo extremista no Brasil declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e criou um canal chamado "Ansar al-Khilafah Brazil" na rede social Telegram, que se assemelha ao popular WhatsApp. A informação foi divulgada pela especialista norte-americana em monitoramento de atividades terroristas na web Rita Katz, do SITE, nesta segunda-feira.

De acordo com Katz, esta é a primeira vez que uma organização anuncia aliança com o Estado Islâmico na América do Sul e declara submissão ao líder do califado, Abu Bakr al-Baghdadi.

Dentro do canal no Telegram, o "Ansar al-Khilafah Brazil" comentou que, "se a polícia francesa não consegue deter ataques dentro do seu território, o treinamento dado à polícia brasileira não servirá em nada", referindo-se ao apoio que agências internacionais de inteligência têm oferecido ao governo brasileiro na prevenção de ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Em um post no Twitter, Katz ressaltou que o grupo está aproveitando o momento para espalhar a ideologia extremista antes da competição esportiva. No fim de maio, o Estado Islâmico criou o primeiro canal em português da organização, também dentro do Telegram. A página, para propaganda do califado, é uma versão em português do já existente "Nashir Channel".

Fonte: reprodução.
Procurada pela ANSA , a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ainda não retornou ao contato sobre a suposta aliança de um grupo no Brasil ao Estado Islâmico. 

O cientista político Heni Ozi Cukier, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse em entrevista à ANSA que qualquer ameaça precisa ser verificada para se constatar se é falsa ou real. "Pode ser só uma oportunidade de aterrorizar antes dos Jogos", afirmou, destacando, porém, que, caso seja verdadeira, o Brasil precisa aumentar sua vigilância.

Na semana passada, a Assembleia Nacional da França publicou o relatório de uma audição com o chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, no qual o especialista admitia ter informações de que o Estado Islâmico planejara um atentado contra a delegação francesa durante os Jogos. As Olimpíadas do Rio de Janeiro ocorrerão entre os dias 5 e 21 de agosto.

Devido ao massacre em Nice há quatro dias, quando Mohamed Bouhlel atropelou uma multidão e matou 84 pessoas, o governo brasileiro adotou medidas extras de segurança para os Jogos. Ontem (17) foi realizado o terceiro treinamento de forças conjuntas para simular a cerimônia de abertura, que ocorrerá no Maracanã.

A estimativa é de que cinco mil homens da Força Nacional de Segurança Pública e 21 mil oficiais das Forças Armadas, além do contingente fixo do Rio de Janeiro, façam a segurança durante os Jogos Olímpicos.

FONTE:
https://noticias.terra.com.br/brasil/policia/grupo-no-brasil-declara-apoio-ao-estado-islamico,e92750d714e4a43bd8ae86299d5c84e19zhp0lxx.html

Noticia no "SITE":
https://news.siteintelgroup.com/Jihadist-News/ansar-al-khilafah-brazil-pledges-to-is-leader-baghdadi-promotes-is.html

OBSERVAÇÂO: Agora é só esperar e ver se isso não será um Hoax, já que não apareceu nenhum vídeo do suposto grupo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Tentativa de golpe de Estado na Turquia

Homem se deixa diante de tanque em Istambul. (STRINGER REUTERS)
Hoje, dia 15 de julho de 2016, está em curso uma tentativa de golpe de Estado por uma parcela do Exército turco. Vários setores das forças armadas se levantaram contra o atual governo e estão na tentativa de assegurar a tomada de poder. Os soldados controlaram os aeroportos internacionais de Ancara e Istambul, que estão encerrados e os voos foram todos cancelados.
O governo de Erdogan assegura que os rebeldes pagarão um alto preço pelo levante, e acusa entre varias pessoas e grupos, o clérigo muçulmano Fethullah Gülen, uma das principais vozes da oposição.
O presidente pediu aos seus partidários que saíssem as ruas para tentar frear o levante. Os apoiadores de Erdogan e os contra o golpe saíram as ruas, fazendo grande resistência ao golpe, mas ouve repressão por parte dos soldados, como tiroteio, atropelamentos e helicópteros atirando na multidão. Num ataque de helicóptero em Ancara, ao menos 17 policiais foram mortos, segundo o New York Times.

Seguem algumas noticias e videos mostrando o que está acontecendo hoje:

http://www.liveleak.com/view?i=da3_1468636610 (blindado passando por cima de civis)
http://www.liveleak.com/view?i=7db_1468629548 (mortos na rua por blindados e tiros)
http://www.liveleak.com/view?i=cc3_1468619901
https://twitter.com/MuradoRT/status/754126814692438016
https://www.facebook.com/RTnews/videos/10154499376829411/
http://www.liveleak.com/view?i=dc4_1468623724 (Helicóptero atirando em civis)
http://www.liveleak.com/view?i=08a_1468625165 (Tiroteio sobre a multidão de civis)
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/15/internacional/1468612953_710585.html
http://www.dn.pt/mundo/ao-vivo/interior/turquia-movimentos-militares-em-ancara-e-istambul-pm-fala-de-golpe-de-estado-5287811.html
http://www.jn.pt/mundo/interior/provavel-golpe-de-estado-na-turquia-5287812.html
http://www.dn.pt/mundo/ao-vivo/interior/turquia-movimentos-militares-em-ancara-e-istambul-pm-fala-de-golpe-de-estado-5287811.html

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Morreu Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz

Elie Wiesel sobreviveu aos campos de concentração nazis da II Guerra Mundial e tornou-se um influente ativista e autor.

Eliezer “Elie” Wiesel, sobrevivente dos campos nazis do Holocausto, vencedor do Prémio Nobel da Paz em 1986 e activista pelos direitos humanos, morreu este sábado aos 87 anos, de acordo com o Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Israel.

Nascido em 1928 na Roménia, Wiesel ficou conhecido por manter vivas as suas memórias do Holocausto com o livro Noite, baseado nas suas experiências enquanto adolescente nos campos de concentração de Auschwitz, Buna, e Buchenwald, e pelo papel determinante que teve em promover a educação sobre o Holocausto.

Wiesel “deu expressão à vitória do espírito humano sobre a crueldade e o mal, através da sua extraordinária personalidade e dos seus livros fascinantes”, reagiu o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que diz ter sido “abençoado” por ter conhecido o Nobel da Paz e ter podido aprender “pessoalmente” com ele.

“Na escuridão do Holocausto, na qual os nossos irmãos e irmãs foram mortos — seis milhões —, Elie Wiesel foi um raio de luz e um exemplo de humanidade que acreditava na bondade das pessoas”, acrescentou Netanyahu, num comunicado divulgado pela imprensa israelita.

Foto REUTERS/Jason Reed/File Photo
Quando lhe atribuiu o Nobel da Paz, o Comité Norueguês explicou que o Prémio lhe era devido pelo “trabalho em defesa da paz, da redenção e da dignidade humana”.

O ex-Presidente de Israel Shimon Peres lembrou alguém que “sobreviveu aos maiores horrores da humanidade e escolheu dedicar a sua vida a espalhar a mensagem – ‘nunca mais’”.

Wiesel fez parte do Conselho de Memorial do Holocausto dos Estados Unidos entre 1980 e 1986 e teve um grande papel na criação do Museu do Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington. À entrada do museu, figuram as suas palavras: “Pelos mortos e pelos vivos, temos que passar o testemunho”. Durante a sua vida, usou o seu estatuto de sobrevivente do Holocausto para falar não só sobre este acontecimento, como para chamar a atenção sobre outras situações de genocídio em todo o mundo, como em 2006, quando apareceu ao lado de George Clooney antes de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para alertar sobre a crise humanitária no Darfur.

Natural da cidade de Sieghet, a família de Wiesel sofreu as consequências da anexação da cidade por parte da Hungria em 1940, que obrigou todos os judeus a mudarem-se para dois guetos. Em Maio de 1944, os nazis, com a autorização da Hungria, deportaram a comunidade judaica de Sieghet para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Então adolescente, Wiesel foi enviado para o campo de trabalhos de Buna Werke com o seu pai, Shlomo Wiesel, onde foram forçados a trabalhar durante oito meses antes de ser transferidos para outros campos de concentração perto do final da guerra.

Shlomo Wiesel, subnutrido e com uma inflamação nos intestinos, morreu depois de ser violentamente agredido por um soldado alemão, a 29 de Janeiro de 1945. A mãe Sarah e a irmã mais nova Tzipora também não sobreviveram ao Holocausto, acontecimentos que viria a recordar no livro de memórias, em 1955.

Depois da guerra, Wiesel e outros jovens sobreviventes foram enviados para um orfanato em Écouis, França, pela organização humanitária judaica Oeuvre de Secours aux Enfants, onde viveu durante muitos anos e se reencontrou com a única família directa que lhe restava, as irmãs mais velhas Beatrice e Hilda.

Wiesel prosseguiu depois os estudos em literatura, filosofia e psicologia em Sorbonne, mas nunca chegou a concluí-los, tornando-se depois jornalista em várias publicações francesas e israelitas. Visitou o estado de Israel em 1949 como correspondente para o jornal francês "L’arche". e cobriu, ainda, o julgamento do nazi Adolf Eichmann para o jornal judaico "The Forward".

Apesar do efeito traumático que o Holocausto teve na sua vida, Elie Wiesel só começou a escrever sobre as suas vivências depois de uma conversa em 1954, com o Nobel da Literatura francês, François Mauriac. A primeira versão do seu livro tinha 800 páginas e tinha como título E o mundo ficou silencioso, originalmente escrita em iídiche. Wiesel escreveu em 1958, uma versão mais curta em francês, Nuit, que vendeu até hoje mais de seis milhões de exemplares e está traduzida em 30 línguas.Noite viria a formar parte de uma trilogia de memórias sobre o Holocausto, que incluiria Amanhecer eDia. Foram mais de 40 os livros de ficção e não-ficção escritos por Elie Wiesel.

Fonte:
https://www.publico.pt/mundo/noticia/elie-wiesel-sobrevivente-do-holocausto-e-nobel-da-paz-morre-aos-87-anos-1737093

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Os primeiros americanos a entrar em Berlim, durante Batalha de Berlim,1945.


Os primeiros americanos a entrar em Berlim foram dois civis: John Groth, um artista e correspondente de guerra do American Legion Magazine, e Seymour Freidin, do Herald Tribune de Nova York. Tinham dado um jeito de chegar a Berlim sem a sanção de russos ou americanos; atrás deles vinha um jipe carregado de soldados fotógrafos do exército americano. Pouco depois do almoço, Freidin, que falava iídiche, convencera um capitão soviético a deixá-los avançar até o coração da cidade. Sob uma "mórbida chuva amarela", passaram pelo arrasado aeródromo de Tempelhof. grande edifício branco da administração estava negro de fumaça e dezenas de aviões avariados jaziam na pista esburacada. 

As paredes estavam riscadas com cal, mostrando slogans nazistas: "Heil Werwolf!" ou "Mit unseren Führer zum Sieg!" (Com nosso Führer para a vitória!). Aqui e ali propagandistas russos haviam replicado com dizeres nitidamente desenhados, e sempre os mesmos: "Hitlers vem e vão, mas o povo germânico e o Estado germânico permanecem. Stalin." 

Soldados russos tomam posição em frente de 
um prédio em chamas na Frankfurter Allee.
Berlim, m
aio de 1945.
Homens do Exército Vermelho ovacionavam os dois jipes que subiam a Berlinerstrasse e aproximavam-se de Blucherplatz, um depósito de tanques esmagados, "com corpos incendiados ainda pendendo deles". A praça estava juncada de equipamento alemão abandonado —meias, roupas de baixo, fuzis, bombas, minas. O cheiro de "mel sobre arenque" da morte pairava sobre todas as pilhas de destroços. 

Os jipes desviavam-se cuidadosamente das crateras, até chegar a Wilhelmstrasse. O clarão dos edifícios em chamas iluminava em silhuetas irregulares contra o céu as minas. A distância, podiam ouvir o troar da artilharia e mais perto, o matraquear de metralhadoras. 

A Wilhelmplatz parecia um queijo Roquefort. A esquerda, Groth viu paredes calcinadas, cobertas com monte de escombros - a Chancelaria do Reich. preso bem alto na parede leste, a cavaleiro das crateras da praça, estava um enorme retrato em preto-e-branco de Stalin. Uma tela a óleo, representando o Führer, pendia inclinada na parede sul. Bandeiras russas, vermelho vivo, mas parecendo púrpura escuro sob a chuva, brotavam por toda parte, nas ruínas.

Os americanos estacionaram os jipes e puseram-se a examinar as ruínas. Freidin procurou em torno da chancelaria, tentando achar o corpo de Hitler, mas seria preciso uma turma tratores trabalhando durante uma semana, para remover todo o entulho. 

Os americanos voltaram a.t seus jipes e desceram a Unter den Linden, um vasto cenário de ruínas cinzentas e fumegantes. Mais acima, homens do Exército Vermelho passavam em grande número pelo Portão de Brandenburg a fim de limpar os últimos redutos alemães em Tiergarten. A única nota alegre era uma fileira de estandartes escarlates flutuando sobre o Portão de Brandenburg. O carro da vitória, lá em cima, estava irreconhecivelmente retorcido, com três de seus quatro cavalos tombados. A esquerda, o hotel Adlon era um esqueleto, e uma grande bandeira da Cruz Vermelha flutuava de uma janela superior, dando à região seu único toque de branco. 

Groth trepou pela barricada construída entre as colunas do imponente arco e acompanhou os russos até Tiergarten. A cena lembrou-lhe o campo de batalha da Floresta de Hurtgen, em 1944, com as árvores "espalhadas como palitos de fósforo" sobre os buracos e as trincheiras. De trás de uma parede arrasada, viu os russos atacarem através da fumaça. 

Alguns minutos depois das três horas, um silêncio aterrador envolveu o parque. Subitamente, ouviu gritos exultantes. Um oficial russo, deitado na lama, ergueu os olhos para Groth. Sorriu: "Berlin kaputt!" 

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
TOLAND, John. Os últimos 100 dias - volume II, Editora Nova Fronteira, 1966. p.892-893

Livro - A Segunda Guerra Mundial 70 Anos Depois - Coletânea de Artigos


Fruto de um Seminário que organizado na UERJ no ano de 2015, afim de comemorar os 70 anos do fim do maior conflito da história do homem, o livro "A Segunda Guerra Mundial 70 Anos Depois", pretende atualizar os amantes da IIGM com as novas abordagens que a pesquisa nacional tem produzido sobre o referido tema. 


Os 15 artigos tratam de vários aspectos da Segunda Guerra Mundial, dentre eles a participação soviética, a relação brasileira com a Alemanha nazista, as resistências ao fascismo, a atuação da FEB, as resistências e os mitos.

O lançamento será no dia 22 de junho no Bistrô Multifoco às 19:00 - Avenida Mem de Sá, 126 Centro Rio de Janeiro.


Artigos na obra:

A “Boa Guerra”: Os Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial (Rodrigo Farias de Sousa) -

A Guerra Que Não Acabou (João Claudio Platenik Pitillo) -

A Participação Soviética na Segunda Guerra Mundial Retratada nos Livros Didáticos Brasileiros (Roberto Santana Santos) -

A Segunda Guerra Mundial e o Japão (Marina Magalhães B. L. da Silva) –

A URSS e a Formação das Democracias Populares (Luis Eduardo Mergulhão) -    

1ª Esquadrilha de Ligação e Observação: A Observação Aérea na Força Expedicionária Brasileira (Fábio Seccioso Araújo) -

História do Tempo Presente, História Pública e ensino de História: um caso em Magé – RJ (Sydenham Lourenço Neto/Vinícius da Silva Ramos) -

O Final da Segunda Guerra Mundial e o Início da Guerra Fria no filme Cortina de Ferro (Antonio Cícero Cassiano Sousa) –

O Mito da Conspiração Judaica e a Segunda Guerra Mundial (Ricardo Figueiredo de Castro) -

O Pensamento Diplomático, Político e Militar Brasileiro dos Anos de 1930 e 1940: O Caso da Aproximação com a Alemanha (Fernando da Silva Rodrigues/Andrea Helena Petry Rahmeier) -

O Serviço de Assistência Religiosa da FEB no Teatro de Operações na Itália durante a II Guerra Mundial (Rogério de Carvalho Lima) -

O Terceiro Reich: A Tomada do Poder e a Resistência (Francisco Carlos Teixeira da Silva) -

Participação do Brasil na II Guerra Mundial: 70 Anos da Vitória (Celso Péricles Fonseca Thompson)

Quem Ajudou Hitler (Ricardo Quiroga Vinhas) –

Terror e Banalidade do Mal (Renata Schittino)  -      

Alemanha reconhece genocídio armênio e irrita Turquia

Armênios em fuga durante a Primeira Guerra Mundial no que hoje é território turco

Quase por unanimidade, Parlamento alemão quebra tabu e aprova resolução que passa a chamar massacre de cristãos por otomanos na Primeira Guerra de genocídio. Ancara diz que decisão é erro histórico.

O Bundestag (Parlamento alemão) aprovou nesta quinta-feira (02/06), quase por unanimidade, uma resolução que classifica de genocídio o massacre perpetrado há um século pelo Império Otomano contra a minoria armênia.

Rapidamente rechaçada pelo governo turco como "um erro histórico", a decisão ameaça arranhar ainda mais as relações entre Ancara e Berlim, desgastadas no último ano devido à crise migratória e ao debate sobre que papel cada país deve ter no acolhimento de refugiados.

De maioria muçulmana, o atual Estado turco admite que cristãos armênios morreram em combates com soldados otomanos a partir de abril de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. Mas rejeita declarações de governos estrangeiros que classificam as mortes – estimadas por historiadores entre 800 mil e 1,5 milhão – de genocídio.

"A resolução adotada pelo Parlamento alemão vai abalar seriamente as relações entre Alemanha e Turquia", afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Em tom ainda mais firme se manifestou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu: "O caminho para virar páginas escuras em sua própria história não é manchar a história de outros países com decisões parlamentares irresponsáveis e infundadas."

A resposta turca à resolução – aprovada com apoio de todos os partidos do Parlamento e apenas um voto contra – foi chamar de volta a Ancara seu embaixador em Berlim para consultas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, minimizou o atrito causado pela decisão."Há muitas coisas que conectam Alemanha e Turquia e, mesmo que haja diferença de opinião em um determinado tema, nossa relação, amizade e laços estratégicos são ótimos", afirmou Merkel, em entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg.

Até que a coalizão de Merkel decidisse impulsionar a resolução, no ano passado, a posição oficial do governo alemão era de lamentar o ocorrido, mas sem mencionar a palavra genocídio – nem de forma oral nem escrita. Num país em que a reconciliação com passado é reiterada todo momento, a postura era constantemente alvo de críticas.

Mas a Alemanha tem problemas com a palavra. Há tempos Berlim vinha se movimentando com muito cuidado sobre um terreno político minado. Não se queria estragar a relação com a Turquia, membro da Otan. Assim como o relacionamento com os mais de 3 milhões de cidadãos de origem turca que vivem na Alemanha. Há, ainda, o envolvimento alemão – então aliado do Império Otomano – na catástrofe dos armênios, que pode ser passível de pagamentos de reparações.

Genocídio dos armênios é a interpretação oficial em mais de 20 países, incluindo França, Suíça e Brasil. O termo "genocídio" foi definido pela ONU em 1948 como atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

RPR/dpa/ots
Fonte: http://www.dw.com/pt/alemanha-reconhece-genoc%C3%ADdio-arm%C3%AAnio-e-irrita-turquia/a-19300480

domingo, 19 de junho de 2016

Livro - Nazi Files

M.Books:  





















Título: Nazi Files
Formato: 17x24
Páginas: 164
Área de interesse: 1. História
2. Segunda Guerra Mundial
3. História da Humanidade
ISBN: 978-85-7680-282-2
Preço: R$ 69,00
NAZI FILES

Todos os Homens do Terceiro Reich

Histórias e Segredos Revelados

Biografias dos mais importantes colaboradores de Adolf Hitler no Terceiro Reich.

Este livro revela a história de cada um, mostrando como cada perfil psicológico foi determinante para as atitudes e as atrocidades cometidas.

• Adolf Hitler • Martin Bormann • Angela Raubal
• Eva Braun • Adolf Eichmann • Dietrich Eckart
• Hermann Göring • Albert Göring • Reinhard Heydrich
• Josef Goebbels • Amon Goeth • Heinrich Himmler
• Rudolf Höss • Josef Mengele • Leni Riefenstahl
• Ernst Röhm • Hjalmar Schacht • Albert Speer
• Franz Stangl • Rudolf Hess • Wilhelm Keitel e outros.

Os nazistas para controle e segurança de seu Partido Político mantinham arquivos completos de grande parte de seus principais líderes.

Os segredos e as revelações do status e da participação de cada um deles no Terceiro Reich, no Holocausto e na Segunda Guerra Mundial são mostrados em detalhes neste livro.





M.BOOKS DO BRASIL EDITORA LTDA
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Livro - Lembranças da Guerra: A História de uma jovem alemã que viu a guerra por dentro






Título: Lembranças da Guerra
Subtítulo:
Segunda Guerra Mundial
Autora: Irmgard Ruppel
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 120
Área de interesse: 1. Segunda Guerra Mundial
2. História
3. Biografia
ISBN: 978-85-7680-257-0
Preço: R$ 29,00


Irmgard Ruppel

LEMBRANÇAS DA GUERRA

A História de uma jovem alemã que viu a guerra por dentro

Esta é a história real de uma mulher que viveu a juventude na Alemanha Nazista. Irmgard Ruppel acompanhou de perto os acontecimentos que marcaram a Segunda Guerra Mundial.

Nestas lembranças, a autora descreve sua infância feliz em uma família alemã bem estruturada e, mais tarde, a convivência com personalidades importantes do regime Nazista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos alemães não aprovavam as atrocidades que os Nazistas perpetravam. A Inteligência Nazista montou uma rede de espionagem para identificar pessoas com ideias opostas ao regime. Seu pai, alto funcionário público do Ministério da Fazenda, da República de Weimar, é envolvido em uma trama que o leva à prisão pela polícia secreta de Hitler.

No pós-guerra, entre as perdas e os reflexos desastrosos do conflito, ela encontra coragem e a possibilidade real de recomeçar.

SOBRE A AUTORA: IRMGARD RUPPEL mudou-se para os Estados Unidos em 1947 e, desde então, vive em Nova York. Ela dedicou este livro a seus filhos e netos, como registro histórico de família e lição de superação.
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domingo, 22 de maio de 2016

Hitler prevê a aniquilação dos judeus se a guerra ocorrer. 30/01/1939




Discurso de Adolf Hitler  prevendo a aniquilação dos judeus no caso de guerra, em janeiro de 1939.
Esse vídeo coloquei na minha conta do Youtube, traduzido;
(https://www.youtube.com/user/Avidanofront)

A tradução em português:

O texto com a tradução de trecho do que ele dizia no Parlamento no vídeo:
Adolf Hitler: "No curso de minha vida eu muito frequentemente fui um profeta, e geralmente ridicularizado por isso. Durante o período de minha luta pelo poder foi apenas a raça judaica, no primeiro momento, que recebeu minhas profecias com risos quando eu disse que um dia eu tomaria o comando do Estado, e com isso a nação inteira, e que então eu, entre outras coisas, resolveria o problema judaico. Seus risos eram hilários, mas eu penso que por agora eles estejam rindo com o outro lado de sua face. Hoje eu mais uma vez serei um "profeta": se o financismo(finanças) internacional judaico dentro e fora da Europa sucederem mais uma vez em mergulhar as nações numa guerra mundial, então o resultado disso não será a vitória da 'judaria', mas sim na aniquilação da raça judia da Europa!"

German:

Adolf Hitler:: "Europa kann nicht eher zur Ruhe kommen, bevor die jüdische Frage ausgeräumt ist. Die Welt hat Siedlungsraum genügend, es muß aber endgültig mit der Meinung gebrochen werden, als sei das jüdische Volk vom lieben Gott eben dazu bestimmt, in einem gewissen Prozentsatz Nutznießer am Körper und an der produktiven Arbeit anderer Völker zu sein.
Das Judentum wird sich genauso einer soliden aufbauenden Tätigkeit anpassen müssen, wie es andere Völker auch tun, oder es wird früher oder später einer Krise von unvorstellbarem Ausmaß erliegen.
Wenn es dem internationalen Finanzjudentum in und außerhalb Europas gelingen sollte, die Völker noch einmal in einen Weltkrieg zu stürzen, dann wird das Ergebnis nicht der Sieg des Judentums sein, sondern die Vernichtung der jüdischen Rasse in Europa!"

English:
Adolf Hitler: "In the course of my life I have very often been a prophet, and have usually been ridiculed for it. During the time of my struggle for power it was in the first instance only the Jewish race that received my prophecies with laughter when I said that I would one day take over the leadership of the State, and with it that of the whole nation, and that I would then among other things settle the Jewish problem. Their laughter was uproarious, but I think that for some time now they have been laughing on the other side of their face. Today I will once more be a "prophet": if the international Jewish financiers in and outside Europe should succeed in plunging the nations once more into a world war, then the result will not be the Bolshevizing of the earth, and thus the victory of Jewry, but the annihilation of the Jewish race in Europe!"



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Marcha em Auschwitz faz memória a vítimas do Holocausto

"Passeata dos vivos" no antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, lembra seis milhões de vítimas do Holocausto

Milhares de judeus vindos de Israel e de outros países participaram da tradicional "Passeata dos vivos", nesta quinta-feira (5), no antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, para lembrar as seis milhões de vítimas do Holocausto.

Muitos levavam a bandeira israelense sobre os ombros quando cruzaram a porta com a triste e célebre inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta") do campo de Auschwitz para percorrer depois, em silêncio, os três quilômetros que a separam de Birkenau, o maior dos três campos do complexo de Auschwitz.

Só em Birkenau foram assassinados pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial pelo menos 1,1 milhão de prisioneiros judeus. Auschwitz-Birkenau foi o maior dos campos de extermínio nazista e se transformou no mundo inteiro em símbolo do Holocausto.

As leis de Nuremberg e os julgamentos de Nuremberg foram este ano o tema central desta manifestação, que desde sua primeira edição, em 1988, contou com 220 mil participantes de 52 países, informaram os organizadores.

Ontem, juristas de todo o mundo abordaram em uma conferência na Cracóvia as leis racistas de Nuremberg, que excluíram os cidadãos judeus da sociedade alemã, assim como os processos de Nuremberg que julgaram os oficiais nazistas depois da Segunda Guerra Mundial.

Em uma "Declaração de Nuremberg", os participantes chamaram não só a lutar contra o antissemitismo e a negação do Holocausto, mas denunciaram também a indiferença que deixa a via aberta aos distúrbios, a violência e inclusive ao genocídio.

Foto:Grupo usou bandeiras de Israel para atravessar sob a triste inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta") do portão do campo de Auschwitz. Foto: Grzegorz Momot / EFE
Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/milhares-de-jovens-marcham-em-auschwitz-em-memoria-de-vitimas-do-holocausto,fc5a5db602f81f924a6cd4979f69e873i2n830cb.html

terça-feira, 12 de abril de 2016

Holocausto Doc.Documentação e História

Acessem o blog Holocausto Doc. - Documentação e História, o maior conteúdo sobre Holocausto e refutação ao "Revisionismo" em língua portuguesa(pt).

http://holocausto-doc.blogspot.com.br/

Snipers nas Guerras - Da guerra de independência dos Estados Unidos às guerras atuais


M.Books:


Título: Snipers nas Guerras: Da Guerra de Independência dos Estados Unidos às Guerras Atuais.
Autor: Michael E. Haskew
Formato: 17 x 24 cm
Páginas: 216
Área de interesse: 1. Guerra
2. História Geral
3. Táticas de Guerra
ISBN: 978-85-7680-279-2
Preço: R$ 79,00


Michael E. Haskew 

SNIPERS NAS GUERRAS

Da Guerra de Independência dos Estados Unidos às Guerras Atuais. 

Histórias do Tiro Perfeito

Nada gela mais o sangue do soldado no campo de batalha do que o estalo do tiro de fuzil de um sniper. Um atirador habilidoso consegue deter até mesmo grandes unidades com alguns tiros bem dados que eliminem militares importantes, como batedores ou oficiais, e prejudicar gravemente o moral do inimigo.

Snipers nas Guerras examina o impacto e o papel dos atiradores de elite desde a Guerra de Independência dos Estados Unidos até os dias de hoje. 

Embora em épocas anteriores arqueiros especializados conseguissem escolher seu alvo, só no final do século XVIII os avanços da tecnologia possibilitaram o tiro de precisão com arma de fogo. Os caçadores das florestas americanas cobraram seu preço dos soldados britânicos com suas espingardas de caça; nascia a moderna arte do tiro de precisão.

Desde o começo, os snipers precisaram de excelente capacidade de camuflagem e ocultamento, além da boa pontaria, ao arriscar a vida para ter a oportunidade de um tiro perfeito. O livro examina como a arte do tiro de precisão na guerra se tornou mais profissional e especializada, com cursos de instrução e equipamento específico.

Atiradores famosos da história, como o americano Chris Kyle e o russo Vassili Zaitsev, têm seus perfis traçados. Inclui depoimentos de participantes de conflitos atuais como as guerras do Vietnã, do Afeganistão e do Golfo.

SOBRE O AUTOR: MICHAEL E. HASKEW é editor da revista WWII History Magazine. Ele editou e escreveu para publicações históricas militares durante mais de 16 anos. Formou-se em História pela Universidade do Tennessee, campus de Chattanooga, onde mora com a mulher e três filhos. Também foi editor de World War II Desk Reference e do Centro Eisenhower de Estudos Americanos e contribuiu com a International Encyclopedia of Military History.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Julgamento de ex-enfermeiro de Auschwitz começa na ausência de acusado

 
Aos 95 anos e com saúde debilitada, Hubert Zafke poderá ser condenado à prisão.

Um tribunal de Novo Brandeburgo, no Leste da Alemanha, começou a julgar nesta segunda-feira à revelia o ex-enfermeiro de Auschwitz Hubert Zafke, de 95 anos, que estava no campo de extermínio quando o comboio de Anne Frank chegou.

A audiência começou na ausência de Zafke. Um especialista médico concluiu no domingo que ele "tinha pensamentos suicidas" e advertiu para possíveis "reações de estresse e hipertensão", razão pela qual não estava em condições de comparecer ao tribunal.

A acusação pediu uma nova avaliação de seu estado de saúde e a audiência foi suspensa pouco depois, após um diálogo tenso com o presidente do tribunal, acusado pela parte civil de parcialidade. A principal incógnita do julgamento é a saúde do acusado. Em um primeiro momento o tribunal considerou que não podia ser julgado, mas a decisão foi anulada em apelação.

Zafke, um antigo membro das SS, é acusado de cumplicidade no extermínio de ao menos 3.681 homens, mulheres e crianças judeus que morreram nas câmaras de gás ao chegar a Auschwitz, em um período de um mês na época da segunda Guerra Mundial. Enfrenta uma pena de entre 3 e 15 anos de prisão, uma condenação principalmente simbólica levando-se em conta sua idade avançada.

A acusação compreende a chegada de 14 comboios de deportados que desembarcaram em Auschwitz procedentes de Lyon, Rodas, Trieste, Mauthausen, Viena e Westerbork, um campo de trânsito na Holanda onde estavam Anne Frank, seus pais Otto e Edith e sua irmã Margot.

A família da adolescente - que passou dois anos trancada em uma casa de Amsterdã para se esconder dos nazistas e cujo diário é famoso em todo o mundo - sobreviveu à "seleção" de Auschwitz entre deportados aptos para trabalhar e os que iam diretamente à câmara de gás.

No entanto, a mãe de Anne, Edith, morreu de cansaço na enfermaria em janeiro de 1945 e suas duas filhas pouco depois, antes da chegada das tropas britânicas.

Saúde precária

O julgamento de Zafke, filho de um agricultor que se alistou nas Waffen SS, um corpo de elite dos nazistas, se focará na questão da saúde do acusado e se está em condições de ser julgado. Ele chegou a Auschwitz em outubro de 1943 depois de ter combatido no front do Leste em 1941. Em 1942 recebeu uma formação para se unir à unidade de saúde das SS.

Em junho de 2015, o tribunal decidiu que não poderia ser julgado devido ao seu estado de saúde, mas a decisão foi rejeitada em apelação após o relatório de um especialista que afirmou que o acusado tem "fracas capacidades físicas e cognitivas", mas não é "totalmente incapaz".

No entanto, nesta segunda-feira o tribunal presidido pelo juiz Klaus Kabisch quer examinar novamente a questão. A acusação civil acusa de parcialidade o juiz e pediu sua suspeição, assim como a promotoria, algo excepcional. Finalmente, a demanda de recusa do juiz e de seus dois assistentes foi rejeitada em 18 de fevereiro.

O caso Zafke forma parte da dezena de julgamentos ainda em andamento contra antigos membros da SS. Há alguns meses Oskar Groning, ex-contador de Auschwitz, foi condenado a quatro anos de prisão. Desde 11 de fevereiro, Reinhold Hanning, um ex-guarda do mesmo campo de 94 anos, está sendo julgado no Oeste da Alemanha.

"Este julgamento demonstra que a justiça às vezes precisa de muito tempo para encontrar seu caminho", disse à agência de notrícias AFP Christoph Heubner, vice-presidente executivo do Comitê Internacional de Auschwitz. "O julgamento chega com décadas de atraso porque durante décadas a justiça alemã não perseguiu o suficiente os crimes de Auschwitz", acrescentou.

Hubert Zafke, defendido por Peter-Michael Diestel, o último ministro do Interior da RDA, que agora se tornou advogado, vive desde 1951 perto de Novo Brandeburgo, onde teve quatro filhos.

FONTE: http://correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2016/02/580683/Julgamento-de-exenfermeiro-de-Auschwitz-comeca-na-ausencia-de-acusado

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Alemanha julga mais um ex-funcionário de Auschwitz

Reinhold Hanning, ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz
 de 94 anos, deixa tribunal na cidade de Detmold, na Alemanha
(Foto: PATRIK STOLLARZ / AF
Após condenação do "contador de Auschwitz", mais um caso vai a tribunal na esteira do precedente aberto pela condenação de John Demjanjuk em 2011. Aposentado de 94 anos é acusado de cumplicidade em 170 mil assassinatos.

Começa nesta quinta-feira (11/02) o julgamento de um ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz que é acusado de cumplicidade no assassinato de 170 mil pessoas. Esse é o primeiro de até quatro casos que serão levados a tribunal ainda neste ano.

O aposentado Reinhold Hanning, de 94 anos, é acusado de trabalhar em Auschwitz como membro da SS – tropa de elite dos nazistas – de janeiro de 1943 a junho de 1944. Durante esse período, de acordo com as investigações, centenas de milhares de judeus deportados da Hungria chegaram ao campo de concentração. Quem não tinha capacidade para trabalhar era encaminhado para a execução em câmaras de gás.

O julgamento do aposentado, na cidade de Detmold, no oeste da Alemanha, é um dos mais recentes processos a seguirem o precedente jurídico estabelecido em 2011, quando o ucraniano John Demjanjuk se tornou a primeira pessoa a ser condenada na Alemanha apenas por servir como guarda em um campo de concentração, mesmo sem evidências de envolvimento em um ato criminoso específico.

Veredicto de 1969 impedia julgamentos

Até então, os tribunais seguiam determinação da Corte Federal de Justiça de 1969, segundo a qual a condenação de uma pessoa que trabalhou num campo de extermínio dependia da comprovação da culpa individual do réu, ou seja, do seu envolvimento num crime determinado, o que muitas vezes era impossível de ser comprovado.

O veredicto de Demjanjuk acabou com essa jurisprudência e ampliou sensivelmente o número de possíveis processos contra ex-trabalhadores de campos de extermínio nazistas.


O advogado de Hanning, Johannes Salmen, afirma que seu cliente reconhece que serviu em Auschwitz I, parte do complexo situado na Polônia ocupada, mas nega que tenha servido na seção Auschwitz II-Birkenau, onde a maioria das 1,1 milhão de vítimas foi morta.

O procurador Andreas Brendel argumenta, entretanto, que os guardas no campo principal também eram convocados a ajudar em Birkenau quando chegavam trens trazendo mais judeus. "Acreditamos que esses auxiliares foram utilizados em particular durante a chamada ação húngara, em apoio a Birkenau", disse.

Pelo menos três sobreviventes de Auschwitz são aguardados como participantes do julgamento. Eles devem depor sobre suas experiências durante os dois primeiros dias do processo.

Acusado: Reinhold Hanning foi um membro da  divisão SS Totenkopf em Auschwitz.
Cerca de 30 novos casos

O caso de Hanning é um dos cerca de 30 envolvendo ex-guardas de Auschwitz que são investigados por procuradores federais do Escritório Central para a Investigação de Crimes do Nacional-Socialismo, sediado em Ludwigsburg.

O escritório investigou mais de 7 mil casos após o veredicto contra Demjanjuk, iniciando uma grande revisão em seus arquivos, mas não tem poderes para abrir processos, enviando-os para os ministérios públicos regionais em 2013, com a recomendação de que eles denunciem formalmente os suspeitos.

Embora Demjanjuk sempre tivesse negado ter servido no campo de extermínio e tenha morrido antes de seu recurso judicial poder ser avaliado, promotores conseguiram, no ano passado, usar o mesmo raciocínio jurídico para condenar Oskar Gröning, conhecido como "o contador de Auschwitz", por cumplicidade no assassinato de 300 mil pessoas entre maio e julho de 1944. O recurso de Gröning deve ser julgado ainda este ano, mas promotores não estão esperando pelo resultado para avançar com outros casos.

Hubert Zafke, de 95 anos, também um ex-integrante da SS, deve ir a julgamento no final de fevereiro em Neubrandenburg, ao norte de Berlim, acusado de cumplicidade no assassinato de 3.681 pessoas quando trabalhou como médico em um hospital da SS em Auschwitz em 1944.

"Vergonha para a Alemanha"

O advogado dele, Peter-Michael Diestel, argumenta ser uma "vergonha" para a Alemanha que muitos criminosos de alta patente de Auschwitz e outros criminosos de guerra nazistas tenham conseguido escapar nos primeiros anos após a Segunda Guerra, com sentenças mínimas ou sem serem condenados. Ele questiona se os promotores estão tentando "compensar os erros do passado" com o seu cliente.

Dois outros cujos casos que devem ir a julgamento este ano são o de uma mulher de 93 anos que é acusada de cumplicidade na morte de 260 mil pessoas quando serviu como operadora de rádio para o comandante de Auschwitz em 1944; e de um homem de 94 anos, acusado de cumplicidade em 1.276 assassinatos quando serviu como guarda em Auschwitz. Em todos os quatro casos, a saúde dos réus será fator importante para se saber se os julgamentos poderão ocorrer.

O processo de Hanning será limitado a duas horas por dia, em razão da idade dele. O advogado do réu afirma que a saúde de seu cliente será verificada novamente por um especialista quando o julgamento for iniciado.

Ainda assim, Jens Rommel, chefe do Escritório Central para a Investigação de Crimes do Nacional-Socialismo, garante que é muito cedo para se falar em uma última rodada de processos. Ainda existe agora meia dúzia de investigações abertas por procuradores estaduais, e seu escritório está investigando outros sete suspeitos, tanto de Auschwitz como do campo de extermínio de Majdanek.

MD/ap/afp/dpa
Fonte: http://www.dw.com/pt/alemanha-julga-mais-um-ex-funcion%C3%A1rio-de-auschwitz/a-19038694

sábado, 26 de dezembro de 2015

Feliz Natal e prospero Ano Novo

Soldado francês.

Feliz Natal atrasado e Prospero Ano Novo a todos.


Ano complicado novamente, mas bola pra frente que em breve melhora.

Daniel Moratori
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