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sábado, 30 de janeiro de 2010
Lista de nomes dos áses e de vitórias - Finlândia
Nome do Ás_Vitórias
1.Eino Juutilainen_94
2.Hans Wind_75
3.Eino Luukkanen_56
4.Urho Lehtovaara_44
5.Oiva Tuominen_44
6.Risto Puhakka_42
7.Olavi Puro_36
8.Nils Katajainen_35
9.Lauri Nissinen_32
10.Kyösti Karhila_32
11.Jorma Karhunen_31
12.Emil Vesa_29
13.Turo Järvi_28
14.Klaus Alakoski_26
15.Altto Tervo_23
16.Jorma Saarinen_23
17.Eero Kinnunen_22
18.Antti Tani_21
19.Urho Myllylä_21
20.Väinö Suhonen_19
21.Viktor Pyötsiä_19
22.Erik Teromaa_19
23.Lauri Pekuri_18
24.Jouko Huotari_17
25.Yrjö Turkka_17
26.Jorma Sarvanto_16
27.Aulis Lumme_16
28.Eero Riihikallio_16
29.Eero Halonen_16
30.Martti Alho_15
31.Aaro Nuorala_14
32.Heimo Lampi_13
33.Pekka Kokko_13
34.Yrjö Pallasvuo_12
35.Per Sovelius_12
36.Lasse Aaltonen_12
37.Urho Sarjamo_12
38.Paronen Onni_12
39.Eino Koskinen_12
40.Ahti Laitinen_12
41.Leo Ahokas_12
42.Iikka Törrönen_11
43.Urho Nieminen_11
44.Hemmo Leino_11
45.Niilo Erkinheimo_10
46.Martti Kalima_10
47.Kai Metsola_10
48.Eino Peltola_10
49.Kullervo Lahtela_10
50.Veikko Karu_10
51.Mikko Pasila_10
52.Mauno Kirjonen_9
53.Paavo Berg_9
54.Viljo Kauppinen_9
55.Jaakko Hillo_8
56.Ture Mattila_8
57.Joel Savonen_8
58.Martti Inehmo_8
59.Erik Lyly_8
60.Aulis Bremer_7
61.Valio Porvari_7
62.Lauri Jutila_7
63.Nils Trontti_7
64.Väinö Virtanen_7
65.Toivo Tomminen_6
66.Tatu Huhanantti_6
67.Aarre Linnanmaa_6
68.Pauli Salminen_6
69.Kelpo Virta_6
70.Onni Avikainen_6
71.Lars Hattinen_6
72.Matti Durchman_6
73.Pentti Nurminen_5
74.Aimo Gerdt_5
75.Sakari Ikonen_5
76.Gustaf Magnusson_5
77.Osmo Kauppinen_5
78.Lauri Lautamäki_5
79.Mauno Fräntila_5
80.Kosti Keskinummi_5
81.Paavo Mellin_5
82.Veikko Rimminen_5
83.Aaro Kiljunen_5
84.Pentti Tilli_5
85.Erkki Ehrnrooth_5
86.Jouko Myllymäki_5
87.Veikko Evinen_5
88.Vilppu Lakio_5
89.Kim Lindberg_5
90.Pauli Massinen_5
91.Atte Nyman_5
92.Väinö Pokela_5
93.Jaakko Kajanto_5
94.Arvo Koskelainen_5
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
A bravura frente ao aço
12 de dezembro de 1939 8:30h. Uma pequena colina coberta de neve encontra-se em poder da infantaria russa. O ponto, vital para a defesa da zona, deve ser tomado pelos finlandeses. Ainda está escuro. As primeras explosões mostram que começou o fogo de morteiros.
As tropas finlandesas iniciam o ataque. O bombardeio das posições inimigas prolonga-se por alguns minutos. Nada mais que minutos. Os poucos projéteis são preciosos. E também o tempo. Os finlandeses devem tomar a colina antes da chegada de reforços do inimigo. Também os homens escasseiam.
Dois batalhões finlandeses batem-se energicamente. Os russos, sitiados no cume da colina, defendem-se desesperadamente. Por fim, premido pelo tempo e a necessidade de economizar munições, os finlandeses lançam-se ao assalto direto. Na luta que se segue, corpo a corpo, as baionetas e as armas curtas cumprem a sua missão. Homem por homem, os soviéticos, apesar da sua encarniçada defesa, são aniquilados. Restam apenas alguns, feitos prisioneiros, na maioria feridos. Grande número de metralhadoras e fuzis automáticos caem nas mãos dos finlandeses. Substituirão os seus fuzis, modelo 1871, veneráveis armas com quase 70 anos de uso.
A conquista da colina, porém, não significa o fim da ação. Inesperadamente, dois tanques soviéticos aparecem a toda velocidade, levantando verdadeiras ondas de neve. Os finlandeses, sem armas antitanques, buscam desesperadamente um refúgio. Tudo inútil. Troncos de árvores, montículos de neve, fossos, trincheiras, tudo é procurado pelos soldados que não têm, para se defender mais do que as suas pequenas armas portáteis. Os projéteis das metralhadoras dos tanques varrem o terreno. Os fuzís respondem ao fogo, a mira em direção das vigias dos veículos. Afinal, num gesto de bravura extrema, o subtenente da reserva Huevinen, ajudante da capital Shvonen, chefe de um dos dois batalhões finlandeses retira do seu cinturão cinco grandas de mão, amarra-as formando um feixe e começa a arrastar-se penosamente entre a neve na direção dos tanques. Mas, não vai só. Alguém o segue. É o subtenente da reserva Virkki, que leva por única arma uma pistola Mauser. Instantes depois, já se encontra a 30 metros do monstro de aço. Levantando-se de um salto, Virkki aponta e descarrega a sua pistola contra a vigia de observação do primeiro tanque.
O seu objetivo é eliminar o tanquista e deixar o veículo sem controle. Virkki aperta o gatilho da arma durante dois segundos e se joga sobre a neve. Sobre a sua cabeça, instantaneamente, silvam as balas da metralhadora do tanque. A resposta foi imediata. De repente, a rajada disparada do tanque cessa. É apenas um segundo de trégua. Mas Virkki não o desperdiça. Salta novamente e, de pé frente ao blindado, esvazia novo pente. Rápida, a metralhadora do tanque gira para ele e responde ao fogo. Mas já Virkki está afundado na neve, apertando o seu rosto contra o solo, e mudando o pente da arma. Três vezes consecutivas repete-se o episódio. É um homem contra um tanque. Uma pistola contra uma metralhadora pesada calibre 50. Um uniforme branco, de pano, contra uma chapa blindada. Há algo mais: é a bravura do homem que defende a sua terra, os seus filhos o seu direito à liberdade. E isso é o mais importante.
Os tanques, entretanto, giram sôbre as esteiras e começan a se afastar. O subtenente Houvinen levanta-se e corre atrás do segundo, esgrimindo o seu feixe de granadas. É um espetáculo estranho. Dois gigantes de aço aumentando paulatinamente a velocidade e um homem, um só, correndo penosamente sobre a neve, atrás deles, com cinco granadas na mão direita. Finalmente os tanques se perdem na brancura das planícies, deixando para trás a bravura de um punhado de homens.
A armadilha no gelo
Viborg, a sudeste da linha defensiva finlandesa. Ponto vital, por onde cruza a estrada que liga Leningrado a Helsinki. A baia de Viborg é um mar de gelo. Os russos, tirando proveito da grande espessura da camada sólida que cobre as águas, usaram-na para mover unidades pesadas, inclusive tanques. Ao longe, surgem algumas ilhas. Sobre uma delas apontando para a baia, poderosos canhões costeiros dominam toda a zona gelada.
Tais os elementos que caracterizam uma estranha guerra. Sob tiros de artilharia finlandesa, que se repetirão diversas vezes batalhões inteiros são sepultados nas águas.
A primeira ação se realiza quando um batalhão soviético, apoiado por numerosos tanques, cruza a superfície gelada. Os grandes canhões, após a correção de tiros, começam a acertar exatamente ao redor da compactada unidade russa. Aquilo parece não ter sentido. As possantes granadas, disparadas diretamente sobre a formação, causariam baixas consideráveis. Porém, os finlandeses não disparam sobre os homens nem sobre os tanques. Disparam ao redor.
Poucos minutos bastam para os russos entenderem a extensão da tragédia. Tarde demais… Impossível salvar seus homens.
O gelo, fragmentado em enormes pedaços, cede sob o peso formidável dos tanques e estala com estrondo ensurdecedor. Um alarido de terror ecoa das unidades russas e logo em seguida se faz silêncio. Sobre a superfície gelada da baia, agora partida diversos pedaços, restam homens dispersos, aqui e ali, aferrando-se penosamente ao que flutua ao seu alcance.
Tudo o mais, tanque, canhões, artilharia, cavalos e homens, jazem no fundo das águas geladas.
Batalha sem Tiro
Tolvajardi. Dois batalhões finlandeses cobrem a fronteira, defendendo-se desesperadamente do ataque da Divisão de Infantaria Russa 139. À noite, amparado pelas trevas, os grupos de vanguarda russos caem sobre os finlandeses, pela retaguarda.
Os defensores, surpreendidos pelo inesperado ataque sofrem uma momentânea desorganização, mas refazem as suas fileiras. Enquanto os combatentes mantêm-se firmes na frente, os cozinheiros, motoristas, assistentes, radiotelegrafistas, armeiros e etc, sem disparar um só tiro utilizando baionetas e facas, atacam os russos em sangrento corpo a corpo. Os atacantes são obrigados a renunciar as armas de fogo porque a escuridão é impenetrável e o lhes é desconhecido.
O combate é travado com armas brancas. Silenciosamente, várias centenas de homens lutam durante uma longa hora. Só gemidos isolados assinalam as baixas de um ou outro lado. Por fim, caçadores de nascença, os finlandeses impõem a sua habilidade no manejo da faca e no aproveitamento do terreno.
O batalhão soviético, na singular batalha em que não foi disparado um único tiro, é aniquilado.
Fonte: A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – Vol.1
Editora codex
sábado, 26 de dezembro de 2009
Não sou um covarde
Hukoniemi. Após um breve preparo a cargo da artilharia e dos morteiros, a infantaria finlandesa ataca. Os russos, firmes nas suas posições, respondem ao fogo, e de imediato passam ao contra-ataque.
Os finlandeses são obrigados a empregar na ação todos os homens disponíveis. Os homens dos diferentes serviços auxiliares devem empunhar armas e combater lado a lado com a infantaria. O ataque russo nivela as forças e a situação fica estacionaria. As unidades voltam ao ponto de partida. Antes de retirar-se, recolhem os seus feridos e mortos. Os finlandeses encontram, no cadáver de um capitão russo, duas cartas: uma acusando-o de covardia no desempenho da sua missão; outra, o original da resposta que o capitão não chegou a enviar. Nela, o oficial soviético defende-se da acusação e sustenta que fez todo o possível para que seus homens mantivessem em combate. Explica também que as suas tropas estavam extenuadas. Mas, o capitão morrera em combate antes de ter a oportunidade de remeter a carta.
Talvez, alguém em alguma parte, ficasse acreditando sempre que o capitão era mesmo um covarde. Por isso, os finlandeses, que saem não ser verdade, cobrem o cadáver com o seu capote militar e guardam a carta.
Alguém, em alguma parte, reabilitara o capitão soviético, herói sacrificado na luta. Mas, antes que os seus próprios camaradas o façam são seus inimigos que o reabilitam.
Fonte: A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Vol.1
Editora codex
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