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domingo, 22 de maio de 2016

Hitler prevê a aniquilação dos judeus se a guerra ocorrer. 30/01/1939




Discurso de Adolf Hitler  prevendo a aniquilação dos judeus no caso de guerra, em janeiro de 1939.
Esse vídeo coloquei na minha conta do Youtube, traduzido;
(https://www.youtube.com/user/Avidanofront)

A tradução em português:

O texto com a tradução de trecho do que ele dizia no Parlamento no vídeo:
Adolf Hitler: "No curso de minha vida eu muito frequentemente fui um profeta, e geralmente ridicularizado por isso. Durante o período de minha luta pelo poder foi apenas a raça judaica, no primeiro momento, que recebeu minhas profecias com risos quando eu disse que um dia eu tomaria o comando do Estado, e com isso a nação inteira, e que então eu, entre outras coisas, resolveria o problema judaico. Seus risos eram hilários, mas eu penso que por agora eles estejam rindo com o outro lado de sua face. Hoje eu mais uma vez serei um "profeta": se o financismo(finanças) internacional judaico dentro e fora da Europa sucederem mais uma vez em mergulhar as nações numa guerra mundial, então o resultado disso não será a vitória da 'judaria', mas sim na aniquilação da raça judia da Europa!"

German:

Adolf Hitler:: "Europa kann nicht eher zur Ruhe kommen, bevor die jüdische Frage ausgeräumt ist. Die Welt hat Siedlungsraum genügend, es muß aber endgültig mit der Meinung gebrochen werden, als sei das jüdische Volk vom lieben Gott eben dazu bestimmt, in einem gewissen Prozentsatz Nutznießer am Körper und an der produktiven Arbeit anderer Völker zu sein.
Das Judentum wird sich genauso einer soliden aufbauenden Tätigkeit anpassen müssen, wie es andere Völker auch tun, oder es wird früher oder später einer Krise von unvorstellbarem Ausmaß erliegen.
Wenn es dem internationalen Finanzjudentum in und außerhalb Europas gelingen sollte, die Völker noch einmal in einen Weltkrieg zu stürzen, dann wird das Ergebnis nicht der Sieg des Judentums sein, sondern die Vernichtung der jüdischen Rasse in Europa!"

English:
Adolf Hitler: "In the course of my life I have very often been a prophet, and have usually been ridiculed for it. During the time of my struggle for power it was in the first instance only the Jewish race that received my prophecies with laughter when I said that I would one day take over the leadership of the State, and with it that of the whole nation, and that I would then among other things settle the Jewish problem. Their laughter was uproarious, but I think that for some time now they have been laughing on the other side of their face. Today I will once more be a "prophet": if the international Jewish financiers in and outside Europe should succeed in plunging the nations once more into a world war, then the result will not be the Bolshevizing of the earth, and thus the victory of Jewry, but the annihilation of the Jewish race in Europe!"



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ordem do führer sobre a administração das regiões do leste novamente ocupadas


17 de julho de 1941

Quartel general do führer

Para restabelecer a ordem publica e a vida nas regiões do leste novamente ocupadas, ordeno:

1. Depois de cessarem as operações militares nas regiões do Leste novamente ocupadas, a administração destas regiões passará das autoridades militares para autoridades civis. Por conseqüência, as regiões que devem passar para o controle das autoridades civis assim como a data desta transmissão de poderes serão fixadas por mim, caso por caso, por um decreto especial.

2. As autoridades civis nas regiões do Leste novamente ocupadas ficam subordinadas ao ministro do reich para territórios limítrofes do Reich ou do governo geral.

3. Os direitos soberanos e os plenos poderes das autoridades militares são assegurados nas regiões di Leste novamente ocupadas pelos comandantes das forças armadas com meu decreto de 25 de junho de 1941.

As questões de competência do delegado do plano quadrienal nas regiões do Leste novamente ocupadas foram reguladas pelo meu decreto de 29 de junho de 1941, e as questões de competência do chefe das tropas SS do Reich, chefe da policia alemã foram reguladas pelo meu decreto de 17 de julho de 1941, e as indicações que se seguem não lhes dizem respeito.

4. O reichsleiter Alfred Rosenberg é nomeado ministro do Reich para territórios ocupados do leste, com sede em Berlim.

5. As regiões do Leste novamente ocupadas subordinadas ao ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados são divididas em comissariados do Império, que se subdividem em regiões gerais, subdivididas por sua vez em distritos. Vários distritos podem ser reunidos para formar um região principal. O ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do Leste estabelecerá estas disposições com maior detalhe.

6.À frente de cada comissariado do reich encontra-se um comissariado do Império, à frente de cada região geral um comissário geral e à frente de cada distrito um comissário de distrito. No caso de formação de uma região principal assumirá sua direção um comissário principal.
Os comissários do Reich e os comissários gerais são designados por mim, os chefes das seções principais das administrações subordinadas aos comissários do Reich assim como os comissários principais e os comissários de distrito são nomeados pelo ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do leste.

7. Os comissários do Reich estão subordinados ao ministro do Reich para negócios dos territórios ocupados do Leste e só dele devem receber diretrizes, exceto no que está previsto no parágrafo 3.

8. O ministro para negócios dos territórios  ocupados do leste está encarregado de promulgar leis para as regiões ocupadas do Leste que lhe estão subordinadas. Pode delegar os seus poderes de promulgação de eis nos comissários do Reich.

9. Toda a administração da região para questão de origem civil está subordinada aos comissários do Reich.As autoridades superiores competentes do Reich serão encarregadas de assegurar o funcionamento normal dos transportes e dos correios de acordo com as indicações do chefe do Estado-Maior geral das forças armadas durante as operações militares. Depois de acabadas  as operações militares poderão ser adotadas outras regras.

10. Para estabelecer uma ligação entre as medidas tomadas pelo ministro do Reich para os negócios das regiões  ocupadas do Leste ou pelos comissários do Reich nos territórios que  lhe estão subordinados, e o problema de interesses de Estado mais importantes, o ministro do Reich para os negócios das regiões ocupadas do Leste fica em contato estreito com as instancias superiores do Reich. Em caso de divergências de opiniões que não possam ser resolvidas por discussões diretas, é necessário que antes de se tomar uma decisão eu seja consultado por intermédio do ministro do Reich e chefe da Chancelaria.

11. As ordens necessárias apara realizar e completar o presente decreto serão dadas pelo ministro do Reich para os negócios das regiões ocupadas do Leste depois de consultados o ministro do Reich e chefe da Chancelaria e o chefe do Estado-Maior das forças armadas.

Führer
Adolf Hitler

Chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas
Keitel

Ministro do Reich e Chefe da Chancelaria do Reich
Lammers

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da URSS sobre a Revolução de Outubro, fundo 7021, registro 148, dossier 183, folhas 45-46.)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada -pag. 29-32

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Extrato do processo verbal de uma reunião de Hitler com os dirigentes do Reich sobre os objetivos da guerra contra a União Soviética

Martin Bormann
16 de julho de 1941

(Secreto)

Quartel general do comandante chefe

Por ordem do führer realizou-se hoje às 15 horas uma reunião na sua residência com a participação do Reichsleiter Rosenberg, do ministro do Reich Lammers¹, do marechal Keitel, o marechal do Reich e eu próprio².

A reunião começou às 15 horas e prolongou-se até cerca das 20 com um intervalo para tomar café.

na sua declaração inicial, o führer sublinhou que queria apresentar algumas noções de principio. Na hora atual, são necessárias várias medidas. Testemunham-no os artigos de um jornal indiscreto de Vichy, segundo o qual a guerra contra a URSS seria a guerra da Europa. Assim, a guerra deve ser travada por assim dizer no interior de toda a Europa. Com esta posição o jornal de Vichy pretende talvez significar que os benefícios desta guerra não devem caber exclusivamente à Alemanha, mas a todos os Estados europeus.

Atualmente, importa que não revelemos publicamente os nossos objetivos, coisa que, além do mais, seria inútil. O essencial é que saibamos o que queremos. De modo algum devemos tornar mais difícil o nosso caminho com declarações supérfluas. Tais explicações são supérfluas porque só podem fazer o que estiver dentro das nossas possibilidades, e o que está para além das nossas forças escapa-nos.

Para o mundo,  a motivação das nossas ações devem fundamentar-se em razões táticas. Devemos agir neste caso do mesmo modo que na Noruega, na Dinamarca, na Holanda e na Bélgica. Em todos estes caos nada dissemos acerca dos nossos objetivos, e no futuro usaremos a mesma inteligência e continuaremos a não o fazer.

Portanto, sublinharemos novamente que fomos forçados a ocupar uma região, impor nela a ordem e estabelecer a segurança. Fomos obrigados, no interesse da população, a assegurar a tranqüilidade, os abastecimentos, o funcionamento dos meios de transporte, etc.. Nisso se baseia a possibilidade de uma anexação. Assim, não deve dar a entender que se trata de uma anexação definitiva. Contudo, apesar disso aplicamos e aplicaremos todas as medidas necessárias tais como deportações, execuções, etc..

Mas não queremos fazer de quem quer que seja nosso inimigo demasiado cedo. Por esta razão agiremos como se quiséssemos aplicar um mandato. Mas deve ser claro para nós que nunca mais abandonaremos estas regiões.

Partindo daqui, trata-se dos seguintes casos:
1. Nada construir para a anexação definitiva, mas tudo preparar em segredo para isso.
2. Sublinharemos que trazemos liberdade

Em particular:

A Crimeia deve ser libertada de todos os estrangeiros e povoada de alemães. Do mesmo modo a Galícia austríaca deve tornar-se uma província do Reich alemão.

Atualmente as nossas relações com a Romênia são boas, mas ninguém sabe no que se tornarão no futuro. Deve ter-se isto em conta e devem-se organizar em conseqüência as nossas fronteiras. Não podemos depender das boas intenções de terceiros estados. Devemos estabelecer as nossas relações com a Romênia partindo desse principio.

Em suma, trata-se de um grande bolo de que devemos tomar posse, dirigir e explorar.

Agora os russos deram ordem de criar a guerra de guerrilhas na retaguarda das nossas tropas. Esta guerra também traz vantagens: permite-nos destruir tudo o que se levante contra nós.

O essencial:

Nunca mais deve ser possível a criação de uma potencia militar a ocidente dos Urais, mesmo que para isso tenhamos que manter a guerra durante 100 anos. Todos os sucessores do führer devem saber que o Reich só se encontrará em segurança quando, a ocidente dos Urais, não haver tropas estrangeiras. A Alemanha encarrega-se de defender este espaço contra qualquer perigo eventual. deve adotar-se uma regra absoluta: "Nunca permitir alguém, exceto os alemães, use armas".

Isto é capital. Mesmo se, no futuro próximo, nos parece fácil convencer os povos estrangeiros dominados a dar-nos uma ajuda armada, agir assim seria um erro. Um belo dia tudo se voltará obrigatória e inevitavelmente contra nós. Só o alemão tem o direito de usar armas, e não um eslavo, um tcheco, um cossaco ou um ucraniano.

Em caso algum devemos praticar uma policia hesitante como antes de 1918 na Alsácia. O inglês distingue-se sempre porque segue continuamente uma única linha,  um único fim. Neste ponto de vista teremos obrigatoriamente de aprender com os ingleses. E por essa razão, não temos o direito de fazer depender as nossas relações de certas personalidades. devemos tomar como exemplo a atitude dos ingleses na Índia, em relação aos príncipes hindus: um soldado deve sempre defender o regime.

Devemos transformar as regiões do Leste novamente conquistadas num jardim paradisíaco. Tem pra nós uma importância vital. Comparadas com elas, as colônias tem um papel completamente secundário.

Mesmo nos caso sem que separemos certas regiões, devemos sempre apresentar-nos como defensores do direito e da população. É preciso escolher desde já as formulas necessárias. Não falaremos de uma nova região do Reich, mas de uma missão necessária decorrente da guerra.

Em particular: nos países bálticos, a região que se estende até ao Dvina, de acordo com o marechal Keitel, deve desde já ser colocada sob a nossa administração.

O Reichsleiter Rosenberg sublinha que, na sua opinião, em cada região(comissariado), a atitude para com a população deve ser diferente. Na Ucrânia, deveríamos fazer promessas no domínio da cultura, deveríamos despertar a consciência histórica dos ucranianos, abrir uma universidade em Kiev, etc..

O marechal do Reich opõe-se a esta ideia indicando que em primeiro lugar devemos assegurar o nosso abastecimento de viveres, e o resto virá mais tarde.

(Uma questão subsidiaria: haverá ainda em geral uma camada de intelectuais na Ucrânia, ou terão emigrado para fora da Rússia atual os ucranianos pertencentes às classes superiores?)

Rosenberg continua: na Ucrânia, devem igualmente ser devolvidas certas tendências autonomistas.

O marechal do reich pede ao führer que indique quais as regiões prometidas a outros Estados.

O führer responde que Antonesco quer obter a Bessarábia e Odessa com um corredor indo de Odessa para Oes-noroeste. Em resposta às objeções de Rosenberg e do marechal do Reich, o führer indica que a fronteira pedida por Antonesco ultrapassa um pouco a antiga fronteira romena. Sublinha que nenhuma promessa precisa foi feita aos húngaros, aos turcos e aos eslovacos.

O führer propõe que se examine se não se deve entregar imediatamente a parte austríaca da Galícia ao governo geral. Depois de uma troca de opiniões, o führer decide não transferir esta parte para o governo geral, mas subordiná-la ao ministro do Reich Frank(Lvov).

O marechal do Reich considera que se deve anexar à Prússia oriental diferentes partes dos países bálticos, por exemplo as florestas de Bialystok.

O führer sublinha que toda a região báltica se deve tornar uma região do Reich.

Do mesmo modo, a Crimeia com as regiões vizinhas(regiões situadas ao norte) deve fazer parte do Reich. Estas regiões devem ser tão grandes quanto possível.

Rosenberg exprime algumas dúvidas no que diz respeito aos ucranianos que lá habitam.

(De passagem: foi notado por varias vezes que Rosenberg presta muita atenção aos ucranianos. Ele pretende também aumentar consideravelmente a velha Ucrânia.)

O führer sublinha que a colônia situada na região do Volga deve formar uma região do Reich, como a região de Baku. Deve tornar-se uma concessão alemã(colônia militar).

Os finlandeses querem obter a Carélia do Leste. mas tendo em conta a rica produção de níquel, a península de Kola deve pertencer a Alemanha.

Com todas as precauções deve ser preparada a anexação da Finlândia como estado aliado. Os finlandeses querem a região de Leningrado. O führer quer arrasar Leningrado para em seguida a dar aos finlandeses...
O Reichsleiter Rosenberg levanta o problema da direção.

O führer dirige-se ao marechal do Reich e ao marechal dizendo que continuava a insistir na necessidade de dotar os regimentos da policia de carros de combate. Para utilizar a policia nas novas regiões do leste isto é muito importante pois, dispondo de um numero suficiente de carros, a policia poderá fazer muitas coisas. Aliás, sublinha o führer, as forças de segurança são muitos fracas. Mas o marechal do reich transferirá os seus aeródromos de treino para as novas regiões e, em caso de revolta, os aviões Ju-52 poderão efetuar bombardeamentos. O enorme espaço deve ser pacificado tão depressa quanto possível. O melhor meio de o conseguir é fuzilar quem quer que olhe de lado.

O marechal Keitel sublinha que se deve responsabilizar a população pelos seus próprios assuntos, visto que, naturalmente, é impossível colocar um guarda diante década barraca, em cada cais. Os habitantes devem saber que todo aquele que ficar inativo será fuzilado e que serão eles os responsáveis por todos os delitos.

A uma pergunta do reichsleiter Rosenberg o führer responde que é necessário restaurar a imprensa, por exemplo na Ucrânia, para poder agir sobre a população local...

O reichsleiter Rosenberg pede que seja posto à sua disposição um imóvel para os seus serviços. Pede o edifício da representação comercial soviética situado na Lietzenburgerstrasse. Contudo, o Ministério dos negócios Estrangeiros é de opinião que este edifício goza de extraterritorialidade. O führer responde que isso são futilidades. Fica encarregado o ministro do Reich, Dr. Lammers, de informar o Ministério dos negócios Estrangeiros que este edifício deve ser imediatamente posto á disposição de Rosenberg sem quaisquer conversações...

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da URSS, fundo 7445, registro 2, dossier 162, folhas 433-443)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada -pag. 22-28

1. Hans Lammers, chefe da chancelaria do Império; em 1949 foi condenado por crimes de guerra a 20 anos deprisão, mas foi libertado pelos americanos em 1951.
2. Trata-se de Bormann.

sábado, 26 de maio de 2012

Decreto da Eutanásia - Aktion T4



Fac simile do documento

[Águia Imperial] Adolf Hitler


Berlim, 1 de setembro de 1939

Reichsleiter Bouhler e
Sr. Doutor Brandt 

Ficam encarregados da responsabilidade de ampliar a autorização dos médicos que serão nomeados, de tal modo que uma morte misericordiosa pode ser concedida, depois de uma avaliação crítica da condição da sua doença, às pessoas com uma doença incurável segundo julgamento humano.

Adolf Hitler


Recebido de Bouhler
em 27/8/40
Dr. Gärtner 



Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ordem de von Rundstedt - As ações da Wehrmacht e dos Einsatzgruppen: A luta contra elementos hostis ao Reich

URSS, 1941, uma execução pelo Einsatzgruppen, durante a Operação Barbarosa
As ações da Wehrmacht e dos Einsatzgruppen

Setembro de 1941


Alto comando
Corpo do Exercito Sul
Ic/AO (Abw, III)

Quartel General, 24 de setembro de 1941

Assunto: A luta contra elementos hostis ao Reich

na medida em que não está dirigida contra uma força militar inimiga, a investigação e luta contra as tendencias e os elementos hostis ao Reich (comunistas, judeus, etc.) dentro das zonas ocupadas, constituem a tarefa exclusiva dos Sonderkommandos (Unidades especiais), da Policia de Segurança e do SD, os quais, sob sua própria responsabilidade, tomaram as medidas necessárias e as levaram a cabo.

São proibidas as ações individuais de membros  da Werhmacht, ou a participação destes nos excessos cometidos pela população ucraniana contra judeus; também é proibido observar ou tirar fotografias enquanto   atuam os Sonderkommandos.

Esta proibição será levada a conhecimento dos membros de todas unidades. Os [Comandantes] encarregados da disciplina nos distintos intervalos, são responsabilizados da execução desta proibição. Em caso de infração, deverá se investigar cada circunstância para determinar se existiram falhas por parte do Comandante em sua obrigação de controle, e quando  for necessário, será castigado com severidade.

Assinado: von Rundstedt

Distribuição:
A.O.K. (Comando de inteligencia), Pz. Gr. (Divisão de blindados)
Bef rückw H (Comando da retaguarda)
Befehlsstelle Süd (Comando Sul)
Abt. des Stabes u. Wach-Kp. (Departamento do Estado Maior e das Companhias de Guarda)
Nachr.: Luftflotte (Força aerea) 

NOKW - 541

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

Fonte: El  Holocausto en documentos -  Selección de documentos sobre la destrucción de los judiós de Alemania y Austria, Polonia y la Unión Sociéticas;  p.426-427

Ver também: Ordem sobre a conduta de tropas em territórios orientais

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mensagem do comandante do AK a uma solicitação judia pedindo armas

Soldados das Waffen SS com um judeu que foi capturado durante a revolta.
Yad Vashem Foto Arquivo 2807/111
Depois de tudo, judeus procedentes de toda classe de grupos incluindo comunistas, se diregem a nós para pedir armas, como se nossos depositos estivessem completos. A modo de experimento, dei-lhes algumas pistolas. Não estou  de todo seguro que utilizaram essas armas. Já não lhes entrego mais armas, porque como já sabeis, nós mesmos não as temo; estamos esperando uma nova expedição. Informamos  aos nossos contatos judeus que temos em Londres.

Kalina

Arquivos do Yad Vashem, 025/93
 
Obs: O General Rowecki, Comandante do Ak, envio sua mensagem ao Governo Polaco de Londres, em 04 de janeiro de 1943. AK -  Armia Krajowa -  Exercito da Patria: O braço militar do movimento clandestino polaco  sob as ordens do governo em exilio em Londres.

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

Fonte: El  Holocausto en documentos -  Selección de documentos sobre la destrucción de los judiós de Alemania y Austria, Polonia y la Unión Sociéticas;  p.336


Pesquisador encontra relatório de deportação nazista em arquivo

Um pesquisador alemão anunciou nesta quarta-feira que encontrou em um arquivo londrino um estremecedor relatório policial sobre a deportação de judeus na Alemanha nazista que constitui um valioso documento histórico.

O relatório, que é assinado pelo capitão da Polícia e membro das tropas de assalto das SS Wilhelm Meurin e data de novembro de 1941, descreve a deportação de Düsseldorf e Wuppertal (oeste da Alemanha) com destino a Minsk (Belarus, URSS) de um total de 992 judeus, dos quais apenas cinco conseguiram sobreviver ao Holocausto.

O funcionário nazista, responsável pela supervisão da deportação, documenta de forma burocrática ao longo de sete páginas todas as paradas do trem da morte, enquanto não há praticamente nenhuma frase sobre o estado no qual se encontravam os judeus deportados Bastian Fleermann, o diretor do memorial das vítimas do regime nacional-socialista em Düsseldorf, explicou que encontrou o documento por acaso ao consultar no catálogo virtual da Biblioteca Wiener de Londres as palavras-chave "Düsseldorf" e "Minsk".

"Não sabemos como (o documento) chegou a este arquivo londrino", declarou Fleermann em Düsseldorf ao apresentar pela primeira vez o relatório policial.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou a importância deste documento, já que por enquanto é conhecido apenas um semelhante sobre a deportação de judeus - o "relatório Salitter", encontrado nos anos 60 -, pois os nazistas tentaram eliminar no final da Segunda Guerra Mundial todo o rastro de sua maquinaria assassina.

Este documento, assinado pelo funcionário da Polícia Paul Salitter, descreve com detalhes a deportação no início de 1941 desde a estação para trens de carga de Derendorf, em Düsseldorf, de um total de 1.007 judeus com destino a Riga (Letônia).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Extrato de uma diretriz sobre a luta contra os guerrilheiros e o uso da repressão massiva contra a população civil.

Partisans. Kaunas, Lituânia
Extrato de uma diretriz do Standartenführer SS Ehrlinger aos chefes da policia de segurança e do SD sobre a luta contra os guerrilheiros e o uso da repressão massiva contra a população civil.

20 de outubro de 1943

...2. Emprego das medidas de repressão massivas.

A destruição das aldeias, as execuções publicas, a expulsão dos habitantes, assim como a deportação de mão-de-obra para o Reich, são medidas cujo emprego pressupõe o conhecimento da estrutura da população, da sua situação e do seu estado de espirito. caso contrario, estas medidas podem provocar um resultado contrario ao que se pretende.

O comando militar é responsável por todas as medidas que não pertençam à esfera das operações estritamente policiais.

Entretanto, o comando e os destacamentos da policia de segurança  e do SD deve ajudar os chefes militares com conselhos baseados na experiencia, com o seu conhecimento da situação e do estado de espirito da população.

3 .  Utilização imediata das informações obtidas para fins de propaganda

As informações obtidas pelos comandos e destacamentos da policia de segurança e do SD devem ser tanto quanto possível utilizadas imediatamente como prorpaganda: por intermédio dos propagandistas ligados às tropas, ou por intermédio dos homens da policia  de segurança e do SD aptos para esta tarefa. Se às unidade estiverem ligados propagandistas, estes devem colaborar muito intimamente com os comandos da policia de segurança e do SD.

Em função da situação e das perspectivas de sucesso, recomenda-se que reúnam os chefes e outras autoridades locais e que lhes sejam dadas explicações por meio dos interpretes. Em caso de operações punitivas (por exemplo, punições massivas), deve-se, se as circunstancias o permitirem, informar imediatamente Solução dos problemas por meio dos propagandistas, as aldeias vizinhas, explicando de forma adequada as causas destas medida de de modo a evitar a difusão de boatos perigosos.

4. Solução dos problemas gerais políticos e policiais

Dada a insuficiência de organismos de policia local nas zonas contaminadas ou controladas pelas guerrilhas, os comandos e os destacamentos  da policia de segurança  e do SD executam, na medida do possível, tarefas policiais durante as operações, prestando especial atenção à descoberta dos serviços de informações do inimigo assim como à liquidação dos comunistas e dos agentes do comissariado do interior soviético.

5. Apoio dado pelas tropas aos comandos e aos destacamentos, mais particularmente a transferência imediata dos prisioneiros de guerra e dos trânsfugas,  assim como a participação em todas as operações, constituem uma condição necessária para a descoberta das guerrilhas pelo SD. A direção unica do serviço de informações e de utilização de informantes obtidas por um comando do SD, é um fator tão importante na luta  contra guerrilhas como o comando tático único.

 Standartenführer SS Ehrlinger

(O original alemão encontra-se nos Documentos e materiais da seção de historia da Grande Guerra nacional, peça nº 18.650, folhas 1a.)



Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.97-98

Erich Ehrlinger
Sobre Erich Ehrlinger:
http://avidanofront.blogspot.com/2011/03/operacoes-de-massacre-do-einsatzgruppe.html

domingo, 2 de outubro de 2011

Ordem direta de Hitler é desacatada por Rommel



Prioridade, 
09/06/1942
Quartel general
Muito Secreto
Apenas para oficiais

1. Exército Panzer Afrika, alto comando alemão das forças armadas italianas, Roma : 
2. OKH/GenQu 
3. Gen. z. b. V. bei OKH 
4. Ob.d.L./Gen.Qu 
5. OKW/WR

De acordo com relatórios de inteligência atuais, podem ser encontrados muitos refugiados políticos alemães, nas unidades da França Livre na África.

O Führer ordenou proceder contra eles com o máximo rigor, então eles devem ser destruídos impiedosamente em batalha. Presos devem ser sumariamente executados por ordem do oficial mais próximo, exceto aqueles que estão temporariamente suspensos para fins de inteligência.

Você não pode fazer qualquer referência a essa ordem por escrito. Comandantes devem comunicar estas instruções por via oral.

 OKW/WFSt/Qu (Verw.) 
 Nr. 55 994/42 g. Kdos. Chefs.

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com




quinta-feira, 7 de julho de 2011

Regulamento dos campos de concentração

Chegada dos presos políticos no campo de concentração de Oranienburg. Oranienburg, Alemanha, 1933.

Uma caixa pescada no lago Toplitz pelo governo austríaco continha vários resumos de matrículas referentes ao campo de Oranienburg, e diferentes notas ou circulares da administração interna. Em meio a esses papéis, um documento surpreendente de se ler: o Regulamento do campo de concentração, datado de 6 de novembro de 1942.


Quando se sabe que todos os "regulamentos" foram queimados nas horas que precederam a libertação dos campos, que todos eles eram calcados em um modelo único preparado pelos assessores de Heinrich Himmler, contendo somente a sua assinatura, e que, enfim o modelo original "inaugurado" em Oranienburg em 1933 sempre foi imposto a todos os comandantes de campos, esse exemplar pescado em Toplitz sublinha a gigantesca defasagem que existia entre a ficção da direção central e a realidade cotidiana nos campos. Um regulamento semelhante ao que se vai ler (provavelmente com codicilos próprios de Mauthausen) estava afixado no vestíbulo do comandante Ziereis. 


I. PARTE GERAL 

Os detentos dos campos de concentração, sem distinção de idade, origem e classe, estão colocados em uma situação subalterna e são obrigados a obedecer, imediatamente e sem discussão, às ordens de seus superiores. Tratando-se de detentos, são também superiores os agentes de escolta das empresas SS (reconhecíveis por suas braçadeiras vermelhas), bem como os detentos encarregados de manter a ordem no campo, reconhecíveis por sua braçadeira especial. Os detentos rebeldes, refratários às instruções recebidas e que, de uma maneira qualquer, põem em perigo e perturbam o silêncio e a ordem no campo, serão punidos em virtude do regulamento disciplinar, de acordo com a gravidade do delito. 

O campo de concentração é um estabelecimento de correção de um gênero todo particular. Boa conduta, assiduidade ao trabalho, constância na realização do dever e modo de pensar conformista são as condições preliminares para a libertação. O campo é mantido sob um regime essencialmente militar. 

O uniforme deve estar sempre limpo, arrumado e abotoado. É proibido ficar com as mãos nos bolsos, levantar a gola, escarrar, bem como jogar no chão papel, embalagens de cigarros e fósforos. 

Ficam proibidos: as conversas políticas, a invenção ou propagação de boatos, bem como os jogos de cartas e de dados e qualquer jogo de azar em geral. 

É proibido comerciar o que quer que seja, trocar ou emprestar dinheiro. 

Os objetos de valor, tais como relógios de pulso, anéis, canetas-tinteiro, etc, devem ser entregues à rouparia. 

O espírito de camaradagem é um dever. 


II. OS SUPERIORES 

Cada membro da SS é um superior. Deverá ser chamado de Herr Kommandant, Herr Lagerführer, Herr Rapportführer, Herr Arbeitsdienstführer, Herr Blockführer. 

Ao se aproximar um superior, prontamente seu chapéu deverá ser retirado, seis passos antes, o detento passará adotando uma postura estritamente militar, com os olhos voltados para a frente, e recolocará o chapéu seis passos depois. 

Quando um detento for chamado, deverá gritar: "Presente", parar a seis passos do superior e responder com voz alta e inteligível. Para se retirar, dará uma meia-volta impecável e voltará correndo ao seu lugar. Quando um membro da SS entrar em um barracão, gritará: Em seus lugares, fixos e cada detento se colocará em posição de sentido, com o olhar fixado no superior.

 Quando um detento entrar em um escritório, deverá anunciar em voz alta Peço permissão para entrar. É proibido dirigir a palavra a um superior sem ordem. Cada pedido de audiência a um superior será transmitido por intermédio do Blockälteste (chefe de Block). São considerados superiores os contramestres, os chefes de mesa, de quarto, de Block e de campo. 

No trabalho, os detentos só cumprimentam em determinadas circunstâncias por ordem do vigilante SS.

Em caso de motim, de ataque violento ou de evasão de de-tentos, os vigilantes e sentinelas farão uso de suas armas. Em caso de ataques violentos, atirar-se-á imediatamente e sem intimação. Sobre fugitivos, atirar-se-á após intimação.

É proibido fumar dentro dos barracões e nos locais em que haja risco de incêndio. 
A ingestão de álcool é proibida aos detentos. 


III. ZONA NEUTRA E ÁREA DE VIGILÂNCIA 

O campo será rodeado por uma cerca de arame percorrida dia e noite por uma corrente elétrica de alta tensão. Isto representa um perigo de morte! A cerca será precedida por uma "zona neutra". Quem nela penetrar estará exposto a fuzilamento sem intimação. O local de trabalho será cercado por uma linha de sentinelas. É proibido transpô-Ia sob risco de ser fuzilado após intimação. 


IV. CHAMADA 

Cada detento é obrigado a assistir sem falta e sob quaisquer circunstâncias à chamada nominal. Assim que tocar o sino, cada qual deverá se apresentar correndo na praça de chamada, no local reservado para seu Block, alinhar-se-á e permanecerá em posição de sentido. Nas filas, é proibido falar ou voltar-se. 

Nota: a página nº 3 não constava do maço pescado no lago Toplitz (portanto, estão faltando no regulamento os pontos 5, 6 e 7). 


VIII. KOMMANDOS DE TRABALHO 

Cada detento será designado para um Kommando de trabalho. É proibido mudar de Kommando por iniciativa própria. Cada um deverá efetuar conscienciosamente e da melhor maneira possível o trabalho de que estiver encarregado. Aquele que, sem autorização, deixar seu posto, será acusado de evasão e severamente punido. Não é permitido entrar nos barracões SS ocupados. É estritamente proibido entrar em contato com civis. Quando, após a chamada nominal, for dada ordem de se apresentar ao Kommando de trabalho, cada um deverá apressar-se, sem barulho e sem falar, para juntar-se àquele de que fizer parte, incorporando-se ao grupo e formando fila. A partida será executada em passo cadenciado. À ordem: Descubram-se, todo o Kommando retira os bonés, segura-os com a mão direita sem dobrá-los e permanece com as mãos fixas ao longo da costura da calça, a cabeça alta, o olhar fixo diante de si, alinhado na fila seguindo o homem da frente. O mesmo processo se aplica quando do retorno do trabalho. 


IX. CONSERVAÇÃO DOS ARMÁRIOS 

A prateleira superior é destinada às cartas, à escova de dentes, ao material de barba, ao tabaco, etc. Na prateleira inferior ficarão a gamela (limpa e emborcada) e por cima a marmita igualmente emborcada. Por trás e à direita, o pão e outros víveres. Colher e faca serão colocadas na ombreira da porta. Todos os objetos, bem como o próprio armário deverão estar sempre impecavelmente limpos. O casacão, cuidadosamente dobrado, com o número de matrícula nitidamente visível ao alto, será colocado no fundo do armário. Os sapatos deverão ser limpos todas as noites antes do primeiro toque da campainha a três passos do barracão, depois engraxados ligeiramente e colocados diante dos armários. As meias deverão ser colocadas sobre o cano dos sapatos. É proibido levar meias para o dormitório. 


X. CORRESPONDÊNCIA 

A correspondência só será entregue ou expedida após ter sido censurada. Cada detento tem direito a receber e a escrever duas cartas ou cartões-postais por mês. A escrita deve ser legível e nítida. Uma carta anunciando a chegada ao campo poderá ser escrita imediatamente. Cada detento tem o dever de manter sua família informada. É-lhe proibido tratar de assuntos relativos ao campo, a doenças, a piolhos e de pedidos de licença. É-lhe igualmente proibido falar de dinheiro. A escrita deverá seguir as linhas. É proibido abreviar ou sublinhar. Somente serão autorizadas as informações de caráter pessoal. A correspondência deverá ser entregue em mãos ao Blockführer competente, aberta e munida de um selo levemente colado. O envio pelos detentos a seus familiares de encomendas ou pequenos embrulhos é proibido.

 Desde já, os detentos têm a possibilidade de receber de seus parentes encomendas de víveres. O número de encomendas que um detento pode receber é ilimitado. Todavia, no próprio dia da chegada da encomenda ou no máximo no dia seguinte, o detento deverá ter consumido seu conteúdo. Em caso de impossibilidade, os víveres serão divididos com outros detentos.

 Se um detento abusar do envio de encomendas fazendo passar mensagens secretas, ferramentas ou qualquer outro objeto proibido, será imediatamente punido com a pena capital. Quanto aos seus companheiros de barracão, ficam automaticamente proibidos de receber encomendas por um período de três meses. 


XI. ENVIO DE DINHEIRO 

Os detentos estão autorizados a receber ordens de pagamento de seus familiares. Seu montante será guardado pela administração financeira do campo em conta do detento em questão. A fim de permitir compras na cantina, cada titular de conta poderá dispor de 15 RM por semana, mas nenhuma compra poderá ser feita sem que o pagamento seja efetuado por meio de bônus. É estritamente proibido aos detentos possuir dinheiro líquido (inclusive moeda estrangeira) ou escondê-lo nos barracões ou em qualquer outro lugar. Qualquer delito deste gênero será severa-mente punido e o dinheiro encontrado será confiscado em prol do Banco do Reich. 


XII. COLETA 

São proibidas coletas de qualquer espécie, com exceção de donativos voluntários para assinatura de jornais. Estes donativos devem ser registrados numa lista trazendo o número da matrí-cula e o nome e indicação da soma, seguindo-se a assinatura do interessado. O desconto dos jornais será também assinado pelo chefe de pavilhão e pelos dois chefes de quarto. Os documentos justificativos deverão ser regularmente submetidos ao Blockführer. 


XIII. REQUERIMENTOS E RECLAMAÇÕES 

Cada detento está autorizado a apresentar requerimentos e reclamações por escrito. Eles serão recolhidos pelo Blockführer que será obrigado a transmiti-los. Quando uma reclamação se referir a um Blockführer, ela poderá ser diretamente submetida ao Lagerführer. As reclamações coletivas, consideradas como atos de rebelião, são estritamente proibidas. Os detentos que desejarem se apresentar na reunião do alto-comando, devem informar, por escrito, aos seus Blockführer. 


XIV. RECREAÇÃO 

Durante a recreação, os detentos podem ficar à vontade, nas salas de estar de seus barracões, lendo, escrevendo cartas ou participando de jogos de salão. Os jogos de azar e a dinheiro, de qualquer espécie, são proibidos. 

É proibido penetrar em outros barracões, encostar-se nos prédios, fazer barulho, assoviar, cantar e jogar fora dos bar-racões, atravessar a zona de isolamento demarcada por pedras brancas (em torno dos Blocks 11 e 12), permanecer na alameda perto do jardim, bem como entre as barracas de vestiário e penetrar no campo novo. 

É permitido circular pelo local deixado livre para este fim dentro do recinto do campo. As reuniões e passeios de mais de três pessoas são proibidos. 

O rádio e a biblioteca do campo estão a serviço do estudo e das distrações. É permitido, com a prévia autorização do coman-dante do campo, receber jornais nacionais-socialistas. 


XV. USO DO TABACO 

É proibido fumar dentro dos barracões durante as horas de trabalho, bem como no decorrer do período que vai do retorno noturno até a chamada. É igualmente proibido fumar durante meia hora depois do despertar. 


XVI. DECLARAÇÃO DE DOENÇA E BANHOS 

Os detentos que estiverem doentes deverão se apresentar ao Blockführer. Um detento que se subtrair com premeditação ou intencionalmente ao tratamento, será punido, da mesma forma que aquele que simular uma doença. O tratamento na enfer-maria só poderá ser realizado antes e depois das horas de trabalho. O Blockführer divulgará as horas de consulta. Cada de-tento está obrigado a tomar parte dos banhos. A ida e a volta serão feitas em filas de cinco. 


XVII. INOBSERVÂNCIA DO REGULAMENTO 

Qualquer delito contra o regulamento do campo deve ser denunciado sem demora. Especialmente aquele que surpreender alguém preparando ou concordando com uma tentativa de evasão deve dar parte imediatamente, bem como de roubos, desvios fraudulentos, trapaças, contrabando de álcool, jogos de azar e atentado contra o artigo 175 do Código Penal alemão. 

Aquele que deixar de denunciar tais fatos sofrerá a mesma punição que o próprio delinqüente. 

Existe um caminho que leva à liberdade. Seus indicadores se chamam: 
obediência, assiduidade ao trabalho, honestidade, ordem, limpeza, sobriedade, preferência pela verdade, espírito de sacrifício e amor à pátria. 

Oranienburg, 8 de novembro de 1942.


Transcrição:  Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte: BERNADAC, Christian Bernadac.  Dias Sem Fim.Rio de Janeiro: Ed. Otto Pierren Editores, 1980. pg 269-275

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nota sobre a responsabilidade coletiva da população pelas ações de guerrilheiros

Theodor Adrian von Renteln.
Nota do Comissario Geral da Lituânia Von Renteln ao Primeiro Conselheiro Geral sobre a imposição da responsabilidade coletiva da população pelas ações dos guerrilheiros

Kaunas

10 de setembro de 1943

Oaumento do numero de ataques contra os caminhos de ferro, estarda e pontes obriga-me a tomar medidas enérgicas.

Dado que a realização dos ataques é impossível sem uma participação pelo menos passiva da população, sou obrigado a tornar esta responsável pela ordem e pela segurança. Não se pode continuar a admitir que a população, não só se defenda das guerrilhas mas também nada faça para informar as instâncias competentes sobre o seu aparecimento e sobre as pessoas suspeitas. Deve pois, por intermédio dos chefes de distrito, informar a população local de que, no futuro, os habitantes e as localidades serão considerados responsáveis por eventuais atos de sabotagem. Deixo a cargo dos chefes de distrito a responsabilidade de determinadas categorias de pessoas à medida que for sendo necessário. A população não deve ter dúvidas de que, no caso de atentados futuros, serão destruídos os quarteirões e as aglomerações vizinhas, e que a população será deportada. Proponho-lhe que dê a conhecer isto à população por meio de um aviso apropriado. Peço que o respectivo texto me seja apresentado antes de ser impresso. 

Doutor von Renteln 

(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais de Estado da R. S. S. da Lituânia, fundo 729, registo 1, dossier 23, folha 105.)

Transcrição: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.97-98

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ordem sobre a conduta de tropas em territórios orientais

Walter von Reichenau
O documento abaixo é, com pequenas alterações para a questão de clareza, a versão em português traduzida do documento alemão original, apresentado como evidência nos tribunais militares de Nuremberg locado para tentar criminosos de guerra. O documento alemão original também está disponível. (Fonte: John Mendelsohn, ed., The Holocaust: Selected Documents in Eighteen Volumes . Vol. 10: The Einsatzgruppen or Murder Commandos [New York: Garland, 1982], pp. 11-12])

Neste documento, o Generalfeldmarschall (Marechal de Campo) Walter von Reichenau (1884-1942) do Sexto Exército alemão, no setor sul do ataque alemão à União Soviética, reage aos relatórios da suavidade de suas tropas por incutir-lhes particularmente fortes declarações sobre seu papel na repressão do comunismo soviético e do povo judeu. Reichenau era conhecido como um dos mais fortes lideres nazistas e comandantes alemão na Wehrmacht (Exército). Ele morreu de derrame apenas alguns meses depois que ele emitiu este documento para suas tropas. Outros comandantes alemães na União Soviética, também usaram neste documento para instruir suas tropas. Para mais informações, consulte Omer Bartov, Hitler's Army: Soldiers, Nazis, and War in the Third Reich (New York: Oxford University Press, 1991), pp. 129-30.

 


Tradução do documento n º NOKW-309 Continuação da copia 6 AOK
Sect. Ia-File No. 7
Army H.Qu., 10 Outubro 1941

Assunto : Conduta de tropas em territórios orientais.

Em relação ao comportamento de tropas para o sistema bolchevista, idéias vagas ainda são prevalecem em muitos casos. O objetivo mais essencial da guerra contra o sistema judaico-bolchevista é uma destruição total de seus meios de poder e à eliminação da influência asiática da cultura europeia. Neste contexto, as tropas estão a enfrentar as tarefas que excedem a rotina unilateral do soldado. O soldado nos territórios do Leste não é apenas um lutador de acordo com as regras da arte da guerra, mas também um portador da ideologia nacional cruel e vingadora das bestialidades que foram infligidas a Alemanha e as nações racialmente relacionadas.

Assim, o soldado deve ter plena consciência da necessidade de uma severa mas justa vingança contra os subumanos judeus. O Exército tem por objetivo atingir uma outra finalidade, ou seja, a aniquilação das revoltas no interior, que, como a experiência demonstra, sempre foram causadas por judeus.

A luta contra o inimigo atrás da linha da frente ainda não está sendo levada suficientemente a sério. Traiçoeiro, partisans cruéis e mulheres degeneradas ainda estão sendo feitos prisioneiros de guerra, e guerrilheiros vestidos parcialmente em uniformes ou a paisana e vagabundos ainda estão sendo tratados como soldados, e enviados para campos de prisioneiros de guerra. Na verdade, oficiais russos capturado falam até zombando sobre agentes soviéticos em movimento aberto sobre as estradas e muitas vezes comendo em cozinhas de campanha alemãs. Tal atitude das tropas só pode ser explicado por descuido completo, por isso agora é tempo dos comandantes para esclarecer o significado urgente da luta.

A alimentação dos nativos e dos prisioneiros de guerra que não trabalham para as Forças Armadas provenientes das cozinhas do Exército é um ato humanitário tão incompreendido como é a doação de cigarro e pão. Coisas que as pessoas em casa podem poupar com grandes sacrifícios e coisas que estão sendo comprados pelo comando para a frente com grandes dificuldades, não deve ser dado ao soldado inimigo, mesmo se forem originários de saque. É uma parte importante da nossa fonte.

Quando os soviéticos recuam muitas vezes deixam conjunto de edifícios em chamas. As tropas devem estar interessadas na extinção de incêndios apenas na medida em que é necessário para garantir um número suficiente de tarugos. Caso contrário, o desaparecimento dos símbolos da antiga norma bolchevista, mesmo sob a forma de edifícios é parte do esforço de destruição. Nem considerações históricas, nem artística, são de alguma importância nos territórios orientais. O comando emite as diretrizes necessárias para a obtenção de matérias-primas e plantas, essencial para a economia de guerra. O completo desarmamento da população civil na retaguarda das tropas de combate é imperativo considerando as longas linhas vulneráveis ​​das comunicações. Sempre que possível, as armas capturadas e munições deve ser armazenadas e protegidas. Caso isso seja impossível por causa da situação da batalha, as armas e munições serão inutilizados. Se os partisans isolados são encontrados com armas de fogo na retaguarda do exército, medidas drásticas serão tomadas. Estas medidas irão ser estendidas para a parte da população masculina que se encontravam em posição de impedir ou denunciar o ataque. A indiferença de numerosos elementos aparentemente anti-soviético, que se origina de uma atitude de "esperar e ver", deve dar lugar a uma decisão clara de colaboração ativa. Se não, ninguém pode se queixar de ser julgado e tratado como um membro do sistema soviético. O medo de contra-medidas alemãs devem ser mais fortes do que as ameaças dos restos errantes bolchevista.


Independentemente de quaisquer considerações do futuro político o soldado tem de cumprir duas tarefas:

1) Completa aniquilação da falsa doutrina bolchevista do Estado soviético e suas forças armadas.

2) O extermínio impiedoso da traição e crueldade estrangeiros e, portanto, a proteção das vidas dos militares na Rússia.

Esta é a unica forma de cumprir nossa tarefa histórica de libertar o povo alemão uma vez por todas dos perigos asiáticos e judeus.

Comandante-em-Chefe

(Assinado) von Reichenau

Field Marshal

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

Fonte do Fac-simile do documento: 

domingo, 13 de março de 2011

Mapa dos lugares de destruição em massa na Bielorrussia

Fascistas construíram mais de 260 campos de extermínio e locais de execuções em massa de pessoas nos territórios ocupados da Bielorrússia. Um grande número de pessoas se tornaram prisioneiros nos campos de concentração. Longas fileiras de arame farpado, torres e cães especialmente treinados encarnava "a nova ordem fascista". De acordo com alguns dados incompletos, mais de 1 400 000 bielorrussos foram mortos nestes campos pelos nazistas.

Segue o mapa dos lugares destruição em massa do povo bielorrusso . A Grande Guerra Patriótica. 1941 - 1944:


Legenda:
  • Gomel (símbolo = circulo maior)
  • Numero de mortos:135822 
  • Descrição: Centros das províncias, o número de pessoas mortas na cidade e na região.

  • Slutsk (simbolo = circulo menor)
  • Numero de mortos: 25584 
  • Descrição: Centros regionais, o número de pessoas mortas na área.

  • Trostenets (símbolo = triângulo) 
  • Numero de mortos: 206000 
  • Descrição:  Os maiores campos de extermínio e os locais de destruição em massa de cidadãos soviéticos

Nota: O número de pessoas mortas na região também inclui os prisioneiros que morreram em campos de morte. Exceto para os locais de destruição em massa no Bronnaia Gora, Ozarichy e campo de morte em Berezvech.  [Bielorrússia na Grande Guerra Patriótica. 1941-1945. Enciclopédia, Minsk, 1984, p. 29]

Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte primaria: Bielorrússia na Grande Guerra Patriótica. 1941-1945. Enciclopédia, Minsk, 1984. (Belarus in the Great Patriotic War.1941-1945. Encyclopedia, Minsk, 1984.)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mapa mostrando a população judaica em todas as regiões administrativas da Ucrânia antes de 1941


Mapa mostrando a população judaica em todas as regiões administrativas da Ucrânia (Oblast), segundo registros oficiais pré-junho 1941. 

*Estimativas da população pelo historiador Alexandre Kruglov (professor de história no departamento de Ciências Humanas da Universidade técnica de Kharkov, Ucrânia)
** Antes da guerra a região Cherkasy fazia parte da região de Kiev: os números apresentados dizem respeito à população total das duas regiões.


Tradução: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Extrato de uma intervenção do Reichsleiter Rosenberg sobre os objetivos políticos da Alemanha na guerra futura contra a URSS e sobre os planos de desmembramento desta ultima

Reichsleiter Alfred Rosenberg.


 20 de Junho de 1941

...Existem duas concepções opostas sobre a politica alemã a Leste: a política tradicional, e a outra, que, na minha opinião, devemos representar; uma decisão afirmativa ou negativa a respeito desta concepção determinará a marcha dos acontecimentos nos séculos futuros.

Segundo um dos pontos de vista, a Alemanha iniciou o último combate contra o bolchevismo, e este combate, militar e político, deve ser travado até ao fim. Depois, será a época de uma nova organização de toda a economia russa com a com a Rússia nacional renovada.

Esta união formará no futuro um bloco continental invencível.

Será uma união integral porque a Rússia é um país agrícola e a Alemanha um pais industrial, podendo por essa razão opor-se ao mundo capitalista. Era a opinião de numerosos meios. Há vinte anos que sou adversário declarado desta ideologia...

...Presentemente não pretendemos uma «cruzada» contra o bolchevismo unicamente para libertar para sempre «os pobres Russos» do bolchevismo, mas para realizar uma política alemã mundial, para conquistar a segurança do Reich alemão. Queremos resolver não só o problema momentâneo do bolchevismo, mas também os problemas que ultrapassam este fenômeno temporário e que são a essência primeira das forças históricas européias. Deste modo, devemos criar hoje, sistematicamente, a nossa situação futura. A guerra com o fim de formar uma Rússia indivisa está fora de causa. A substituição de Stalin por um novo czar ou o aparecimento neste território de outro chefe nacional mobilizaria ainda mais todas as forças contra nós. Em vez desta idéia até hoje generalizada de uma Rússia unida surge uma concepção totalmente nova do problema do Leste...

Parece-me que a nossa política deve ser orientada de maneira a aproveitar inteligentemente o desejo de liberdade de todos estes povos e dar-lhes estruturas estatais determinadas, quer dizer, separar do enorme território soviético as formações estatais e voltá-las contra Moscou libertando assim durante séculos o Império alemão da ameaça do Leste.

Quatro grandes blocos nos devem proteger e fazer avançar a Europa pelo Leste dentro:

1 -A grande Finlândia
2 -Os países bálticos
3 - A Ucrânia
4 - O Cáucaso...

Não há razão para que esta submissão seja uma lei divina eterna. A política alemã para com os russos consiste em fazer regressar a Moscóvia primitiva às suas velhas tradições e de a voltar para o Leste. Os espaços da Sibéria são enormes e férteis na parte central. Numerosos revolucionários deportados para a Sibéria pelo governo czarista eram homens corajosos. Os regimentos siberianos eram considerados os melhores do Estado russo. Mesmo se expulsarmos os russos destes espaços que não lhes pertencem, ainda lhes restará uma superfície muito maior que a de qualquer povo europeu.

O fornecimento de víveres ao povo alemão durante estes anos será a mais importante exigência alemã ao Leste. As regiões meridionais e o Cáucaso do Norte deverão constituir reservas de víveres para o povo alemão. Não tomamos nenhum compromisso de alimentar o povo russo com os produtos provenientes destas regiões. Sabemos que é uma dura necessidade que ultrapassa a medida de todos os sentimentos. É certo que será necessário proceder a uma grande evacuação, e anos muito duros esperam os Russos. Mais tarde será decidido se se devera manter a indústria (fábricas de construção de material ferroviário, etc.). Para o Estado alemão e para o seu futuro a realização desta política em território russo é uma enorme tarefa política que, ao contrário do que à primeira vista pode parecer, só é negativa se nela se vir somente a dura necessidade da evacuação. A orientação do dinamismo russo para Leste é uma tarefa que exige homens de carácter decidido. É possível que a futura Rússia aprove estas decisões, não nos próximos 30 anos, é claro, mas 100 anos mais tarde, pois a luta no curso destes dois últimos seculos dilacerou a alma russa... Se os russos estão agora isolados do Ocidente, recordar-se-ão talvez da sua força inicial e da terra a que pertencem. É possível que daqui a alguns séculos algum historiador veja esta decisão de uma diferente da de um russo atual.

Em breve vos mostrarei os limites destes quatro comissariados do Reich, sob a reserva que o führer os aprove. Tomou-se em consideração os objetivos políticos, as nacionalidades e os limites administrativos atuais da Uniäo Soviética, que não podem ser imediatamente modificados. 

O comissariado do Reich dos países bálticos será cornposto de quatro comissariados gerais (três deles chamar-se-ão Landeshauptmannschaften), que por sua vez seräo sub-divididos. Os seus limites passarão a oeste de Petersburgo, ao sul de Gatchina, perto do lago Ilmen, e depois para o sul, 250 quilômetros a oeste de Moscou ate ao limite da população ucraniana. A fronteira passará muito para leste, por um lado, pois estas regiões são habitadas pelos restos dos velhos povos estónio e letão, e, por outro lado, será mais racional pois estamos a encarar uma séria germanizaçäo da parte ocidental dos países bálticos e a regeneração do sangue. Entre a Estónia própriamente dita e a Rússia será criada uma zona povoada por Estónios e Letões que executam conscienciosamente as suas obrígações e cujos interesses vitais estão ligados à Alemanha, pois um ataque qualquer vindo da Rússia significaria a sua perda. (O traçado definitivo das fronteiras será evidentemente feito pelo Estado-­Maior geral das forças armadas de acordo com as exigências estratégicas). Junto à fronteira ficará a Bielorússia como lugar de concentração de todos os elementos perigosos do ponto de vista social e que será considerada como uma reserva. Com o tempo esta região obterá uma certa autonomia. À diferença da Estónia, da Lituânia e da Letónia, que serâo Landeshauptmannschaften, a Bielorússía chamar-se-á Comissariado geral.

Este Comissariado do Reich ocupará uma superficie de 550.000 km² com uma população de 19,3 milhões de habitantes.

As fronteiras da Ucrânia rodearão a Ucrânia pròpriamente dita, incluindo as regiões de Kursk, Voroneje, Tambox, Saratov. Há já varíos anos encarreguei os meus serviços de preparar cartas etnográficas de todo o Leste. Estabelecemos aproximadamente os limites etnográficos. A região das terras negras que é a mais fértil da Rússia pode ficar ligada ao governo ucraniano, mas não é essa a solução definitiva do problema.

A Ucrânia será dividida em oito comissariados gerais com vinte e quatro comissariados principais. Ocupará urna superfície de 1,1 milhão de quilómetros quadrados com uma população de 59,5 milhões de habitantes.

No Cáucaso, as fronteiras passam a leste do Volga, e depois ao sul de Rostov. As outras fronteiras de Estado que outrora existiam seguem ainda ao longo da Turquia e do Irã.

Este território tem uma superfície que ultrapassa os 500.000 quilometros quadrados e 18 milhões de habitantes. Será dividido em seis comissariados gerais.

O restante território formará a Rússia pròpriamente dita. Tem uma superficie de 2,9 milhöes de quilômetros quadrados com uma populaçäo de 50 a 60 milhöes de habitantes.

As regiões assinaladas ao alto a branco, säo pouco povoadas. Aquilo que é necessário fazer para dirigir e conservar certas regiões constitui uma tarefa que a nossa geração provavelmente não poderá resolver definitivamente, pois será assunto para vários séculos...

A vinte de Abril do ano corrente, o führer nomeou -me seu delegado direto para a resoluçäo dos problemas do espaço de Leste. É possível que em vez do cargo de delegado seja criada uma administração com missões jurídicas e estatais determinadas.

De momento, não é possível determinar e enumerar os postos de serviço, mas podem ser considerados como resolvidos os elementos seguintes:

1. Eu sou delegado para impor a ordem no Leste.
2. Os quatro comissários do Reich receberão diretrizes da minha parte.
3. Todo o comando na região é assegurado pelo comissário do Reich.

É evidente que isto não colide com as prerrogativas do marechal do Reich, delegado do plano quadrienal. Os comissários do Reich serão os representantes da soberania do Reich alernão e, como adjuntos, terão quatro chefes militares nomeados pelo führer. Os outros problemas gerais e particulares serão resolvidos pelo führer.

Eu nomearei representantes no Estado-Maior geral das forças armadas e no estado-maior do exército, assirn como nos grupos de exércitos, para participar no exame da futura situação politica. Peço que me transmitam as pretensões das outras administrações relativas asquestões que acabo de abordar...

Temos pois diante de nós dois objetivos gigantescos:

1. Assegurar o abastecimento de víveres e a economia de guerra da Alemanha. É esta a grande missão do marechal de Reich.

2. Libertar para sempre a Alemanha de qualquer pressão política proveniente do Leste. É este o objetivo político da luta. Este objetivo será atingido graças a uma política inteligente que analise com exatidão o passado e o presente. A realização de tal politica exige ideias e ações claras e firmes, Toda a ação deve orientar-se para a realização dos dois objetivos. A colaboração benévola de todos os que querem seguir a Alemanha é a garantia de que serão facilmente conseguidos sucessos economicos para o bem estar das duas partes...

Não nos deixemos embalar por ilusões. Trata­-se de um país primitivo e os nossos soldados encontrarão condições muito diferentes daquelas a que estão habituados na Europa. Não encontrarão bancos, nem bons hotéis, nem camas, mas habitações parcialmente destruídas e casas sem conforto. Terão que arranjar tudo o que é necessário a homens cultivados. Todos os homens que forem para este pais devem saber que servem uma missão gigantesca e que aceitaram anos de trabalho colonizador muito duros.

É evidente que a lei considera 1 ano de trabalho no Leste equivalente a 4 ou 5 de trabalho no Reich. Este trabalho difícil deve ser apoiado por todos os meios. Mas pensamos que uma vez realizado terá reflexos durante muito tempo e que, praticamente, a Europa avançará cada vez mais para Leste.Gostaria uma vez mais de vos exprimir o meu reconhecimento pelo apoio que me foi dado durante estas semanas.

Todos os que partem para esta tarefa encarregam-se de um pesado fardo, que aceitam porque que estão a servir a idéia politica do nacional-socialismo, a reorganizaçäo definitiva do nosso velho continente. Se todos nós servirmos esta missão comum, ajudaremos o führer a realiza a grande obra da sua vida.


(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da U. R. S. S. sobre a Revolução de Outubro, fundo 7445, registro 2, dossier 144, folhas 330 a 352.)


Notas:
1 - Alfred Rosenberg, um dos chefes e ideólogos do fascismo, tinha a seu cargo desde julho de 1941 o ministério para as regiões ocupadas do Leste, criado com a missão de submeter os povos da URSS.

Transcrição: Daniel Moratori ( avidanofront.blogspot.com)

Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.15-22