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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Voluntários russos escavam em busca de corpos desaparecidos na 2ª Guerra

Voluntários desenterram corpos de combatentes
 desaparecidos em batalhas da 2ª Guerra
De cerca de 70 milhões de pessoas mortas na Segunda Guerra Mundial, 26 milhões perderam suas vidas nas batalhas do leste - e quase 4 milhões ainda são oficialmente classificadas como "desaparecidas em ação".

Agora, voluntários russos estão fazendo buscas em antigos campos de batalha soviéticos para localizar os restos mortais dos soldados, determinados a dar a eles um enterro digno - e um nome.

Olga Ivshina caminha lentamente pela floresta de pinheiros segurando um detector, que apita regularmente. "Não estão enterrados muito profundamente", ela explica.

"Às vezes nós os encontramos logo abaixo de camadas de folhas e musgo. Continuam deitados no ponto onde caíram. Os soldados estão esperando por nós, pela chance de poder finalmente ir para casa."

Perto dali, Marina Koutchinskaya está de joelhos, escavando na lama. Nos últimos 12 anos, ela passa a maior parte de suas férias assim, longe de casa, de sua loja de roupas e de seu filho.

"Meu coração me chama a fazer esse trabalho."

As duas participam de um grupo chamado Разведка – Razvedka (Exploração, em tradução livre), que viajou 24 horas espremido em um caminhão do Exército para chegar a esta floresta perto de São Petersburgo.

Acampam nas florestas e às vezes têm de caminhar com lama até a cintura para achar os corpos. Esse trabalho também pode ser perigoso: muitos soldados são encontrados com granadas em suas mochilas. "Escavadores" de outras regiões da Rússia já perderam suas vidas.

Perdas

Em apenas uma área, acredita-se que cerca de 19 mil soldados
soviéticos tenham morrido em poucos dias, em 1942

Nenhum país sofreu tantas perdas humanas durante a Segunda Guerra como a União Soviética.

Em 22 de junho de 1941, Hitler iniciou a maior e mais sangrenta campanha da história militar, com o objetivo de anexar vastas áreas da União Soviética ao Terceiro Reich Alemão.

São Petersburgo (na época Leningrado) foi um dos alvos da operação. Em menos de três meses, o Exército alemão havia cercado a cidade e começado a bombardeá-la pelo ar.

No entanto, o plano inicial, de tomar de assalto a cidade, fracassou. Hitler decidiu então manter o cerco sobre Leningrado até que a cidade se rendesse - pela fome. Durante mais de dois anos, o Exército Vermelho lutou desesperadamente para romper o cerco alemão.

Olga e Marina estão trabalhando perto da cidade de Lyuban, 80 km ao sul de São Petersburgo. Ali, em uma área de dez quilômetros quadrados, cerca de 19 mil soldados soviéticos teriam sido mortos no decorrer de alguns dias, em 1942. Até agora, os escavadores encontraram 2 mil corpos.

Ilya Prokoviev, o mais experiente da equipe, cutuca cuidadosamente o solo com uma vara de metal pontuda. Ex-oficial do Exército, ele encontrou seu primeiro soldado há 30 anos, quando caminhava pelo pântano.

"De repente, vi umas botas meio enterradas na lama", conta. "Um pouco mais adiante, encontrei um capacete soviético. Raspei um pouco de musgo e vi um soldado. Fiquei chocado. Era 1983, eu estava a 40 km de Leningrado e ali estavam os restos mortais de um soldado que não tinha sido enterrado. Depois disso, houve mais, mais e mais. Percebemos que esses corpos estavam espalhados por toda parte."

Durante as batalhas, não havia muito tempo para enterrar os mortos, explica Valery Kudinsky, oficial do Ministério da Defesa responsável por cemitérios de guerra.

"Em apenas três meses, a máquina de morte alemã varreu mais de 2 mil km das nossas terras. Tantas unidades do Exército Vermelho foram mortas, dizimadas ou cercadas, como alguém poderia ter pensado em enterros, ou mesmo em registros de enterros, em tais condições?"

E logo após a guerra, a prioridade era reconstruir um país arrasado, ele diz. Mas isso não explica por que, mais tarde, não houve esforços para identificar e enterrar os corpos de soldados mortos.
Escavadores acampam nas florestas em meio à lama para achar os corpos
Política de Estado?

Os voluntários acham que alguns corpos foram deliberadamente escondidos. O governo da URSS baixou decretos em 1963 ordenando a destruição de quaisquer traços da guerra, diz Ilya.

"Se você pega um mapa das batalhas e depois observa onde foram feitas novas plantações de florestas e projetos de construção, vai notar que os dois coincidem. Ninguém me convence de que eles plantaram árvores por razões ecológicas."

Mas como alguém - seja ele fazendeiro ou outro trabalhador - poderia ser capaz de subir em um trator e arar terras cheias de restos mortais de seres humanos?

"Se eles se recusassem a arar um campo porque havia corpos ou ossos nele, simplesmente seriam despedidos", disse Ilya. "Naquele tempo, se você perdia seu emprego, você simplesmente não existia. Assim era a vida na União Soviética."

Também houve momentos de horror para os voluntários.

Como, por exemplo, quando encontraram valas da cadáveres na localidade de Nevskaya Dubrovka, às margens do rio Neva, cena de um dos capítulos mais sangrentos do cerco de Leningrado.

Ali, o Exército Vermelho lutou com unhas e dentes para tentar ocupar uma pequena faixa do rio e romper o cerco à cidade. Centenas de milhares de tropas foram aniquiladas.

É possível que os cadáveres tenham sido enterrados às pressas pelos companheiros, por moradores ou pelos próprios alemães, para evitar o alastramento de epidemias.

"Havia 30 ou 40 soldados lá, quatro camadas de pessoas, uma em cima da outra", conta Olga. "Uma cabeça aqui, uma perna ali... depois de ver uma coisa como essa, você jamais esquece. Você nunca mais é o mesmo."
Identidade

Após algumas semanas na floresta, é difícil voltar para a vida na cidade, conta Olga.

"Tudo parece tão sem sentido - até meu emprego de jornalista. Às vezes me pergunto, 'o que estou fazendo?'. Mas aqui, escavando, sinto que estou fazendo algo necessário."

Para Olga, que cantou hinos comunistas na escola primária e depois teve de aprender sobre lucros e perdas na secundária, procurar corpos dos soldados também oferece uma bússola, um conjunto de parâmetros morais, em tempos tão confusos.

"Esse trabalho nos conecta com nosso passado. É como uma âncora que nos ajuda a ficar no lugar certo durante uma tempestade".

Encontrar os mortos, no entanto, é apenas uma parte da missão de Olga e seus companheiros. A outra é salvar os soldados da anonimidade. "O soldado tinha uma família, amou, teve filhos", diz Ilya.

Mas o processo de identificação não é fácil, especialmente após tanto tempo.

"Quanto mais informações coletamos do local, maior a chance de identificarmos um soldado", diz Alexander Konoplov, líder do grupo Exploração.

Às vezes, o grupo encontra moedas velhas com os soldados. Havia uma crença de que, se as famílias dessem moedas aos soldados, eles voltariam para casa para devolver o empréstimo.

Iniciais gravadas em colheres ou cumbucas de metal também ajudam, mas a chave mesmo é encontrar as etiquetas de identificação emitidas pelo Exército.

Durante a Segunda Guerra, os soldados soviéticos recebiam pequenas cápsulas contendo um pedaço de papel. Estes deveriam ser preenchidos com a data de nascimento e nome do soldado. Mas muitos estão ilegíveis, ou eram deixados em branco por superstição.

"Às vezes encontramos mensagens junto com o nome do soldado", disse Alexander. "Alguns escreviam, 'se eu morrer, por favor, avise minha namorada, ou minha mãe'. É difícil não ficar comovido."
600 grupos

O Exploração é um de 600 grupos de escavadores de toda a Rússia que, até o momento, já encontraram e enterraram 500 mil soldados.

Alexander tem regras rígidas sobre como os restos mortais devem ser escavados, identificados com etiquetas e guardados. Cada soldado é fotografado e o local onde morreu é registrado e incluído em um banco de dados digital.

Muitas vezes, a equipe recorre aos serviços de um técnico especializado, que usa luz ultravioleta e outros recursos para decifrar as marcas já desbotadas deixadas no papel.

Uma vez que um nome é encontrado, o grupo usa listas do Exército, documentos classificados e contatos na polícia ou entre os militares para tentar encontrar membros de sua família.

Essa busca pode levar anos.

Cerimônias

Perto das margens do rio Neva, onde os escavadores encontraram uma vala comum, um sacerdote da Igreja Ortodoxa Russa canta orações enquanto caminha entre fileiras de caixões vermelhos.

Filhos, netos e bisnetos de soldados observam em silêncio, alguns choram.

As gêmeas Tatiana Uzarevich e Lyudmila Marinkina, de 50 anos, voaram nove horas, da região remota de Kamchatka, para o enterro do avô. Os voluntários fizeram um apelo na TV para encontrá-las.

Lyudmila conta que sua mãe, hoje idosa, ficou atônita ao ouvir o nome de Alexander Golik no noticiário. Quando ele desapareceu, a esposa - avó das gêmeas - e os quatro filhos ficaram na miséria. Famílias de soldados soviéticos desaparecidos em ação não tinham direito a ajuda financeira após a Segunda Guerra.

"Minha mãe sentia tanta fome o tempo todo que, na escola, implorava às outras crianças que lhe dessem pedaços de pão."

"Ela só consegue visualizar o formato das mãos dele - mas se lembra de um homem bondoso", diz Tatiana. "Nós tínhamos de vir aqui a esse funeral, para visitar o lugar onde ele morreu e acompanhá-lo ao lugar onde vai descansar".
Missão de Vida

Para os voluntários, o funeral é a conclusão de meses de trabalho. É a razão de sua luta: trazer um pouco de ordem ao caos moral do passado e honrar os que deram suas vidas.

Na primavera do hemisfério Norte, as buscas recomeçam. Mas esta é uma missão para muitas gerações.

"Existem tantos soldados ainda não enterrados, vai levar décadas para encontrá-los", diz Marina.

"Precisamos continuar a fazer isso por nós mesmos, para que nossas almas possam ficar em paz", agrega Ilya. "Isso se tornou a razão de nossa existência."

Relato 1:

'Ele prometeu que voltaria'
Nunca esquecerei a história de Khasan Batyrshin.

Khasan tinha 21 anos e desapareceu em 1943. Todos os anos, a família contactava o governo pedindo informações, mas a resposta era sempre a mesma. "Nenhuma informação encontrada. Soldado desaparecido em ação". Mas os Batyrshins nunca desistiram. Mesmo aos 105 anos de idade, sua mãe repetia: "Ele vai voltar. Ele me prometeu. Ele vai até mover montanhas".

Encontramos Khasan no ano passado, perto de Nevskaya Dubrovka. Os corpos dos que morreram lá foram jogados em buracos feitos pelas bombas que caíam. Era um dos últimos dias de escavações, todo mundo estava cansado, mas Khasan nos inspirou. Encontramos sua etiqueta de identificação. É sempre um milagre, porque muitos soldados não tinham qualquer identificação. E mesmo os que tinham, muitas vezes as deixavam em branco.

O pedaço de papel dentro da carteira plástica tinha sido preechido de forma cuidadosa. Não foi fácil de decifrar, mas depois de quatro horas, Khasan conseguiu seu nome de volta.

Quando a família recebeu a notícia, a primeira coisa que fizeram foi visitar a tumba da mãe de Khasan para lhe dar a notícia. Ela tinha morrido um ano antes".

Olga Ivshina

Relato 2:

De repente, vi umas botas meio enterradas na lama "Um pouco mais adiante, encontrei um capacete soviético. Raspei um pouco de musgo e vi um soldado. Fiquei chocado. Era 1983, eu estava a 40 km de Leningrado e ali estavam os restos mortais de um soldado que não tinha sido enterrado. Depois disso, houve mais, mais e mais. Percebemos que esses corpos estavam espalhados por toda parte."

Ilya Prokoviev, o escavador mais experiente da equipe, sobre o corpo que encontrou por acaso



Fonte: BBC

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ladrões roubam covas na Rússia para lucrar com peças da Segunda Guerra Mundial



"Você vai encontrar três rifles. Basta juntar as peças e montar um novo, que até funciona", conta um homem que pede para ser identificado como Alex, enquanto nós passamos pelo matagal. Nós estamos a caminho de uma área que foi palco de algumas semanas de ferozes combates durante a Segunda Guerra Mundial. 

Alex pediu para ser descrito como um "escavador". Ele nasceu e cresceu em Leningrado (atual São Petersburgo), na Rússia. Desde que ele tinha 15 anos, começou a buscar por "ferro" nos bosques. "Todos os moradores daqui fazem algum tipo de escavação. Alguns por interesse pessoal, outros para encontrar coisas para vender", afirma.

Um pequeno detalhe: todas as coisas encontradas estão enterradas em meio a ossos. Para encontrar pertences e conseguir dinheiro vendendo-os em mercados de produtos de segunda mão, é preciso procurar em meio aos restos de um soldado morto.

Os mais intensos combates da Segunda Guerra Mundial ocorreram no território que atualmente pertence a Rússia, Ucrânia, Belarus e países do Leste Europeu.


Trincheiras intactas

Os campos e florestas que serviram como campos de batalha foram muitas vezes deixados para trás intactos, sem que fossem retirados destroços, bombas não-detonadas e corpos, já que não houve tempo para que isso ocorresse.

Aqueles que realizaram escavações nestes locais são normalmente classificados como "brancos" ou "negros". "A primeira categoria se refere a pessoas registradas oficialmente junto a organizações não-governamentais como realizadores de buscas. Elas recebem um visto de trabalho das autoridades regionais onde as escavações estão sendo realizadas.

O propósito principal dos "brancos" é encontrar e enterrar os restos mortais de soldados do Exército Vermelho e confirmar sua identidade. Eles compram seus próprios equipamentos e não recebem remuneração.

Existem diversos grupos de voluntários na Lituânia, Letônia e Polônia. Alguns desses grupos montaram um batalhão formado por soldados, que vistoriam as escavações.

Um batalhão especial de buscas também foi montado na Rússia, mas o número de soldados que ganharam enterros oficiais após as operações de buscas ocorreram, na maioria dos casos, graças aos esforços de grupos de voluntários. Existem mais de 600 deles, ao todo.

Os escavadores classificados como "negros" atuam ilegalmente. Eles encontram corpos de soldados nortos nos campos e às vezes agem até em cemitérios militares, para ganhar dinheiro ou para aumentar suas coleções de memorabília.`

"Esta era uma única trincheira e veja, eles tiraram tudo que podiam daqui. E jogaram fora os restos de soldados. São saqueadores Como é que alguém pode lidar dessa maneira com os restos mortais de pessoas que deram suas vidas por nós?", afirma o voluntário Anatoly Skoryukov, ao me dar um exemplo do que os coveiros "negros" são capazes de fazer.



Venda em mercados

Skoryukov gentilmente começa a juntar os pedaços de um crânio que havia sido rompido com uma pá e outros ossos espalhados em um raio de diversos quilômetros. Alex, um "coveiro negro" que aceitou me levar à floresta com ele, admite abertamente que busca o lucro ao escavar os restos de soldados.

"Se todas essas coisas ainda estão nas florestas, significa que somos os únicos interessados. Se os governos acham isso importante, eles poderiam ter desenterrado tudo isso há muito tempo", afirmou.

Os frutos do trabalho dos "coveiros negros" pode ser visto todos os finais de semana nos principais mercados de segunda mão da maior parte das cidades da Rússia, Ucrânia e alguns países do Leste Europeu. É possível comprar também artigos militares na Internet. Eles são oferecidos por centenas de sites e redes sociais.

E não faltam compradores, colecionadores particulares e seguidores de movimentos neo-nazistas. Poucos deles estão interessados no verdadeiro valor histórico das peças. O mais imporante para eles é encontrar uma suástica.

Um capacete de um soldado do Exército Vermelho pode ser comprado em um mercadinho de São Petersburgo por até US$ 25 (cerca de R$ 50). O mesmo artefato de um soldado nazista custa dez vezes mais. Medalhas militares alemãs, como a Cruz de Ferro, chegam a custar US$ 600 (cerca de R$ 1.184).

Nos anos 90, surgiu um mercado para armamentos "revividos". "Explosivos, rifles e pistolas foram vendidos aos montes. Ainda há muitos deles nos campos, mas eles agora têm sido compradores somente por colecionadores. Para atirar, é mais fácil comprar um rifle Kalashnikov novo ou alguma outra coisa em oferta. É mais barato e confiável.

Mas "coveiros negros" ainda são capazes de fazer dinheiro com munições da Segunda Guerra Mundial. Eles retiram os explosivos de minas e de cápsulas e as vendem para caçadores e pescadores. Estes "explosivos amadores" chegam a ferir e matar pessoas todos os anos. O mínimo erro, durante a excavação pode causar uma explosão.

Esse tipo de venda sem regulamentação de armas e munições é ilegal na Rússia e ao desecrar covas, os "coveiros negros" podem pegar uma pena de prisão de até oito anos. Mas na prática, até mesmo multas são uma raridade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Romênia acha vala comum com corpos de judeus mortos na 2ª Guerra

Especialistas observam vala com judeus mortos na Segunda Guerra na Romênia
Da Reuters - visitado a 05/11/2010

BUCARESTE - Arqueólogos descobriram uma vala comum com judeus mortos por tropas romenas durante a Segunda Guerra Mundial, informou nesta sexta-feira o Instituto Elie Wiesel. De acordo com testemunhas citadas pelo instituto, mais de cem judeus - homens, mulheres e crianças - foram sepultados no local, numa floresta próxima à aldeia de Popricani, no nordeste romeno.


"Uma das testemunhas viu os judeus sendo alvejados, porque os soldados acharam que ele próprio fosse judeu e pretendiam alvejá-lo também", informou, em nota, a filial romena do Instituto Elie Wiesel. "Ele só foi poupado quando os soldados se convenceram de que era cristão ortodoxo."


Ganhador do Nobel da Paz, Eli Wiesel liderou uma comissão internacional que declarou em 2004 que entre 280 mil e 380 mil judeus romenos e ucranianos foram mortos na Romênia e em áreas controladas pelo governo do país durante a Segunda Guerra Mundial. A Romênia foi aliada da Alemanha nazista.

Muitos foram mortos em "pogroms" (massacres) como o de 1941, que vitimou quase 15 mil judeus na cidade de Iasi, perto da vala recém-descoberta. Outros morreram em campos de trabalhos forçados ou "trens da morte".
Pesquisador mostra munição antiga encontrada na vala comum próximo a Popricani, na Romênia. (Foto: Reuters)
Os arqueólogos já encontraram 16 corpos em escavações na vala comum, segundo promotores, que estão investigando o caso. Esse é o segundo local desse tipo descoberto desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, 311 corpos foram exumados de três valas comuns em Stanca Roznovanu, na mesma região.

A Romênia só recentemente começou a discutir o extermínio de judeus. Até 2003, o país não admitia que isso houvesse ocorrido. Depois que o país trocou de lado na guerra, em 1944, os regimes comunistas pouco fizeram para investigar as mortes, e os governos nacionalistas após 1989 também mantiveram sigilo sobre o assunto. A Romênia tinha 750 mil judeus antes da guerra. Hoje restam no máximo 10 mil.

Vala da 2ª Guerra com até 700 corpos é achada na Eslovênia

Até 700 corpos de homens e mulheres vítimas de atrocidades na Segunda Guerra podem estar em vala.
Uma vala comum com os restos de até 700 pessoas, datada do final da Segunda Guerra Mundial, foi encontrada na Eslovênia, anunciou nesta terça-feira o governo do país europeu.

A vala de 21 m de extensão foi descoberta em uma floresta perto da cidade de Prevalje, no norte do país.

De acordo com a BBC, o governo esloveno informou que os restos de homens e mulheres foram encontrados na vala na semana passada com as mãos amarradas nas costas. Alguns parecem ter sido baleados, outros podem ter sido golpeados até a morte.

Acredita-se que os corpos encontrados pertenciam às vítimas das atrocidades cometidas logo após o fim da guerra, possivelmente mortas por grupos antifascistas que queriam se vingar dos eslovenos que colaboraram com os nazistas durante o conflito.

Informações divulgadas na Eslovênia afirmam que alguns dos corpos podem ser de cidadãos do país vizinho, a Áustria.

Se os promotores eslovenos decidirem pelo início de um inquérito, os restos serão exumados.

Nos últimos anos várias outras valas comuns datadas da época da Segunda Guerra Mundial foram descobertas no país.

Site Terra, datado a 07 de setembro de 2010