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sábado, 26 de dezembro de 2009

Câmaras de Gás nos campos de extermínio nazistas

Na Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial, essas câmaras eram muito solicitadas em campos de extermínio na eliminação sistemática de seus prisioneiros.


Nestas câmaras, hermeticamente vedadas, um poderoso e mortal gás chamado Zyklon B era injetado em quantidades no seu interior. O Zyklon B era o nome comercial, mas na verdade, tratava-se do ácido cianídrico um gás muito utilizado até hoje nas câmaras de gás norte americanas. O ácido cianídrico usado para esse fim é uma pastilha em forma de cristais que uma vez exposto ao ar entra em processo de sublimação e após algumas horas começa a liberar o gás mortífero e altamente letal quando inalado. Para se ter uma idéia, mesmo em pequenas doses, ao ser respirado o gás cianídrico entra pela corrente sanguínea, até chegar às células, onde bloqueia a ação das mitocôndrias e desse modo, as células ficam sem produzir energia ocorrendo a seguir a morte por asfixia. O gás também é usado em grandes celeiros na eliminação do caruncho (pragas).



– Um punhado de Zyklon B granulado, e uma cópia original de um documento com instruções de que o gás seria usado como "material para a reorganização dos judeus", afixado no mural de avisos em Auschwitz I.
 
Também era realizado um cuidadoso trabalho para que as vítimas realmente pensassem que tomariam banho e sairiam de lá vivas... Os alemães ordenavam que todos ficassem nus e depois recebiam um cabide numerado para que colocassem suas roupas e após o "banho", pudessem vesti-las; também eram obrigadas a levantar os braços ao entrar afim de que houvesse mais espaço para acomodar mais gente, e antes de entrar no "chuveiro", tinham seus cabelos cortados por prisioneiros que habitavam o campo havia mais tempo, e em um espetáculo de sadismo, algumas vezes, os alemães convocavam uma banda para entreter os prisioneiros antes de levá-los à câmara. Assim que as portas se fechavam, a luz era apagada e o gás começava a invadir o ambiente. Muitas vezes as paredes tinham de ser lavadas cuidadosamente após cada utilização, pois no desespero, várias pessoas se jogavam contra as paredes. Erroneamente, a decisão de usar a câmara de gás foi tomada na Conferência de Wansee, em 1942, e primeiramente usavam monóxido de carbono (CO) do motor de um tanque. A última utilização das câmaras de gás ocorreu em 1944, em Auschwitz-Birkenau, o mais tenebroso campo de extermínio...
Este gás foi inicialmente utilizado como pesticida, para matar piolhos, pulgas e carrapatos transmissores de tifo, que era uma doença endêmica na época da segunda guerra. A casa ou alojamento com pragas eram bem fechadas e os cristais eram jogados em seu interior. Depois de seis horas, todos os insetos estavam mortos. Macabra foi a descoberta de que o gás também era tóxico para humanos e desse modo, os prisioneiros judeus eram confinados em câmaras (grandes salas de concreto) muito bem lacradas e os cristais de ácido cianídrico eram jogados em seu interior através de uma abertura no teto.
Ao contrário do que se imagina esse "processo de morte" não era rápido nem indolor como na câmara de gás. A sublimação do gás cianídrico era lenta e sua inalação altamente sufocante. Homens e mulheres, novos e velhos, eram levados para estas câmaras, sob o pretexto de tomar banho e não voltavam mais.



Bibliografia: Hervé JOLY, L’implication de l’industrie chimique allemande dans la Shoah: le cas du Zyklon B, Revue d’histoire moderne et contemporaine, 47-2, avril-juin 2000, p. 368-400.