segunda-feira, 20 de junho de 2016

Os primeiros americanos a entrar em Berlim, durante Batalha de Berlim,1945.


Os primeiros americanos a entrar em Berlim foram dois civis: John Groth, um artista e correspondente de guerra do American Legion Magazine, e Seymour Freidin, do Herald Tribune de Nova York. Tinham dado um jeito de chegar a Berlim sem a sanção de russos ou americanos; atrás deles vinha um jipe carregado de soldados fotógrafos do exército americano. Pouco depois do almoço, Freidin, que falava iídiche, convencera um capitão soviético a deixá-los avançar até o coração da cidade. Sob uma "mórbida chuva amarela", passaram pelo arrasado aeródromo de Tempelhof. grande edifício branco da administração estava negro de fumaça e dezenas de aviões avariados jaziam na pista esburacada. 

As paredes estavam riscadas com cal, mostrando slogans nazistas: "Heil Werwolf!" ou "Mit unseren Führer zum Sieg!" (Com nosso Führer para a vitória!). Aqui e ali propagandistas russos haviam replicado com dizeres nitidamente desenhados, e sempre os mesmos: "Hitlers vem e vão, mas o povo germânico e o Estado germânico permanecem. Stalin." 

Soldados russos tomam posição em frente de 
um prédio em chamas na Frankfurter Allee.
Berlim, m
aio de 1945.
Homens do Exército Vermelho ovacionavam os dois jipes que subiam a Berlinerstrasse e aproximavam-se de Blucherplatz, um depósito de tanques esmagados, "com corpos incendiados ainda pendendo deles". A praça estava juncada de equipamento alemão abandonado —meias, roupas de baixo, fuzis, bombas, minas. O cheiro de "mel sobre arenque" da morte pairava sobre todas as pilhas de destroços. 

Os jipes desviavam-se cuidadosamente das crateras, até chegar a Wilhelmstrasse. O clarão dos edifícios em chamas iluminava em silhuetas irregulares contra o céu as minas. A distância, podiam ouvir o troar da artilharia e mais perto, o matraquear de metralhadoras. 

A Wilhelmplatz parecia um queijo Roquefort. A esquerda, Groth viu paredes calcinadas, cobertas com monte de escombros - a Chancelaria do Reich. preso bem alto na parede leste, a cavaleiro das crateras da praça, estava um enorme retrato em preto-e-branco de Stalin. Uma tela a óleo, representando o Führer, pendia inclinada na parede sul. Bandeiras russas, vermelho vivo, mas parecendo púrpura escuro sob a chuva, brotavam por toda parte, nas ruínas.

Os americanos estacionaram os jipes e puseram-se a examinar as ruínas. Freidin procurou em torno da chancelaria, tentando achar o corpo de Hitler, mas seria preciso uma turma tratores trabalhando durante uma semana, para remover todo o entulho. 

Os americanos voltaram a.t seus jipes e desceram a Unter den Linden, um vasto cenário de ruínas cinzentas e fumegantes. Mais acima, homens do Exército Vermelho passavam em grande número pelo Portão de Brandenburg a fim de limpar os últimos redutos alemães em Tiergarten. A única nota alegre era uma fileira de estandartes escarlates flutuando sobre o Portão de Brandenburg. O carro da vitória, lá em cima, estava irreconhecivelmente retorcido, com três de seus quatro cavalos tombados. A esquerda, o hotel Adlon era um esqueleto, e uma grande bandeira da Cruz Vermelha flutuava de uma janela superior, dando à região seu único toque de branco. 

Groth trepou pela barricada construída entre as colunas do imponente arco e acompanhou os russos até Tiergarten. A cena lembrou-lhe o campo de batalha da Floresta de Hurtgen, em 1944, com as árvores "espalhadas como palitos de fósforo" sobre os buracos e as trincheiras. De trás de uma parede arrasada, viu os russos atacarem através da fumaça. 

Alguns minutos depois das três horas, um silêncio aterrador envolveu o parque. Subitamente, ouviu gritos exultantes. Um oficial russo, deitado na lama, ergueu os olhos para Groth. Sorriu: "Berlin kaputt!" 

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
TOLAND, John. Os últimos 100 dias - volume II, Editora Nova Fronteira, 1966. p.892-893

Livro - A Segunda Guerra Mundial 70 Anos Depois - Coletânea de Artigos


Fruto de um Seminário que organizado na UERJ no ano de 2015, afim de comemorar os 70 anos do fim do maior conflito da história do homem, o livro "A Segunda Guerra Mundial 70 Anos Depois", pretende atualizar os amantes da IIGM com as novas abordagens que a pesquisa nacional tem produzido sobre o referido tema. 


Os 15 artigos tratam de vários aspectos da Segunda Guerra Mundial, dentre eles a participação soviética, a relação brasileira com a Alemanha nazista, as resistências ao fascismo, a atuação da FEB, as resistências e os mitos.

O lançamento será no dia 22 de junho no Bistrô Multifoco às 19:00 - Avenida Mem de Sá, 126 Centro Rio de Janeiro.


Artigos na obra:

A “Boa Guerra”: Os Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial (Rodrigo Farias de Sousa) -

A Guerra Que Não Acabou (João Claudio Platenik Pitillo) -

A Participação Soviética na Segunda Guerra Mundial Retratada nos Livros Didáticos Brasileiros (Roberto Santana Santos) -

A Segunda Guerra Mundial e o Japão (Marina Magalhães B. L. da Silva) –

A URSS e a Formação das Democracias Populares (Luis Eduardo Mergulhão) -    

1ª Esquadrilha de Ligação e Observação: A Observação Aérea na Força Expedicionária Brasileira (Fábio Seccioso Araújo) -

História do Tempo Presente, História Pública e ensino de História: um caso em Magé – RJ (Sydenham Lourenço Neto/Vinícius da Silva Ramos) -

O Final da Segunda Guerra Mundial e o Início da Guerra Fria no filme Cortina de Ferro (Antonio Cícero Cassiano Sousa) –

O Mito da Conspiração Judaica e a Segunda Guerra Mundial (Ricardo Figueiredo de Castro) -

O Pensamento Diplomático, Político e Militar Brasileiro dos Anos de 1930 e 1940: O Caso da Aproximação com a Alemanha (Fernando da Silva Rodrigues/Andrea Helena Petry Rahmeier) -

O Serviço de Assistência Religiosa da FEB no Teatro de Operações na Itália durante a II Guerra Mundial (Rogério de Carvalho Lima) -

O Terceiro Reich: A Tomada do Poder e a Resistência (Francisco Carlos Teixeira da Silva) -

Participação do Brasil na II Guerra Mundial: 70 Anos da Vitória (Celso Péricles Fonseca Thompson)

Quem Ajudou Hitler (Ricardo Quiroga Vinhas) –

Terror e Banalidade do Mal (Renata Schittino)  -      

Alemanha reconhece genocídio armênio e irrita Turquia

Armênios em fuga durante a Primeira Guerra Mundial no que hoje é território turco

Quase por unanimidade, Parlamento alemão quebra tabu e aprova resolução que passa a chamar massacre de cristãos por otomanos na Primeira Guerra de genocídio. Ancara diz que decisão é erro histórico.

O Bundestag (Parlamento alemão) aprovou nesta quinta-feira (02/06), quase por unanimidade, uma resolução que classifica de genocídio o massacre perpetrado há um século pelo Império Otomano contra a minoria armênia.

Rapidamente rechaçada pelo governo turco como "um erro histórico", a decisão ameaça arranhar ainda mais as relações entre Ancara e Berlim, desgastadas no último ano devido à crise migratória e ao debate sobre que papel cada país deve ter no acolhimento de refugiados.

De maioria muçulmana, o atual Estado turco admite que cristãos armênios morreram em combates com soldados otomanos a partir de abril de 1915, durante a Primeira Guerra Mundial. Mas rejeita declarações de governos estrangeiros que classificam as mortes – estimadas por historiadores entre 800 mil e 1,5 milhão – de genocídio.

"A resolução adotada pelo Parlamento alemão vai abalar seriamente as relações entre Alemanha e Turquia", afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Em tom ainda mais firme se manifestou o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu: "O caminho para virar páginas escuras em sua própria história não é manchar a história de outros países com decisões parlamentares irresponsáveis e infundadas."

A resposta turca à resolução – aprovada com apoio de todos os partidos do Parlamento e apenas um voto contra – foi chamar de volta a Ancara seu embaixador em Berlim para consultas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, minimizou o atrito causado pela decisão."Há muitas coisas que conectam Alemanha e Turquia e, mesmo que haja diferença de opinião em um determinado tema, nossa relação, amizade e laços estratégicos são ótimos", afirmou Merkel, em entrevista coletiva ao lado do secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg.

Até que a coalizão de Merkel decidisse impulsionar a resolução, no ano passado, a posição oficial do governo alemão era de lamentar o ocorrido, mas sem mencionar a palavra genocídio – nem de forma oral nem escrita. Num país em que a reconciliação com passado é reiterada todo momento, a postura era constantemente alvo de críticas.

Mas a Alemanha tem problemas com a palavra. Há tempos Berlim vinha se movimentando com muito cuidado sobre um terreno político minado. Não se queria estragar a relação com a Turquia, membro da Otan. Assim como o relacionamento com os mais de 3 milhões de cidadãos de origem turca que vivem na Alemanha. Há, ainda, o envolvimento alemão – então aliado do Império Otomano – na catástrofe dos armênios, que pode ser passível de pagamentos de reparações.

Genocídio dos armênios é a interpretação oficial em mais de 20 países, incluindo França, Suíça e Brasil. O termo "genocídio" foi definido pela ONU em 1948 como atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

RPR/dpa/ots
Fonte: http://www.dw.com/pt/alemanha-reconhece-genoc%C3%ADdio-arm%C3%AAnio-e-irrita-turquia/a-19300480

domingo, 19 de junho de 2016

Livro - Nazi Files

M.Books:  





















Título: Nazi Files
Formato: 17x24
Páginas: 164
Área de interesse: 1. História
2. Segunda Guerra Mundial
3. História da Humanidade
ISBN: 978-85-7680-282-2
Preço: R$ 69,00
NAZI FILES

Todos os Homens do Terceiro Reich

Histórias e Segredos Revelados

Biografias dos mais importantes colaboradores de Adolf Hitler no Terceiro Reich.

Este livro revela a história de cada um, mostrando como cada perfil psicológico foi determinante para as atitudes e as atrocidades cometidas.

• Adolf Hitler • Martin Bormann • Angela Raubal
• Eva Braun • Adolf Eichmann • Dietrich Eckart
• Hermann Göring • Albert Göring • Reinhard Heydrich
• Josef Goebbels • Amon Goeth • Heinrich Himmler
• Rudolf Höss • Josef Mengele • Leni Riefenstahl
• Ernst Röhm • Hjalmar Schacht • Albert Speer
• Franz Stangl • Rudolf Hess • Wilhelm Keitel e outros.

Os nazistas para controle e segurança de seu Partido Político mantinham arquivos completos de grande parte de seus principais líderes.

Os segredos e as revelações do status e da participação de cada um deles no Terceiro Reich, no Holocausto e na Segunda Guerra Mundial são mostrados em detalhes neste livro.





M.BOOKS DO BRASIL EDITORA LTDA
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Livro - Lembranças da Guerra: A História de uma jovem alemã que viu a guerra por dentro






Título: Lembranças da Guerra
Subtítulo:
Segunda Guerra Mundial
Autora: Irmgard Ruppel
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 120
Área de interesse: 1. Segunda Guerra Mundial
2. História
3. Biografia
ISBN: 978-85-7680-257-0
Preço: R$ 29,00


Irmgard Ruppel

LEMBRANÇAS DA GUERRA

A História de uma jovem alemã que viu a guerra por dentro

Esta é a história real de uma mulher que viveu a juventude na Alemanha Nazista. Irmgard Ruppel acompanhou de perto os acontecimentos que marcaram a Segunda Guerra Mundial.

Nestas lembranças, a autora descreve sua infância feliz em uma família alemã bem estruturada e, mais tarde, a convivência com personalidades importantes do regime Nazista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos alemães não aprovavam as atrocidades que os Nazistas perpetravam. A Inteligência Nazista montou uma rede de espionagem para identificar pessoas com ideias opostas ao regime. Seu pai, alto funcionário público do Ministério da Fazenda, da República de Weimar, é envolvido em uma trama que o leva à prisão pela polícia secreta de Hitler.

No pós-guerra, entre as perdas e os reflexos desastrosos do conflito, ela encontra coragem e a possibilidade real de recomeçar.

SOBRE A AUTORA: IRMGARD RUPPEL mudou-se para os Estados Unidos em 1947 e, desde então, vive em Nova York. Ela dedicou este livro a seus filhos e netos, como registro histórico de família e lição de superação.
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domingo, 22 de maio de 2016

Hitler prevê a aniquilação dos judeus se a guerra ocorrer. 30/01/1939




Discurso de Adolf Hitler  prevendo a aniquilação dos judeus no caso de guerra, em janeiro de 1939.
Esse vídeo coloquei na minha conta do Youtube, traduzido;
(https://www.youtube.com/user/Avidanofront)

A tradução em português:

O texto com a tradução de trecho do que ele dizia no Parlamento no vídeo:
Adolf Hitler: "No curso de minha vida eu muito frequentemente fui um profeta, e geralmente ridicularizado por isso. Durante o período de minha luta pelo poder foi apenas a raça judaica, no primeiro momento, que recebeu minhas profecias com risos quando eu disse que um dia eu tomaria o comando do Estado, e com isso a nação inteira, e que então eu, entre outras coisas, resolveria o problema judaico. Seus risos eram hilários, mas eu penso que por agora eles estejam rindo com o outro lado de sua face. Hoje eu mais uma vez serei um "profeta": se o financismo(finanças) internacional judaico dentro e fora da Europa sucederem mais uma vez em mergulhar as nações numa guerra mundial, então o resultado disso não será a vitória da 'judaria', mas sim na aniquilação da raça judia da Europa!"

German:

Adolf Hitler:: "Europa kann nicht eher zur Ruhe kommen, bevor die jüdische Frage ausgeräumt ist. Die Welt hat Siedlungsraum genügend, es muß aber endgültig mit der Meinung gebrochen werden, als sei das jüdische Volk vom lieben Gott eben dazu bestimmt, in einem gewissen Prozentsatz Nutznießer am Körper und an der produktiven Arbeit anderer Völker zu sein.
Das Judentum wird sich genauso einer soliden aufbauenden Tätigkeit anpassen müssen, wie es andere Völker auch tun, oder es wird früher oder später einer Krise von unvorstellbarem Ausmaß erliegen.
Wenn es dem internationalen Finanzjudentum in und außerhalb Europas gelingen sollte, die Völker noch einmal in einen Weltkrieg zu stürzen, dann wird das Ergebnis nicht der Sieg des Judentums sein, sondern die Vernichtung der jüdischen Rasse in Europa!"

English:
Adolf Hitler: "In the course of my life I have very often been a prophet, and have usually been ridiculed for it. During the time of my struggle for power it was in the first instance only the Jewish race that received my prophecies with laughter when I said that I would one day take over the leadership of the State, and with it that of the whole nation, and that I would then among other things settle the Jewish problem. Their laughter was uproarious, but I think that for some time now they have been laughing on the other side of their face. Today I will once more be a "prophet": if the international Jewish financiers in and outside Europe should succeed in plunging the nations once more into a world war, then the result will not be the Bolshevizing of the earth, and thus the victory of Jewry, but the annihilation of the Jewish race in Europe!"



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Marcha em Auschwitz faz memória a vítimas do Holocausto

"Passeata dos vivos" no antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, lembra seis milhões de vítimas do Holocausto

Milhares de judeus vindos de Israel e de outros países participaram da tradicional "Passeata dos vivos", nesta quinta-feira (5), no antigo campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, para lembrar as seis milhões de vítimas do Holocausto.

Muitos levavam a bandeira israelense sobre os ombros quando cruzaram a porta com a triste e célebre inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta") do campo de Auschwitz para percorrer depois, em silêncio, os três quilômetros que a separam de Birkenau, o maior dos três campos do complexo de Auschwitz.

Só em Birkenau foram assassinados pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial pelo menos 1,1 milhão de prisioneiros judeus. Auschwitz-Birkenau foi o maior dos campos de extermínio nazista e se transformou no mundo inteiro em símbolo do Holocausto.

As leis de Nuremberg e os julgamentos de Nuremberg foram este ano o tema central desta manifestação, que desde sua primeira edição, em 1988, contou com 220 mil participantes de 52 países, informaram os organizadores.

Ontem, juristas de todo o mundo abordaram em uma conferência na Cracóvia as leis racistas de Nuremberg, que excluíram os cidadãos judeus da sociedade alemã, assim como os processos de Nuremberg que julgaram os oficiais nazistas depois da Segunda Guerra Mundial.

Em uma "Declaração de Nuremberg", os participantes chamaram não só a lutar contra o antissemitismo e a negação do Holocausto, mas denunciaram também a indiferença que deixa a via aberta aos distúrbios, a violência e inclusive ao genocídio.

Foto:Grupo usou bandeiras de Israel para atravessar sob a triste inscrição "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta") do portão do campo de Auschwitz. Foto: Grzegorz Momot / EFE
Fonte:
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/milhares-de-jovens-marcham-em-auschwitz-em-memoria-de-vitimas-do-holocausto,fc5a5db602f81f924a6cd4979f69e873i2n830cb.html

terça-feira, 12 de abril de 2016

Holocausto Doc.Documentação e História

Acessem o blog Holocausto Doc. - Documentação e História, o maior conteúdo sobre Holocausto e refutação ao "Revisionismo" em língua portuguesa(pt).

http://holocausto-doc.blogspot.com.br/

Snipers nas Guerras - Da guerra de independência dos Estados Unidos às guerras atuais


M.Books:


Título: Snipers nas Guerras: Da Guerra de Independência dos Estados Unidos às Guerras Atuais.
Autor: Michael E. Haskew
Formato: 17 x 24 cm
Páginas: 216
Área de interesse: 1. Guerra
2. História Geral
3. Táticas de Guerra
ISBN: 978-85-7680-279-2
Preço: R$ 79,00


Michael E. Haskew 

SNIPERS NAS GUERRAS

Da Guerra de Independência dos Estados Unidos às Guerras Atuais. 

Histórias do Tiro Perfeito

Nada gela mais o sangue do soldado no campo de batalha do que o estalo do tiro de fuzil de um sniper. Um atirador habilidoso consegue deter até mesmo grandes unidades com alguns tiros bem dados que eliminem militares importantes, como batedores ou oficiais, e prejudicar gravemente o moral do inimigo.

Snipers nas Guerras examina o impacto e o papel dos atiradores de elite desde a Guerra de Independência dos Estados Unidos até os dias de hoje. 

Embora em épocas anteriores arqueiros especializados conseguissem escolher seu alvo, só no final do século XVIII os avanços da tecnologia possibilitaram o tiro de precisão com arma de fogo. Os caçadores das florestas americanas cobraram seu preço dos soldados britânicos com suas espingardas de caça; nascia a moderna arte do tiro de precisão.

Desde o começo, os snipers precisaram de excelente capacidade de camuflagem e ocultamento, além da boa pontaria, ao arriscar a vida para ter a oportunidade de um tiro perfeito. O livro examina como a arte do tiro de precisão na guerra se tornou mais profissional e especializada, com cursos de instrução e equipamento específico.

Atiradores famosos da história, como o americano Chris Kyle e o russo Vassili Zaitsev, têm seus perfis traçados. Inclui depoimentos de participantes de conflitos atuais como as guerras do Vietnã, do Afeganistão e do Golfo.

SOBRE O AUTOR: MICHAEL E. HASKEW é editor da revista WWII History Magazine. Ele editou e escreveu para publicações históricas militares durante mais de 16 anos. Formou-se em História pela Universidade do Tennessee, campus de Chattanooga, onde mora com a mulher e três filhos. Também foi editor de World War II Desk Reference e do Centro Eisenhower de Estudos Americanos e contribuiu com a International Encyclopedia of Military History.
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Julgamento de ex-enfermeiro de Auschwitz começa na ausência de acusado

 
Aos 95 anos e com saúde debilitada, Hubert Zafke poderá ser condenado à prisão.

Um tribunal de Novo Brandeburgo, no Leste da Alemanha, começou a julgar nesta segunda-feira à revelia o ex-enfermeiro de Auschwitz Hubert Zafke, de 95 anos, que estava no campo de extermínio quando o comboio de Anne Frank chegou.

A audiência começou na ausência de Zafke. Um especialista médico concluiu no domingo que ele "tinha pensamentos suicidas" e advertiu para possíveis "reações de estresse e hipertensão", razão pela qual não estava em condições de comparecer ao tribunal.

A acusação pediu uma nova avaliação de seu estado de saúde e a audiência foi suspensa pouco depois, após um diálogo tenso com o presidente do tribunal, acusado pela parte civil de parcialidade. A principal incógnita do julgamento é a saúde do acusado. Em um primeiro momento o tribunal considerou que não podia ser julgado, mas a decisão foi anulada em apelação.

Zafke, um antigo membro das SS, é acusado de cumplicidade no extermínio de ao menos 3.681 homens, mulheres e crianças judeus que morreram nas câmaras de gás ao chegar a Auschwitz, em um período de um mês na época da segunda Guerra Mundial. Enfrenta uma pena de entre 3 e 15 anos de prisão, uma condenação principalmente simbólica levando-se em conta sua idade avançada.

A acusação compreende a chegada de 14 comboios de deportados que desembarcaram em Auschwitz procedentes de Lyon, Rodas, Trieste, Mauthausen, Viena e Westerbork, um campo de trânsito na Holanda onde estavam Anne Frank, seus pais Otto e Edith e sua irmã Margot.

A família da adolescente - que passou dois anos trancada em uma casa de Amsterdã para se esconder dos nazistas e cujo diário é famoso em todo o mundo - sobreviveu à "seleção" de Auschwitz entre deportados aptos para trabalhar e os que iam diretamente à câmara de gás.

No entanto, a mãe de Anne, Edith, morreu de cansaço na enfermaria em janeiro de 1945 e suas duas filhas pouco depois, antes da chegada das tropas britânicas.

Saúde precária

O julgamento de Zafke, filho de um agricultor que se alistou nas Waffen SS, um corpo de elite dos nazistas, se focará na questão da saúde do acusado e se está em condições de ser julgado. Ele chegou a Auschwitz em outubro de 1943 depois de ter combatido no front do Leste em 1941. Em 1942 recebeu uma formação para se unir à unidade de saúde das SS.

Em junho de 2015, o tribunal decidiu que não poderia ser julgado devido ao seu estado de saúde, mas a decisão foi rejeitada em apelação após o relatório de um especialista que afirmou que o acusado tem "fracas capacidades físicas e cognitivas", mas não é "totalmente incapaz".

No entanto, nesta segunda-feira o tribunal presidido pelo juiz Klaus Kabisch quer examinar novamente a questão. A acusação civil acusa de parcialidade o juiz e pediu sua suspeição, assim como a promotoria, algo excepcional. Finalmente, a demanda de recusa do juiz e de seus dois assistentes foi rejeitada em 18 de fevereiro.

O caso Zafke forma parte da dezena de julgamentos ainda em andamento contra antigos membros da SS. Há alguns meses Oskar Groning, ex-contador de Auschwitz, foi condenado a quatro anos de prisão. Desde 11 de fevereiro, Reinhold Hanning, um ex-guarda do mesmo campo de 94 anos, está sendo julgado no Oeste da Alemanha.

"Este julgamento demonstra que a justiça às vezes precisa de muito tempo para encontrar seu caminho", disse à agência de notrícias AFP Christoph Heubner, vice-presidente executivo do Comitê Internacional de Auschwitz. "O julgamento chega com décadas de atraso porque durante décadas a justiça alemã não perseguiu o suficiente os crimes de Auschwitz", acrescentou.

Hubert Zafke, defendido por Peter-Michael Diestel, o último ministro do Interior da RDA, que agora se tornou advogado, vive desde 1951 perto de Novo Brandeburgo, onde teve quatro filhos.

FONTE: http://correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2016/02/580683/Julgamento-de-exenfermeiro-de-Auschwitz-comeca-na-ausencia-de-acusado

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Alemanha julga mais um ex-funcionário de Auschwitz

Reinhold Hanning, ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz
 de 94 anos, deixa tribunal na cidade de Detmold, na Alemanha
(Foto: PATRIK STOLLARZ / AF
Após condenação do "contador de Auschwitz", mais um caso vai a tribunal na esteira do precedente aberto pela condenação de John Demjanjuk em 2011. Aposentado de 94 anos é acusado de cumplicidade em 170 mil assassinatos.

Começa nesta quinta-feira (11/02) o julgamento de um ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz que é acusado de cumplicidade no assassinato de 170 mil pessoas. Esse é o primeiro de até quatro casos que serão levados a tribunal ainda neste ano.

O aposentado Reinhold Hanning, de 94 anos, é acusado de trabalhar em Auschwitz como membro da SS – tropa de elite dos nazistas – de janeiro de 1943 a junho de 1944. Durante esse período, de acordo com as investigações, centenas de milhares de judeus deportados da Hungria chegaram ao campo de concentração. Quem não tinha capacidade para trabalhar era encaminhado para a execução em câmaras de gás.

O julgamento do aposentado, na cidade de Detmold, no oeste da Alemanha, é um dos mais recentes processos a seguirem o precedente jurídico estabelecido em 2011, quando o ucraniano John Demjanjuk se tornou a primeira pessoa a ser condenada na Alemanha apenas por servir como guarda em um campo de concentração, mesmo sem evidências de envolvimento em um ato criminoso específico.

Veredicto de 1969 impedia julgamentos

Até então, os tribunais seguiam determinação da Corte Federal de Justiça de 1969, segundo a qual a condenação de uma pessoa que trabalhou num campo de extermínio dependia da comprovação da culpa individual do réu, ou seja, do seu envolvimento num crime determinado, o que muitas vezes era impossível de ser comprovado.

O veredicto de Demjanjuk acabou com essa jurisprudência e ampliou sensivelmente o número de possíveis processos contra ex-trabalhadores de campos de extermínio nazistas.


O advogado de Hanning, Johannes Salmen, afirma que seu cliente reconhece que serviu em Auschwitz I, parte do complexo situado na Polônia ocupada, mas nega que tenha servido na seção Auschwitz II-Birkenau, onde a maioria das 1,1 milhão de vítimas foi morta.

O procurador Andreas Brendel argumenta, entretanto, que os guardas no campo principal também eram convocados a ajudar em Birkenau quando chegavam trens trazendo mais judeus. "Acreditamos que esses auxiliares foram utilizados em particular durante a chamada ação húngara, em apoio a Birkenau", disse.

Pelo menos três sobreviventes de Auschwitz são aguardados como participantes do julgamento. Eles devem depor sobre suas experiências durante os dois primeiros dias do processo.

Acusado: Reinhold Hanning foi um membro da  divisão SS Totenkopf em Auschwitz.
Cerca de 30 novos casos

O caso de Hanning é um dos cerca de 30 envolvendo ex-guardas de Auschwitz que são investigados por procuradores federais do Escritório Central para a Investigação de Crimes do Nacional-Socialismo, sediado em Ludwigsburg.

O escritório investigou mais de 7 mil casos após o veredicto contra Demjanjuk, iniciando uma grande revisão em seus arquivos, mas não tem poderes para abrir processos, enviando-os para os ministérios públicos regionais em 2013, com a recomendação de que eles denunciem formalmente os suspeitos.

Embora Demjanjuk sempre tivesse negado ter servido no campo de extermínio e tenha morrido antes de seu recurso judicial poder ser avaliado, promotores conseguiram, no ano passado, usar o mesmo raciocínio jurídico para condenar Oskar Gröning, conhecido como "o contador de Auschwitz", por cumplicidade no assassinato de 300 mil pessoas entre maio e julho de 1944. O recurso de Gröning deve ser julgado ainda este ano, mas promotores não estão esperando pelo resultado para avançar com outros casos.

Hubert Zafke, de 95 anos, também um ex-integrante da SS, deve ir a julgamento no final de fevereiro em Neubrandenburg, ao norte de Berlim, acusado de cumplicidade no assassinato de 3.681 pessoas quando trabalhou como médico em um hospital da SS em Auschwitz em 1944.

"Vergonha para a Alemanha"

O advogado dele, Peter-Michael Diestel, argumenta ser uma "vergonha" para a Alemanha que muitos criminosos de alta patente de Auschwitz e outros criminosos de guerra nazistas tenham conseguido escapar nos primeiros anos após a Segunda Guerra, com sentenças mínimas ou sem serem condenados. Ele questiona se os promotores estão tentando "compensar os erros do passado" com o seu cliente.

Dois outros cujos casos que devem ir a julgamento este ano são o de uma mulher de 93 anos que é acusada de cumplicidade na morte de 260 mil pessoas quando serviu como operadora de rádio para o comandante de Auschwitz em 1944; e de um homem de 94 anos, acusado de cumplicidade em 1.276 assassinatos quando serviu como guarda em Auschwitz. Em todos os quatro casos, a saúde dos réus será fator importante para se saber se os julgamentos poderão ocorrer.

O processo de Hanning será limitado a duas horas por dia, em razão da idade dele. O advogado do réu afirma que a saúde de seu cliente será verificada novamente por um especialista quando o julgamento for iniciado.

Ainda assim, Jens Rommel, chefe do Escritório Central para a Investigação de Crimes do Nacional-Socialismo, garante que é muito cedo para se falar em uma última rodada de processos. Ainda existe agora meia dúzia de investigações abertas por procuradores estaduais, e seu escritório está investigando outros sete suspeitos, tanto de Auschwitz como do campo de extermínio de Majdanek.

MD/ap/afp/dpa
Fonte: http://www.dw.com/pt/alemanha-julga-mais-um-ex-funcion%C3%A1rio-de-auschwitz/a-19038694

sábado, 26 de dezembro de 2015

Feliz Natal e prospero Ano Novo

Soldado francês.

Feliz Natal atrasado e Prospero Ano Novo a todos.


Ano complicado novamente, mas bola pra frente que em breve melhora.

Daniel Moratori

domingo, 13 de setembro de 2015

"Ex-Skinhead" é acusado de matar tia e esquartejar o corpo


Guilherme Lozano Oliveira, vulgo Treze.
Fichado na polícia como skinhead e neonazista, o lutador de jiu-jítsu Guilherme Lozano Oliveira, de 22 anos, matou a tia Kely Cristina de Oliveira com um golpe chamado mata-leão - o braço em torno ao pescoço imobiliza e sufoca a vítima. Depois, esquartejou a mulher de 44 anos, retirou as prateleiras da geladeira e lá escondeu o corpo. Tudo isso há dois meses. Só na quarta-feira, 5, seu pai desconfiou do sumiço da irmã e chamou a polícia. Guilherme ainda tentou fugir, mas acabou preso.

Aos policiais militares que o detiveram, o acusado confessou o crime. "Estou arrependido", disse. A Justiça decretou sua prisão por homicídio, por ocultação de cadáver e por desobediência, em razão da fuga.

Não foi a primeira vez que o lutador foi parar na cadeia. Ele passou oito meses atrás das grades em 2011, depois de participar de uma emboscada de skinheads contra punks e de matar a facadas um dos rivais: Johni Raoni Galanciak. O crime aconteceu na frente do Carioca Club, em Pinheiros, zona oeste . Acabou solto pela Justiça. Condenado a 15 anos, apelou da sentença e aguardava o julgamento do recurso em liberdade.

Na quarta-feira, 5, o pai do rapaz, o aposentado Marco Antonio de Oliveira, de 48 anos, foi ao apartamento em que o filho vivia com a tia. Queria notícias da irmã. Como o jovem não soube explicar o sumiço de Kely, o pai decidiu chamar a polícia. Atendendo à denúncia, os homens da 3ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar foram ao apartamento do acusado. Ao notar a aproximação dos PMs, o lutador entrou em seu Escort preto, que tem nas portas uma cruz de ferro - símbolo militar alemão - e acelerou. Ele dirigiu o carro em alta velocidade até bater em um poste da esquina das Avenidas Julio Buono e Major Dantas Cortes, na Vila Gustavo, na zona norte. Eram 22 horas.


Nervoso

Preso, foi levado primeiramente para o 73º Distrito Policial e, depois, para o 39º DP. Ao delegado Milton Gomes de Oliveira, assistente do 39º DP, Lozano disse que a tia era "bipolar" e "tinha ataques nervosos". Em um desses episódios, ocorrido havia dois meses, ele afirmou que tentou controlá-la, aplicando um golpe em seu pescoço, que a matou.

O acusado disse ao delegado que usou "força desproporcional" - além de lutador, o rapaz tem 1,90 metro de altura. O lutador contou que, após perceber que a mulher havia morrido, pensou em ligar para a polícia, mas ficou assustado. Disse que saiu de casa, ingeriu bebida alcoólica, até que teve a ideia, no mesmo dia, de ocultar o corpo. Ele afirmou ter usado um facão que tinha em casa para separar a cabeça e os membros do tronco da tia. O objeto, contou, foi descartado mais tarde em uma estrada.

Em seguida, removeu as prateleiras da geladeira para guardar todas as partes. A ideia era levá-las, peça por peça, a um sítio da família em Itapevi, na região metropolitana. Só os braços foram levados e, segundo ele, enterrados em um sítio que pertenceu à família dele.

Tatuagens das runas das SS
Peritos foram ao apartamento na Vila Gustavo e acharam os restos da mulher em sacos plásticos na geladeira. O tronco estava em uma mala. Foi solicitada perícia no local e no Escort. À tarde, os investigadores foram a Itapevi tentar achar os braços no sítio, sem sucesso.

De acordo com o delegado assistente Fábio Martin, que acompanhou a busca, os braços não foram encontrados na mata apontada pelo criminoso, mas a suspeita é de que tenham sido levados por algum animal. "Acreditamos que lá era o local, uma mata fechada. Ele está colaborando com as investigações." O delegado Martin contou que o rapaz confessou ter levado só os braços porque era mais fácil de carregar.

Desemprego

De acordo com a polícia, Guilherme estava desempregado, não tinha renda e morava de favor com a tia. Além disso, afirmou ter deixado de ser skinhead. Ainda segundo a polícia, o jovem admitiu que integrava um grupo neonazista em 2011. Também afirmou ter sido punk. O lutador tem tatuagens alusivas aos dois grupos, bem como a imagem de um fuzil AK-47 desenhada na testa.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/08/07/ex-skinhead-e-acusado-de-matar-tia-e-esquartejar-o-corpo.htm


Para entender mais sobre Guilherme Lozano Oliveira:

‘Me sinto um lixo’, diz assassino confesso que esquartejou a própria tia
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/08/me-sinto-um-lixo-diz-assassino-confesso-que-esquartejou-propria-tia.html

Ex-skinhead matou tia com golpe de jiu-jítsu e usou facão para cortar corpo:
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/ex-skinhead-matou-tia-com-golpe-de-jiu-jitsu-e-usou-facao-para-cortar-corpo.html

Jovem é suspeito de matar tia, cortar corpo e congelar partes em geladeira
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/jovem-e-suspeito-de-matar-tia-cortar-corpo-e-congelar-partes-em-geladeira.html

Entenda as tatuagens do skinhead suspeito de matar punk em SP:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/entenda-as-tatuagens-do-skinhead-suspeito-de-matar-punk-em-sp/n1597204167319.html

Polícia prende suspeito de ter matado jovem punk durante briga
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/policia-prende-suspeito-de-ter-matado-jovem-punk-durante-briga/n1597203285933.html

Três anos depois, skinhead neonazista é condenado por assassinar punk:
http://spressosp.com.br/2014/11/06/tres-anos-depois-skinhead-neo-nazista-e-condenado-por-assassinar-punk/

Tem até o Datena(o que quer dizer que passou para um grande numero de pessoas na TV aberta também) batendo boca com ele numa comitiva a imprensa. Nem ia colocar o link aqui, mas da pra ver o depoimento do Guilherme:
http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2015/08/07/datena-promove-dialogo-tenso-ao-vivo-com-acusado-de-esquartejar-tia.htm

E por final, pra quem tiver estomago pra ver o que esse pessoal é capaz, ai está o trabalho do Skinhead neonazista:
http://www.tribunadachapada.com.br/2015/08/jovem-e-preso-sob-suspeita-de.html




sexta-feira, 24 de julho de 2015

Morre Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto


Polonês radicado no Brasil tinha 88 anos e tratava de infecção pulmonar. Funeral será em associação israelita, na Praça da Bandeira.

Alexander Laks durante cerimônia de abertura oficial da mostra
 'Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto
Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do holocausto, foi enterrado nesta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro. Laks, que tinha 88 anos, tratava de uma infecção pulmonar e morreu na terça-feira (21).

“Nosso pai, sogro e avô morreu hoje (terça). Agradecemos todo o carinho de vocês ao longo desses últimos dias. As correntes positivas trouxeram paz para ele e para a família", escreveram os parentes no Facebook. 
Ainda na rede social a família pediu para ninguém levar flores ao sepultamento. 

Em entrevista ao Portal RAC, em julho de 2014, Laks mostrou que por trás dos óculos e do peso da idade, havia uma história impressionante. O polonês ficou cinco anos e meio confinado em campos de concentração em seu país, de 1940 a 19 45, período em que perdeu o pai e a mãe. Dois anos depois de resgatado começou a reconstrução de sua vida no Brasil, único país onde tinha familiares vivos.

No Brasil foi presidente da Associação Brasileira dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista e em 2000, publicou “O Sobrevivente: Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz”, biografia em que narra suas memórias dos seis anos em que viveu em campos de concentração.

Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/07/capa/nacional/303051-morre-aleksander-henryk-laks-sobrevivente-do-holocausto.html

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Antigo oficial* nazista é condenado a quatro anos de prisão na Alemanha


"Sinceramente me arrependo", diz Oskar Groening, de 94 anos, após ouvir seu veredito; ele é cúmplice de 300 mil homicídios

Um tribunal alemão condenou hoje um antigo oficial* do regime nazista, conhecido como "guarda-livros de Auschwitz", a quatro anos de cadeia.

Com ajuda de membro da Cruz Vermelha, o ex-guarda da SS Oskar Groening
deixa julgamento após o veredito na Alemanha. Foto:AP

Oskar Groening, de 94 anos, mostrou-se impassível enquanto o juiz, Franz Kompisch, lia o veredito: "o acusado é considerado culpado de ser cúmplice de homicídio em 300 mil casos legalmente ligados de judeus deportados que foram enviados para as câmaras de gás em 1944".

Groening serviu de "guarda-livros" no campo de extermínio da Polônia ocupada pelos nazistas, onde contava dinheiro de diferentes moedas europeias, tirado dos que foram mortos ou usados como escravos. O dinheiro era, posteriormente, enviado para os chefes nazistas, em Berlim.

A sentença foi maior do que os três anos e meio que os promotores exigiram no tribunal no norte da cidade de Luneburgo, Alemanha, que julgava o caso desde abril passado.
Groening teve, na terça-feira, a última oportunidade para declarar que estava "arrependido" e que "lamentava muito" o que houve no campo de concentração, dizendo aos juízes que "ninguém devia ter participado em Auschwitz".

"Eu sei disso. Sinceramente eu me arrependo de não ter tido essa perceção mais cedo e mais consistentemente. Estou muito arrependido", disse, com "voz vacilante".

Um grupo de sobreviventes do Holocausto declarou, em comunicado, que se congratulava "com a condenação de Oskar Groening”, classificando-a como "um passo tardio em direção à justiça".

Groening reconheceu a “culpa moral”, mas disse que só o tribunal poderia se pronunciar sobre a sua culpa legal, sete décadas após o fim do Holocausto.

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-07-15/antigo-oficial-nazista-e-condenado-a-quatro-anos-de-prisao-na-alemanha.html

* OBSERVAÇÃO:
Oskar Groening era um SS-Unterscharführer, equivalente a 3ºSargento. Não era um oficial, como diz a materia.



domingo, 5 de julho de 2015

Filme raro achado no Brasil mostra vida de judeus em campo da Bulgária



Filmagem foi feita em campo de trabalhos forçados durante a 2ª Guerra.
Família descobriu material em SP e doou a museu nos EUA; veja trechos.

Quando migrou da Bulgária para o Brasil, em 1948, Licco Haim trouxe na bagagem um material que, décadas depois, revelou-se um tesouro histórico: filmes que mostram o dia a dia de judeus em um campo de trabalhos forçados na 2ª Guerra Mundial.

Judeu nascido na Áustria, Licco morava na Bulgária, que na época era aliada da Alemanha nazista. Em 1941, foi enviado para o campo de Lakatnik, a 40 km da capital, Sófia. Lá, participou da construção de uma estrada junto com outros judeus, ciganos e minorias discriminadas. Anos depois, migrou com a família para o Brasil, onde morou por 54 anos, até sua morte.

Fã de fotografias e filmes, Licco tinha uma câmera, algo incomum na época, e com ela registrou a sua rotina e a de outros prisioneiros.

As imagens, redescobertas pela família no ano passado, mostram cenas como os presos quebrando pedras, afiando ferramentas, explodindo dinamite, pegando sua ração de comida ou fumando e escalando montanhas nos momentos de folga.

Licco Haim (de óculos) no campo de trabalhos forçados
 (Foto- USHMM / Doação de Salvator Haim)
De acordo com o Museu da Memória do Holocausto dos EUA, que recebeu os filmes como doação, a gravação tem grande valor histórico por ser uma das poucas no mundo feitas sob a ótica de um prisioneiro, e não do regime que controlava o campo.

Não se sabe como Licco conseguiu captar as imagens dentro do local. Uma das hipóteses é que os próprios guardas tenham pedido que ele levasse a câmera para filmar cerimônias oficiais e ele aproveitou a oportunidade para gravar outros momentos do cotidiano.

Após seis meses, ele foi dispensado do campo de trabalhos forçados por suas habilidades com mecânica, necessárias para o país naquela época. Sete anos depois, quando a Bulgária já era comunista, migrou para o Brasil com a família e morou em São Paulo até 2002, quando morreu.

Surpresa
Os filmes perderam qualidade e ficaram incógnitos por muito tempo, já que a família não sabia exatamente do que se tratava. “Ele trouxe para o Brasil, o que significa que dava importância ao material. Mas depois disso nunca mais deu bola e raríssimas vezes tocou no assunto”, conta seu filho, Salvator Haim.

Em 2014, quando o sobrinho dele, Ilko Minev, escreveu um romance baseado na história do tio, a família redescobriu as latas com os filmes. “Não conseguimos ver o conteúdo, porque a lâmpada do projetor queimou. Foi o que preservou, porque esses filmes antigos se desgastam cada vez que são vistos. Eles estavam dentro de uma mala e não sabíamos o que fazer com eles”, conta Ilko.

Por sugestão de um amigo, a família levou os filmes para o museu em Washington, que os recuperou, remasterizou e usou como objeto de pesquisa.

Segundo Ilko, os diretores do museu tiveram uma surpresa quando perceberam do que se tratava o material. “Foi emocionante. Não esperávamos a recepção que tivemos. Aí que nos demos conta de que nossos filmes tinham um valor extraordinário”, afirmou.

Ao G1, Lindsay Zarwell, que trabalha no Arquivo de Filmes Steven Spielberg, pertencente ao museu, afirmou que as gravações de Licco são valiosas para o acervo da instituição e para ajudar a reconstruir a história dos judeus na Bulgária.

“Filmes assim são poderosos não apenas por seu significado histórico, mas também porque chamam a atenção para a vida das pessoas comuns. É importante capturar a história de indivíduos para revelar a verdade sobre os horrores do Holocausto na esperança de um futuro mais justo”, diz.

Os filmes de Licco estão sendo incorporados a um arquivo do museu que inclui entrevistas do diretor Steven Spielberg com sobreviventes de campos de concentração e por isso foi batizado com seu nome (veja três trechos neste link)

Nazismo, comunismo e vinda ao Brasil

Licco Haim mudou-se com o pai da Áustria para a Bulgária aos 18 anos. Entendido de mecânica, prosperou no ramo automobilístico até sua empresa ser confiscada pelo governo antissemita e ele ser enviado para o campo de trabalhos forçados, como quase todos os outros homens judeus.

Graças a uma ponte que aparece nas filmagens, os familiares conseguiram localizar onde ficava o campo. A estrada construída pelos prisioneiros existe até hoje. Na Bulgária, esses campos – inicialmente administrados pelo exército do país e depois pelos alemães – não eram de extermínio, como em outros países.

“Foi um regime duro, mas a intenção não era exterminar. Era explorar, mas não matar. Por isso a Bulgária começou e terminou a guerra com o mesmo número de judeus: cerca de 50 mil”, conta Ilko, que é búlgaro e veio para o Brasil já adulto, em 1970, por perseguições políticas do regime comunista.

Depois de ser liberado do campo, Licco conseguiu recuperar a empresa, mas ela foi tomada novamente em 1948, quando a Bulgária já era comunista. “Aí ele desistiu e resolveu ir embora de lá”, conta Salvator.

Após passar pela Suíça e pela França, Licco, a mulher, a sogra e o filho (que na época tinha dois anos) pediram visto para vários países. Resolveram vir para o Brasil, onde o documento saiu primeiro. Entre sair da Bulgária e chegar ao Brasil a família levou seis meses.

Em São Paulo, Licco trabalhou em companhias de automóveis e depois fundou a própria empresa metalúrgica. Tinha vários hobbies: escalar, velejar e jogar xadrez eram alguns deles.

Ele e a mulher adoravam morar aqui. “Ai de quem falasse mal do Brasil”, afirma Salvator. "Eles se consideravam brasileiros."



Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/filme-raro-achado-no-brasil-mostra-vida-de-judeus-em-campo-da-bulgaria.html