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domingo, 24 de abril de 2011

A decisão de Kurt Gerstein de entrar para as Waffen-SS

Kurt Gerstein


A DECISÂO

Ouvindo falar dos massacres dos débeis e alienados em Grafeneck, Hadamar, etc., chocado e ferido no meu intimo, tendo um caso desses na minha familia, só tinha um desejo: ver, ver claro todo esse maquinismo e então gritá-lo ao povo inteiro! Mesmo que a minha vida estivesse em perigo, não tinha escrúpulos: por duas vezes, agentes do S. D. que se tinham infiltrado nos meios mais privados da Igreja protestante e rezavam ao meu lado tinham-me enganado. Pensava eu: O que vocês são capazes de fazer, saberei eu fazê-lo melhor do que vocês, e apresentei-me como voluntário nas S.S. Era um estimulo o facto de a minha cunhada, Bertha Ebeling, ter sido assassinada em Hadamar. Fui apresentado por dois agentes da Gestapo que se tinham ocupado do meu caso, e aceite facilmente pelas S.S. Uma vez, um S.S. disse-me: Um idealista como você devia ser um membro fanático do nosso partido.(1)


Interrogatório de 26 de Junho de 1945:
G:Em 1940 soube por intermédio do bispo de Estugarda da execução de alienados em Hadamar e Grafeneck. A minha cunhada Bertha Ebellng figurava entre as vitimas. Decidi então entrar para as Waffen-S. S. 
P: Entrou para a. Waffen-S. S. para espiar e assim servir os seus ideais religiosos? 
G:Sim, para poder travar um combate ativo e conhecer melhor os objetivos dos nazis e os segredos deles.
P: Como pode entrar para a organização depois de ter sido preso pela Gestapo por várias vezes?G: —Aceitei simplesmente as propostas que a Gestapo me fez quando da minha segunda prisão.(2)


Nos pontos principais‚ o relatório Gerstein e o interrogatório coincidem: o que o leva a tomar a decisão com mais consequências de toda a sua vida são os rumores quanto a eutanásia, e mais especificamente a morte de Bertha Ebeling em Hadamar.

 A execução dos doentes e dos débeis mentais tinha sido secretamente decidida por Hitler em Setembro de 1939. A aplicação da eutanásia está submetida ao controle direto da chancelaria do Fuhrer e camuflada com os maiores cuidados. Nos fins de 1939 e estabelecido o primeiro centro de execução em Brandeburgo; em 1940 começam a funcionar mais cinco‚ entre os quais os de Grafeneck e Hadamar. 0 comissário da polícia criminal de Estugarda, Christian Wirth, é o encarregado das execuções. 

A principio, Wirth executa os doentes a revólver, mas depressa se aperfeiçoa uma técnica: fazem-se as primeiras câmaras de gás que trabalham com óxido de carbono:
A sua instalação era, simples, escreve Léon Poliakov, e facilitada  pelo débitos relativamente pouco importante das estações de eutanásia. Em cada estabelecimento foi hermeticamente isolada uma sala, disfarçada em sala de chuveiros. Tinha uma canalização à qual estavam adaptados cilindros que continham óxido de carbono. Antes de serem conduzidos em grupos de dez ou quinze para essas câmaras de gás, os doentes eram adormecidos com injeções de morfina ou escopolamina, ou drogados com soporíferos. As estações de eutanásia tinham também um crematório pequeno onde os cadáveres eram incinerados. As famílias eram avisadas por cartas estereotipadas do falecimento do doente por debilidade cardíaca ou pneumonia. (3)
Entre Janeiro de 1940 e Agosto de 1941, foram mortos 70.273 doentes mentais. 

É importante a utilização das primeiras câmaras de gás: porque é uma das bases de ordem técnica do extermínio em massa dos judeus, que começa já nos fins de 1941. 

Mas se o programa de eutanásia era ultra-secreto, como é que Kurt Gerstein ou o Bispo de Estugarda (Stuttgart), que o teria informado, poderiam conhecer os seus pormenores? De fato, propagaram-se por toda a Alemanha rumores sobre isto. A freqüência de falecimentos nas clinicas psiquiatras a partir de 1940, as circunstâncias sempre misteriosas dessas mortes, levantam suspeitas. As indiscrições fazem o resto. A acreditar num protesto enviado em Maio de 1941 pelo tribunal de Francforte(Frankfurt) ao Ministério da Justiça do Reich, Gürtner, a eutanásia é do domínio publico: as crianças de Hadamar dizem quando vêem os autocarros que transportam os doentes: Outros que vão para as câmaras de gás. O fumo dos crematórios era visível muitas léguas ao redor (4). Pouco depois, os prelados católicos e protestantes tomam uma posição cada vez mais aberta:
Aonde se chegará no extermínio das vidas indignas?, escreve o pastor Braune num memorando à chancelaria do Reich. As ações maciças em curso demonstraram que foram incluídas muitas pessoas intelectualmente lúcidas e conscientes (...) Visar-se-ão exclusivamente os casos completamente desesperados, como os idiotas e imbecis? (...) Parar-se-á perante os tuberculosos? O programa de eutanásia é já aplicado aos presos. Passar-se-á depois aos outros anormais e associais? Onde está o limite? Quem é anormal, quem é associal, quais são os casos desesperados? Qual será o destino dos soldados que na luta pela paria podem contrair doenças incuráveis? Alguns já põem a sí próprios estas perguntas (...)? (5)
 O pastor Braune é preso pelas Gestapo. É posto em liberdade três meses depois. A agitação continua. É então que, a 3 de Agosto de 1941, o bispo de Münster, Mons, von Galen, toma publicamente partido contra a eutanásia num sermão pronunciado na igreja de Saint-Lambert:

Há obrigações de consciência a que ninguém nos pode subtrair e que temos de respeitar, mesmo à custa, da própria vida. Não há pretexto que justifique um homem matar um inocente, exceto em caso de guerra ou de legitima defesa. Já no dia 6 de Julho acrescentei às palavras da carta pastoral comum os seguintes esclarecimentos: Sabemos que já há uns meses, por ordem de Berlim, os doentes mentais há muito tempo em tratamento e que parecem ser casos incuráveis são levados  à força para clínicas psiquiátricas. Regularmente a família recebe pouco tempo depois um aviso dizendo que o doente morreu, que o corpo foi queimado e que as cinzas podem ser retiradas. De uma, maneira geral, há quase a certeza de que todas essas mortes inesperadas dos doentes mentais não são naturais, mas provocadas artificialmente de acordo com a doutrina que permite a supressão de vidas indignas e consequentemente a morte de inocentes, cuja existência se considera que nada pode trazer ao povo nem ao Estado. É uma concepção assustadora que pretende justificar o assassínio de inocentes e consente a execução de inválidos incapazes de trabalhar, de aleijados, de doentes incuráveis, de velhos atingidos pela senilidade. Perante esta doutrina, os bispos alemães declaram: O homem não tem o direito de matar um inocente sob nenhum pretexto, exceto em caso de guerra ou de legitima defesa (...) (6)
Pouco tempo depois do sermão de von Galen, deixa de praticar-se a eutanásia. Ao bispo de Münster, nada lhe acontece. 
No dia 21 de fevereiro de 1941, irá contar Karl Gerstein, foi enterrada em Sarrebruck a urna contendo as cinzas da minha cunhada. O meu irmão Kurt estava também presente na cerimônia. As circunstanciais desta morte súbita eram estranhas. Tinham escrito à mãe uma carta dizendo que a filha tinha levada repentinamente da clínica de Sarre para a de Hadamar onde morrera em conseqüência de uma epidemia. Devido á luta contra as epidemias, tinham tido de queimar o corpo imediatamente, mesmo antes de consultar os pais; as cinzas tinham sido enviadas para a administração da cidade de Sarrebruck e podiam ser retiradas. Por mais espantados que tivéssemos ficado, suspeitávamos de nada. Foi o meu irmão Kurt que, no regresso, depois do enterro, nos explicou, à minha mulher e a mim. A nossa confusão aumentou quando Kurt nos revelou que pretendia entrar para as Waffen-S. S. (...) Podia assim tirar a limpo o que havia de verdade nos diversos rumores e o que realmente se passava entre as S. S. Confesso que não tomamos a sério as palavras de Kurt (...) (7) 
O pastor Wehr, que celebrou o oficio dos defuntos, fala também com Gerstein: 
(...) Comunicou-me então a sua decisão de verificar fosse por que preço fosse a verdade dos rumores que circulavam sobre esse gênero de crimes. Desaconselhei-o a penetrar no campo das forças demoníacas, mas opôs minhas objeções uma resolução apaixonada e irrevogável. (8) 
Helmut Franz diz: 
Fiquei evidentemente horrorizado quando me informou da sua decisão. Disse-lhe que era uma louca tentação a Deus, uma provocação do destino que para ele podia acabar numa catástrofe.(9) 
O testemunho do pastor Rehling é do mesmo teor. Gerstein tornou a vê-lo em 1941 e ter-lhe-ia dito: 
Se ouvir coisas estranhas a meu respeito, não pense que mudei. Pode dizê-lo também ao presidente Koch. Não quero que tenham uma má opinião sobre mim. Estou nas SS e presentemente acontece-me falar a linguagem deles. Faço-o por duas razões: haverá a derrocada. De certeza, Deus julgará. Esses desesperados sem consciência tentarão matar todos os que consideram inimigos.  Não é do exterior que se poderá tentar impedi-los; a ajuda só poderá vir de alguém que faça desaparecer as ordens ou que as transmita truncadas. É essa a minha função! A outra razão é a seguinte: estou no rasto de muitos crimes! A minha tia foi morta em Hadamar. Quero saber quem ordena esses assassínios.
Não podia ocultar-lhe o receio e a preocupação que me causavam essa entrada na boca do lobo, acrescenta, Rehling, mas ele estava seguro do seu caminho. (10)
Se nos limitarmos aos documentos citados, o motivo da decisão de Kurt Gerstein parece simples e inequívoco. No entanto, o que sabemos sobre a sua atitude hesitante em relação ao regime durante os anos precedentes leva a crer que os motivos da sua entrada para as Waffen-SS são mais complexos do que as declarações que acabamos de ler permitem supor. É provável que a morte de Bertha Ebeling tenha sido um elemento para a decisão; mas não foi com certeza o único. De resto, há outras declarações menos concordantes do que as precedentes.

Segundo o pastor Heinz Schmidt, Gerstein e ele teriam tido a idéia de entrar para as Waffen-S. S. em 1939, depois da campanha da Polônia, para ver as coisas de dentro. Nesta época, acrescenta o pastor, não levamos avante o projeto porque nos parecia ilusório(11). Se este testemunho foi exato, a eutanásia não pode ter sido a causa de tal decisão (as primeiras execuções se verificaram no inicio de 1940) e não se percebe o que é que Schmidt e Gerstein pretendiam descobrir nas Waffen-SS no Outono de 1939. Mas sabe-se que nessa época Gerstein pretendeu entrar para a Wehrmacht.

Em 1955, no caso Gerhard Peters (12), o tribunal de Francforte(Frankfut) põe também a claro algumas contradições no que diz respeito aos motivos da entrada da Gerstein para as Waffen-SS:

Segundo declarações da mulher, nota do tribunal, ele não lhe teria dado uma explicação e teria simplesmente dito:  Eles não me querem, mas no entanto tem de me aceitar, sem concretizar o sentido das palavras tem de. Não pode ser verdade que ele tenha entrado para as SS como contou à testemunha Nebelthau, depois de o ter combinado com o pastor Niemöller; este estava com efeito num campo de concentração desde 1937, e não estava em contato direto com Gerstein. à testemunha Eckhardt disse também que tinha entrado para as SS depois de consultar os seus diretores espirituais; porém, nenhuma testemunha confirmou este ponto. A sua declaração ao velho amigo Scharkowski contradiz em certa medida as explicações precedentes: disse-lhes que era constantemente vigiado pelos serviços de segurança; este ter-lhe-ia sugerido entrar para as SS. Gerstein teria interpretado isto como um sinal de Deus apontando-lhe a entrada no campo do inimigo (...) (13).
 Em 1940, Gerstein fazia ainda esforços para ser reintegrado no partido: numa carta para a Casa Castanha de Munique teria declarado sentir-se de novo um partidário integral do Führer e ter-se tornado um adversário resoluto da Igreja confessionista (14).

Não pomos em dúvida que tais declarações não tenham correspondido ao real estado de espírito de Gerstein. Mas continuava a preocupar-se com a sua reintegração  no partido e pode ser que uma entrada voluntária para as Waffen-S. S. lhe tenha parecido um meio de conseguir esse objetivo. A estas imprecisões vem acrescentar-se um elemento enigmático na declaração de Gerstein, quando interrogado em Junho de 1945. Recordemos os termos:
P: — Como pode entrar para a organização depois de ter sido preso pela Gestapo por várias vezes?
G: —Aceitei simplesmente as propostas que a Gestapo me fez quando da minha segunda prisão.(2)

De que propostas se trata? Nada nos permite explicar esta frase que aliás muito incompreensivelmente não provocou qualquer reação da parte do investigador.

De qualquer forma, quaisquer que tenham sido os motivos exatos de Gerstein e a data em que concebeu a ideia de entrar para as Waffen-SS, o seu pedido de admissão na organização  é anterior, e não posterior ao enterro de Bertha Ebeling. Com efeito, declarou no interrogatório de 10 de Julho de 1945:
 (...) Até 5 de Março de (1941), fiquei como civil nessa sociedade (de Limon Fluhme & Ca). Antes, isto é, em Dezembro (1940) tinha apresentado um pedido de admissão ao serviço nas Waffen-S. S, (...)
 De fato, segundo uma carta da inspeção do trabalho dirigida à empresa Wintershall onde Gerstein trabalhava nessa época, este teria feito o pedido de admissão em Setembro de 1940 (15).

 Os motivos da decisão de Gerstein e até a data em que ela foi tomada não são portanto completamente claros.

Mas, retomando as palavras do tribunal de Francforte(Frankurt), uma coisa é certa: Não foi por convicção nacional-socialista nem para dar o seu contributo ao nacional-socialismo que Gerstein entrou para as SS (...) (16)
 Alista-se a 10 de Margo de 1941.

 Até agora nada parece destinar Gerstein ao papel que vai desempenhar. É um alemão como muitos outros‚ que não se subtraiu completamente às influências que marcam a evolução da sociedade alemã durante os anos trinta. As origens, o meio e a educação não o prepararam de modo nenhum para o destino que haveria de ser o seu. Aquilo que virá a ser, milhões de alemães o poderiam ter sido também. Mas ele será o único.

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Obs: Mantive certas partes como nome de cidades e localização de documentação como no original do livro, exemplo "Arquivos da R. D. A.".

Notas:
- Relatório Gerstein.
2 - Interrogatório de Kurt Gerstein feito pelo major Beckhardt do 0. R. C. G., Paris. 26 de Junho de 1945. DOC.WC-90, CDJC, Paris
3 -  Léon Poliakov, Le Bréviaire de la haine, Calmann-Lévy, Paris, 1951, p.212.
4 - Gerald Reitlinger, The Final Solution, Barnes, Nova Iorque (1961). p. 131.
5 - Léon Poliakov, op. cit., p.217.
6 -  Sermão de von Galen, em 3 de Agosto de 1941, citado por H. A. Jacobsen e W. Jochmann, Ausgewählte Dokumente zur Geschichte dest National-Sozialismus, Bielefeld, 1961.
7 - Karl Gerstein, loc. cit.
8 - Testemunho de O. Wehr, Augenzeugenbericht zu den Massenvergasungen, Vierteljahrshefte für Zeitgeschichte, 1953, Nr. 2, nota 34.
9 - Helmut Franz, op. cit., p. 24.
10 -  Kurt Rohling, art. cit. 
11 - Testemunho de Heinz Schmidt. KGH. 
12 - Cf. infra, p. 141.
13 - Veredito do Tribunal de Francforte (Frankurt) no caso Gerhard Peters, 27 de Maio de 1955, p. 13, KGH. 
14 -  Relatório da. Gestapo, 4 de Janeiro de 1940, Arquivos da R. D. A.
15  - Carta do Arbeitsamt Eisenach, de 18 de Setembro de 1940, Arquivos da R. D. A. 
16 - Tribunal de Francforte (Frankurt), loc. cit., p. 14.

Transcrição: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)
Fonte: FRIEDLÄNDER, Saul - Kurt Gerstein: Entre e o homem e a Gestapo, Rio de Janeiro: Moraes Editora, 1968, p 67-74.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Atrocidades cometidas pelos russos e pelo Leibstandarte SS

"Como um monstro pré-histórico preso numa rede, o Exercito Vermelho esforçava-se desesperadamente e com efeito cada vez maior à medida que os reflexos ativavam as partes mais distantes do seu corpo".

Soldados do Kampfgruppe Hansen
(1st SS-Panzer-Division LSSAH)
Parte desse efeito cada vez maior foi demonstrada pelo abandono das convenções de guerra -  pratica particularmente observável em qualquer frente onde o "Leibstandarte" estava empenhado em combate. Talvez os informes sobre a ferocidade dos homens das SS (pois todos os regimentos SS tinham recebido algo da reputação do "Leibstandarte") tivessem determinado isso. Fosse qual fosse a razão, a verdade é que os russos procediam como se tivessem também o seu Himmler ideológico que lhes dissera, tal como aquele disse às SS, que ali estava um inimigo que, de tão desprezível, podia ser "fuzilado sem piedade e compaixão". Prisioneiros alemães eram levados para prédios que em seguida eram incendiados, ou metralhados contra as paredes de um galpão, como os Norfolks massacrados em Le Paradis, ou esquartejados como os lendários judeus de Bzura. A bandeira branca de rendição não era passaporte para a segurança. Em Goryk, uma cidade fortificada como parte da "Linha Stalin", um dos comandantes de companhia de Meyer, Gottlob Zipfel, recebeu ordens de fazer represálias contra os que a defendiam. Pouco antes, num ponto mais abaixo, no mesmo setor, em Slucz, havia-se verificado uma batalha rápida e uma tropa de cavalaria alemã fora isolada do seu regimento. Seus homens adotaram atitude mais realista do que os soldados da Pomorska polonesa, e não fizeram ataques quixotescos aos blindados que os combatiam. Eles sabiam quando estavam derrotados. O líder da tropa tomou de um lençol branco que utilizava para forrar sua cama de campanha e o exibiu como bandeira de rendição. Depois de terem sido tratados com enganadora civilidade, foram decapitados quando o conflito chegou a Goryk, e suas cabeças empaladas nas pontas de ferro da cidadela, à verdadeira moda medieval. Os cavalos que montavam foram esquartejados vivos, sendo suas entranhas, embrulhadas na bandeira de rendição, jogadas no caminho dos alemães. "Nada poderia ter testemunhado de maneira mais forte  a sua qualidade subumana (Untermensch)", disse Meyer. A represália de Zipfel foi expulsar 200 civis dos aposentos da guarnição com bombas de fumaça e depois leva-los a um pequeno chalé ensopado de gasolina. ("O chalé era diminuto e tivemos de empurra-los para dentro como pés em sapatos apertados. Dava para ouvir os ossos estalando."). As janelas e a porta foram barricadas e uma granada de mão foi lançada pela chaminé. A explosão e o fogaréu "foram espetaculares e o fedor de carne russa assando era muito satisfatório", informou Zipfel.

 Houve muitas dessas atrocidades, como todos os Aliados relataram com veemencia nos julgamentos em Nuremberg, nos quais a organização SS foi acusada de assassinato, como o "Leibstandarte" sendo direta ou indiretamente  envolvido em nada menos que 31 acusações especificas. Mas os acusados alegavam "represália" como explicação e, alias, como justificativa. Naturalmente, nunca se pode decidir sobre quem desfechou o primeiro golpe. Dietrich ordenou sem hesitação o fuzilamento de 4000 prisioneiros russos durante a batalha de Tagarong, quando os cadáveres de seis membros de "Leibstandarte" que, segundos civis soviéticos, tinham sido surrados e esquartejados até morrer sob machados e pás pela policia secreta russa, foram encontrados num pátio.  Dietrich tambem não hesitou em fuzilar um pelotãode infantaria SS que havia mostrado sinais de covardia quando participava da grande batalha da curva do Dnieper. Eles não eram homens do "Leibstandarte": faziam parte de uma batalhão SS recrutado com base na ordem de Himmler permitindo o influxo de sangue estrangeiro para que o fornecimento de homens à Wermacht não fosse prejudicado. "Eles eram letões, romenos e ralé semelhante, e tinham recuado da frente aos berros de 'Os tanques russos estão chegando!'. Que valor tinham tais homens? A gente os fuzilava instantaneamente e jogava seus corpos no rio." Piedade e compaixão estavam fora dos termos de referencia de Dietrich. Assim é que ele também não demonstrou qualquer remorso ao mandar um bando de Schrecklichkeit (terror) do "Leibstandarte" espancar até a morte 200 feridos num hospital de Kharkov, antes de incendiar o prédio. Nesse hediondo, os atacantes usaram os cintos do "Leibstandarte", cujas fivelas exibiam o lema "Minha honra chama-se fidelidade" (Meine Ehre heisst Treue). Um deles disse em Nuremberg que "Não pareceu ignominioso. Era uma ordem e era pelo Fuhrer e pelo Reich. Não nos teriam mandado fazer aquilo se não fosse necessário".

Não é de se espantar que a "temida e terrível arma do "Leibstandarte", sua reputação(frase de Himmler), o precedesse em cada batalha.

Transcrição por: Daniel Moratori  - avidanofront.blogspot.com
Fonte: WIKES, Alan - A guarda de Hitler - SS Leibstandarte - Ed. Renes; pg.125-128

domingo, 5 de dezembro de 2010

Kurt Meyer fala sobre a luta entre o Leibstandarte e a guerrilha russa


Em busca de soldados russos 
O Leibstandarte entrou imediatamente em ação. Seu movimento geral era na direção do Mar Negro e no Dnieper,  como parte de um plano de envolvimento pelo Panzergruppe do Coronel-General von Kleist. Os russos, sem que lhes dessem a chance de recuperar o equilibro, perdido porque o ataque os surpreendera dolorosamente desatentos, revidara com violência. Eles eram indiferentes às condições de tempo, à fome e à sede, depois que o movimento de cerco dos alemães cortou as linhas através das quais eram supridas de alimento as forças russas  submetidas ao ataque. Nem mesmo a quantidade de vidas perdidas, absurdamente grande, foi capaz de pesar na sua disposição de resistir - como patenteado nos 900 dias de sitio de Leningrado. Chovera muito durante os meses de junho e julho e isto reduzira  as estradas e as planícies intermináveis a um traiçoeiro atoleiro que só os tanques  podiam atravessar. Infelizmente, até que o sol voltasse a brilhar e secasse o terreno arenoso, os veículos de abastecimento comuns ficaram imobilizados, de modo que os tanques tiveram de parar, até que as unidades de transporte de gasolina e manutenção, bem como a infantaria de apoio, que também ficara atolada, os pudessem alcançar.

Nessas circunstâncias, o Leibstandarte ficou também mobilizado, suscitando atrasos que Dietrich recebia sempre com fúria. Mas nem todo o tempo foi perdido. Seus homens desembarcaram dos veículos e foram despachados em patrulhas a pé pelas florestas que, de qualquer modo, eram impenetráveis para veículos de rodas e onde os russos haviam deixados grupos de hostilização durante a retirada.

"Esses grupos nos hostilizavam terrivelmente", declarou Kurt Meyer, que havia sido condecorado com a Cruz de Cavaleiro, pelo que fizera na Grécia e, longe de considerá-la uma recompensa por serviços prestados, tinha-a como algo que ainda estava a merecer. "A artilharia não lhes era muito util, por muito fechada a floresta, mas  nós também sabíamos tudo sobre armadilhas, colocação  de minas e emboscadas; mas nós também sabíamos, dando-se por isso continua competição de esperteza entre nossas patrulhas e seus grupos de hostilização. Certa feita, despachamos uma patrulha  de seis homens que arrebanharam e acorrentaram 22 bolchevistas. Usamos as correntes para a neve dos veículos imobilizados. Era lúgubre andar pela floresta com as correntes ressoando e a chuva caindo torrencialmente. Doutra feita, não fomos tão felizes. Despachamos uma patrulha e ela desapareceu completamente; nunca mais ouvimos falar dela. A dificuldade quando se verifica esse tipo de luta é que todos se irritam e querem passar para os grandes combates."


Transcrito por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: WIKES, Alan -  A guarda de Hitler -  SS Leibstandarte - Ed. Renes; pg. 119 - 121

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O frustrado ataque da Brigada de Cavalaria Pomorska (mito)



"A bravura dos defensores é indubitável", disse Dietrich num espaço enviado ao QG de combate. E era verdade, como prova o exemplo abaixo:

Do outro lado das ruínas fumegantes de Krzepice, com seus habitantes procurando fugir apressadamente, mas sendo assassinados às centenas, enquanto os atacantes avançavam implacavelmente, veio um contra-ataque inesperado. Era ridículo em seu conceito e desesperado na maneira de fazer. Uma tropa da famosa Brigada de Cavalaria Pomorska ocultara-se nos bosques existentes além de Krzepice e, de acordo com ordens do seu comandante, saiu para atacarem campo aberto na direção dos tanques do "Leibstandarte". Os cavaleiros portavam lanças e espadas; seus uniformes azuis eram enfeitados de borlas douradas e de seus capacetes pontiagudos pendiam plumas; e em suas frágeis couraças de parada viam-se bordados os símbolos de antigos reis  poloneses. Montavam veloses cavalos negros e seus "Hurrah", o tradicional brado de guerra polones, que é hoje conhecido em todo o mundo, foram momentaneamente ouvidos em meio às intermináveis levas de aviões que rugiam pelos céus da região.

Mais tarde, Dietrich disse que por instantes ninguém quis acreditar naquela horrível carga de opereta.  "Quase todos nós achavamos que era uma espécie de miragem". Os cavalos continuaram galopando na direção do tanque e, depois de breve momento de espanto e antes que os canhões abrissem fogo, começou a atacar o veiculo com sua espada e lança. Os artilheiros do "Leibstandarte" - escotilhas abertas e rindo às gargalhadas diante de espetaculo tão inusitado - pegaram de suas suas metralhadoras e varreram os que se aventuravam a luta tão desigual. Cavalos empinavam, caíam, davam saltos, confundindo-se tudo em dolorosa desordem, homens e animais. O espetaculo resultou numa amálgama de carne, osso, sangue e uniformes desfeitos em trapos que o gelo tradizadas pelo inverno deu aparencia de "uma colagem na qual os elementos de cor, estupidez, bravura, crueldade e agonia haviam sido conservados".

Transcrito por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: WIKES, Alan -  A guarda de Hitler -  SS Leibstandarte - Ed. Renes; pg.75


OBS: Conforme estudos recentes, foi diagnosticado que essa carga da cavalaria contra tanques foi merito da propaganda alemã, pois não há provas algum que comprovem o fato, e foi repassado em centenas de publicações até os dias atuais. Colocarei um texto referente sobre o assunto logo abaixo:

Cavalaria Polaca: Um mito militar dissipado

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Oskar Dirlewanger

Dr. Oskar Dirlewanger (26 de setembro de 1895, Würzburg - 5 de junho de 1945, Altshausen) foi um oficial da SS que comandou a SS-Sturmbrigade Dirlewanger, um batalhão penal composto de criminosos alemães. Juntamente com a SS-Brigada Kaminski, a SS-Sturmbrigade Dirlewanger é considerada uma das mais controversas unidades militares alemão, devido à seus abusos aos direitos humanos, incluindo assassinatos em massa de civis na Revolta de Varsóvia.

Início de vida


 Oskar Dirlewanger foi um oficial de infantaria na I Guerra Mundial e ganhou o Cruz de Ferro de segunda classe e a Cruz de Ferro de primeira classe. Seu serviço militar era visto como exemplar pelas autoridades alemãs, e era conhecido por sua considerável bravura em batalha (por ter sido ferido mais de dez vezes) e que sempre conduzia suas tropas na frente. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele ganhou uma série de medalhas adicionais, incluindo a Cruz Ferro 2 ª Classe, a Cruz dos Balcãs, e da Cruz Alemã em Ouro. Ele foi premiado com a Cruz de Cavaleiro em 1944.

Após o término da I Guerra Mundial, ele se juntou a diferentes milícias de voluntários Freikorps e lutou em Ruhr; Saxónia e Silésia. Entre a sua atividade militante, ele estudou na universidade de Frankfurt e atingiu um PhD em ciência política em 1922. No ano seguinte, ingressou no NSDAP, mas acabou por ser expulso. Ele voltou anos depois e recebeu o numero do partido # 1098716 e, posteriormente,o da SS # 357267.

Dirlewanger e os homens de sua brigada.
Ele realizou vários trabalhos, que incluíram o trabalho em um banco, uma fábrica de malha, e como professor. Em 1934, ele foi condenado pelo estupro de uma menina de 13 anos de idade da BDM (Bund Deutscher Mädel ou Liga das Garotas Alemãs), uso ilegal de um veículo do governo,  danificando o veículo sob a influência do álcool. Por esses crimes ele foi condenado a dois anos de prisão. Dirlewanger em seguida, perdeu seu emprego, seu título de doutor e todas as honras militares. Ele também foi expulso do NSDAP. Logo após sua libertação, ele foi preso novamente por acusações semelhantes. Ele foi enviado para o  campo de concentração Welzheim, como era prática habitual para agressores sexuais na Alemanha da época, mas ele foi solto e voltou como um coronel da SS após a intervenção pessoal de seu amigo, mais tarde SS-Obergruppenführer, Gottlob Berger, chefe da SS Hauptamt e de longo tempo amigo pessoal de Heinrich Himmler, com a condição de que ele pretendia viajar para a Espanha para lutar na Legião Condor contra o  forças anti-Eixo na Guerra Civil Espanhola.

Dirlewanger serviu com a Legião Condor de 1936-1939 e foi ferido três vezes. Ambas as vezes ele foi considerado um soldado modelo e foi bem falado nos círculos militares. Após nova intervenção em seu nome por seu patrono Berger, ele conseguiu uma petição para ter seu caso reconsiderado à luz do seu serviço na Espanha. Dirlewanger foi reintegrado ao partido nazista. Seu doutorado foi também restaurado pela Universidade de Frankfurt.




Segunda Guerra Mundial


No início da Segunda Guerra Mundial, Dirlewanger foi voluntário para a Waffen-SS e recebeu a classificação de Obersturmführer. Ele se tornou o comandante do chamado Batalhão Dirlewanger, composto inicialmente de um pequeno grupo de caçadores, juntamente com ex-soldados de um contexto mais convencional. Acreditava-se que o excelente rastreamento e habilidades de tiro dos caçadores poderia ser colocada em uso na luta contra guerrilheiros comunistas.

O batalhão foi designado para funções anti-partisans em primeiro lugar na Polónia ocupada(Governo Geral), onde Dirlewanger anteriormente serviu como um SS-TV( SS-Totenkopfverbände - que significa "Unidades da Caveira", era o SS organização responsável pela administração doscampos de concentração nazista para o Terceiro Reich)- comandante de um campo de trabalho SS em Dzików.

Em fevereiro de 1942, o batalhão foi transferido para fazer uma luta anti-partisans na Bielorrússia . Dirlewanger era conhecido por levar os seus soldados em combate pessoalmente o que era incomum para alguém de sua categoria, e ele foi ferido muitas vezes em combate. Dirlewanger recebeu o fecho para a sua Cruz de Ferro de segunda classe em 24 de maio de 1942, e a sua Cruz de Ferro de primeira classe em 16 de setembro de 1942, e recebeu a Cruz Alemã em Ouro em 05 de dezembro de 1943, em reconhecimento do regimento à seus sucessos durante esta operação (Operação Cottbus, a destruição do pseudo-estado partisan "República Autónoma Lake Pelik " e alegou a contagem de corpos de 14.000 partisans).

O principal patrono da Dirlewanger na hierarquia da SS foi Obergruppenführer Gottlob Berger, que forneceu a Himmler um enorme impulso político, e aumentando numericamente a Waffen-SS através de sua posição como chefe da SS Hauptamt (Inglês: SS Main Office - Escritório Central).

Soldados do regimento Dirlewanger entram Varsóvia, marchando na rua Chlodna, perto de Hala Mirowska (Mirowska Markthalle),  as ruínas no fundo pertencem ao Corpo de Bombeiros do Distrito Mirow em Varsóvia.
Unidade em ação.
 Na sequência de um despacho assinado por Berger em 1940, cada membro ativo da SS  que usam o mesmo uniforme são soldados profissionais. A diluição da fronteira entre os guardas do campo, da Gestapo e  soldados da linha de frente, empurrando Himmler em direção ao seu objetivo final. Tendo em conta a contribuição de Berger para ambições Himmler, é possível que Himmler tenha permitido uma mão livre a Berger .   Himmler e Berger estavam entusiasmados com a incorporação da  Brigada Kaminski a Waffen-SS, uma unidade composta por anti-comunistas dedicados, vindo de terras que estavam sob domínio soviético. No entanto, a brigada rapidamente provou ser quase completamente militarmente ineficaz e Bronislaw Kaminski foi sumariamente e, secretamente, executado por incompetência e roubo de "propriedade do governo alemão" (as posses dos polacos Warsaw), depois de desordeiros desempenho da unidade em Varsóvia em 1944, onde mais de 50% da brigada desertou após  ignorarem os seus objectivos, a fim de saquear tudo o que podiam carregar.

Uma foto muito rara de um grupo de homens do Sonderkommando Dirlewanger

Sturmbrigade Dirlewanger fotografada no Distrito Woli, na janela da casa na rua Focha 9 .No reflexo do vidro pode-se ver detalhes da casa no lado oposto da rua, na Rua Focha 8; Varsóvia; agosto de 1944.
A unidade Dirlewanger foi empregada em operações contra guerrilheiros nos territórios ocupados da União Soviética. A propaganda comunista naturalmente retratou essas operações contra as forças comunistas sob uma luz desagradável.

Mais tarde, a unidade de Dirlewanger foi utilizada na supressão do Levante de Varsóvia. A unidade Dirlewanger matou dezenas de milhares de civis não-combatentes poloneses, ao conseguir pouco militarmente. As atrocidades cometidas por suas tropas chocou e enojou mesmo os endurecido oficiais SS.

Dirlewanger recebeu sua promoção final, a SS-Oberführer der Reserve, em 15 de agosto de 1944. Em 15 de fevereiro de 1945, ele foi seriamente ferido em combate pela 12 ª vez e enviado para a retaguarda.

Os Dirlewangers frequentemente usavam máscaras no final de 1944,
devido a fotos tiradas em Varsóvia.

Assassinato

Em 01 de junho de 1945, as forças de ocupação francesa usaram soldados poloneses no seu serviço para levá-lo à força para prisão a Altshausen. Dirlewanger foi espancado e torturado durante os poucos dias seguintes. Ele morreu de ferimentos infligidos pelos guardas polacos em torno de 05 de junho de 1945. Esta informação foi suprimida na época, e muitas falsas aparições dele foram feitas em todo o mundo, apesar do  registrou francês que Dirlewanger foi enterrado em 19 de junho de 1945, deixando poucas dúvidas de que ele estava morto.

Outros boatos surgiram anos mais tarde, para sugerir que ele havia fugido, incluindo uma história de Dirlewanger servir na Legião Estrangeira Francesa e, posteriormente, desertando para o Egito para aceitar uma comissão do exército de Gamal Abdel Nassers. Estas foram provadas  falsas quando um tribunal francês organizou a exumação de seu corpo para confirmar a sua identidade em novembro de 1960.





Linhagem 

Wilddiebkommando Oranienburg (15 de Junho de 1940 - julho 1940) foi constituído por 84 homens dos quais 79 (94%) eram caçadores. A unidade foi equipada com armamento padrão do exército alemão e uniformes de combate da SS.

SS-Dirlewanger Sonderkommando (Julho 1940-1 Sep 1940) 300 homens, dois terços deles criminosos menores de unidades penais.

SS-Sonderbataillon Dirlewanger (01 de setembro de 1940 - setembro 1943), 700 homens, a maioria das prisões militares, os caçadores originais foram quase totalmente exterminados.

SS-Sonderregiment Dirlewanger (setembro 1943 - dezembro 1944) cerca de 2.000 homens, divididos em um terço de voluntários estrangeiros, presos do campo de concentração, e militares com condenação penal. Os voluntários estrangeiros eram tipicamente poloneses e criminosos russos, que não foram substituídos, sendo eliminados em combate. Durante este tempo, não era incomum que os soldados realizarem as suas tarefas mascarados.

SS-Sturmbrigade Dirlewanger (19 de dezembro de 1944 - 20 de fevereiro de 1945) 4.000 homens dos quais, cerca de 40% foram presos e outros 40% das unidades penais.

Unidades ligadas a Brigada

SS Regiment 1
SS Regiment 2
Artillerie-Abteilung
Fsilier-Kompanie
Pioneer-Kompanie
Nachrichtren-Kompanie

36ª 
Divisão SS de Granadeiros Dirlewanger (20 1945 de fevereiro-maio 1945) 6.000 homens dos quais 40% eram provenientes de unidades penais, 15% de concentração campo de prisioneiros, e 45% eram do exército alemão regular. Esta unidade de divisão foi criada em 20 de fevereiro de 1945, enquanto na frente do Oder- Sturmbrigade Dirlewanger SS e de uma parte de desabrigados de unidades do Exército regular (não da SS) . Foi uma divisão apenas no nome, e foi considerada, de longe, a pior unidade na SS. Qualidade e quantidade de armamento, treinamento e liderança variavam muito, não só de regimento para regimento, mas de pelotão para o pelotão. 


Unidades ligadas a divisão: 


72º Regimento de Granadeiros da Waffen-SS
73º Regimento de Granadeiros da Waffen-SS
Panzer-Abteilung Stansdorf I
Artillerie Abteilung 36
Fsilier Kompanie 36
687º Brigada Pioneiros
1244º Regimento de Granadeiro -  foi constituída uma mistura de homens de várias fontes, cerca de metade deles eram estudantes de escolas NCO e cerca de um quarto veio do Volkssturm.
681.Panzerjaeger-Abteilung



Traduzido por: Daniel Moratori (avidanofront.blogspot.com)

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Oskar_Dirlewanger
http://www.thedarkpaladin.com/dirlewanger.htm