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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ordem do führer sobre a administração das regiões do leste novamente ocupadas


17 de julho de 1941

Quartel general do führer

Para restabelecer a ordem publica e a vida nas regiões do leste novamente ocupadas, ordeno:

1. Depois de cessarem as operações militares nas regiões do Leste novamente ocupadas, a administração destas regiões passará das autoridades militares para autoridades civis. Por conseqüência, as regiões que devem passar para o controle das autoridades civis assim como a data desta transmissão de poderes serão fixadas por mim, caso por caso, por um decreto especial.

2. As autoridades civis nas regiões do Leste novamente ocupadas ficam subordinadas ao ministro do reich para territórios limítrofes do Reich ou do governo geral.

3. Os direitos soberanos e os plenos poderes das autoridades militares são assegurados nas regiões di Leste novamente ocupadas pelos comandantes das forças armadas com meu decreto de 25 de junho de 1941.

As questões de competência do delegado do plano quadrienal nas regiões do Leste novamente ocupadas foram reguladas pelo meu decreto de 29 de junho de 1941, e as questões de competência do chefe das tropas SS do Reich, chefe da policia alemã foram reguladas pelo meu decreto de 17 de julho de 1941, e as indicações que se seguem não lhes dizem respeito.

4. O reichsleiter Alfred Rosenberg é nomeado ministro do Reich para territórios ocupados do leste, com sede em Berlim.

5. As regiões do Leste novamente ocupadas subordinadas ao ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados são divididas em comissariados do Império, que se subdividem em regiões gerais, subdivididas por sua vez em distritos. Vários distritos podem ser reunidos para formar um região principal. O ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do Leste estabelecerá estas disposições com maior detalhe.

6.À frente de cada comissariado do reich encontra-se um comissariado do Império, à frente de cada região geral um comissário geral e à frente de cada distrito um comissário de distrito. No caso de formação de uma região principal assumirá sua direção um comissário principal.
Os comissários do Reich e os comissários gerais são designados por mim, os chefes das seções principais das administrações subordinadas aos comissários do Reich assim como os comissários principais e os comissários de distrito são nomeados pelo ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do leste.

7. Os comissários do Reich estão subordinados ao ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do Leste e só dele devem receber diretrizes, exceto no que está previsto no parágrafo 3.

8. O ministro para negócios dos territórios  ocupados do leste está encarregado de promulgar leis para as regiões ocupadas do Leste que lhe estão subordinadas. Pode delegar os seus poderes de promulgação de eis nos comissários do Reich.

9. Toda a administração da região para questão de origem civil está subordinada aos comissários do Reich.As autoridades superiores competentes do Reich serão encarregadas de assegurar o funcionamento normal dos transportes e dos correios de acordo com as indicações do chefe do Estado-Maior geral das forças armadas durante as operações militares. Depois de acabadas  as operações militares poderão ser adotadas outras regras.

10. Para estabelecer uma ligação entre as medidas tomadas pelo ministro do Reich para os negócios das regiões  ocupadas do Leste ou pelos comissários do Reich nos territórios que  lhe estão subordinados, e o problema de interesses de Estado mais importantes, o ministro do Reich para os negócios das regiões ocupadas do Leste fica em contato estreito com as instancias superiores do Reich. Em caso de divergências de opiniões que não possam ser resolvidas por discussões diretas, é necessário que antes de se tomar uma decisão eu seja consultado por intermédio do ministro do Reich e chefe da Chancelaria.

11. As ordens necessárias apara realizar e completar o presente decreto serão dadas pelo ministro do Reich para os negócios das regiões ocupadas do Leste depois de consultados o ministro do Reich e chefe da Chancelaria e o chefe do Estado-Maior das forças armadas.

Führer
Adolf Hitler

Chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas
Keitel

Ministro do Reich e Chefe da Chancelaria do Reich
Lammers

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da URSS sobre a Revolução de Outubro, fundo 7021, registro 148, dossier 183, folhas 45-46.)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada -pag. 29-32

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Extrato do processo verbal de uma reunião de Hitler com os dirigentes do Reich sobre os objetivos da guerra contra a União Soviética

Martin Bormann
16 de julho de 1941

(Secreto)

Quartel general do comandante chefe

Por ordem do führer realizou-se hoje às 15 horas uma reunião na sua residência com a participação do Reichsleiter Rosenberg, do ministro do Reich Lammers¹, do marechal Keitel, o marechal do Reich e eu próprio².

A reunião começou às 15 horas e prolongou-se até cerca das 20 com um intervalo para tomar café.

na sua declaração inicial, o führer sublinhou que queria apresentar algumas noções de principio. Na hora atual, são necessárias várias medidas. Testemunham-no os artigos de um jornal indiscreto de Vichy, segundo o qual a guerra contra a URSS seria a guerra da Europa. Assim, a guerra deve ser travada por assim dizer no interior de toda a Europa. Com esta posição o jornal de Vichy pretende talvez significar que os benefícios desta guerra não devem caber exclusivamente à Alemanha, mas a todos os Estados europeus.

Atualmente, importa que não revelemos publicamente os nossos objetivos, coisa que, além do mais, seria inútil. O essencial é que saibamos o que queremos. De modo algum devemos tornar mais difícil o nosso caminho com declarações supérfluas. Tais explicações são supérfluas porque só podem fazer o que estiver dentro das nossas possibilidades, e o que está para além das nossas forças escapa-nos.

Para o mundo,  a motivação das nossas ações devem fundamentar-se em razões táticas. Devemos agir neste caso do mesmo modo que na Noruega, na Dinamarca, na Holanda e na Bélgica. Em todos estes caos nada dissemos acerca dos nossos objetivos, e no futuro usaremos a mesma inteligência e continuaremos a não o fazer.

Portanto, sublinharemos novamente que fomos forçados a ocupar uma região, impor nela a ordem e estabelecer a segurança. Fomos obrigados, no interesse da população, a assegurar a tranqüilidade, os abastecimentos, o funcionamento dos meios de transporte, etc.. Nisso se baseia a possibilidade de uma anexação. Assim, não deve dar a entender que se trata de uma anexação definitiva. Contudo, apesar disso aplicamos e aplicaremos todas as medidas necessárias tais como deportações, execuções, etc..

Mas não queremos fazer de quem quer que seja nosso inimigo demasiado cedo. Por esta razão agiremos como se quiséssemos aplicar um mandato. Mas deve ser claro para nós que nunca mais abandonaremos estas regiões.

Partindo daqui, trata-se dos seguintes casos:
1. Nada construir para a anexação definitiva, mas tudo preparar em segredo para isso.
2. Sublinharemos que trazemos liberdade

Em particular:

A Crimeia deve ser libertada de todos os estrangeiros e povoada de alemães. Do mesmo modo a Galícia austríaca deve tornar-se uma província do Reich alemão.

Atualmente as nossas relações com a Romênia são boas, mas ninguém sabe no que se tornarão no futuro. Deve ter-se isto em conta e devem-se organizar em conseqüência as nossas fronteiras. Não podemos depender das boas intenções de terceiros estados. Devemos estabelecer as nossas relações com a Romênia partindo desse principio.

Em suma, trata-se de um grande bolo de que devemos tomar posse, dirigir e explorar.

Agora os russos deram ordem de criar a guerra de guerrilhas na retaguarda das nossas tropas. Esta guerra também traz vantagens: permite-nos destruir tudo o que se levante contra nós.

O essencial:

Nunca mais deve ser possível a criação de uma potencia militar a ocidente dos Urais, mesmo que para isso tenhamos que manter a guerra durante 100 anos. Todos os sucessores do führer devem saber que o Reich só se encontrará em segurança quando, a ocidente dos Urais, não haver tropas estrangeiras. A Alemanha encarrega-se de defender este espaço contra qualquer perigo eventual. deve adotar-se uma regra absoluta: "Nunca permitir alguém, exceto os alemães, use armas".

Isto é capital. Mesmo se, no futuro próximo, nos parece fácil convencer os povos estrangeiros dominados a dar-nos uma ajuda armada, agir assim seria um erro. Um belo dia tudo se voltará obrigatória e inevitavelmente contra nós. Só o alemão tem o direito de usar armas, e não um eslavo, um tcheco, um cossaco ou um ucraniano.

Em caso algum devemos praticar uma policia hesitante como antes de 1918 na Alsácia. O inglês distingue-se sempre porque segue continuamente uma única linha,  um único fim. Neste ponto de vista teremos obrigatoriamente de aprender com os ingleses. E por essa razão, não temos o direito de fazer depender as nossas relações de certas personalidades. devemos tomar como exemplo a atitude dos ingleses na Índia, em relação aos príncipes hindus: um soldado deve sempre defender o regime.

Devemos transformar as regiões do Leste novamente conquistadas num jardim paradisíaco. Tem pra nós uma importância vital. Comparadas com elas, as colônias tem um papel completamente secundário.

Mesmo nos caso sem que separemos certas regiões, devemos sempre apresentar-nos como defensores do direito e da população. É preciso escolher desde já as formulas necessárias. Não falaremos de uma nova região do Reich, mas de uma missão necessária decorrente da guerra.

Em particular: nos países bálticos, a região que se estende até ao Dvina, de acordo com o marechal Keitel, deve desde já ser colocada sob a nossa administração.

O Reichsleiter Rosenberg sublinha que, na sua opinião, em cada região(comissariado), a atitude para com a população deve ser diferente. Na Ucrânia, deveríamos fazer promessas no domínio da cultura, deveríamos despertar a consciência histórica dos ucranianos, abrir uma universidade em Kiev, etc..

O marechal do Reich opõe-se a esta ideia indicando que em primeiro lugar devemos assegurar o nosso abastecimento de viveres, e o resto virá mais tarde.

(Uma questão subsidiaria: haverá ainda em geral uma camada de intelectuais na Ucrânia, ou terão emigrado para fora da Rússia atual os ucranianos pertencentes às classes superiores?)

Rosenberg continua: na Ucrânia, devem igualmente ser devolvidas certas tendências autonomistas.

O marechal do reich pede ao führer que indique quais as regiões prometidas a outros Estados.

O führer responde que Antonesco quer obter a Bessarábia e Odessa com um corredor indo de Odessa para Oes-noroeste. Em resposta às objeções de Rosenberg e do marechal do Reich, o führer indica que a fronteira pedida por Antonesco ultrapassa um pouco a antiga fronteira romena. Sublinha que nenhuma promessa precisa foi feita aos húngaros, aos turcos e aos eslovacos.

O führer propõe que se examine se não se deve entregar imediatamente a parte austríaca da Galícia ao governo geral. Depois de uma troca de opiniões, o führer decide não transferir esta parte para o governo geral, mas subordiná-la ao ministro do Reich Frank(Lvov).

O marechal do Reich considera que se deve anexar à Prússia oriental diferentes partes dos países bálticos, por exemplo as florestas de Bialystok.

O führer sublinha que toda a região báltica se deve tornar uma região do Reich.

Do mesmo modo, a Crimeia com as regiões vizinhas(regiões situadas ao norte) deve fazer parte do Reich. Estas regiões devem ser tão grandes quanto possível.

Rosenberg exprime algumas dúvidas no que diz respeito aos ucranianos que lá habitam.

(De passagem: foi notado por varias vezes que Rosenberg presta muita atenção aos ucranianos. Ele pretende também aumentar consideravelmente a velha Ucrânia.)

O führer sublinha que a colônia situada na região do Volga deve formar uma região do Reich, como a região de Baku. Deve tornar-se uma concessão alemã(colônia militar).

Os finlandeses querem obter a Carélia do Leste. mas tendo em conta a rica produção de níquel, a península de Kola deve pertencer a Alemanha.

Com todas as precauções deve ser preparada a anexação da Finlândia como estado aliado. Os finlandeses querem a região de Leningrado. O führer quer arrasar Leningrado para em seguida a dar aos finlandeses...
O Reichsleiter Rosenberg levanta o problema da direção.

O führer dirige-se ao marechal do Reich e ao marechal dizendo que continuava a insistir na necessidade de dotar os regimentos da policia de carros de combate. Para utilizar a policia nas novas regiões do leste isto é muito importante pois, dispondo de um numero suficiente de carros, a policia poderá fazer muitas coisas. Aliás, sublinha o führer, as forças de segurança são muitos fracas. Mas o marechal do reich transferirá os seus aeródromos de treino para as novas regiões e, em caso de revolta, os aviões Ju-52 poderão efetuar bombardeamentos. O enorme espaço deve ser pacificado tão depressa quanto possível. O melhor meio de o conseguir é fuzilar quem quer que olhe de lado.

O marechal Keitel sublinha que se deve responsabilizar a população pelos seus próprios assuntos, visto que, naturalmente, é impossível colocar um guarda diante década barraca, em cada cais. Os habitantes devem saber que todo aquele que ficar inativo será fuzilado e que serão eles os responsáveis por todos os delitos.

A uma pergunta do reichsleiter Rosenberg o führer responde que é necessário restaurar a imprensa, por exemplo na Ucrânia, para poder agir sobre a população local...

O reichsleiter Rosenberg pede que seja posto à sua disposição um imóvel para os seus serviços. Pede o edifício da representação comercial soviética situado na Lietzenburgerstrasse. Contudo, o Ministério dos negócios Estrangeiros é de opinião que este edifício goza de extraterritorialidade. O führer responde que isso são futilidades. Fica encarregado o ministro do Reich, Dr. Lammers, de informar o Ministério dos negócios Estrangeiros que este edifício deve ser imediatamente posto á disposição de Rosenberg sem quaisquer conversações...

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da URSS, fundo 7445, registro 2, dossier 162, folhas 433-443)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada -pag. 22-28

1. Hans Lammers, chefe da chancelaria do Império; em 1949 foi condenado por crimes de guerra a 20 anos deprisão, mas foi libertado pelos americanos em 1951.
2. Trata-se de Bormann.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Extrato de uma declaração de N. Gorbatcheva sobre a execução de soviéticos em Babi-Yar pelos alemães


Babi Yar, Ucrânia, prisioneiros de guerra soviéticos na exumação de corpos de vítimas que foram assassinadas em outubro de 1941, fotografia de em 1943.
Kiev
28 de novembro  de 1943

 ...Durante a ocupação de Kiev pelos alemães, eu morava na rua Tiraspolskaia, nº 55, apartamento nº2.  A minha casa ficava perto de Babi-Yar.

Em 22 de Setembro de 1411 vi chegar durante o dia cerca de 10 caminhões carregados de judeus, homens, mulheres e crianças;  algumas mulheres traziam bebês ao colo.

Juntamente com várias mulheres minhas vizinhas aproximei-me sem ser notada pelo serviço de guarda alemão do local onde paravam os caminhões e onde desciam os prisioneiros. Vimos que a cerca de 15 metros de Babi-Yar os alemães obrigavam os judeus a despir-se e mandavam-os correr ao longo de uma vala, fuzilando-os com pistolas-metralhadoras.

Eu própria vi como os alemães lançavam as crianças na vala. Lá no fundo estavam não só fuzilados, mas também feridos entre os quais, crianças. Os alemães tapavam a vala, mas a fina camada de terra mexia com os movimentos dos que estavam vivos.

Muitas pessoas, pressentindo a sua morte, perdiam os sentidos, rasgavam as roupas e arrancavam os cabelos, lançavam-se aos pés dos soldados alemães, mas em resposta eram espancados.
O fuzilamento dos judeus durou vários dias.

Aconteceu encontrar-me junto do campo de prisioneiros de guerra de Syretz. Vi que os soldados e os oficiais do Exercito Vermelho presos não tinham roupa nem calçado, e que muitos homens estavam amarrados uns aos outros, a uma distancia que lhes permitisse trabalhar.

No inverno de 1942, não me recordo exatamente do mês, os soldados alemães levaram para Babi-Yar 65 marinheiros presos. Tinham as mãos e os pés amarrados e tal modo que tinham dificuldade em deslocar-se. Andavam completamente despidos e descalços na neve com um tempo muito frio.

Os habitantes atiraram para a coluna de prisioneiros camisas e botas, mas estes recusaram-nas, e lembro-me que um deles disse: "Morremos pela pátria". Depois desta declaração, começaram a cantar a Internacional, e os soldados alemães batiam-lhes com bastões. Via-se pelos bonés que eram marinheiros. Foram todos fuzilados.

No campo dos prisioneiros de guerra de Syretz, os alemães construíram um forno para queimar vivos os guerrilheiros, os comunistas e os militantes soviéticos.

Da janela do meu quarto, via os alemães a lançarem homens vivos no forno aceso e, por vezes, ouvia-se em minha casa os seus gritos aos serem queimados.

Na primavera de 1943 vi levarem para Babi-Yar 4 caminhões com civis. Segundo diziam os habitantes, estes homens foram trazidos de um local onde os alemães tinham prendido um guerrilheiro. Foram queimados no forno.

Uma vez vi uma mulher que, ao passar junto dos prisioneiros de guerra de Syretz, atirou por cima da cerca um pedaço de pão para os prisioneiros. As sentinelas fuzilaram-na ali mesmo.

No verão de 1943, na época do corte da madeira, vi os alemães obrigarem um prisioneiro a subir a uma arvore que os outros estavam a serrar. A arvore caiu e com ela o homem, que morreu.

Pela mesma altura vi os alemães obrigarem os prisioneiros a fazer ginástica, isto é,a rastejarem sobre o ventre numa extensão de 200 metros com as mãos atadas atrás do das costas. Se alguns dos homens se levantavam, os guardas os espancavam-nos.

No mesmo campo de Syretz, vi os alemães obrigarem um prisioneiro culpado a deitar-se de bruços com as mãos atadas atrás das costa, atiçando-lhe depois os cães. Estes mordiam no prisioneiro mas ele não podia resistir, de contrario o espancavam. Se o prisioneiro perdia os sentidos, obrigavam outros detidos a enterrá-lo vivo.

Gorbatcheva
(O original alemão encontra-se nos Arquivos centrais da U.R.S.S. sobre a Revolução de Outubro, fundo 7021, registro 65, dossier 6, folhas 11 e 12)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.114-116

Nota adicional sobre a foto:
Durante julho de 1943, quando os soviéticos chegaram mais perto da cidade, duas unidades especiais  alemães foram formadas sob o nome de código 1005. Seu objetivo era cobrir os vestígios dos assassinatos em massa e eles supervisionaram prisioneiros de guerra que foram forçados a desenterrar os corpos nos locais do homicídio e queimá-los. 


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Depoimento sobre a fuga de prisioneiros de guerra feridos já transportados para o local de execução.


Berdichev, Ucrânia, 1942, soldados alemães guardam os prisioneiros soviéticos ao lado de um forte


Comandante da Policia de Segurança e SD, Zhitomir


DEPOIMENTO DO STURMSCHARFÜHRER SS FRITZ KNOP SOBRE A EVASÃO DE PRISIONEIROS DE GUERRA FERIDOS JÁ TRANSPORTADOS PARA O LOCAL DE EXECUÇÃO



Berditchev

24 de dezembro de 1942

O sturmscharführer SS e secretário-chefe da polícia criminal Fritz Knop, nascido a 18 de Abril de 1897 em Neuklinz distrito de Koeslin, apresentou-se à convocatória. Fritz Knop depôs o seguinte: 

Desde meados de agosto sou em Berditchev o chefe do anexo da polícia de segurança e do SD de Jitomir. A 23 de dezembro de 1942, o chefe-adjunto, o Hauptsturmführer SS Kallbach inspeccionou o serviço local e o campo de educação pelo trabalho que depende do serviço de que estou encarregado. Neste campo de trabalho encontram-se, desde fins de outubro ou princípios de novembro, 78 antigos prisioneiros de guerra transferidos do campo de Jitomir devido à sua inaptidão para o trabalho. Que eu saiba, um certo número de prisioneiros de guerra foi posto em dada altura à disposição do chefe da polícia de segurança e do SD. Em Jitomir escolheu-se entre eles um pequeno número de homens parcialmente aptos para o trabalho, e os outros 78 foram enviados para o campo de trabalho local. Lembrosme que unia parte dos prisioneiros de guerra foi levada de caminhão para um ponto dos arredores. Depois, tais operações foram suspensas a pedido do exército. Não quero que as minhas palavras sejam mal interpretadas: o exército não se opunha de modo algum a estas medidas, mas desejava que, na altura da transferência, esses prisioneiros fossem colocados em alguma parte.

 Os 78 prisioneiros de guerra que se encontravam no campo eram exclusivamente feridos graves. Alguns tinham perdido as duas pernas, outros os dois braços, outros ainda, faltavam-lhes um dos membros. Poucos tinham todos os membros, mas mesmo estes estavam de tal modo diminuídos por outros ferimentos que não podiam executar trabalho algum. Apenas estavam encarregados de cuidar dos primeiros. Quando da inspecção do campo de trabalho a 23 de Dezembro de 1942, o hauptsturmführer SS Kallbach deu ordens para que os 68 ou 70 prisioneiros de guerra que tinham ficado vivos depois dos casos mortais que se tinham registado, fossem submetidos hoje mesmo a tratamento especial (1). Com esse fim mandou pôr à disposição um caminhão com o condutor SS Schaefer que chegou aqui hoje às 11:30h.

 Esta manhã encarreguei da execução o unterscharführer SS Paal, o rottenführer SS Hesselbach e o sturmführer SS Volprecht. Nomeei Volprecht responsável da execução... 

Não me lembrei de assegurar a execução por um comando mais numeroso porque o local designado ficava longe da vista de estranhos e os detidos não podiam fugir dadas as suas enfermidades.

 Cerca das 15 horas telefonaram-me do campo a dizer que um dos colaboradores do meu serviço que devia executar esta missão especial tinha sido ferido e que um prisioneiro tinha fugido. Enviei imediatamente ao local de execução um carro com o hauptscharführer SS Wentzel e o oberscharführer SS Fritsch. Um pouco mais tarde informaram-me de novo do campo que dois colaboradores do meu serviço tinham sido mortos. Parti imediatamente para o campo num automóvel militar que tinha chegado por acaso. Perto do campo encontrei um caminhão com os dois cadáveres. Hesselbach contou-me o que tinha acontecido. Segundo o seu relato, ele, Hesselbach, estava a fuzilar os prisioneiros na vala enquanto os dois outros colaboradores estavam de guarda junto do caminhão. Hesselbach já tinha fuzilado três prisioneiros e tinha o quarto junto de si quando ouviu tiros. Então, matou o quarto prisioneiro, saiu da vala e viu que os prisioneiros corriam em várias direções. Começou a atirar sobre eles e, segundo afirma, matou dois. Fui ao campo e dei ordens para guardarem os detidos com um cuidado particular. Não podia reforçar a guarda porque não dispunha dos homens necessários. Também não podia obter dos outros organismos policiais os homens para reforçar a guarda pois encontravam-se em operações. No campo, Hesselbach deu ordem a um grupo de 20 homens para pesquisar o terreno para encontrar os evadidos. Informei a polícia rural, a guarda e a polícia dos caminhos de ferro. Hesselbach, o condutor e os dois homens enviados por mim enterraram os prisioneiros de guerra fuzilados. 

Gostaria ainda de informar que este incidente teve lugar durante a segunda execução. Esta foi precedida pela execução  de cerca de vinte prisioneiro de guerra que decorreu sem incidentes...

( O Original alemão encontra-se nos arquivos Centrais da U.R.S.S sobre a Revolução de outubro, fundo 7445. registro 2, dossier 126, folhas 132 a 134

Quer dizer, execução.

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.142-145

Fonte alternativa e complementar:
O depoimento se encontra no link também, para quem quiser dar uma conferida. Tem uma parte a mais do que a no livro, depois das reticencias. Essa frase é assim:


"Imediatamente após o meu retorno, liguei para o comandante Zhitomir com  devolvendo uma mensagem reembolsada. 

Mais informações, eu não tenho que fazer. Digo-vos a minha história é verdadeira e que se a informação não é precisa, receba meu castigo e a expulsão da SS."

Data e hora:

Kuntze

Fritz Knop Ostuf SS, SS St. S

Outra fonte onde tem mais sobre a execução dos prisioneiros mutilados:



sábado, 3 de dezembro de 2011

Extrato de uma diretriz sobre a luta contra os guerrilheiros e o uso da repressão massiva contra a população civil.

Partisans. Kaunas, Lituânia
Extrato de uma diretriz do Standartenführer SS Ehrlinger aos chefes da policia de segurança e do SD sobre a luta contra os guerrilheiros e o uso da repressão massiva contra a população civil.

20 de outubro de 1943

...2. Emprego das medidas de repressão massivas.

A destruição das aldeias, as execuções publicas, a expulsão dos habitantes, assim como a deportação de mão-de-obra para o Reich, são medidas cujo emprego pressupõe o conhecimento da estrutura da população, da sua situação e do seu estado de espirito. caso contrario, estas medidas podem provocar um resultado contrario ao que se pretende.

O comando militar é responsável por todas as medidas que não pertençam à esfera das operações estritamente policiais.

Entretanto, o comando e os destacamentos da policia de segurança  e do SD deve ajudar os chefes militares com conselhos baseados na experiencia, com o seu conhecimento da situação e do estado de espirito da população.

3 .  Utilização imediata das informações obtidas para fins de propaganda

As informações obtidas pelos comandos e destacamentos da policia de segurança e do SD devem ser tanto quanto possível utilizadas imediatamente como prorpaganda: por intermédio dos propagandistas ligados às tropas, ou por intermédio dos homens da policia  de segurança e do SD aptos para esta tarefa. Se às unidade estiverem ligados propagandistas, estes devem colaborar muito intimamente com os comandos da policia de segurança e do SD.

Em função da situação e das perspectivas de sucesso, recomenda-se que reúnam os chefes e outras autoridades locais e que lhes sejam dadas explicações por meio dos interpretes. Em caso de operações punitivas (por exemplo, punições massivas), deve-se, se as circunstancias o permitirem, informar imediatamente Solução dos problemas por meio dos propagandistas, as aldeias vizinhas, explicando de forma adequada as causas destas medida de de modo a evitar a difusão de boatos perigosos.

4. Solução dos problemas gerais políticos e policiais

Dada a insuficiência de organismos de policia local nas zonas contaminadas ou controladas pelas guerrilhas, os comandos e os destacamentos  da policia de segurança  e do SD executam, na medida do possível, tarefas policiais durante as operações, prestando especial atenção à descoberta dos serviços de informações do inimigo assim como à liquidação dos comunistas e dos agentes do comissariado do interior soviético.

5. Apoio dado pelas tropas aos comandos e aos destacamentos, mais particularmente a transferência imediata dos prisioneiros de guerra e dos trânsfugas,  assim como a participação em todas as operações, constituem uma condição necessária para a descoberta das guerrilhas pelo SD. A direção unica do serviço de informações e de utilização de informantes obtidas por um comando do SD, é um fator tão importante na luta  contra guerrilhas como o comando tático único.

 Standartenführer SS Ehrlinger

(O original alemão encontra-se nos Documentos e materiais da seção de historia da Grande Guerra nacional, peça nº 18.650, folhas 1a.)



Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.97-98

Erich Ehrlinger
Sobre Erich Ehrlinger:
http://avidanofront.blogspot.com/2011/03/operacoes-de-massacre-do-einsatzgruppe.html

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nota sobre a responsabilidade coletiva da população pelas ações de guerrilheiros

Theodor Adrian von Renteln.
Nota do Comissario Geral da Lituânia Von Renteln ao Primeiro Conselheiro Geral sobre a imposição da responsabilidade coletiva da população pelas ações dos guerrilheiros

Kaunas

10 de setembro de 1943

Oaumento do numero de ataques contra os caminhos de ferro, estarda e pontes obriga-me a tomar medidas enérgicas.

Dado que a realização dos ataques é impossível sem uma participação pelo menos passiva da população, sou obrigado a tornar esta responsável pela ordem e pela segurança. Não se pode continuar a admitir que a população, não só se defenda das guerrilhas mas também nada faça para informar as instâncias competentes sobre o seu aparecimento e sobre as pessoas suspeitas. Deve pois, por intermédio dos chefes de distrito, informar a população local de que, no futuro, os habitantes e as localidades serão considerados responsáveis por eventuais atos de sabotagem. Deixo a cargo dos chefes de distrito a responsabilidade de determinadas categorias de pessoas à medida que for sendo necessário. A população não deve ter dúvidas de que, no caso de atentados futuros, serão destruídos os quarteirões e as aglomerações vizinhas, e que a população será deportada. Proponho-lhe que dê a conhecer isto à população por meio de um aviso apropriado. Peço que o respectivo texto me seja apresentado antes de ser impresso. 

Doutor von Renteln 

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais de Estado da R. S. S. da Lituânia, fundo 729, registo 1, dossier 23, folha 105.)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.97-98

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aviso sobre a execução de camponês por audição de emissões de radio



Aviso do chefe da Policia de Segurança e do SD a execução do camponês Roberts Brakmanis por audição de emissões de radio

Liepaja

Não antes de 31 de março de 1945¹

Foi avisado por varias vezes que a audição e a difusão de informações transmitidas pelos emissores de radio inimigo era proibida sob pena das mais pesadas sanções.

Por audição frequente das emissões de radio inimiga e difusão de falsas noticias transmitidas pela radio, o camponês Roberts Brakmanis, nascido a 21/08/1908 na comuna de Grencu, foi condenado à morte no dia 31/03/1945 e fuzilado.
O chefe da Policia de Segurança e do SD no Leste

Nota: 
1 - Datado segundo o conteúdo do documento.

(O original alemão encontra-seno Museu da revolução da R.S.S. da Letónia, peça nº 14495?15568-VII).


Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.92

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Extrato de uma intervenção do Reichsleiter Rosenberg sobre os objetivos políticos da Alemanha na guerra futura contra a URSS e sobre os planos de desmembramento desta ultima

Reichsleiter Alfred Rosenberg.


 20 de Junho de 1941

...Existem duas concepções opostas sobre a politica alemã a Leste: a política tradicional, e a outra, que, na minha opinião, devemos representar; uma decisão afirmativa ou negativa a respeito desta concepção determinará a marcha dos acontecimentos nos séculos futuros.

Segundo um dos pontos de vista, a Alemanha iniciou o último combate contra o bolchevismo, e este combate, militar e político, deve ser travado até ao fim. Depois, será a época de uma nova organização de toda a economia russa com a com a Rússia nacional renovada.

Esta união formará no futuro um bloco continental invencível.

Será uma união integral porque a Rússia é um país agrícola e a Alemanha um pais industrial, podendo por essa razão opor-se ao mundo capitalista. Era a opinião de numerosos meios. Há vinte anos que sou adversário declarado desta ideologia...

...Presentemente não pretendemos uma «cruzada» contra o bolchevismo unicamente para libertar para sempre «os pobres Russos» do bolchevismo, mas para realizar uma política alemã mundial, para conquistar a segurança do Reich alemão. Queremos resolver não só o problema momentâneo do bolchevismo, mas também os problemas que ultrapassam este fenômeno temporário e que são a essência primeira das forças históricas européias. Deste modo, devemos criar hoje, sistematicamente, a nossa situação futura. A guerra com o fim de formar uma Rússia indivisa está fora de causa. A substituição de Stalin por um novo czar ou o aparecimento neste território de outro chefe nacional mobilizaria ainda mais todas as forças contra nós. Em vez desta idéia até hoje generalizada de uma Rússia unida surge uma concepção totalmente nova do problema do Leste...

Parece-me que a nossa política deve ser orientada de maneira a aproveitar inteligentemente o desejo de liberdade de todos estes povos e dar-lhes estruturas estatais determinadas, quer dizer, separar do enorme território soviético as formações estatais e voltá-las contra Moscou libertando assim durante séculos o Império alemão da ameaça do Leste.

Quatro grandes blocos nos devem proteger e fazer avançar a Europa pelo Leste dentro:

1 -A grande Finlândia
2 -Os países bálticos
3 - A Ucrânia
4 - O Cáucaso...

Não há razão para que esta submissão seja uma lei divina eterna. A política alemã para com os russos consiste em fazer regressar a Moscóvia primitiva às suas velhas tradições e de a voltar para o Leste. Os espaços da Sibéria são enormes e férteis na parte central. Numerosos revolucionários deportados para a Sibéria pelo governo czarista eram homens corajosos. Os regimentos siberianos eram considerados os melhores do Estado russo. Mesmo se expulsarmos os russos destes espaços que não lhes pertencem, ainda lhes restará uma superfície muito maior que a de qualquer povo europeu.

O fornecimento de víveres ao povo alemão durante estes anos será a mais importante exigência alemã ao Leste. As regiões meridionais e o Cáucaso do Norte deverão constituir reservas de víveres para o povo alemão. Não tomamos nenhum compromisso de alimentar o povo russo com os produtos provenientes destas regiões. Sabemos que é uma dura necessidade que ultrapassa a medida de todos os sentimentos. É certo que será necessário proceder a uma grande evacuação, e anos muito duros esperam os Russos. Mais tarde será decidido se se devera manter a indústria (fábricas de construção de material ferroviário, etc.). Para o Estado alemão e para o seu futuro a realização desta política em território russo é uma enorme tarefa política que, ao contrário do que à primeira vista pode parecer, só é negativa se nela se vir somente a dura necessidade da evacuação. A orientação do dinamismo russo para Leste é uma tarefa que exige homens de carácter decidido. É possível que a futura Rússia aprove estas decisões, não nos próximos 30 anos, é claro, mas 100 anos mais tarde, pois a luta no curso destes dois últimos seculos dilacerou a alma russa... Se os russos estão agora isolados do Ocidente, recordar-se-ão talvez da sua força inicial e da terra a que pertencem. É possível que daqui a alguns séculos algum historiador veja esta decisão de uma diferente da de um russo atual.

Em breve vos mostrarei os limites destes quatro comissariados do Reich, sob a reserva que o führer os aprove. Tomou-se em consideração os objetivos políticos, as nacionalidades e os limites administrativos atuais da Uniäo Soviética, que não podem ser imediatamente modificados. 

O comissariado do Reich dos países bálticos será cornposto de quatro comissariados gerais (três deles chamar-se-ão Landeshauptmannschaften), que por sua vez seräo sub-divididos. Os seus limites passarão a oeste de Petersburgo, ao sul de Gatchina, perto do lago Ilmen, e depois para o sul, 250 quilômetros a oeste de Moscou ate ao limite da população ucraniana. A fronteira passará muito para leste, por um lado, pois estas regiões são habitadas pelos restos dos velhos povos estónio e letão, e, por outro lado, será mais racional pois estamos a encarar uma séria germanizaçäo da parte ocidental dos países bálticos e a regeneração do sangue. Entre a Estónia própriamente dita e a Rússia será criada uma zona povoada por Estónios e Letões que executam conscienciosamente as suas obrígações e cujos interesses vitais estão ligados à Alemanha, pois um ataque qualquer vindo da Rússia significaria a sua perda. (O traçado definitivo das fronteiras será evidentemente feito pelo Estado-­Maior geral das forças armadas de acordo com as exigências estratégicas). Junto à fronteira ficará a Bielorússia como lugar de concentração de todos os elementos perigosos do ponto de vista social e que será considerada como uma reserva. Com o tempo esta região obterá uma certa autonomia. À diferença da Estónia, da Lituânia e da Letónia, que serâo Landeshauptmannschaften, a Bielorússía chamar-se-á Comissariado geral.

Este Comissariado do Reich ocupará uma superficie de 550.000 km² com uma população de 19,3 milhões de habitantes.

As fronteiras da Ucrânia rodearão a Ucrânia pròpriamente dita, incluindo as regiões de Kursk, Voroneje, Tambox, Saratov. Há já varíos anos encarreguei os meus serviços de preparar cartas etnográficas de todo o Leste. Estabelecemos aproximadamente os limites etnográficos. A região das terras negras que é a mais fértil da Rússia pode ficar ligada ao governo ucraniano, mas não é essa a solução definitiva do problema.

A Ucrânia será dividida em oito comissariados gerais com vinte e quatro comissariados principais. Ocupará urna superfície de 1,1 milhão de quilómetros quadrados com uma população de 59,5 milhões de habitantes.

No Cáucaso, as fronteiras passam a leste do Volga, e depois ao sul de Rostov. As outras fronteiras de Estado que outrora existiam seguem ainda ao longo da Turquia e do Irã.

Este território tem uma superfície que ultrapassa os 500.000 quilometros quadrados e 18 milhões de habitantes. Será dividido em seis comissariados gerais.

O restante território formará a Rússia pròpriamente dita. Tem uma superficie de 2,9 milhöes de quilômetros quadrados com uma populaçäo de 50 a 60 milhöes de habitantes.

As regiões assinaladas ao alto a branco, säo pouco povoadas. Aquilo que é necessário fazer para dirigir e conservar certas regiões constitui uma tarefa que a nossa geração provavelmente não poderá resolver definitivamente, pois será assunto para vários séculos...

A vinte de Abril do ano corrente, o führer nomeou -me seu delegado direto para a resoluçäo dos problemas do espaço de Leste. É possível que em vez do cargo de delegado seja criada uma administração com missões jurídicas e estatais determinadas.

De momento, não é possível determinar e enumerar os postos de serviço, mas podem ser considerados como resolvidos os elementos seguintes:

1. Eu sou delegado para impor a ordem no Leste.
2. Os quatro comissários do Reich receberão diretrizes da minha parte.
3. Todo o comando na região é assegurado pelo comissário do Reich.

É evidente que isto não colide com as prerrogativas do marechal do Reich, delegado do plano quadrienal. Os comissários do Reich serão os representantes da soberania do Reich alernão e, como adjuntos, terão quatro chefes militares nomeados pelo führer. Os outros problemas gerais e particulares serão resolvidos pelo führer.

Eu nomearei representantes no Estado-Maior geral das forças armadas e no estado-maior do exército, assirn como nos grupos de exércitos, para participar no exame da futura situação politica. Peço que me transmitam as pretensões das outras administrações relativas asquestões que acabo de abordar...

Temos pois diante de nós dois objetivos gigantescos:

1. Assegurar o abastecimento de víveres e a economia de guerra da Alemanha. É esta a grande missão do marechal de Reich.

2. Libertar para sempre a Alemanha de qualquer pressão política proveniente do Leste. É este o objetivo político da luta. Este objetivo será atingido graças a uma política inteligente que analise com exatidão o passado e o presente. A realização de tal politica exige ideias e ações claras e firmes, Toda a ação deve orientar-se para a realização dos dois objetivos. A colaboração benévola de todos os que querem seguir a Alemanha é a garantia de que serão facilmente conseguidos sucessos economicos para o bem estar das duas partes...

Não nos deixemos embalar por ilusões. Trata­-se de um país primitivo e os nossos soldados encontrarão condições muito diferentes daquelas a que estão habituados na Europa. Não encontrarão bancos, nem bons hotéis, nem camas, mas habitações parcialmente destruídas e casas sem conforto. Terão que arranjar tudo o que é necessário a homens cultivados. Todos os homens que forem para este pais devem saber que servem uma missão gigantesca e que aceitaram anos de trabalho colonizador muito duros.

É evidente que a lei considera 1 ano de trabalho no Leste equivalente a 4 ou 5 de trabalho no Reich. Este trabalho difícil deve ser apoiado por todos os meios. Mas pensamos que uma vez realizado terá reflexos durante muito tempo e que, praticamente, a Europa avançará cada vez mais para Leste.Gostaria uma vez mais de vos exprimir o meu reconhecimento pelo apoio que me foi dado durante estas semanas.

Todos os que partem para esta tarefa encarregam-se de um pesado fardo, que aceitam porque que estão a servir a idéia politica do nacional-socialismo, a reorganizaçäo definitiva do nosso velho continente. Se todos nós servirmos esta missão comum, ajudaremos o führer a realiza a grande obra da sua vida.


(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da U. R. S. S. sobre a Revolução de Outubro, fundo 7445, registro 2, dossier 144, folhas 330 a 352.)


Notas:
1 - Alfred Rosenberg, um dos chefes e ideólogos do fascismo, tinha a seu cargo desde julho de 1941 o ministério para as regiões ocupadas do Leste, criado com a missão de submeter os povos da URSS.

Transcrição: Daniel Moratori ( avidanofront.blogspot.com)

Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.15-22

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Carta entre irmãos relata que civis pagavam com a vida pelos parentes guerrilheiros

Exemplo de enforcamento praticado pelos nazista no leste europeu:  Quinze civis polacos enforcados em Radom


Cartas de A. Ponomarev, soldado do Exército Vermelho, e de sua irmã, Marussia Ponomareva


7 de setembro d 1942

Recebi uma carta da minha pobre irmã e tenho o coração oprimido de angústia. Esmagarei os vermes malditos enquanto o coraão me bater no peito.
A. Ponomarev

8 de agosto de 1942

Bom dia, me querido irmão Chura,
Informo-te que estou agora na cidade de Gorki. Eis as razões: quando tomaram a nossa cidade, os alemães instalaram-se em casa dos habistantes.

Em nossa casa estava alojado um alemão muito alto. Examinou as fotografias e perguntou: De quem são estas fotografias? Fala, velha. A mãe respondeu: São do meu filho. - Onde está ele agora? - Na frente.  Pegou na fotografia e perguntou: Onde está de serviço? É guerrilheiro? Depressa, interprete. Saiu a correr e voltou logo a seguir. O interprete explicou-lhe tudo. Pegou nas tuas fotografias e nas do nosso pai e disse: Éh! velhota, vamos embora! Ela perguntou: Para onde?- Já se sabe, pagar com a tua alma pelo teu filho que é guerrilheiro. Depois me disse: E tú, rapariga, não chores. Amanha a tua mãe será enforcada. Mas não vai sozinha.

Passei a noite na cave, e depois, de manha, fui onde ele me tinha dito e sentei-me no cemiterio. Oh, que eu vejo?! Levam quarenta e cinco mulheres, a mãe também lá ia. Ia do lado direito. Amarraram-nas em grupos de dez para que não pudessem fugir. havia muita gente. Começaram a enforca-las.  Mas antes disso, uma voz disse em russo: Pagam com a sua alma pelos guerrilheiros. Ficaram enforcadas dois dias: as que caiam, levantavam-nas  e voltavam a pendura-las. Eu me salvei. Abandonei tudo. Da nossa Vorochilovgrad fui até a cidade de Gorku, para casa de sua mulher. Eis pois, querido irmão, quantas pessoas os alemães fizeram prisioneiras. Ora martirizam e degolam, ora fuzilam ou enforcam. Mata-a, essa canalha. A tua irmã conseguiu se salvar.
Marussia Ponomareva


Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.87-88



domingo, 2 de janeiro de 2011

Carta de Grigori Daineka, primeiro tenente na URSS

Soldados alemães no rio Bug na Bielorrússia, 22 jun 1941


4 de setembro de 1942

Sou bielorusso da região de Polessie, circulo de Outubro. Li na Pravda o artigo intitulado: Na terra da Bielorrussia.

Fez-me sangrar o coração. Os alemães chegaram a Rudobielka. Encerraram no clube duzentos e dez habitantes e queimaram-nos a todos. Torturaram Nadia Mikhailovskaia: cortaram-lhe os seios, furaram-lhe os olhos. Lançaram ao fogo a mulher de Samutina

E, na minha aldeia natal de Karpilovka, queimaram num barraco setecentas mulheres e crianças. Assim morreu o doutor Tchernnettski, tão querido do povo. Queimado pelos alemães. E, como é horrivel dize-lo, tambem morreu queimada a minha namorada.

...Quero afirmar bem alto que o nosso povo bielorusso vive. Eis o meu juramento: Nos vingaremos. Dizei aos combatentes: se não matarmos os alemães eles tambem  queimarão as vossas namoradas. Dizei-lhes: se sentirem dificuldades durante a ofensiva, pensem em Helena Grapanovitch, e se sentirão melhor. A mesma dor e o mesmo destino para todos. Hoje a minha dor é grande, mas não perdi a coragem. Sei que avançamos para oeste.

Grigori Daineka

Transcrito por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.86-87

domingo, 28 de novembro de 2010

Extrato do diário de Friedrich Schmidt, o torturador de Budionovka

Mariupol durante a ocupação alemã

Extrato do diário de Friedrich Schmidt, Secretário da Policia Secreta adjunto ao 1° Exercito Blindado das Forças Armadas alemãs, redigido em Budionovka, perto de Mariupol.

25 de fevereiro - Não esperava que este dia fosse um dos mais intensos da minha vida... A comunista Catarina Skoroiedova estava informada com alguns dias de antecedência do ataque dos russos contra Budionovka. Dizia mal dos russos que colaboravam conosco. A fuzilamos as 12h...O velho Saveli Petrovitch Stepanenko e a mulher, da aldeia de Samsonovka, também foram executados... Foi ainda exterminado o filho da amante de Goraviline, de quatro anos de idade. pelas 16h, trouxeram-me quatro raparigas de dezoito anos que vieram a pé pela neve de Ieisk até aqui... O chicote tornou-as mais obedientes. Todas elas são estudantes e uma belas raparigas. As celas abarrotadas são um verdadeiro pesadelo...

26 de fevereiro - Os acontecimentos deste dia ultrapassaram tudo o que até hoje me foi dado ver... A bela Tamara suscitou o maior interesse. Depois trouxeram ainda seis rapazes e uma rapariga. Nem as exortações nem as mais violentas chicotadas fizeram qualquer efeito. Portaram-se como diabos! A rapariga não derramou nem uma única lágrima, apenas cerrou os dentes... Depois de uma sova impiedosa fiquei com o braço como que paralisado.  Recebi duas garrafas de conhaque, uma do tenente Koch, do estado-maior do conde von Förster, e outra dos romenos. Senti-me novamente feliz. Sopra um vento do sul, começou o degelo. A primeira companhia da guarda de campanha apanhou a 3 km a norte de Budionovk cinco rapazes de dezessete anos de idade. Trouxeram-nos...O chicote entrou em ação, e ficou com o punho partido em mil pedaços. Batíamos a dois... Contudo, nada confessaram...Trouxeram-me dois soldados vermelhos...Moemos eles de pancadas... Tratei da saúde ao sapateiro de Budionovka, que pensava que lhe era permitido rir-se do nosso exercito. Já me doem os músculos do braço direito. O degelo continua...

1 de março - Mais um domingo de guerra... Recebi o pré: 105 marcos e 50 cêntimos... Hoje jantei com os romenos. Comi bem... Às 16h fui convidado, inesperadamente, para tomar café na casa do general von Vöster...

2 de março - Sinto-me mal. Fui atacado de diarreia. Tenho que ficar deitado...

3 de março - Interroguei o tenente Ponomarenko, que me tinham trazido. Ponomarenko foi ferido na cabeça no dia 2 de março; refugiou-se no kolkhoz Rosa Luxemburgo; aí disfarçou-se e desapareceu. A família que escondeu Ponomarenko começou a mentir. Naturalmente, moí-os de pancada... À noite ainda me trouxeram cinco pessoas de Ieisk. Como de costume, são adolescentes. Usando do meu método simplificado que já deu boas provas, levei-os a confessar: como sempre, fiz trabalhar o chicote. O tempo começa a fiar doce. 

4 de março -  Está um tempo soberbo... O sub-oficial Vogt já fuzilou o sapateiro Alexandre Iakubenko. Atirou-se para a vala comum. Estou constantemente a sentir comichão por todo o corpo.

6 de março - Entreguei 60 marcos ao fundo de ...

7 de março - Ainda vivemos bem. Recebo manteiga e ovos; às 16h trouxeram-me novamente quatro jovens guerrilheiros...

8 de março - O sub-oficial Springwald e Frau Reidmann regressaram de Mariupol. Trouxeram o correio e uma ordem escrita de Groschek relativa à execução... Já tinha mandado fuzilar seis pessoas...Disseram-me que chegou de Vessioly mais uma rapariga de dezessete anos.

9 de março -  Como o sol esta radioso! Como a neve brilha! Mas nem mesmo o ouro do sol é capaz de me descontrair. Dia difícil. Acordei às três horas. Tive um sonho horrível. O motivo é que tenho que matar trinta adolescentes capturados. Esta manha Maria serviu-me uma excelente torta...Às 10h trouxeram-me mais duas raparigas e seis rapazes...tive que lhes bater impiedosamente... Depois, foram as execuções em massa: ontem seis, hoje trinta e três criaturas liquidadas. Não posso comer. Pobre de mim se me apanham. Já não me posso sentir seguro em Budionovka. Não há dúvida que me odeiam. No entanto não podia proceder de outro modo. Se os meus pais soubessem o dia difícil que passei. A vala está quase cheia. Como esta juventude bolchevista sabe morrer heroicamente! Será o amor da pátria ou o comunismo que lhes penetrou na carne e no sangue? Muitos deles, sobretudo as raparigas, não derramaram uma lágrima. Tem na verdade uma grande valentia. Obrigamo-los a despir-se (queremos as roupas para as vender)... Mal de mim se sou apanhado!

11 de março -  Só à chicotada se pode educar a raça inferior. Mandei construir ao lado do meu quarto uma privada muito limpa e dependurei na porta um letreiro proibindo a população civil de se servir dela... Em frente ao meu quarto fica o escritório do burgomestre, onde chegam todas as manhas os operários para trabalhar no aterro. Desprezando o letreiro, servem-se da privada. Ah! como lhes bato! Para a próxima mando-os fuzilar...

13 de março - Carregado de trabalho, há muito tempo que não escrevo para casa. Para dizer a verdade, não tenho vontade de escrever à família, - não o merecem...Depois, moí de pancada um russo de cinquenta e sete anos, juntamente com seu genro, por ter falado com insolência dos alemães. Em seguida, fui ter com o coronel romeno...

14 de março - Voltou o frio. Tenho novamente diarreia e sinto dores na região do coração; chamei o medico. Diagnosticou: complicações no estomago e nervos... Dei hoje ordem para fuzilarem Ludmila Tchukanova, de dezessete anos. Tenho que matar adolescentes, e é por isso que tenho o coração doente.

17 de março -O meu primeiro trabalho de hoje: Mandei trazer do hospital, numa telega(espécie de carroça, de quatro rodas), o quinto paraquedista russo. Ordenei a execução imediata junto da vala comum... Feito isso, passei o dia tranquilamente. Depois de jantar dei um pequeno passeio. A terra estava dura do gelo.

19 de março - Eis-me na cama. Mandei chamar o major medico. Auscultou-me e pensa que quanto ao coração tudo corre bem.  Constatou uma depressão moral. Receitou-me comprimidos contra a prisão de ventre e um unguento contra o comichão... Temos um porco excelente. Mandamos fazer chouriços.

21 de março - Ainda não tínhamos conhecido em Budionovka um dia tão horroroso. À noite apareceu um bombardeiro russo. Lançou primeiro foguetes luminosos e depois doze bombas. Os vidros tremeram nas janelas. Imagine-se a emoção que senti quando, deitado na cama, ouvi o ruído do avião e o rebentar das bombas...

23 de março - Interroguei uma mulher que roubou o meu interprete, Frau Reidmann. Chicoteamos-lhe as nádegas nuas. Ao ver isto, até Frau Reidmann chorou. Depois dei uma volta pela aldeia e passei pelo talho onde me estão a fazer os chouriços... A seguir interroguei dois garotos que tinham tentado fugir pela neve até Rostov. Fuzilei-os como espiões. Pouco depois trouxeram-me um rapaz que há uns dias atrás tinha vindo de Ieisk, pela neve... Entretanto, trouxeram-me chouriço de fígado picado. Não sabe mal. Quis mandar espancar uma komsomol (organização juvenil do Partido Comunista da União Soviética)...


27 de março - à noite esteve calma... Interrogo dois rapazes de quatorze anos que rondavam pelos arredores. Mandei espancar uma mulher que se tinha esquecido de se registrar.

28 de março - Fui visitar o coronel Weiner, que desempenha a tarefa de Arbeitsfuhrer. Às 18h mandei fuzilar um homem e uma mulher que tinham tentado fugir pela neve...

1 de abril -  Recebi 108 marcos em rublos, o que faz um grande maço de dinheiro. Valia massageou-me e banhou-me novamente...

10 de abril -  O sol queima. Quando, de manha, Maria abre a janela, os raios brilhantes jorram sobre a cama. O gelo fundiu, e agora só se receia a ameaça dos aviões. Espanquei vários rapazes e raparigas por não se terem registrado. Entre eles a filha do staroste (camponês). Sinto uma sensação desagradável quando começa a escurecer, - começo a pensar nos bombardeiros.

11 de abril -  Todos estão contentes por eu ter voltado. Tratam-me como rei. Ceamos copiosamente e bebemos aguardente...

12 de abril -  Todas as manhas bebo leite quente  como um omelete... Agora há menos que fazer... Trabalhamos somente à escala local. Punições: espancamentos  ou fuzilamentos. Geralmente mando aplicar as chicotadas nas nádegas nuas.

16 de abril - Dia calmo. Resolvi uma questão entre o staroeste e o chefe da milícia, e depois espanquei três homens e uma mulher que, apesar da proibição, vieram a Budionovka procurar trabalho... Em seguida, torturei uma mulher militar: confessou ter sido maqueira... Os romenos deram-me por varias vezes aguardente, cigarros e açúcar. Sinto-me novamente feliz.
Finalmente Groschek propôs-me para a Cruz de Guerra com espadas cruzadas. Eis-me pois condecorado!

17 de abril - As raparigas (Maria, Ana, Vera) cantam e brincam junto da minha cama... À noite trazem-me uma noticia. Parti para o local com o interprete para resolver o assunto. Mexericos de mulheres. Mandei espancar duas raparigas, em minha casa, nas nádegas nuas...

18 de abril - Tempo chuvoso e encoberto. Mandei chamar varias raparigas que se tinham exprimido em termos reprovadores sobre a policia secreta. Mandei-as espancar a todas.

Transcrito por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.74-79