domingo, 29 de setembro de 2013

Informações gerais


Respondendo algumas perguntas que me andam fazendo:

Não estou postando muito esses meses pois estou com alguma dificuldade de tempo, mas o blog está sendo atualizado sempre que posso. Ano que vem, as postagem irão retornar normalmente, enquanto isso, as postagens serão mais esporádicas.

Somente para esclarecer certos comentários de idiotas pela rede que estão sendo feitos em alguns sites e blogs "Revisionistas" (Negacionistas do Holocausto), eu não uso fake para comentar, tenho meu perfil e todos comentários são feitos nele.

Tem muita gente que comenta usando fakes e usa meu blog e outros sites como referencia, mas isso não quer dizer que sou eu, E COM TODA CERTEZA, NÃO SOU EU, pois não fico jogando perolas a porcos atualmente com esse bando de anta quadrada, neonazistas, antissemitas e pseudo-radicais islamitas.

E outra coisa, um comentário que já deveria ter sido feito a muito tempo, pois me faz rir muito esses anos todos nesses antros "revi":

Não, eu não sou judeu, sionistas, filo judeu e semelhantes, e não tenho ligação com nenhuma entidade judaica. Isso me faz rir a anos, pois esse medo de conspiração judaica, faz todos serem chamados de judeus sionistas...

Da mesma forma, quando defendo os bósnios no massacre de Srebrenica, não quer dizer que sou bósnio.

É muita demência e mi mi mi desses negacionistas, ops..."revisionistas".


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ex-guarda de Auschwitz comparecerá em juízo (Hans Lipschis)

Hans Lipschis, ex-guarda do campo de Auschwitz
A Procuradoria de Estugarda apresentou ao tribunal a causa penal dum ex-guarda do campo de Auschwitz, acusado de ter contribuído para o assassinatos de 10 500 pessoas.

Hans Lipschis, de 93 anos, natural da Lituânia, em 1941-1943 prestou serviço no tristemente famoso terminal ferroviário no qual eram selecionados os reclusos capazes de trabalhar, enquanto os demais eram enviados para as câmaras de gás.

Nos inícios de abril soube-se que a entidade alemã que investiga os crimes do nacional-socialismo dera com o rasto de 50 ex-guardas, entre eles Hans Lipschis. Em maio, ele foi preso.

Fonte:  http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_26/Ex-guarda-de-Auschwitz-comparecer-em-ju-zo-6761/

Mais: Guarda do Auschwitz é acusado de cumplicidade no assassinato de 9.515 pessoas

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Governo grego promete atuar contra partido neonazista

Rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, assassinado
por integrante do partido neonazista Aurora Dourada.
O governo da Grécia prometeu nesta quinta-feira atuar contra o partido neonazista Aurora Dourada, após o assassinato de um músico por um militante da organização, que tem 18 deputados dos 300 no Parlamento grego.

"O governo está determinado a não permitir que os descendentes dos nazistas envenenem a vida social, cometam crimes, intimidem e minem os fundamentos do país que viu nascer a democracia", declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras em um discurso exibido na televisão.

O assassinato do rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, de 34 anos, que foi esfaqueado na madrugada de quarta-feira por um caminhoneiro de 45 anos, que confessou à polícia a suposta filiação ao Aurora Dourada, provocou muitos protestos em Atenas e outras cidades do país.


As manchetes dos jornais expressam a consternação provocada no país pelo assassinato do jovem, que foi sepultado nesta quinta-feira em Keratsini, local do homicídio e cenário dos distúrbios mais violentos na quarta-feira.

"O assassinato a sangue frio de um cidadão por um simpatizantes do Aurora Doruada deve despertar a todos", afirma o jornal liberal Kathimerini

A primeira página do jornal Eleftherotypia (esquerda) estaba de luto: mostra o perfil do rapper assassinado com uma lágrima de sangue.

"O monstro do nazismo mata", afirma o jornaç Ethnos.

Organizações internacionais fizeram alertas sobre o aumento da violência neonazista e defenderam uma ação do governo.

"Este incidente é chocante e intolerável, sobretudo em um país da União Europeia", declarou o líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Hannes Swoboda, poucos meses antes de Atenas assumir a presidência da UE.

"Se o governo grego e o primeiro-ministro Antonis Samaras não conseguirem conter o comportamento odioso do Aurora Dourada e de outros grupos fascistas, a presidência (grega) será inaceitável", advertiu.

A Anistia Internacional apelou às autoridades gregas que façam o "necessário para impedir a violência cometida pelos atores políticos" e enviem uma "mensagem clara de que atos deste gênero não serão tolerados".

As autoridades gregas foram acusadas várias vezes - dentro e fora do país, de tolerância com o Aurora Dourada, um partido xenófobo e antissemita que, depois de entrar no Parlamento, em junho do ano passado, não interrompeu os ataques aos dirigentes políticos e imigrantes.

Beneficiado por uma quase total impunidade, o Aurora Dourada consolidou sua posição, com 13% nas pesquisas.

Nas eleições legislativas de 2012, o partido recebeu 7% dos votos.

O ministro da Ordem Pública Nikos Dendias, prometeu fortalecer os dispositivos legislativos, em particular os que dizem respeito às organizações criminosas e aos grupos armados.

Mas analistas destacam que, foram o discurso firme do primeiro-ministro nesta quinta-feira, o governo não adotou nenhuma medida concreta até o momento contra o partido neonazista.

Segundo os primeiros elementos da investigação, o drama foi provocado por um grupo de 30 pessoas que esperavam a vítima e seus amigos na salíde de um café onde assistiam uma partida de futebol.

Os neonazistas foram chamados como "reforços" por seus colegas dentro do café, segundo testemunhas.

O grupo contava com o suposto assassino, que foi detido imediatamente. A promotoria abriu um procedimento penal por homicídio doloso.

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Filme de aviso sobre a ameaça nazi descoberto na Bélgica


Oito décadas depois foi reencontrado um filme de propaganda norte-americano alertando para o perigo da ascensão política de Adolf Hitler produzido anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

A Cinemateca Belga acaba de encontrar, nos seus cofres, um filme produzido em 1933, inteiramente composto de imagens que sairam clandestinamente da Alemanha Nazi, que apresenta, em detalhe, alguma das atividades dos apoiantes de Hitler.

Registando, entre outros episódios, reuniões de nazis a queimarem livros e a atacarem lojas geridas por judeus, este documentário propagandístico com o título "Hitler's Reign of Terror" foi produzido por Cornelius Vanderbilt IV, herdeiro do império industrial de uma família americana abastada, terá sido requisitado por alguém que o quis exibir em solo belga mas que nunca terá alcançado esse desejo.

Após sobreviver à guerra, à ocupação nazi e à passagem do tempo, foi agora encontrado, no meio de setenta mil bobines de filme, nos arquivos da Cinemateca Belga.

O restauro digital deste importante documento histórico encontra-se concluído, e a sua projeção já está agendada para o próximo mês, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Fonte: http://filmspot.pt/artigo/filme-de-aviso-sobre-a-ameaca-nazi-descoberto-na-belgica-3570/

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Morre último piloto da FAB que combateu na Segunda Guerra Mundial

Major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa estava internado no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio, onde morreu no domingo

Major-brigadeiro Miranda Corrêa atuou em oito missões de
 combate na Segunda Guerra - Foto: FAB / Divulgação
A Força Aérea Brasileira anunciou nesta segunda-feira a morte do último piloto sobrevivente da missão da FAB na Segunda Guerra Mundial. O major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa morreu no último domingo, aos 93 anos, no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), onde estava internado.

Miranda Corrêa integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, como piloto de combate e oficial de informações. Entre 13 de novembro de 1944 e 3 de janeiro de 1945, ele cumpriu oito missões de guerra. Segundo a FAB, ele era o último dos pilotos veteranos da Segunda Guerra vivo.

Antes de combater na Itália, o então tenente aviador Miranda Corrêa realizou seu treinamento como piloto de combate nos Estados Unidos e no Panamá. Após regressar ao Brasil, permaneceu no 1º GAVCA, sediado na Base Aérea de Santa Cruz. Posteriormente, realizou o curso de engenheiro aeronáutico e atuou como diretor de Engenharia na Diretoria do Material e na Diretoria de Rotas. Morando no Canadá, atuou na Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), na cidade de Montreal.

Ao longo de sua carreira, o major-brigadeiro recebeu diversas condecorações, incluindo a Cruz de Aviação - Fita A, a Campanha da Itália, a Campanha Atlântico Sul, a Ordem do Mérito Aeronáutico, e a Medalha Mérito Santos Dumont. Além, disso, recebeu três honrarias do governo americano por sua atuação na Segunda Guerra Mundial, a Distinguished Flying Cross (por ter afundado um submarino alemão na costa do Rio de Janeiro), a Presidential Unit Citation e a Bronze Star.

O major-brigadeiro Miranda Corrêa deixa a viúva Maria Eliane Pires Chaves e dois filhos. Seu corpo foi sepultado na tarde desta segunda-feira no cemitério São João Batista, no Rio.

Fonte: 
Terra

sábado, 7 de setembro de 2013

Guarda-costas de Hitler, Rochus Misch morre aos 96 anos

Rochus Misch, em 2005, apontando para uma imagem de Adolf Hitler
tirada no início da década de 1940. Fotografia: Herbert Knosowski / AP
Ele foi o devotado guarda-costas de Adolf Hitler durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial e a última testemunha das últimas horas do líder nazista em seu bunker em Berlim e, até o final, o sargento da SS, Rochus Misch, se orgulhou de todas as suas ações.

Durante anos ele acompanhou Hitler praticamente em todo o lugar para onde ele foi, permanecendo ao lado do homem que ele afetuosamente chamada de "chefe" até que o ditador e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio para não caírem nas mãos dos aliados.

Em entrevista concedida em 2005 à Associated Press, quando relatou os últimos dias do líder nazista, Misch ainda mantinha a imagem de um oficial da SS, com sua postura rígida, cabelos cuidadosamente penteados e nenhum pedido de desculpas por seu relacionamento próximo com o homem mais odiado do século 20.

"Ele não era brutal. Ele não era um monstro. Ele era um super-homem", disse Misch.

O guarda-costas morreu na quinta-feira, aos 96 anos, e era um dos últimos integrantes da geração que tem responsabilidade direta pela brutalidade alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a entrevista concedida à Associated Press, ele se distanciou das questões centrais a respeito de culpa e responsabilidade, afirmando que não sabia nada a respeito da morte de 6 milhões de judeus e que Hitler nunca tratou da Solução Final em sua presença.

Ele parecia ter pouca empatia por aqueles que não conhecia diretamente e até por algumas que conhecia. Misch quase chorou ao falar sobre a decisão de Joseph e Magda Goebbels de matar seus seis filhos no bunker de Berlim antes de cometerem suicídio. Mas ele também foi capaz de gargalhar a respeito de um amigo da família, "um verdadeiro esquerdista", que foi levado para o campo de concentração de Sachsenhausen, nas proximidades de Berlim.

Misch nasceu em 29 de julho de 1917, na pequena cidade de Alt Schalkowitz, na Silésia, atualmente parte da Polônia. 

Fonte: Associated Press.
Fonte: http://atarde.uol.com.br/mundo/materias/1531802-guarda-costas-de-hitler-morre-aos-96-anos

No Holocausto.doc: Morre Rochus Misch, ex guarda-costas de Hitler

Mais: Eu fui guarda costas de Hitler

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Siert Bruins
Um ex-oficial da SS será julgado hoje num caso de assassinato na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial.

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Um nativo da Holanda que recebeu cidadania alemã, Siert Bruins é acusado de ter matado em 1944 um prisioneiro combatente da resistência com quatro tiros nas costas. O próprio Bruins, que tem hoje 92 anos, admitiu que estava presente no momento do assassinato, mas alega que não foi ele que atirou.

Um tribunal na Holanda já o tinha condenado, mas a Alemanha se recusou a extraditar seu cidadão. Agora, se ele for considerado culpado na Alemanha, Bruins poderá ser condenado a prisão perpétua.

Siert Bruins já foi processado e condenado a sete anos de prisão por seu envolvimento no assassinato de dois judeus durante a guerra.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_02/Ex-oficial-da-SS-julgado-por-assassinato-de-h-70-anos-5626/

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Morre o criminoso de guerra nazista húngaro Laszlo Csatary


Húngaro László Csatáry era acusado de ter
colaborado na deportação de milhares de judeus

O húngaro Laszlo Csatary, 98 anos, um dos principais criminosos de guerra nazistas, morreu em um hospital de Budapeste à espera de um julgamento pela deportação de milhares de judeus.

"Morreu na manhã de sábado no hospital onde recebia tratamento por problemas de intestino e finalmente sofreu uma pneumonia", afirmou o advogado Gabor Horvath.

Csatary foi durante anos o criminoso de guerra nazista mais procurado no mundo pelo Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, até sua detenção em julho 2012 na capital húngara.

Desde a detenção, o criminoso de guerra nazista estava em residência vigiada em Budapeste, à espera de um julgamento por crimes contra a humanidade.

Csatary era acusado pela justiça húngara de ter participado, durante a Segunda Guerra Mundial, da deportação para campos de extermínio de 12.000 judeus detidos no gueto de Kassa, agora chamado Kosice, na Eslováquia.

Segundo o centro Simon Wiesenthal, o número de judeus deportados foi de 15.700.

Na época, Kassa estava sob a administração da Hungria, aliada da Alemanha nazista.

Condenado à morte à revelia em 1948 em Kosice, cidade da Thecoslováquia na época, o criminoso nazista se refugiou no Canadá, onde viveu com uma identidade falsa e trabalhou no mercado de arte.

Quando as autoridades canadenses descobriram sua verdadeira identidade, em 1995, ele já havia fugido para a Hungria, donde viveu tranquilamente até sua detenção.

Em residência vigiada desde então, foi indiciado em junho por "envolvimento ativo e assistência na deportação" de judeus do gueto de Kassa.

"Agredia frequentemente os judeus diretamente com as mãos ou com um chicote sem nenhum motivo, sem importar a idade, o sexo ou o estado de saúde dos detentos", destacou a promotoria húngara.

Segundo a acusação, também rejeitou os pedidos para abrir janelas nos vagões de trem que transportavam quase 80 homens, mulheres e crianças para as câmaras de gás da Europa ocupada pelos nazistas, principalmente ao campo de Auschwild, na Polônia.

Laszlo Cstary sempre negou as acusações, segundo o advogado.

O caso foi suspenso em 8 de julho, com alegação de que Csatary já havia sido condenado pelos atos recriminados.

Na semana passada, no entanto, a justiça decidiu que o caso poderia prosseguir, depois que a promotoria apelou com sucesso contra a suspensão.

O tribunal de Kosice comutou oficialmente a pena de morte para prisão perpétua em abril e abriu caminho para a extradição solicitada por Bratislava.

O tribunal eslovaco examinaria o caso em 26 de setembro.

"Nunca acreditamos que Csatary viveria o suficiente para ser julgado", afirmou Lucia Kollarova, porta-voz da Federação Eslovaca das Comunidades Judaicas à AFP.

Nos últimos anos, as autoridades europeias intensificaram os esforços para julgar as pessoas envolvidas no Holocausto.

O ex-guarda do campo de Sobibor John Demjanjuk, condenado em 2011 a cinco anos de prisão e que morreu em 2012 com 91 anos, compareceu de cadeira de rodas ou de maca ao julgamento, condições que algumas pessoas denunciaram como puro teatro.

O caso criou um precedente na Alemanha, porque o fato de ter trabalhado em um campo de concentração era suficiente para considerar Demjanjuk culpado de cumplicidade de assassinatos.

O Estado alemão estuda atualmente quase 50 casos.

Em maio, Hans Lipschis, de 93 anos, foi detido na Alemanha como suspeito de cumplicidade nos assassinatos cometidos no campo de Auschwitz, onde teria sido guarda.

Lipschis negou as acusações e disse que foi apenas um cozinheiro.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/morre-o-criminoso-de-guerra-nazista-hungaro-laszlo-csatary,cc0d20dfefd60410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hollywood colaborou com os nazistas durante anos, revela livro

Um novo livro de um acadêmico de Harvard, Ben Urwand, promete desvendar uma parte obscura do passado de Hollywood. "The Collaboration: Hollywood's Pact with Hitler" traz documentos que mostram grande envolvimento entre os estúdios de cinema americanos e os nazistas para que os filmes produzidos em Hollywood pudessem ser exibidos na Alemanha no período entreguerras e no início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O livro tem data de lançamento marcada para setembro nos Estados Unidos, mas a revista "The Hollywood Reporter" obteve acesso a algumas passagens que explicam a colaboração entre os estúdios e os alemães.

Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha era o segundo maior mercado cinematográfico do mundo. Depois, apesar da crise pós-guerra, ainda representava um terreno frutífero para os filmes americanos, exibindo por volta de 250 deles por ano.

As colaborações teriam começado após o lançamento de "Nada de Novo no Front", filme de 1930 que retratava eventos da Primeira Guerra Mundial. Incitados por Joseph Goebbels (mais tarde ministro da Propaganda do regime nazista), os alemães viram o filme como depreciativo de seu Exército, por mostrá-lo batendo em retirada, como "covardes", segundo suas palavras. O discurso de Goebbels contra o filme surtiu efeito, e "Nada de Novo no Front" foi banido dos cinemas alemães.

Carl Laemmle, judeu e presidente da Universal, responsável pelo filme, queria que ele voltasse a ser exibido no país. Assim, se sujeitou a fazer diversos cortes orientados pelos nazistas - não apenas na versão mostrada para os alemães, mas em todo o mundo.

Pressões

Depois disso, Georg Gyssling, membro do Partido Nazista, se tornou cônsul da Alemanha em Los Angeles em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder. De lá, monitorou de perto a produção cinematográfica americana e sua representação dos alemães. Sua principal estratégia era ameaçar os estúdios com uma lei que dizia que, se um deles distribuísse um filme depreciativo aos alemães a qualquer parte do mundo, todos os filmes desse estúdio seriam proibidos na Alemanha.

Desse modo, Gyssling impediu a produção de "The Mad Dog of Europe", roteiro escrito por Herman J. Mankiewicz (de "Cidadão Kane"), que atacava os alemães não por seu passado na Primeira Guerra Mundial - mas pelo regime nazista. Louis B. Mayer, fundador da Metro Goldwyn Mayer (MGM), chegou a dizer que não tinha "qualquer interesse" na produção do filme. "Nós temos ótimos lucros na Alemanha", alegou.

Nem mesmo após 1936, quando o regime nazista endureceu as restrições para os filmes americanos, os estúdios deixaram de colaborar com Hitler: uma carta revelada no livro mostra a 20th Century Fox pedindo intervenção direta do führer para que seus filmes pudessem ser liberados no país - mesmo que isso significasse cortes nos longas e colocasse o estúdio numa posição submissa.

Somente com o avanço da guerra, no início da década de 1940, Hollywood veria o mercado alemão financeiramente cada vez mais como decadente e se voltaria à Inglaterra e à França. Assim, os estúdios logo mudaram a estratégia e passaram a fazer longas antinazistas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/07/1319557-hollywood-colaborou-com-hitler-e-os-nazistas-durante-anos-revela-livro.shtml

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Batalha de Kursk através dos olhos de quem presenciou a destruição

Tanque Elefantes destruído na batalha de Kursk
Há 70 anos, cidade na região de Prokhorovka foi palco da maior batalha de tanques da história mundial.

Paira o silêncio sobre o campo de Prokhorovka. Somente de tempos em tempos ouve-se o repicar dos sinos, chamando os paroquianos para o serviço religioso na Igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, construída com recursos doados pelo povo, em memória dos soldados que morreram na Batalha de Kursk.

Há 70 anos, nesse local fervia um terrível combate. Na região de Prokhorovka se desenrolou a maior batalha de tanques da história mundial. Tudo o que poderia se inflamar estava queimando, tudo estava coberto de poeira e fumaça dos tanques, aldeias, florestas e campos de trigo que ardiam em chamas. A terra foi queimada a tal ponto que não restou um único fiapo de grama. Aqui a guarda soviética se encontrou frente a frente com a elite da Wehrmacht, as divisões de tanques da SS.

A batalha de Kursk também leva o nome de Batalha no Arco de Kursk. Esse nome é devido à forma arqueada da frente de batalha, constituída pelas tropas soviéticas (ver mapa da batalha). Os combates na face sul do arco de Kursk começaram, praticamente, ainda no dia 4 de julho. Mas os principais eventos ocorreram na madrugada de 5 de julho, quando os alemães lançaram o primeiro ataque maciço com as suas conexões de tanques.

Na manhã de 5 de julho, o comandante da divisão “Adolf Hitler”, o Obergruppenführer, Josef Dietrich, se aproximou dos seus "Tigres", e um dos oficiais gritou para ele: "Vamos almoçar em Kursk!". Mas os integrantes da SS não conseguiram nem almoçar nem jantar em Kursk. Em 12 de julho, às 8h30, os batalhões de assalto soviéticos iniciaram um contra-ataque, opondo-se às tropas do 4º exército de tanques alemão.

Para revidar os ataques das tropas soviéticas, o comandante alemão Erich von Manstein lançou todas as forças disponíveis, porque entendia perfeitamente que o sucesso do avanço das tropas soviéticas poderia levar à completa derrota de todos os batalhões de assalto do grupo “Sul” dos exércitos alemães. Na enorme frente, com uma extensão total de mais de 200 km de comprimento, eclodiu uma luta feroz.

Os mais ferozes combates durante o dia 12 de julho estavam sendo realizados na assim chamada ponte (área de estágio tático) de Prokhorovka. Essa área foi conquistada pelo adversário em uma luta tensa ao longo do dia 11 de julho. Ali se estabeleceu e começou a agir o principal grupo das forças inimigas, que integrava a 2ª Divisão de blindados da SS. Foi sobre essa força que o comando soviético lançou o seu ataque principal.

"Poucos minutos depois, os tanques do primeiro escalão das nossas 29ª e 18ª Divisões, atirando em movimento, com um impacto frontal, penetraram nas disposições militares das tropas alemãs-fascistas e com um rápido e lancinante ataque, literalmente perfuraram as disposições do inimigo. […] Os seus "Tigres" e "Panteras" foram privados da supremacia do seu poder de fogo, no combate de curta distância. No início da ofensiva, eles se aproveitaram dessa supremacia durante o confronto com as nossas outras conexões de tanques e agora estavam sendo derrotados com êxito pelos tanques T-34 soviéticos e até mesmo pelos (leves – N. do E.) T-70, a distâncias curtas. O campo de batalha era um turbilhão de fumaça e pó, a terra tremia devido às explosões poderosas. Os tanques colidiam uns com os outros e ficavam enroscados sem conseguir se separar, então lutavam até a morte até que um deles se inflamava como uma tocha ou parava com as lagartas destruídas. Mas mesmo os tanques abatidos, se as suas armas estivessem em condição de operar, continuavam a disparar”.
Pável Rotmistrov, comandante militar soviético

“O primeiro tanque, eu abati quando estava me movimentando pela estrada de ferro, ao longo da área de desembarque e, literalmente, a uma distância de cem metros, vi um tanque “Tigre” que estava virado de lado para mim, disparando em nossos. Pelo visto ele tinha atingido vários tanques nossos, pois eles estavam indo de lado para cima dele e ele disparava nas laterais das nossas máquinas. Eu mirei um projétil perfurante e disparei. O tanque pegou fogo. Eu disparei mais uma vez e o tanque se inflamou ainda mais. A tripulação saltou para fora, mas não sei bem porque, eu não estava interessado nela. Eu contornei esse tanque e, em seguida, abati um tanque T-III e um tanque "Pantera". Sabe, quando eu abati o tanque "Pantera", experimentei uma sensação de euforia, pois, vejam só, consegui realizar um feito heroico".
Evguêni Chkurdalov, ex-oficial soviético

"De repente um T-34 irrompeu e dirigiu-se diretamente para nós. O nosso primeiro operador de rádio começou a me passar os projéteis, um a um, para que eu os colocasse no canhão. Enquanto isso, o nosso comandante que estava no compartimento de cima, não parava de gritar: ‘Atirem! Atirem!’, porque um tanque se aproximava cada vez mais. E somente após o quarto ‘Atirem’, eu ouvi ele dizer: ‘Graças a Deus!’. Então, depois de algum tempo, verificamos que o T-34 parou apenas a oito metros de distância de nós! No topo de sua torre, como se tivessem sido carimbados, havia orifícios de 5 centímetros [...]. As disposições militares dos dois lados se misturaram. “Os nossos tanquistas atingiam com êxito o inimigo, de distâncias próximas, mas também sofriam pesadas perdas”.
Wilhelm Rees, ex-oficial alemão da divisão “Adolf Hitler”

"O tanque T-34 do Comandante do 2º Batalhão da 181ª brigada da 18ª divisão, Capitão Skripkin, penetrou a formação de ”Tigres” e abateu dois tanques inimigos, antes que um projétil de 88 mm atingisse a torre do seu T-34 e outro perfurasse a sua blindagem lateral. O tanque soviético pegou fogo, e Skripkin, ferido, foi retirado do tanque destroçado pelo condutor, sargento Nikolaev e pelo operador de rádio, sargento Zirianov. Eles se refugiaram na cratera aberta pela bomba, mas ainda assim um dos "Tigres" os descobriu e partiu para cima deles. Então Nikolaev e seu artilheiro Tchernov saltaram novamente para o tanque em chamas, deram a partida e o orientaram diretamente para o "Tigre". Os dois tanques explodiram com o impacto”.

Infográfico
Extraído dos documentos do Arquivo Central do Ministério da Defesa da Federação Russa

O ataque com os blindados soviéticos, tanques novos com um conjunto completo de munição abalou significativamente as divisões do inimigo, já desgastadas pelas batalhas, e a ofensiva alemã malogrou.

Como resultado do contra-ataque das principais forças Soviéticas da 5ª guarda do exército de tanques, a sudoeste de Prokhorovka foi frustrada a ofensiva sobre o nordeste, das divisões de tanques da SS, “Cabeça Morta” e "Adolf Hitler". Essas divisões sofreram tamanhas perdas, que não puderam mais implementar uma ofensiva consistente.

As unidades da divisão de tanques da SS, “Reich”, também sofreram pesadas baixas devido aos ataques de unidades. Corpos da guarda de tanques que passaram a contra-atacar ao sul de Prokhorovka.

Perdas e resultados

As perdas totais dos dois lados do confronto de tanques nas proximidades de Prokhorovka estão avaliadas da seguinte maneira: do lado soviético se perderam 500 tanques e do lado alemão, 300 tanques e canhões autopropulsados.

É claro que o grupo "Sul" do exército alemão sofreu as piores perdas nos primeiros sete dias de combates, antes mesmo da batalha nas proximidades de Prokhorovka.

Mas o significado básico da batalha de Prokhorovka consiste no fato de que os soldados soviéticos deram um duríssimo golpe e conseguiram parar as divisões de tanques da SS que avançavam em direção à Kursk. Isso minou o espírito de combate da elite das tropas blindadas alemãs, e depois disso, elas definitivamente perderam fé na vitória das armas alemãs.

Fonte: http://gazetarussa.com.br/arte/2013/07/12/batalha_de_kursk_atraves_dos_olhos_de_quem_presenciou_tudo_20401.html
Link da imagem: Gazeta Russa

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cortado de Parada Gay por tatuagens, DJ nega vínculo com nazismo

DJ tocaria na Parada Gay de Santo André, mas foi cortado do evento. Caso foi encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância

O DJ Enrico Valveson Jorge, conhecido como DJ Enrico Tank, que tocou no último domingo na 17ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), na avenida Paulista, em São Paulo, foi cortado da parada que será realizada no próximo dia 23 em Santo André, no ABC paulista, por conta de tatuagens supostamente relacionadas ao nazismo e ao fascismo. 

Denunciado por um grupo de skinheads anti-intolerância denominado Rash-SP, Enrico possui ao menos 12 tatuagens que, de acordo com o grupo, têm ligação com movimentos neonazistas e fascistas. 

Símbolos como a bandeira confederada americana - utilizada por grupos racistas do sul dos Estados Unidos -, a Cruz Celta, uma cruz de ferro, marcas de bandas ligadas a movimentos neonazistas e a imagem do ditador fascista italiano Benito Mussolini podem ser vistas em imagens disponibilizadas pelo grupo e até mesmo no site do DJ. 

Após saber das tatuagens do DJ, a organização da Parada Gay de Santo André decidiu cortar Enrico do evento, por entender que a polêmica pode trazer prejuízos à parada. Segundo Marcelo Gil, da ONG ABCD''S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), que organiza a parada na cidade, o DJ tocaria voluntariamente e possui histórico por participar de festas voltadas ao público gay. 

Segundo ele, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e para a Secretaria da Justiça. “Tiramos de nossa página e dos nossos materiais de divulgação o nome dele”, afirmou. De acordo com Marcelo, a atitude foi tomada para resguardar tanto a parada quanto Enrico. 

Em nota, o DJ negou que as tatuagens tenham cunho nazista ou fascista, e afirmou que o artigo que o acusa “é ofensivo, falso e preconceituoso”. “As afirmações postadas no referido blog são inverídicas, pois além de não citar nenhuma fonte de informação acerca dos significados das tatuagens, apenas limitam-se a apresentar versões próprias e distorcidas dos fatos”, afirmou Enrico. 

Segundo sua assessoria, o DJ posou nu para a publicação G Magazine, direcionada ao público LGBT, em 2002. “Se realmente fossem verídicas as acusações fantasiosas contra a sua pessoa, o DJ jamais teria aceito o convite da revista, ainda mais para expor-se despido”, alega. 

Na mesma nota, o DJ esclarece as tatuagens e afirma que muitos dos símbolos foram feitos por conta de seu gosto pela “temática de guerra”. Segundo ele,  a face de um soldado, que se assemelha ao ditador fascista italiano “não é a do ditador italiano Mussolini, e sim a de um combatente desconhecido”. 

Segundo sua assessoria, a tatuagem da bandeira confederada foi feita por conta da paixão do DJ pelo estilo musical country rock, a Cruz Celta representa o contato e identificação dele com o povo celta, e a cruz de ferro “significa condecoração aos heróis de guerra, não possuindo nenhum significado nazista”, entre outras explicações para as 12 tatuagens destacadas pelo grupo anti-intolerância. 

A organização da Parada Gay em São Paulo afirmou desconhecer o DJ e que o carro em que ele tocou no domingo, o sétimo dos 17 que trouxeram apresentações, era de responsabilidade de Marcelo Gil, que organiza a parada em Santo André. Ainda não há uma definição sobre o assunto. Uma reunião está agendada para amanhã e este deve ser um dos temas a ser discutido. 




A matéria publicada no mês passado (4 de junho de 2013) apresenta um personagem peculiar, conhecido pelo nome artístico DJ Enrico Tank, que já ganhou notoriedade devido às suas tatuagens incomuns. No entanto, vale ressaltar que este artigo tem a intenção de informar sobre a existência desse DJ, que é uma figura bastante caricata. Para aqueles que não estão familiarizados com ele, Enrico Tank é conhecido há algum tempo por suas tatuagens, que têm temas controversos.

Ele é um DJ que faz parte do cenário da música eletrônica, e o artigo menciona que seu público é diversificado, incluindo a comunidade LGBT. Segundo o próprio DJ, ele reconhece o carinho, respeito e apoio que recebe desse público. No entanto, a matéria também menciona algumas das tatuagens presentes em seu corpo, que levantam questões sobre sua afiliação com ideologias neonazistas e fascistas. Algumas dessas tatuagens incluem símbolos associados a movimentos extremistas, como W.A.R.(Resistência branca ariana), Combat 18 (caveira das SS com o numero 18 - A=1 e H=8 no alfabeto, sinalizando Adolf Hitler - organização terrorista neonazista), 88, a runa Odal,  Blood and Honour (organização neonazista), símbolo da banda neonazista Skrewdriver, white power e outras.

Na matéria no site dino, tem uma frase interessante:

Em entrevista realizada a uma grande revista internacional Enrico afirmou: “Sou hetero mais o meu público, o público que me consagrou, fez de mim um dos melhores DJs da Europa, que reconheceu o meu trabalho com amor, respeito e seriedade foi o publico GLS, então cada set que faço é com o mesmo sentimento, amo e admiro o publico GLS”, concluiu o DJ.

É preocupante o fato de um DJ com essas tatuagens ter uma presença tão diversificada em sua audiência, incluindo a comunidade LGBT. Há uma necessidade das pessoas estudarem mais história para compreender as implicações por trás desses símbolos e tatuagens.

Em resumo, é bizarro a notoriedade de DJ Enrico Tank, cujas tatuagens apresentam temas controversos e associados a movimentos extremistas, ao mesmo tempo em que ele afirma ter apreço pelo público LGBT. O autor destaca a importância do conhecimento histórico para entender essas questões.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Judeus reclamam com o papa por processo de canonização de Pio 12

CIDADE DO VATICANO, 24 Jun (Reuters) - Um líder judaico manifestou na segunda-feira ao papa Francisco sua preocupação com o processo de canonização de Pio 12, chefe da Igreja Católica durante a Segunda Guerra Mundial e acusado de fazer vista grossa ao Holocausto.

Francisco não fez menção a esse antecessor seu durante uma reunião com o Comitê Judaico Internacional para as Consultas Interreligiosas, mas reiterou a condenação da Igreja Católica ao antissemitismo.

"A comunidade judaica continua preocupada com os esforços para canonizar o papa Pio 12 enquanto inúmeros documentos pertencentes à história da Igreja e do povo judaico durante os sombrios anos do Holocausto continuam fechados à investigação acadêmica externa", disse ao papa Lawrence Schiffman, presidente da entidade judaica.

Há décadas as relações entre judeus e católicos está abalada pelas suspeitas de que a Igreja e o pontífice não teriam se empenhado suficientemente para coibir a perseguição aos judeus pelo regime nazista da Alemanha.

Partidários dizem que Pio 12, papa entre 1939 e 58, agiu nos bastidores para estimular a Igreja a salvar os judeus, e que se pronunciar publicamente de forma mais incisiva teria piorado a situação.

Os judeus pedem que o processo de santificação, ainda em estágio inicial, seja interrompido até que todos os arquivos do Vaticano relativos àquela época sejam abertos e estudados pelos acadêmicos. A maior parte deve ser liberada no ano que vem.

Na reunião da segunda-feira, a primeira entre o papa e essa organização judaica desde a eleição do pontífice, em março, Francisco evitou citar Pio 12. Mas, na época em que era arcebispo de Buenos Aires - cidade com grande comunidade judaica -, o papa defendeu a abertura dos arquivos.

"Devido às nossas raízes comuns, um cristão não pode ser antissemita", disse o papa à delegação judaica, ligada a uma entidade que representa as principais organizações desse grupo religioso e todas as correntes do pensamento judaico.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/judeus-reclamam-com-o-papa-por-processo-de-canonizacao-de-pio-12-24062013-1

terça-feira, 18 de junho de 2013

Brasil - um momento como esse não poderia ficar de fora!



Brasilia

Rio de Janeiro

Curitiba

Porto Alegre

Salvador

São Paulo

Belo Horizonte

Juiz de Fora - MG


Não estou com tempo para postar e responder emails esses dias devido a faculdade e trabalho, peço minhas sinceras desculpas pela demora e esse mês tudo se normaliza. Mas tive de tirar um tempinho para postar sobre o acontecimento que está ocorrendo em todo o Brasil. Nesse meio, pessoas que realmente querem uma mudança no Governo, outras que querem uma mudança do Governo, e outros que querem a volta dos militares. Tem uma gama de pensamentos nessas multidões.

Só de curiosidade:
http://www.politicos.org.br/


segunda-feira, 10 de junho de 2013

EUA encontram diário perdido de líder nazista e assessor de Hitler


Alfred Rosenberg, confidente de Adolf Hitler
WASHINGTON, 10 Jun (Reuters) - O governo norte-americano recuperou 400 páginas do diário desaparecido de Alfred Rosenberg, confidente de Adolf Hitler que desempenhou um papel central no extermínio de milhões de judeus e outros durante a Segunda Guerra Mundial.

Uma avaliação preliminar do governo norte-americano examinada pela Reuters garante que o diário pode oferecer uma nova visão sobre os encontros de Rosenberg com Hitler e com outros líderes nazistas, incluindo Heinrich Himmler e Herman Göring. Também inclui detalhes sobre a ocupação alemã da União Soviética, incluindo planos de assassinato em massa de judeus e outros europeus do Leste.

"A documentação é de importância considerável para o estudo da época nazista, inclusive para a história do Holocausto", segundo a avaliação preparada pelo Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, em Washington.

"Uma análise apressada do conteúdo indica que o material lança nova luz sobre várias questões importantes relacionadas à política do Terceiro Reich. O diário será uma fonte importante de informação a historiadores que complementa, e em parte contradiz, documentação já conhecida."

De que forma os escritos de Rosenberg, um ministro do Reich nazista que foi condenado em Nuremberg e enforcado em 1946, poderiam contradizer o que os historiadores acreditam ser verdade não está claro. Mais detalhes sobre o conteúdo do diário não estavam disponíveis, e uma autoridade do governo norte-americano insistiu que a análise do museu continua preliminar.

Mas o diário inclui detalhes sobre as tensões dentro do alto-comando alemão, em particular a crise provocada pelo voo de Rudolf Hess para a Grã-Bretanha em 1941, e o saque de obras de arte em toda a Europa, segundo a análise preliminar.

A recuperação deve ser anunciada nesta semana em uma coletiva de imprensa em Delaware, feita em conjunto por funcionários da Agência de Imigração e Alfândega, do Departamento de Justiça e do museu do Holocausto dos Estados Unidos.

O diário oferece uma coletânea das lembranças de Rosenberg da primavera de 1936 ao inverno de 1944, segundo a análise do museu. A maioria dos registros está escrita na letra cursiva espiralada de Rosenberg, alguns sobre papel arrancado de um livro de contabilidade e outros na parte de trás de um papel de carta oficial nazista, disse a análise.

Rosenberg foi um ideólogo nazista poderoso, principalmente nas questões raciais. Ele dirigia o departamento de questões estrangeiras do partido nazista e editava o jornal nazista. Vários de seus memorandos para Hitler foram citados como provas durante os julgamentos de Nuremberg, pós-guerra.

Rosenberg também dirigiu o sistemático saque nazista da propriedade artística, cultural e religiosa dos judeus por toda a Europa. A unidade nazista criada para tomar tais artefatos foi chamada de Força-Tarefa Reichsleiter Rosenberg.

Ele foi condenado por crimes contra a humanidade e foi um de uma dezena de oficiais sêniores nazistas executados em outubro de 1946. Seu diário, que estava nas mãos dos promotores de Nuremberg como prova, desapareceu depois do julgamento.

Autoridades norte-americanas suspeitavam que um promotor de Nuremberg, Robert Kempner, tivesse contrabandeado o diário para os Estados Unidos.

Nascido na Alemanha, Kempner fugiu para os Estados Unidos nos anos 1930 para escapar dos nazistas, só voltando para os julgamentos pós-guerra. Ele teria ajudado a revelar a existência do Protocolo de Wannsee, a conferência de 1942 durante a qual oficiais nazistas se encontraram para coordenar o genocídio contra os judeus, que denominaram de "A Solução Final".

Kempner citou alguns trechos do diário de Rosenberg em sua memória, e em 1956 um historiador alemão publicou trechos de 1939 e 1940. Mas grande parte do diário nunca apareceu.

Quando Kempner morreu em 1933, aos 93 anos, disputas legais sobre seus documentos se estenderam por quase uma década entre seus filhos, seu ex-secretário, um empreiteiro local e o museu do Holocausto. Os filhos concordaram em dar os documentos do pai ao museu do Holocausto, mas quando os funcionários chegaram para retirá-los da casa dele em 1999, descobriram que milhares de páginas tinham sumido.

Depois do incidente de 1999, o FBI abriu uma investigação criminal sobre os documentos desaparecidos. Ninguém foi acusado no caso.

Mas o museu do Holocausto conseguiu recuperar mais de 150.000 documentos, inclusive uma coleção de objetos do ex-secretário de Kempner, que a essa altura tinha se mudado para a casa de um acadêmico de Nova York chamado Herbert Richardson.

O diário de Rosenberg, no entanto, continuava desaparecido.

No início deste ano, o museu do Holocausto e um agente das Investigações de Segurança Interna tentaram localizar as páginas desaparecidas do diário. Eles rastrearam o diário e chegaram a Richardson, que vive perto de Buffalo.

Richardson não quis comentar. Um funcionário do governo disse que mais detalhes serão anunciados na coletiva de imprensa.

(Reportagem de John Shiffman em Washington e Kristina R. Cooke em San Francisco)
Reuters

Fonte: http://www.swissinfo.ch/por/internacional/EUA_encontram_diario_perdido_de_lider_nazista_e_assessor_de_Hitler.html?cid=36113648

terça-feira, 14 de maio de 2013

Polônia exuma vala comum com 200 vítimas do "terror stalinista"


Restos humanos são vistos durante exumação de cova comum de cemitério militar do período stalinista em Varsóvia, na Polônia. Acredita-se que o local abrigue ossadas de mais de 200 vítimas da repressão soviética no período posterior à Segunda Guerra Mundial. O objetivo da iniciativa é identificar os mortos.


Caveira foi encontrada nesta segunda-feira durante exumação de túmulo coletivo. O processo de exumação foi iniciado em junho de 2012 e paralisado para durante o inverno europeu. Mais de 100 ossadas foram exumadas no ano passada.

Imagem mostra o local onde vítima do terror stalinista pós-Segunda Guerra Mundial foi enterrada. As vítimas foram mortas entre 1948 e 1956. Cerca de 50 mil pessoas foram mortas na Polônia devido à repressão stalinista das décadas de 1940 e 1950 que consolidou a dominação soviética no país.


Perito trabalha no local em que caveira foi desencavada. Amostras de DNA retiradas das ossadas serão comparadas com o material fornecido por família de vítimas cujo paradeiro nunca foi esclarecido.


Funcionária do Instituto da Memória Nacional polonês trabalha na exumação da vala comum.


O trabalho de exumação dos túmulos está sendo realizada pelo Instituto da Memória Nacional da Polônia.


Perito manuseia fragmentos de ossada encontrada nesta segunda-feira.

Fotos: AFP
Fonte: Terra

Polônia busca restos mortais de vítimas do stalinismo em Varsóvia
Túmulo coletivo é exumado no cemitério militar da capital.
Cerca de 200 vítimas do regime comunista estariam enterradas ali.

Depois de mais de um ano, chegou ao fim nesta segunda-feira (13) o processo de exumação de um túmulo coletivo da era stalinista no cemitério militar de Varsóvia, capital da Polônia. Acredita-se que o túmulo tenha restos mortais de cerca de 200 pessoas, vítimas do regime comunista na Polônia durante o regime pós-Segunda Guerra Mundial.
"Durante a primeira etapa de trabalho no último verão, conseguimos exumar os restos de mais de cem vítimas", disse à AFP Krzysztof Szwagrzk, um oficial do Instituto da Memória Nacional que acompanhou o projeto.
No ano passado, o instituto exumou restos mortais de 117 supostas vítimas de uma era de terror stalinista que durou de 1948 a 1956 e caçou partidários antinazistas e antisoviéticos poloneses. Os restos foram removidos para o teste de DNA do Cemitério Militar de Powazki, na região central da capital polonesa.
O objetivo do projeto é encontrar os restos mortais do general Emil Fieldorf, chefe da resistência armada antinazista da Polônia, e de Witold Pilecki, um partidário polonês que se infiltrou voluntariamente no campo de concentração de Auschwitz com a intenção de divulgar o que viu.
Depois da guerra, os dois heróis da resistência foram acusados de traição e sentenciados à morte pelas autoridades comunistas na Polônia, fiéis ao ditador soviético Josef Stalin.

Fonte: G1

terça-feira, 7 de maio de 2013

Batalhão Policial de Reserva 101

Alemães que servem Batalhão de Polícia 101 humilham publicamente um homem judeu. Lukow, Polônia, 1942 

Quem foram os responsáveis? Que tipo de pessoa massacra civis? Chacina idosos? Assassinato de bebês? Para encontrar respostas a essas perguntas, o historiador Christopher Browning estudou interrogatórios feitos na década de 1960 e início de 1970 de 210 homens do Batalhão Polícial de Reserva 101. O batalhão foi originalmente formado a partir do equivalente alemão de policiais da cidade e do xerife do condado. Depois de 1939, ele e outros batalhões da Polícia de Ordem também serviram como forças de ocupação no território conquistado. Batalhão 101 foi designado para o distrito de Lubin da Polónia.

Como a Guarda Nacional nos Estados Unidos, os batalhões foram organizados regionalmente. A maioria dos soldados no Batalhão 101 vieram de trabalhadores e de bairros de classe média baixa em Hamburgo, na Alemanha. Eles eram mais velhos do que os homens que lutaram na linha de frente. A idade média foi de trinta e nove anos, com mais de metade entre trinta e sete e quarenta e dois. A maioria não era bem-educado. A maioria deixou a escola com a idade de quinze anos. Muito poucos eram nazistas e nenhum foi abertamente anti-semita. O Major Wilhelm Trapp, um policial de carreira de 53 anos de idade, que subiu na hierarquia, chefiou o batalhão. Embora ele se tornou um nazista em 1932, ele não era um membro da SS, embora seus dois capitães fossem.

A primeira missão de assassinato da unidade ocorreu em 13 de julho de 1942. Browning usou interrogatórios para juntar os acontecimentos daquele dia.

Assim que  a luz do dia estava rompendo, os homens chegaram à aldeia [de Jozefow] e montaram um semi-círculo ao redor major Trapp, que passou a dar um breve discurso. Com asfixia na voz e com lágrimas nos olhos, ele visivelmente lutava para controlar-se quando ele informou seus homens que haviam recebido ordens para executar uma tarefa muito desagradável. Essas ordens não eram de seu agrado, mas que veio de cima. Poderia, talvez, fazer a sua tarefa mais fácil, ele disse aos homens, se eles se lembraram de que, na Alemanha, as bombas estavam caindo sobre as mulheres e crianças. Duas testemunhas afirmaram que Trapp também mencionou que os judeus desta aldeia havia apoiado os guerrilheiros. Outra testemunha recordou Trapp de mencionar que os judeus haviam instigado o boicote contra a Alemanha. Trapp então explicou aos homens que os judeus em Jozefow teria de ser arrebanhados, após o que os jovens do sexo masculino deveriam ser selecionados para o trabalho e os outros baleados.

Trapp, em seguida, fez uma oferta extraordinária de seu batalhão: se qualquer um dos homens mais velhos, entre os quais não se sentia à altura da tarefa que estava diante dele, poderia se retirar. Trapp fez uma pausa, e depois de alguns instantes, um homem se aproximou. O capitão da 3ª companhia, enfurecido que um de seus homens tinham fileiras quebradas, começou a repreender o homem. O major disse ao capitão para segurar sua língua. Em seguida, dez ou doze outros homens adiantaram-se também. Eles viraram em seus rifles e foram orientados a aguardar mais uma designação do major.

Trapp, em seguida, convocou os comandantes de companhia e deu-lhes as respectivas atribuições. Dois pelotões da 3ª companhia estavam a cercar a aldeia, os homens tiveram ordens explicitas de atirar em qualquer um que tenta-se escapar. Os homens restantes estavam a reunir os judeus e levá-los para o mercado local. Aqueles muito doentes ou frágeis para andar para o mercado local, bem como crianças e qualquer pessoa que ofereça resistência ou tenta-se se esconder, foram fuzilados no local. Depois disso, alguns homens da 1ª companhia foram acompanhar os judeus selecionados para o trabalho no mercado, enquanto o resto iam para a floresta para formar os pelotões de fuzilamento. Os judeus estavam sendo colocados em caminhões do batalhão pela 2ª companhia e transportados do  mercado local para a floresta.

Tendo dado os comandantes da companhia das respectivas atribuições, Trapp passou o resto do dia na cidade, principalmente em uma sala de aula transformada em seu quartel-general, mas também nas casas do prefeito polonês e do padre local. Testemunhas que viram ele em vários momentos durante o dia, descreveu-o reclamando amargamente sobre as ordens que foram dadas e "chorando como uma criança." Ele, no entanto, afirmou que "ordens eram ordens" e tinham que ser realizadas. Nem uma única testemunha recordou vê-lo no local do tiroteio, um fato que não passou despercebido aos homens, que sentiram um pouco de raiva com isso. O motorista de Trapp se lembra dele dizendo mais tarde: "Se esse negócio judeu está sempre vingando na terra, então, tende piedade de nós alemães" (1).

Ao descrever o massacre, Browning nota: "Enquanto os homens do Batalhão de Reserva 101 estavam aparentemente dispostos a atirar nos judeus muitos fracos ou doentes para se mover, eles ainda evitaram na sua maior parte atirar nas crianças, apesar de suas ordens. Nenhum funcionário interveio, embora, posteriormente, um oficial advertiu a seus homens que, no futuro, eles teriam que ser mais enérgicos.".


Como a matança continuou, mais alguns soldados pediram para ser dispensados de suas funções. Alguns oficiais transferiram quem solicitou, enquanto outros pressionaram os seus homens a continuar apesar das reservas. Ao meio-dia, aos homens estavam sendo oferecidas garrafas de vodka para "refrescar" eles. À medida que o dia continuou, um número de soldados rompeu. No entanto, a maioria continuou até ao final. Após o termino do massacre, o batalhão foi transferido para a parte norte do distrito e os vários pelotões foram divididos, cada um  estacionado em uma cidade diferente. Todos os pelotões participaram de pelo menos mais uma ação de fuzilamento. A maioria descobriu que esses assassinatos posteriores eram mais fáceis de executar. Portanto, Browning vê que o primeiro massacre como uma importante linha divisória.

Mesmo 25 anos depois, não conseguia esconder o horror sem fim atirando judeus à queima-roupa. Em contrapartida, porém, falavam em torno de guetos e assistindo ["voluntários" poloneses] brutalmente conduzindo os judeus para os trens da morte com desprendimento considerável e uma ausência quase total de qualquer senso de participação ou responsabilidade. Tais ações eles costumavam rejeitar com um refrão padrão: "Eu estava apenas no cordão policial lá." O tratamento de choque de Jozefow havia criado uma unidade efetiva e insensível  de limpadores de guetos e, quando em ocasião necessária, assassinos definitivos. Depois de Jozefow nada mais parecia tão terrível. (2)

Ao chegar a conclusões a partir das entrevistas, Browning incide sobre as escolhas abertas para os homens que estudou. Ele escreve:

A maioria simplesmente negou que tivesse qualquer escolha. Confrontado com o testemunho dos outros, eles não contestaram que Trapp tinha feito a oferta, mas repetidamente alegaram que não tinha ouvido essa parte de seu discurso ou não se lembrava dela. Os poucos que admitiram que tinha sido dada a escolha e ainda não conseguiu optar foram bastante contundente. Um disse que não queria ser considerado um covarde por seus companheiros. Outro - mais consciente do que era necessaria verdadeira coragem - disse simplesmente: "Eu era covarde." Alguns outros também fizeram a tentativa de enfrentar a questão de escolha, mas não conseguiu encontrar as palavras. Foi um tempo e espaço diferentes, como se tivessem sido em outro planeta político e de vocabulário e os valores politicos da década de 1960 foram incapazes de explicar a situação em que se encontravam em 1942. Como um homem admitiu, não foi até anos depois que ele começou a considerar que o que ele tinha feito não tinha razão. Ele não tinha dado um pensamento no momento.(3)

Os homens que não participaram foram mais específicos sobre seus motivos. Alguns atribuíram sua recusa à sua idade ou ao fato de que eles não eram "homens de carreira." Só mencionar laços com os judeus como uma razão para não participar. Portanto Browning observa:

O que permanece praticamente não examinado pelos interrogadores e não mencionados pelos policiais foi o papel do anti-semitismo. Será que eles não falam disso porque o anti-semitismo não tinha sido um fator motivador? Ou eles estavam dispostos e capazes de enfrentar esse problema, mesmo depois de 25 anos, porque tinha sido muito importante, muito difundido? Somos tentados a se perguntar se o silêncio fala mais alto do que palavras, mas no final - o silêncio ainda é o silêncio, e a questão permanece sem resposta.

Foi o incidente em Jozefow típico? Certamente que não. Não conheço nenhum outro caso em que um comandante tão abertamente convidou e sancionou a não participação de seus homens em uma ação de matar. Mas no final, o fato importante não é que a experiência do Batalhão de Reserva 101 foi atípico, mas essa oferta extraordinária de Trapp não importava. Como qualquer outra unidade, o Batalhão Reserva de Polícia 101 matou os judeus que tinha sido dito para matar. (4)

Notas: 

1 - Christopher R. Browning, “One Day in Jozefow: Initiation to Mass Murder” in The Path to Genocide:Essays on Launching the Final Solution (Cambridge University Press, 1992), 174-175.

2 - Ibid., 179.

3 - Ibid., 181-182.

4 - Ibid., 183.

Obs: Esse é mais uma postagem sobre o Batalhão Policial de Reserva 101, sendo o segundo, conta o  um pouco sobre o massacre em Josefow, que é bem interessante.
A outra postagem é essa: Batalhão Policial de Reserva 101

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vídeo mostra prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH


A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira.

O grupo prega intolerância e ataca moradores de rua, usuários de drogas, homossexuais, punks, skatistas e negros. Donato já responde a dois processos por agredir gays em Belo Horizonte.

O caso ganhou destaque na mídia mineira após Donato compartilhar um texto que surgiu de uma apuração do Centro de  Mídia Independente (CMI) e da coluna do historiador Matheus Machado, que escreve para o portal Bhaz. Na ocasião, o neonazista criticava o estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel Spínola. Nos comentários em seu perfil, ele dizia que conhecia o jovem e insinuava que o trote na instituição de ensino teria desencadeado investigações contra o grupo do qual faz parte.

No perfil de Antônio Donato, que foi deletado logo após a repercussão do caso, havia várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

Link do video:  http://www.youtube.com/watch?v=UU0BCmPHSuI&feature=player_embedded

Fonte: http://www.bhaz.com.br/video-mostra-prisao-de-neonazista-investigado-por-agredir-gays-e-negros-em-bh/

Mais material no Holocausto-Doc.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Batalhão Polícial de Reserva 101


Membros do Batalhão Polícial 101 celebram o Natal em seus quartéis.
Dezembro de 1940 - Foto USHMM -  Michael O'Hara
O Batalhão Reserva de Polícia 101 foi uma unidade da Polícia de Ordem Alemã [Ordnungspolizei ou Orpo] que durante a ocupação nazista da Polônia desempenhou um papel central na implementação da Solução Final contra o povo judeu e a repressão da população polonesa. Os membros do batalhão participaram de batidas policiais súbitas e expulsão de judeus, poloneses e ciganos , de guarda e liquidação de guetos , na deportação para campos de concentração e no o tiroteio em massa de dezenas de milhares de civis.

Criado em Hamburgo, o Batalhão 101 foi uma das treze formações da polícia que foram colocados à disposição do exército alemão durante a invasão da Polônia , em setembro de 1939 . Os membros do batalhão cruzaram para a Polônia na cidade fronteiriça de Oppeln e depois se mudaram para Czestochowa Kielce, onde batida capturou soldados poloneses e equipamento militar que foram guardado em um campo de prisioneiros. Em 13 de dezembro, o batalhão de polícia voltou para Hamburgo, onde muitos de seus recrutas foram transferidos para outras unidades e substituídos por reservistas meia-idade.

Em maio de 1940 , o batalhão foi novamente enviado para a Polônia, onde ele estava envolvido em todo o Wartegau (os distritos do oeste da Polônia formalmente anexada pelo Terceiro Reich) na expulsão e reassentamento de poloneses, ciganos e judeus. Estima-se que cerca de 37.000 pessoas foram evacuadas pelo Batalhão de Polícia 101 sozinho em um período de cinco meses durante a primavera e o verão de 1940. Seguindo as ações de reassentamento, o batalhão esteve envolvido nos esforços para caçar poloneses que fugiram da ordem de evacuação.

Em 28 de novembro de 1940 o batalhão da polícia foi re-implantado para proteger o perímetro do gueto de Lodz , que havia sido selado sete meses antes. Estes policiais tinham uma ordem permanente para atirar em qualquer judeu que chegasse muito perto do muro que cercava o gueto.

Em maio de 1941, Batalhão de Polícia 101 foi enviado para casa em Hamburgo, onde foi totalmente reconstituído. Depois que a maioria de seus recrutas anteriores foram distribuídos para outras unidades policiais, suas fileiras estavam cheios de reservistas elaborados. Enquanto a maioria de seus membros ainda viesse de Hamburgo, um grupo de Luxemburgo agora se juntou às suas fileiras. Para os próximos doze meses, a novo batalhão passou por um treinamento extenso e em torno de Hamburgo. Este período coincidiu com a deportação para a Europa Oriental da população judaica de Hamburgo e seus arredores em quatro transportes que partiram entre 25 de outubro e 4 de dezembro de 1941 .

Membros do Batalhão de Polícia 101 estiveram envolvidos em vários aspectos do processo de deportação, incluindo guarda do centro de agrupamento (na loja maçônica em Hamburgo) e da estação ferroviária Sternschanze, onde os judeus foram abordados em trens, e o acompanhamento de transportes para seus destinos finais: Lodz, Minsk e Riga. Em junho de 1942, o Batalhão de Polícia 101 foi enviado de volta para a Polônia. Postado para o distrito de Lublin, o batalhão chegou durante uma pausa temporária nas deportações em massa de judeus para os campos da morte da Operação Reinhard, de Belzec, Sobibor e Treblinka. Para as próximas quatro semanas, membros do batalhão foram implantados na reunião de assentamentos menores judeus e concentrá-los em guetos e campos maiores, particularmente Izbica e Piaski, os dois campos principais de montagem no sul do distrito de Lublin.

A partir de meados de julho de 1942, com cinturão de judeus na cidade de Jozefow perto Bilgoraj, membros do Batalhão de Polícia 101 foram utilizados para o tiroteio em massa de civis judeus em cidades em todo o distrito de Lublin. Estes incluem (para além de Jozefow) Lomazy (Agosto de 1942), Miedzyrzec (Agosto de 1942), Serokomla (Setembro de 1942), Kock (Setembro de 1942), Parczew (Outubro de 1942), Konskowola (Outubro de 1942), Miedzyrzec (uma segunda ação em outubro 1942) e Lukow (Novembro de 1942).

A participação de policiais do Batalhão 101 na Solução Final culminou no massacre na Erntefest [Festival da Colheita] de 3-4 de novembro de 1943. No curso desta ação de matar, talvez a maior dirigida contra os judeus de toda a guerra, cerca de 42.000 prisioneiros judeus no distrito de Lublin nos campos de concentração Majdanek, e Trawniki e Poniatowa foram aniquilados. Estima-se que durante o período entre julho de 1942 e novembro de 1943 , o Batalhão de Policia 101 era o único responsável pelas mortes por disparo de mais de 38 mil judeus e deportação de outros 45 mil.

Nos últimos 16 meses da guerra o Batalhão Polícial 101 foi envolvido em ações contra guerrilheiros e tropas inimigas. Quase todos os membros do batalhão sobreviveram ao colapso do Terceiro Reich e retornou com segurança para a Alemanha. No imediato pós-guerra apenas quatro membros da unidade sofreram as conseqüências legais de suas ações na Polônia. Estes policiais, que foram detidos por sua participação no assassinato de 78 poloneses na cidade de Talcyn, foram extraditados para a Polônia em 1947 e julgados no ano seguinte. Dois foram condenados à morte e dois à prisão. Não foi até 1962, no entanto, que Batalhão Reserva de Polícia 101 como um todo veio sob investigação e repressão legal pelo Gabinete do Procurador do Estado, em Hamburgo. Em 1967, 14 membros da unidade foram levados a julgamento. Embora a maioria foram condenados, apenas cinco receberam penas de prisão (variando de cinco a oito anos), que foram posteriormente reduzidas no curso de um processo de longa apelação.

Tradução: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com

Fonte bibliografica: Browning, Christopher R., Ordinary Men: Reserve Police Battalion 101 and the Final Solution in Poland, New York, Harper Collins, 1992, pp.xv-xvii; 3-9; 38-71; 88-114; 133-146; 191-192.

Fonte original: http://digitalassets.ushmm.org/photoarchives/detail.aspx?id=1134228 (U.S. Holocaust Memorial Museum -USHMM)