domingo, 28 de dezembro de 2008

Natal Em Stalingrado


Forças russas em Stalingrado

Goebbels considerou este relato, do correspondente de guerra Heinz Schröter, muito impressionante para ser publicado na época :
No dia previsto, os combatentes de Stalingrado celebraram sua festa de Natal. Um céu cor de cinza estendia-se pesadamente sobre a estepe nevada. Um frio implacável cristalizava a paisagem. Em Stalingrado não havia mesas cobertas com toalhas brancas, nem nozes, nem maçãs: só algumas pequenas árvores de Natal, enviadas pelo correio. Aquele que dispunha de uma vela, acendia-a por momentos, colocando-a no gargalo de uma garrafa, calcando-a sobre uma táboa, dentro do capacete ou em algum ramo de árvore. Depois, apagava-se e guardava-se para outra noite. As árvores de Natal e os discursos alusivos à festividade perdiam todo o valor simbólico no meio das munições, quase sem pão e naquele ambiente de promiscuidade. Os homens sentavam-se muito perto uns dos outros. Táboas e caixotes serviam de mesas, os recipientes de metal faziam-se de copos. Os mais favorecidos bebiam aguardente, ou mesmo vinho. A maioria contentava-se com chá, ou neve derretida. É difícil descrever os sentimentos que animavam estes homens a minha volta. Aqueles soldados apenas tinham de comum as suas mãos vazias e a abóbada do céu, cercada por uma fumarada cor de sangue. Perguntavam-se por que motivo permitia Deus voltasse o Natal, quando os homens, dominando a Sua voz com o tumulto da guerra, continuavam a matar-se uns aos outros. Houve muitas companhias que passaram o Natal assim. Só a nossa viveu um verdadeiro conto de Natal - o primeiro e o último. Chegara da Alemanha quatro semanas antes. Avançava em estado de alerta sobre uma camada de neve com 40 centímetros de espessura. Depois de três horas de marcha, as primeiras filas da companhia detiveram-se. Com os rostos açoitados pela neve, vimos, repentinamente, uma aparição fantástica. Uma estaca de três metros de altura, sobre a qual mão desconhecida colocara uns paus transversais, que estavam cravejados de velas, cujas chamas tremeluziam sobre a estepe. Diante dessa árvore de Natal improvisada, recortava-se a estranha silhueta de um homem que sustentava na mão direita uma tosca cruz, feita com duas tábuas. Por detrás das árvores apinhava-se um grupo alucinante: uma dúzia de homens, envoltos em mantas, apoiados em muletas e cajados e com as cabeças cobertas de ligaduras. Espontaneamente nossa companhia formou em redor um semicírculo. Tiramos os capacetes. O homem que empunhava a cruz aproximou-se e disse: - Sabíamos que passavam por aqui esta noite. Quisemos fazer-lhes esta surpresa. Os da companhia sorriram um pouco amargamente... - Vivemos hoje - prosseguiu o homem - a noite de Natal; e amanhã será o dia em que a cerca de dois mil anos, teve início a Redenção. Aquele dia e aquela noite deveriam trazer a paz. Lutamos contra um inimigo que não conhece aquela noite nem aquele dia. Agora, saibamos dar a Deus o que é de Deus; quando esta hora tenha decorrido, dareis a César o que é de César. Depois o homem recitou o Glória: "E paz na terra aos homens de boa vontade". Disse em voz alta o texto latino e não o envergonhou falar de paz. Rezou um Pater Noster em alemão, para os protestantes. Os cento e vinte e um homens acompanharam-no a uma só voz diante da "árvore" iluminada: "...mas livrai-nos do mal. Amém". As ladeiras geladas do barranco repetiram surdamente aquele "Amém". Depois a 9ª Companhia cantou as três estrofes de Stille Nacht, heilige Nacht. Jamais este cântico terá tido tal vibração, no meio de uma desolação semelhante a esta. No que respeita ao correio, esse montão de cartas e postais destinados a vencer a distância que os separava de seu país, já quase nada chegava às suas mãos. Algumas sacas tinham sido atiradas para dentro da grande mala: que representava, porém, tão pequena quantidade para tanta gente? Basta dizer que 380 das sacas de correio destinadas a Stalingrado foram queimadas em Chiov porque, no dia da ofensiva russa, um transporte ambulante de correio que vinha de Dresden atrapalhou-se e, ao ouvir anunciar que os carros russos se encontravam a apenas 10 quilômetros, não se lembrou de colocar uma saca em cada um dos veículos que circulavam sem interrupção no caminho de Nijni-Chircaya. A maioria dos soldados passou tristemente o Natal e com uma secreta angústia ao ver reduzida para 100 gramas a sua ração de pão. Quanto ao tempo dedicado ao Natal pela emissora Grande Alemanha, foi tomado como piada de mau gosto e acolhido com palavrões. Os homens sofriam, tinham fome. A organização do abastecimento não era suficiente. A bolsa de resistência dispunha dos aeródromos de Pitomnik e Gumrak, do campo auxiliar de Bassargino e do de Stalingradsky, para as aterrissagens forçadas. O exército dera ordem de disparar contra os que praticassem pilhagens. Nos setores de quatro divisões, situadas a oeste e ao sul de Stalingrado, 364 homens foram executados em três dias, por covardia, deserção, roubo de provisões... Sim, por roubo. Certa manhã, arrancaram o soldado Wolf do buraco onde se encontrava. É ouvido, julgado e condenado à morte. A execução realiza-se num quarto mobiliado com uma mesa, três cadeiras e um fogão. Na parede está pendurado um retrato de Lênin. Nada há como a fome para levar ao crime...

As Waffen SS




As WAFFEN-SS (SS em armas) tem a sua origem nas Schutzstaffel (SS) ou esquadra de proteção, que foram criadas no início da história da partido Nacional-Socialista (Nazista) para servir como força de segurança pessoal para Hitler durante os anos de caos político na Alemanha nas décadas de 20 e 30. O Partido Nazista possuía sua própria força de ataque e defesa, maior e mais poderosa, as SA (Sturmabteilung ou Cavalariano da Tempestade), mas Hitler não confiava nas mesmas, pois elas estavam sob o comando de Ernst Röhm, seu rival.

Em janeiro de 1929 Hitler designou Heinrich Himmler para comandar as SS (o grau dele era Reichsführer) e era a meta de Himmler criar um corpo de exército de elite de soldados armados dentro do partido. Porém, as SS ainda eram uma organização muito pequena e Hitler precisava desesperadamente mudar este quadro. Himmler planejou formar uma força de elite que representasse dignamente o ideal ariano. Os homens que comporiam as SS deveriam ter um ascendência germânica comprovada, um excelente condição física e convicções políticas em relação ao nazismo inquestionáveis. Todos deveriam jurar fidelidade cega a Hitler. 

Hitler e Hermann Göring com as SA em Nuremberg , em 1928.

Por volta de 1933 as SS contavam com quase 52.000 homens e Hitler acreditava que tinha chegado a hora de exterminar as SA como forças de combate dentro do partido. Mesmo sabendo que as SA contavam com cerca de 2 milhões de membros Hitler acreditava que a hora das SA tinha chegado, pois as mesma estavam ameaçando a sua posição dentro do partido, atrapalhando os seus plano de aproximação com setores da sociedade alemã e com o próprio exército, pois o sonho de Röhm era que as SA substituíssem o exército convencional alemão, o Reichwehr, e isto não agradava os generais. 

Então em 30 de julho de 1933, naquele episódio que ficou conhecido como "A Noite das Longas Facas", Hitler enviou as SS, forças extremamente disciplinas e motivadas, para matar Ernst Röhm e vários altos oficiais das SA. O resultado foi o esperado por Hitler, e a partir daquele momento, ele e as suas tropas de choque reinavam sozinhas no seio do partido. A década de 30 foi a época de ouro do Partido Nazista, pois Hitler assumi o poder na Alemanha e Himmler, livre das SA, teve espaço suficiente para desenvolver as SS. 

Porém, Himmler queria mais, e as SS foram ampliadas para incluir a polícia alemã a partir de 1936. Himmler reorganizou então a polícia do Reich para incluir o Ordnungspolizei (a polícia regular), e o Sicherheitspolizei (a polícia de segurança). O Sicherheitspolizei foi dividido mais adiante no Kriminalpolizei ou Kripo (a polícia Criminal) e o Geheime Staatspolizei ou Gestapo (a polícia secreta). Todos estes departamentos eram subordinados ao quartel general do Reichssicherheitshauptamt (escritório central de Segurança do Reich). O RSHA estava sob a direção de Reinhard Heydrich e mais tarde de Ernst Kaltenbrünner.

Parada com as SA, Berlim.
Até 1933 não haviam ramos oficialmente reconhecidos das SS, todos seus membros sendo considerados das Allgemeine-SS (SS-Gerais, corpo burocrático de tempo parcial). Depois de obter reconhecimento oficial para seus ramos especializados, isto é, o SD (Sicherheitsdienst, ou Serviço de Segurança das SS), apenas os membros não anexados a estes foram considerados integrantes das Allgemeine-SS. Um punhado de soldados armados havia sido mantido disponível para propósitos cerimoniais e de segurança. Designados SS Verfügungstruppen (Tropas de Prontidão das SS), esta tropa armada cresceu lentamente durante os anos pré-guerra. Incluída nesta Verfügungstruppen estava a guarda pessoal de Hitler, o Stabswache, sob o comando de Sepp Dietrich. Outro grupo de membros armados das SS formou-se no final de 1933, os SS Totenkopfverbände (Destacamentos da Caveira das SS). A primeira destas unidades havia sido comandada pelo repugnante SS Standartenführer Theodor Eicke, sua função – guardar os campos de concentração. Eicke depois do expurgo das SA, foi apontado Inspetor dos Campos de Concentração e Comandante dos Destacamentos da Caveira. Isto foi uma recompensa por seu papel durante o expurgo. Os próprios Totenkopfverbände foram recompensados (eles forneceram parte dos pelotões de fuzilamento) ao serem removidos do controle das Allgemeine-SS, e terem seu tamanho expandido.

Em 17 de março de 1933, Dietrich havia estabelecido um destacamento armado especial de 120 homens das SS selecionados, o Stabswache. Assim, pela terceira vez dentro de um espaço de 10 anos, Hitler criava um grupo, possuidor de superiores qualidades, para sua proteção pessoal. Em setembro, durante a reunião do NSDAP, Hitler recompensou o Stabswache com o título oficial de Leibstandarte SS "Adolf Hitler" (Regimento de Guardas das SS). Em 9 de novembro, décimo aniversário do "Putsch" de Munique, o Leibstandarte SS fez um juramento que o ligava incondicionalmente a figura pessoal do Führer, efetivamente removendo-o do controle direto de Himmler e do NSDAP, tornando-o a nova Guarda Pretoriana de Hitler.

Em 16 de março de 1935 Hitler anunciou seu plano de introduzir o alistamento militar compulsório. Para ele o exército deveria passar a ter 36 divisões, sendo assim o último vestígio do Tratado de Versalhes havia sido descartado em nível oficial. Hitler também tinha a intenção de criar as SS Verfügungstruppen (Tropa de Prontidão SS), que seria uma unidade militar SS do porte de uma divisão.

A criação da Verfügungsfmppe assinala a instituição de uma diferença formal entre as SS militarizadas e o resto da organização, pois embora se deixasse obscura a finalidade da nova força — seu custo, por exemplo, seria financiado pelo orçamento da polícia do Reich, embora não fosse cumprir funções policiais regulares. Pretendia-se que esta tropa fosse de caráter claramente diferente do outro corpo armado das SS, as Totenkofpverbãnde. Esse grupo continuou preocupando-se com o provimento de pessoal e com a guarda dos campos de concentração e — o que é significativo— não foi chamado a fornecer recruta para a Verfügungstruppe. Em vez disso as novas unidades foram formadas reunindo-se em dois regimentos (standarten, os batalhões que descendiam dos "Esquadrões de Uso Político" criados na principais cidades alemãs no começo de 1933; o Deutschland (Alemanha), estacionado em Munique, e o Germania estacionado em Hamburgo. O terceiro regimento (todos compostos de três batalhões) era o Leibstandarte, estaciona do em Berlim. A despeito da sua incorporação na Verfügungstruppe, o Leibstandarte reteve parte da sua autonomia devido à velha amizade do seu comandante, Sepp Dietrich, com Hitler.

Paul Hausser, a quem Himmler nomeara para comandar a Verfügungstruppe, era bem adequado para o cargo. Um dos poucos oficiais, reformados, de alto posto a ingressar nas SS (dera baixa do exército em 1932 como tenente-general— general de divisão) tinha sólidas opiniões sobre a aplicabilidade das "virtude marciais" aos movimentos políticos, ' fora uma escolha natural para comanda a primeira escola de cadetes (Junkefschule) das SS, criada por Himmler en Bad Tolz, Baviera, em 1935. Ali e na Junkerschule de Brunswick, que dirigiu a seguir, os futuros oficiais das SS passavam pelo que talvez fosse o mais rigoroso e completo curso de liderança já criado. A alvorada era às seis horas, seguida de uma hora de educação física, desjejum de mingau e água mineral (produtos explorados comercialmente pelas SS) e uma manhã de treinamento e exercícios com armas. Três vezes por semana os cadetes recebiam instrução ideológica, de início por instrutores especiais e mais tarde pêlos oficiais instrutores normais, quando Himmler constatou que os primeiros pareciam estar desenvolvendo o que chamava de "status de comissários soviéticos".

Os textos mais usados eram o Mito do Século XX, de Rosenberg, e o Sangue e Solo, de Darré. A tarde era passada nas quadras de esportes, dando-se muito valor à façanha atlética. Aliás, neste aspecto, as SS passaram a assemelhar-se mais ao exército britânico do que ao alemão, com os esportes estreitando o sentimento de camaradagem entre oficiais e soldados. Num estágio posterior do seu treinamento, os cadetes das SS participavam de manobras de tiro real, uma notável inovação. Consta até que eram submetidos a inusitados testes de sangue-frio, como aquele em que o iniciado equilibrava uma granada da qual arrancara o pino, no alto do capacete, e aguardava a explosão em posição de sentido. Devido ao pequeno tamanho e a intenção inicial de criar uma força de elite, o adestramento da SS Verfügungstruppe alcançou um nível mais elevado do que o das unidades de infantaria do Exército. Até 1939, os infantes SS eram treinados como tropas de assalto. Competições esportivas e rigoroso programa de preparação física eram parte integral do programa de adestramento, uma característica não encontrada no treinamento normal das tropas do Exército. 

Parada para o terceiro aniversário da SS Leibstandarte Adolf Hitler no quartel. Sepp Dietrich está na tribuna. Maio de 1935.

A doutrinação política e ideológica nunca permitia ao soldado SS esquecer que ele fazia parte de uma formação de elite do Partido Nazista. O alistamento dentro das SS garantia, automaticamente, a inscrição nas fileiras do NSDAP. O curso, sem dúvida, produziu jovens líderes dedicados e severos. Se tinham a mesma qualidade de perfeição profissional dos produzidos pelas escolas de cadetes do exército é mais duvidoso, pois Himmler dava tal ênfase à seleção física, racial e política, que a qualificação educacional mínima tinha de ser drasticamente reduzida para se garantir números suficientes. Em conseqüência, antes de 1938, cerca de 40% dos recrutas não tinham mais do que o curso primário. Além disso, os postos intermediários eram ocupados pêlos chamados "velhos combatentes", escolhidos dentre os oficiais reformados, os únicos que possuíam verdadeiramente habilidades profissionais. Porém, mais tarde, os rigores da guerra levariam para a frente uma geração de jovens coronéis e generais SS, cujos poderes de liderança talvez não tivessem paralelo no exército alemão.

Por volta de 1938 apesar de seu poder crescente as Waffen SS ainda possuíam o status de força de segurança, quase uma polícia militar, e viviam a sombra da Wehrmacht . Isto agradava ao exército alemão, mas de forma alguma Hitler se sentia confortável com esta situação. Mas em janeiro de 1938 surgiu a oportunidade de proclamar a independência das Waffen SS. Blomberg, Ministro da Guerra foi acusado de se casar com uma mulher que tinha ligações com a prostituição e o seu substituto direto, von Fristsch, foi acusado de homossexualismo e não pode assumir o novo cargo. Diante deste escândalos Hitler extingue o Ministério da Guerra e cria o OKW - Oberkommando der Wehrmacht (Comando Conjunto de Defesa) do qual ele assumi a direção. Sendo assim Hitler passou a controlar todos os assuntos militares alemães e a questão da independência das Waffen SS em relação a Wehrmacht foi resolvida. 

As Waffen participaram como unidades militares de duas operações de expansão territorial promovidas por Hitler: a reocupação da região da Renânia (1936) e a anexação da Áustria (1938). É importante observa que na Áustria já existia organizações SS clandestinas antes da anexação e estas organizações criaram o quarto Standarte, o Der Führer.


A Segunda Guerra Mundial

1939 - Polônia

Quando Hitler invadiu a Polônia as Waffen SS contavam com quatro regimentos/Standartes: Deutschland, Germania, Leibstandarte e o Der Führer (Áustria), porém este último ainda não estava em condições de combate.







As tropas alemãs e soviéticas apertando as mãos após a invasão.
A participação das tropas de combate SS nas campanhas da Polônia, em 1939, e do Ocidente, em 1940, pode ser considerada, em parte, como jogada propagandística montada por Himmler para aumentar o prestígio de sua fatia do Estado Nazista. O Führer antevia a função do ramo combatente das SS depois do que se esperava ser uma curta guerra, como uma força de polícia política militarizada, de elite e absolutamente leal. Ambas as ambições exigiam que as tropas SS tivessem uma participação visível nas vitórias da Wehrmacht. Não se esperava demais delas; por volta de 1939, elas haviam atingido um padrão de adestramento que tornava plausível sua participação em combate. Uma combinação de rígida seleção física, treinamento militar extremamente duro, doutrinação ideológica e meticuloso treinamento de disciplina de campo de parada produziram, pelo verão de 1939, as seguintes unidades:

SS-Leibstandarte "Adolf Hitler" (LAH) – Um regimento de infantaria motorizada a três batalhões (sturmbann) com artilharia leve orgânica e unidades anti-tanque e de reconhecimento blindado. O Leibstandarte forneceu um batalhão para o Anschluss (anexação) da Áustria em 1938.

SS-Standarte "Germania" – Composição similar ao LAH; tomou parte nas ocupações da Áustria e dos Sudetos.

SS-Standarte "Der Führer" – Formado por austríacos. Composição semelhante aos anteriores.

SS-Standarte "Deutschland" – Regimento de infantaria a quatro batalhões. Tomou parte na ocupação dos Sudetos em 1938. Em adição a estas unidades, coletivamente denominadas SS-Verfügunstruppe (SS-VT), Himmler tinha a sua disposição cinco regimentos de "Totenkopfwachsturmbanne" – Batalhões de Guardas da Caveira).

Os regimentos "LAH" e "Germania" lutaram na Polônia sob os comandos, respectivamente, dos 10° e 4° Exércitos alemães; o Deutschland formou como parte da chamada Panzerverband Ostpreussen (também conhecida como Divisão Panzer "Kempf"). O "Der Führer" foi enviado para posições defensivas na Muralha Ocidental.

Porém eventos durante a Invasão da Polônia elevaram as dúvidas em cima da efetividade de combate destas tropas. A vontade delas para lutar nunca esteve em dúvida; às vezes elas estavam muito ansiosas lutar. O OKW informou que as tropas SS tinham se exposto desnecessariamente a riscos e agiu negligentemente, sofrendo perdas mais pesadas que as tropas do Exército. O OKW também declarou que as SS tinham um treinamento deficiente e seus oficiais comandavam de forma inadequada. Como um exemplo, citou o OKW que o Leibstandarte teve que ser salvo por um regimento do Exército depois que ficou cercado em Pabianice pelos poloneses.

Em sua defesa as SS insistiram que tinham lutando divididas em não como uma formação, e não estavam adequadamente equipadas para para levar a cabo os seus objetivos exigidos. Himmler insistiu que às SS deveriam ser permitido lutar em suas próprias formações debaixo de seus próprios comandantes, enquanto o OKW tentava a seu licenciamento. Hitler estava pouco disposto a transtornar o Exército, e Himmler escolheu um caminho diferente. Ele ordenou que a formação das suas próprias divisões SS, mas as divisões estariam debaixo do comando do Exército. 1939 - Novas unidades

Por isso todos as unidades SS passaram por uma reorganização após o cessar-fogo. O "LAH" permaneceu como um regimento motorizado autônomo, mas recebeu generosa alocação de novos equipamentos. Os outros três regimentos foram reunidos em outubro de 1939 numa formação, denominada na primavera de 1940, "SS-Verfügungsdivision" (Divisão de Prontidão das SS), incorporando artilharia divisionária e outros serviços de apoio. No dia 2 de março de 1940, as unidades de combate das SS, receberam o título oficial de Waffen-SS, ou SS Armadas.

A decisão mais interessante concernia às unidades de segurança Totenkopf. Três regimentos serviram como tropas de ocupação na Polônia, mas foram reconvocadas para os campos; grande número dos seus integrantes; alguns membros da SS-Verfüngungsdivision e reservistas das Allgemeine-SS foram todos reunidos em duas divisões de campanha, a SS-Totenkopfdivision – sob o comando de Eicke e a SS Polizei (uma unidade de baixa categoria, formada por antigos policiais). Ambas formadas em outubro de 1939.

Esta confusão entre tropas de combate e os escórias da guarda dos campos de concentração, derivou da rígida restrição imposta ao recrutamento para as Waffen-SS: nem a Wehrmacht ou Hitler, ambos por suas própria razões, queriam Himmler arrebanhando tantos bons soldados em potencial. Como Chefe de Polícia, Himmler podia recrutar pessoal da polícia de segurança sem restrições. Portanto, ele passou a transferir homens das Totenkopf-SS para unidades de combate, substituindo-os nos campos por recrutamento direto de pessoal da polícia. Desta forma, ele tinha um método alternativo de expandir suas unidades combatentes. Dez novos regimentos Totenkopf foram disponibilizados em 1939-40.

Quase da noite para o dia a força que o OKW tinha tentado desbaratar tinha aumentado de 18.000 para mais de 100.000 homens. Em março de 1940 Hitler autorizou a criação de quatro batalhões de Artilharia Motorizada, um para cada divisão e para o Leibstandarte. O OKW proveu estes novos batalhões com as armas requeridas mas era relutante em retirar essas armas de seu próprio arsenal.

1940 - Expansão 
Em agosto de 1940, Gottlob Berger levou para  Himmler um plano para recrutar voluntários nos territórios conquistados entre os alemães étnicos e as populações germânicas. Hitler tinha dúvidas no princípio sobre recrutar estrangeiros mas foi persuadido por Himmler e Berger.

Ele deu aprovação para a criação de uma nova divisão a ser formada por estrangeiros com oficiais alemães, e em junho 1944 voluntários dinamarqueses e noruegueses tinham formado o Regimento SS Nordland, com os holandeses e voluntários belgas flamengos formando o Regimento SS Westland, o dois regimento na Divisão de SS Wiking. Esta unidade era formada por escandinavos, flamengos e holandeses, e estava dentro do novo conceito de Himmler  de formar unidades com homens das raças nórdicas. Na realidade, os voluntários entraram em tal números que as SS foram forçadas a há pouco abrir um acampamento de treinamento novo para voluntários estrangeiros localizados em Sennheim na Alsácia-Lorraine.

Um grande números de voluntários estrangeiros ou alemães raciais se apresentaram para servir nas tropas SS. Durante toda a guerra tais unidades foram geralmente consideradas de baixa qualidade e conhecidas por praticar várias atrocidades. Apesar de seus títulos emotivos e pomposos e saudosos pouco refletiam o ideal ariano de Himmler. O sacrifício realizado pelos voluntários estrangeiros não rendeu às suas pátrias nenhum tipo de concessão política; o privilégio deles estava limitado a morrer como "bucha-de-canhão" dos alemães. Juntamente com a Divisão "Wiking", outras pequenas "legiões" voluntárias foram criadas para serviço normalmente na Rússia, a maioria com o Exército, mas algumas com as Waffen-SS desde o início.

Himmler também tinha ganho aprovação para as Waffen-SS formar seu próprio Alto Comando, o SS Fuhrungshauptamt, e tinha realizado uma reorganização nas Waffen-SS formando duas brigadas a 1ª Brigada de Infantaria SS e a 2ª Brigada de Infantaria SS que permaneceriam sob o seu coando pessoal.

1940 - França e o Países Baixos
As três divisões das SS e o Leibstandarte passaram o inverno de 1939 e a primavera de 1940 em treinamento e se preparando para a guerra próxima no oeste. Em maio, eles se moveram à frente, e o Leibstandarte se tornou parte da 227ª Divisão de Infantaria do Exército. O Regimento Der Führer foi destacado da sua Divisão e se moveu para perto da fronteira  holandesa, com o resto da divisão atrás da linha em Munster, esperando a ordem para invadir os Países Baixos. Foram mantidas na reserva as Divisões SS Totenkopf e SS Polizei. No dia 10 maio, o Leibstandarte venceu os holandeses na fronteira e encabeçou o avanço alemão nos Países Baixos, e o Der Führer avançou para Utrecht. No dia seguinte o resto da Divisão cruzou o país e foi em direção a Rotterdam que eles alcançaram no dia 12 de maio. Depois da rendição de Rotterdam, o Leibstandarte teve a intenção de alcançar Hague, o que fez em 15 de maio, capturando 3.500 soldados holandeses.

Na França a SS Totenkopf foi envolvida no único ataque de tanque Aliados da Batalha de França, quando em 21 de maio de 1940 unidades 1º Brigada Blindada do Exército britânico apoiada pela 50º Divisão de infantaria (Northumbrian)  tomou parte na Batalha de Arras. A SS Totenkopf sofreu bastante, pois os seus canhões 3.7 cm PaK 36, não eram suficientes para enfrentar os tanques Matilda britânicos.

Depois da rendição holandesa, o Leibstandarte se moveu sul para a França no dia 24 de maio. Parte vistosa do XIX Corpo do Exército Panzer sob as ordens do General Heinz Guderian Geral, assumiram uma posição a quinze milhas sudoeste de Dunquerque ao longo da linha do canal Aa, com uma cabeça de ponte estabelecido em São Venant. Naquela noite o OKW emitiu ordem para para o avanço, com a Força Expedicionária britânica em situação bastante crítica. O Leibstandarte parou durante a noite, mas no dia seguinte em desafio as ordens de Hitler, continuou o avanço. Dietrich ordenou ao 3º Batalhão para cruzar o canal e tomar as elevações onde os observadores da artilharia britânica estavam pondo o regimento em risco. Eles assaltaram as elevações e expulsaram os observadores. Em vez de ser censurado por seu ato de desafio, Dietrich foi condecorado com com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro.

No mesmo dia os britânicos atacaram São Venant, forçando a Divisão SS a se retirar, foi a primeira vez que qualquer unidade SS tinha sido forçada a se retirar e deixar a terra que tinha capturado. No dia 27 de maio a Deutschland alcançou a linha de defensiva no Rio Leie em Merville. Eles forçaram uma cabeça de ponte pelo rio e esperaram pela Divisão SS Totenkopf chegar e prover apoio e cobertura de flanco para eles. Os britânicos atacaram com tanques e penetraram as posições alemãs. A chegada do pelotão Panzerjager salvou a Deutschland de ser destruída.

Porém já na campanha da França as SS mostraram o seu lado extremamente violento em Le Paradis. Neste local o 2º Standarte da Totenkopf realizou o massacre de 98 soldados ingleses do  2º Batalhão, do Regimento Royal Norfolks. Porém dois feridos que se fingiram de mortos conseguiram escapar e delatar a atrocidade e em 1948, Fritz Knochlein, comandante da 14ª Companhia do 2º Standarte foi julgado e enforcado.

Em 28 de maio de 1940 o Leibstandarte tinha ocupado Wormhout a apenas dez milhas de Dunquerque. Eles também foram responsáveis pelo massacre de Wormhoudt quando homens do 2º Batalhão mataram  80 prisioneiros de guerra britânicos.

Em 30 de maio os britânicos estavam encurralados em Dunquerque, e a Divisão SS continuou o seu avanço na França. O Leibstandarte alcançou Saint-Étienne a 250 milhas ao sul de Paris, e até então tinha avançado mais na França do qualquer outra unidade. No dia seguinte a França se rendeu. Hitler expressou o seu prazer com o desempenho do Leibstandartes nos Países Baixos e na França, lhes falando assim para seus soldados: "Daqui em diante será um honra para você, que agüentam meu nome, conduzir todo ataque alemão".

1941 
Antes da primavera de 1941 as Waffen-SS consistiu no equivalente a seis divisões: Das Reich, Totenkopf, Polizei, Wiking e a Divisão SS Nord e o Leibstandarte, 1ª Brigada de Infantaria SS, 2ª Brigada de Infantaria SS e a Brigada de Cavalaria SS.

1941 - Bálcãs
Os planos para a invasão da Rússia foram aprovados em dezembro de 1940 e na primavera de 1941 as unidades motorizadas SS foram convocadas para o avança para o leste, juntamente com o grosso do Exército alemão. Mas antes de invadir a Rússia, Hitler teve que ir em socorro dos italianos na Grécia e na Iugoslávia e lá as formações SS, especialmente o Leibstandarte e a SS-Division "Reich" (antiga SS Verfügungsdivision), foram bem utilizadas.

Leibstandarte avança pelas Balcãs.
Em março de 1941, o principal contra-ataque italiano contra as forças gregas falhou, e a Alemanha foi forçada a ir ajudar seu aliado. A Operação Marita começou no dia 6 de abril de 1941, com tropas alemãs invadindo a Grécia pela Bulgária em um esforço para assegurar seu flanco sul.







A Das Reich recebeu ordens de deixar a França e ir à Romênia, e o Leibstandarte foi ordenado ir para a Bulgária. O Leibstandarte, foi anexado ao XL Panzer Corps, avançando para o vindo do sul da Bulgária pelas montanhas, e em 9 de abril de 1941 tinha alcançado Prilep a trinta milhas da fronteira grega. Pelo Norte a Das Reich, com o XLI Panzer Corps, cruzou a fronteira romena e avançou para Belgrado, a capital iugoslava, chegando no dia 12 de abril para aceitar a rendição da cidade. O Exército iugoslavo se rendeu alguns dias depois.

O Leibstandarte tinha cruzado agora a Grécia, e no dia 10 de abril se engajou com a 6ª Divisão australiana na Batalha do Passo de Klidi.Durante 48 horas eles lutaram pelo controle das elevações, travando muitos combates corpo-a-corpo, ganhando o controle eventualmente com a captura da Cota 997 que abriu a passagem para o avanço alemão permitindo este avançarem para o interior grego. Esta vitória ganhou elogio finalmente do OKW: na ordem do dia, eles foram recomendados por seu espírito ofensivo inabalável e que a vitória presente significa para o Leibstandarte uma página nova e imperecível de honra em sua história.

O Leibstandarte continuou o avanço no dia 13 maio. Quando o Batalhão de Reconhecimento sob as ordens de Kurt Meyer ficou sob fogo pesado do Exército grego que defendia o Passo de Klisura, eles derrotaram os defensores e capturaram 1.000 prisioneiros de guerra às custas de 6 mortos e 9 feridos. No dia seguinte, Meyer capturou Kastoria e outros 11.000 prisioneiros de guerra, e em 20 de maio o Leibstandarte tinha conseguido cortar o Exército grego em Metsovon e tinha aceitado a rendição do Exército.

1941 - União Soviética 
Operação Barbarossa, a invasão alemã da União Soviética, começou no dia 22 de junho de 1941, e todas as formações das Waffen-SS participariam.

A Divisão SS Nord no norte da Finlândia tomou parte da Operação Raposa do Ártico com o Exército finlandês, e da Batalha em Salla onde lutou contra fortes forças soviéticas sofrendo 300 mortos e 400 feridos nos primeiros dois dias da invasão. Esta batalha foi um desastre, as florestas fechadas e a grossa fumaça dos incêndios na floresta desorientaram completamente as tropas e as unidades da divisão caíram separadamente. Ao final de 1941, a Nord tinha sofrido baixas severas. Durante o inverno de 1941–42 esta divisão recebeu substituições da reserva geral de recrutas das Waffen-SS que eram supostamente mais jovens e melhor treinados que os homens da formação original.

O resto das divisões e das brigadas das Waffen-SS se sairiam melhor. A SS Totenkopf e a SS Polizei foram anexadas ao Grupo de Exércitos Norte, com a missão avançar pelos estados Báltico e sobre Leningrad. A Divisão SS Das Reich estava com o Grupo de Exércitos Centro e foi em direção a Moscou. A Divisão SS Wiking e o Leibstandarte estavam com o Grupo de Exércitos Sul, rumo à Ucrânia e a cidade de Kiev.

A guerra na União Soviética procedida bem no princípio, mas o custo para as Waffen-SS era extremo: o Leibstandarte pelo fim de outubro estava com metade da sua força devido a ação inimiga como também pela disenteria. A Das Reich tinha perdido 60% de sua força e ainda tinha lutou na Batalha de Moscou, e foi dizimada na ofensiva soviética seguinte. O Regimento Der Führer Regimento foi reduzido a 35 homens dos 2.000 que tinham começado a campanha em junho. ao todo as Waffen-SS tinham sofrido 43.000 baixas.


Motociclistas (alemão: Kradschützen)  da divisão SS Totenkopf durante a invasão da Rússia em Setembro de 1941.





Unidade anti-tanque da 3 SS Panzer, setembro de 1941.


Enquanto o Leibstandarte e as divisões SS estavam lutando na linha de frente, atrás das linhas havia uma história diferente. A 1ª Brigada de Infantaria SS e a 2ª Brigada de Infantaria SS Brigadas que tinham sido formadas por guardas dos campos de concentração, e a Brigada de Cavalaria SS passou pela União Soviética atrás dos exércitos alemães que avançavam. No princípio eles lutaram contra os partisans soviéticos e unidades fragmentadas do Exército Vermelho na parte da retaguarda do Grupo de Exércitos Sul, capturando 7.000 prisioneiros de guerra, mas de meados de agosto de 1941 até o início de 1942 eles foram anexados às forças dos HSSPF locais (Höhere SS und Polizeiführer, ou Alto-Comandantes das SS e Chefes das Polícias Alemãs, em cada território ocupado) sob as do Reich Security Head Office, que estava sob o comando de Reinhard Heydrich. As brigadas eram agora usadas para segurança de área na retaguarda e policiamento, e, eles não estavam debaixo do comando do Exército ou das Waffen-SS.

No outono de 1941, eles deixaram o papel de anti-partisans para outras unidades e ativamente tomaram parte no Holocausto. Enquanto ajudaram o Einsatzgruppen, eles participaram na eliminação da população judia da União Soviética, enquanto formando destacamentos de fogo quando exigido. As três brigadas foram responsáveis pelo assassinato de dezenas de milhares de judeus até o ao final de 1941.

Por ser uma unidade de melhor qualidade de combate e bastante móvel para levar a cabo amplas operações, a Brigada de Cavalaria SS fez um papel de pivô na transição de "assassinato de massa seletivo" para a exterminação da população judia. No dia 27 de julho, a Brigada foi ordenada em ação, e em 1 de agosto o Regimento de Cavalaria SS era responsável pela morte de 800 pessoas; cinco dias depois, no dia 6 de agosto, este total tinha subido para 3.000 "judeus e partisans". Também no dia 1 de agosto, depois de uma reunião entre Heinrich Himmler, Erich von Bach-Zelewski e Hinrich Lohse, a brigada recebeu a ordem seguinte: Ordem explícita da RFSS: "Todos os judeus devem ser mortos. Dirija as mulheres judias para os pântanos". Ao longo das próximas semanas, membros da Cavalaria SS sob comando de Gustav Lombard, assassinaram cerca de  11.000 judeus e mais de 400 soldados do Exército Vermelho.


1942 - Expansão 
Em 1942 foi ampliada a força das Waffen-SS e uma nova divisão foi criada em março. A 7º Divisão de Montanha de Voluntários SS "Prinz Eugen" formada de alemães "étnicos" (Volksdeutsche) recrutados nos territórios do antigo império austríaco, como Croácia, Servia, Hungria e Romênia e usada em operações anti-partisans nos Bálcãs. Outra nova divisão foi formada ao mesmo tempo, usando a SS-Kavallerie Brigade "Florian Geyer" como base a estrutura na formação da 8ª Divisão de Cavalaria SS Florian Geyer

1942 - Divisões Panzergrenadier 
Foram retiradas as divisões Waffen-SS da linha de frente pois tinham sofrido muito com o inverno russo de 1941-1942 e com a contra-ofensiva soviética. Elas foram enviadas para a França para se recuperar e se transformarem em divisões panzergrenadier. Graças aos esforços de Heinrich Himmler e Obergruppenführer Paul Hausser, o novo comandante do  novo do Corpo Panzer SS, as três divisões Panzergrenadier SS, que eram a Leibstandarte, Das Reich e Totenkopf seriam formadas com um regimento completo de tanques em lugar de só um batalhão. Isto significou que as divisões Panzergrenadier SS eram uma verdadeiras divisões Panzer completas em tudo menos no nome. Elas também receberam nove tanques Tigre para formar uma Companhia de tanques pesados.


1942 - Bolsão de Demyansk 
A ofensiva soviética de janeiro de 1942 apanhado várias divisões alemãs no que ficou conhecido como o Bolsão de Demyansk entre fevereiro e abril de 1942; A SS Totenkopf era uma das divisões cercadas pelo Exército Vermelho. O Exército Vermelho não liberaria Demyansk até 1 de março de 1943 com a retirada das tropas alemãs. Por sua excelência no comando e por ter lutando particularmente feroz na Totenkopf, o Obergruppenführer Theodor Eicke foi condecorado com as Folhas de Carvalho à Cruz de Cavaleiro no dia 20 de maio de 1942.


1943 Expansão
Em fevereiro de 1943 foi criada a 9º Divisão Panzer SS Hohenstaufen (com alemães e austríacos) e sua divisão irmã a 10º Divisão Panzer SS (com alemães) formadas em Frundsberg, na França. Eles foram seguidas em julho de 1943 pela 11º Divisão Panzergrenadier de Voluntários Nordland formada por noruegueses e dinamarqueses e raciais dos Balcãs. Em setembro de 1943 começou a formação 12º Divisão Panzer SS Hitlerjugend que usou voluntários da Juventude Hitlerista. Himmler e Berger também tiveram êxito na aprovação de de Hitler para se formar uma divisão de muçulmanos bósnios e a 13º Divisão de Montanha Waffen SS Handschar a primeira divisão não-germânica que foi formada a partir de muçulmanos bósnios, voluntários croatas (ustachis) e quadros da Prinz Eugen com a missão de combater os partisans de Tito. A ela foi seguida a criação da 14ª Divisão Panzergrenadier Waffen SS "Galicien" formada de voluntários da Galícia na Ucrânia Ocidental. A 15ª Divisão Panzergrenadier Waffen SS "Lettland" também foi criada em 1943, formada pela Legião SS letã e batalhões da polícia alemã, usando o serviço militar compulsório no Ostland. Em outubro de 1943 foi criada a 16º Divisão Panzergrenadier SS "Reichsführer-SS" que foi criada usando elementos da polícia e da guarda pessoal de Heinrich Himmler e raciais na Eslovênia, para expansão da bgda. de assalto do mesmo nome. No final do ano, as Waffen-SS tinham aumentado em tamanho de oito divisões e algumas brigadas para uma força de 16 divisões.

1943 - Kharkov
Na Frente Oriental, o Exército alemão sofreu uma derrota devastadora quando o 6º Exército era derrotado durante a Batalha de Stalingrad. Hitler ordenou ao Corpo de Exército Panzer SS que fosse para para a Frente Oriental para o desfechar um contra-ataque, tendo como objeto a cidade de Kharkov.


Kharkov fevereiro 1943. Leibstandarte SS Adolf Hitler (LSSAH) Panzerjäger Marder III.

O Corpo de Exército Panzer SS foi duramente atacado pelo 6º Exército soviético, quando no dia 19 de fevereiro eles receberem a ordem para atacar. Em outro exemplo de desobediência a uma ordem de Hitler para "lutar até a morte", Paul Hausser, com 61 anos, realizou uma retirado da frente do Exército Vermelho, mas ele manobrou e voltou a atacar. Sem apoio da Luftwaffe ou de outras formações alemãs próximas, eles penetraram a linha soviética e avançado sobre Kharkov. Apesar de terem recebido ordens de cercar Kharkov pelo norte, o Corpo SS Panzer atacou Kharkov diretamente na chamada Terceira Batalha de Kharkov no dia 11 de março de 1943. Foram quatro dias de lutar de casa em casa antes que Kharkov fosse recapturada finalmente pelo 1 SS Leibstandarte no dia 15 de março. Dois dias depois, os alemães também recapturaram Belgorod, criando o saliente que em julho de 1943 conduziria à Batalha de Kursk. A ofensiva alemã custou ao Exército Vermelho cerca de  70.000 baixas, a luta de de casa em casa em Kharkov foi particularmente sangrenta para o Corpo SS Panzer que tinham perdido aproximadamente  44% de sua força até que as operações terminassem em fim de março. Este foi o primeiro triunfo das armas alemãs depois de muito tempo.

1943 - Varsóvia Gueto insurreição
A Insurreição do Gueto de Varsóvia foi a insurreição judia que aconteceu dentro do Gueto de Varsóvia de 19 de abril a 16 de maio de 1943, num esforço para prevenir o transporte da população judaica restante no gueto para o campo de extermínio de Treblinka. As únicas unidades envolvidas das Waffen-SS eram unidades de segunda categoria da reserva e de batalhões de treinamento.


Revolta de Varsóvia: insurgentes inspecionam troféis de guerra, incluindo uma braçadeira com o nome "Wiking".


1943 - Kursk
O próximo teste para as Waffen-SS foi a Batalha de Prokhorovka que fazia parte da Batalha de Kursk. O Corpo de Exército Panzer SS tinham sido renomeados para II Corpo Panzer SS e era parte do 4º Exército Panzer para o qual foi escolhido para encabeçar o ataque contra as defesas soviéticas. O ataque penetrou a uma profundidade de 35 quilômetros e foi parado então pelo 1º Exército de Tanque soviético.

Durante a luta dos próximos dias, o II Corpo Panzer SS recebeu a missão de criar uma cunha entre o 1º Exército de Tanque e o 69º Exército soviético, e chgou a penetrar até a terceira linha de defesa soviética em Prokhorovka. Os alemães se prepararam então para explorar essa oportunidade no próximo dia. As reservas soviéticas tinham sido enviadas para o sul, para defender a linha contra um ataque alemão realizado pelo III Corpo Panzer e com a perda das suas reservas  terminou qualquer esperança de impor uma derrota principal contra o Corpo Panzer SS. Mas os avanços alemães também falharam. Apesar das perdas apavorantes, os blindados soviéticos tinham segurado a linha e tinham impedido que II Corpo Panzer SS a tão esperada ruptura das linhas inimigas.

1943 - Itália
Depois da invasão Aliada da Itália em setembro de 1943, Hitler ordenou que o II Corpo Panzer SS fosse para a Itália, mas só o Leibstandarte foi enviado da Rússia para a Itália onde a única outra unidade das Waffen-SS era a 16ª Divisão Panzergrenadier SS Reichsführer-SS.

Depois da rendição italiana e o colapso italiano de 8 de setembro de 1943, o Leibstandarte foi ordenado começar a desarmar as unidades italiana mais próximas dele. Eles também tiveram a tarefa de vigiar várias estradas e ferrovias vitais no norte da Itália e se envolveram em várias leves escaramuças com os partisans italianos. No dia 9 de setembro de 1943 eles se envolveram em duros combates contra tropas italianas estacionadas em Parma. Em 19 de setembro, tinham sido desarmadas todas as forças italianas na planície do Rio Pó, mas o OKW estava preocupado com relatórios que diziam que elementos do Quarto Exército italiano estavam se reagrupando em Piedmont, perto da fronteira francesa. O Sturmbannführer Joachim Peiper comandando o III Batalhão Mecanizado do 2ª Regimento Panzergrenadier SS foi enviado para desarmar estas unidades. Ao chegar na província de Cuneo, Peiper foi abordado por um oficial italiano que o advertiu que as suas forças atacariam a menos que a unidade de Peiper desocupasse a província imediatamente. Peiper se recusou e o veterano batalhão de Peiper derrotou os italiano em uma batalha feroz e então procederam a desarmar as forças italianas restantes na área.

O ano de 1943 fora particularmente difícil para a Wehrmacht, duramente castigada pelas derrotas na frente russa, na África do Norte e a crescente pressão na Itália; Hitler estava furioso com o exército por causa desta situação, atribuindo a isto não a sua imperícia como estrategista-chefe, mas a falta de compromisso da Wehrmacht com o III Reich e a cada dia acreditava mais na necessidade de contar com tropas que fossem fanáticas pelos ideais nazistas. Preocupações com a política interna de pós-guerra eram, agora, um luxo que Hitler não podia ter, e o que ele mais precisava agora era de generais e soldados fanáticos que conquistassem grandes vitórias, como a obtida por general Paul Hausser e suas divisões blindadas SS durante a reconquista de Kharkov, o primeiro triunfo das armas alemãs depois de muito tempo na frente russa. As Waffen-SS, a partir dali, empreenderam uma rápida e enorme expansão, na qual certos elementos distintos podem ser traçados.

1944 expansão
O Waffen-SS se expandiu novamente durante o ano de 1944. Em Janeiro foi formada a 19ª Divisão de Granadeiros Waffen SS "Latvia" (2ª Letoniana) que foi formada usando oficias e NCOs das duas Brigadas de Infantaria SS com voluntários letões com base nos batalhões de segurança, na frente russa, norte. A 20ª Divisão de Granadeiros Waffen SS "Estland" (1ª Estoniana) foi formada em fevereiro de 1944, formada de estonianos na frente russa, centro, ao redor com oficiais e NCOs 3ª Brigada de Voluntários SS Estonoana. A 21º Divisão de Montanha Waffen SS "Skanderbeg" (1ª Albanesa) foi formada em março de 1944 com albaneses e kosovares para lutarem contra partisans na Albânia e Kosovo. [55] A segunda divisão de cavalaria, nomeada 22ª Divisão de Cavalaria SS "Maria-Theresa" foi criada em abril de 1944, foi formada de alemães raciais na Hungria, com quadros alemães e alguns magiares. A 23º Divisão Panzergrenadier de Voluntários SS Nederland foi formada na Alemanha com voluntários holandeses da 4ª Brigada Panzergrenadier de Voluntários SS Nederland. Mas nunca chegou ao tamanho de uma brigada completa. A 24º Divisão de Montanha Waffen SS "Karstjäger", criada em outubro de 1944, era outra divisão que nunca passou do tamanho de brigada, a unidade consistiu principalmente em voluntários alemães étnicos da Itália mas também de voluntários da Eslovênia, Croácia, Sérvia e Ucrânia. Eles foram principalmente engajados em combates contra partisans na região de Kras dos Alpes nas fronteiras da Eslovênia, Itália e Áustria, um terreno montanhoso que requeria tropas de montanha especializadas e bom equipamento. Uma divisão húngara foi criada em seguida: a 25ª Divisão de Granadeiros Waffen SS "Hunyadi" (1ª húngara) em novembro de 1944  A 25ª tinha uma grande proporção de membros do Partido da Cruz Flechada "Hunyadi" e tropas húngaras evacuadas da Transilvânia. Ela foi formada sob a autoridade do ministro da defesa húngaro, a pedido de Heinrich Himmler. Um regimento do Exército húngaro foi ordenado para unir, mas eles consistiam principalmente de húngaro e os voluntários romenos. A 26ª Divisão de Granadeiros Waffen SS "Gömbös" (2ª húngara) também foi formada. A 27º Divisão Voluntária SS "Langemarck" foi formada em outubro de 1944, com voluntários flamengos da Luftwaffe, da Marinha Alemã etc. e refugiados belgas pró-Alemanha, acrescentados da 6º Sturmbrigade Voluntária SS "Langemarck", mas novamente não era mais que uma brigada reforçada. A 5º  Sturmbrigade Voluntária SS "Wallonien" se transformou na 28ª Divisão de Granadeiros Voluntários SS "Wallonien" e como o 27º SS nunca foi mais que uma brigada reforçada. Os planos para converter a Brigada Kaminnski na 29ª Divisão de Granadeiros Waffen SS RONA (1ª Russa) foram abandonados derrubado depois da execução do seu chefe Bronislav Kaminski; ao invés disso a Waffen Granadeiro Brigada de Granadeiros Waffen SS  SS (Nº1 Italiana) se transformou na 29ª Divisão de Granadeiros Waffen SS  "Itália". A 30ª Divisão de Granadeiros Waffen SS "WeiSSruthenien" (2ª Russa) foi formada em junho de 1944 com voluntários bielorrussos e rutenos, ex-policiais e soldados russos e alguns policiais alemães vindos da Schutzmannschaft-Brigade Siegling. Também em junho de 1944 foi organizada a 31º Divisão de Granadeiros Voluntários SS "Bohmen und Mahren" formada na Boêmia-Morávia com alemães e alemães raciais da região e quadros das unidades-escola das Waffen SS.

1944 - Itália
Enquanto o Leibstandarte estava operando no norte a 16ª Divisão Panzergrenadier SS Reichsführer-SS tinha enviado um Kampfgruppe para conter os desembarques Aliados em Anzio em janeiro de 1944. Em março de 1944, o tamanho do 1º Italienische Freiwilligen Sturmbrigade (ou la Brigata d'Assaulto, Miliza Armata em italiano) foi enviado para a cabeça de ponte de Anzio onde eles combateram ao lado dos seus aliados alemães. Em reconhecimento pelo seu desempenho, Himmler declarou a unidade integrada completamente as Waffen SS.

LSSAH -  Panzer Ausf IV. H. Milão, Itália, setembro de 1943.

1944 - Bolsão de Korsun-Cherkassy
O Bolsão de Korsun-Cherkassy foi formado em janeiro de 1944, quando unidades do 8º Exército se retiraram da Linha Panther-Wotan, uma posição defensiva ao longo do Rio Dnieper na Ucrânia. Dois Corpo de Exército foram retidos em um saliente nas linhas soviéticas que se estendiam a uns 100 quilômetros. O Exército Vermelho desdobrou as 1ª e 2ª Frentes Ucranianas para formar dois anéis blindados ao redor do bolsão: um anel interno e um anel externo para impedir o envio de reforços as unidades cercadas. Encurralados no bolão estavam cerca de 55.000 homens de um total de seis divisões alemãs, incluindo 5ª SS Wiking, a 5th SS Volunteer Sturmbrigade Wallonien e a Estonian SS Battalion Narwa Os alemães coordenaram uma esforço de alívia a pressão e permitir que suas tropas fossem resgatadas. Nessa missão o 1 SS Leibstandarte foi chamado para ajudar. Só havia uma saída, ela passava por uma colina, chamada 239, e por um rio estreiro, mas caudaloso e gelado,  o Gniloy Tikich. A colina e o rio eram dominados pela massacrante artilharia soviética e tanques inimigos. O Leibstandarte travou combate contra os tanques e os manteve em cheque e os forçou a se afastarem, mesmo sofrendo grande baixas para a artilharia e as metralhadoras inimigas os alemães se lançaram no rio, onde milhares morrem afogados. Dois entre três alemães escaparam do bolsão, o resto foi morto, capturado ou delarado desaparecido.

1944 - Raid em Drvar
O raid em Drvar, chamado de Operação Rösselsprung, foi um ataque realizado pelas Waffen-SS e a Luftwaffe contra a estrutura de comando dos partisans iugoslavos. O seu objetivo principal era a eliminação do QG do Marechal Josip Broz Tito e a captura do líder iuguslavo. Apesar do nome, "Raid em Drvar", a ofensiva foi muito mais ampla do que a incursão sobre o HQ iuguslavo, pois também incluiu um ataque combinadode forças do Eixo contra posições partisans na Bósnia concebido para tirar partido da confusão que tomaria conta do comando iuguslavo.
A ofensiva direta contra o QG de Tito aconteceu entre abril e maio de 1944. As unidades Waffen-SS envolvidas foram o 500º Batalhão de Pára-quedistas SS e a 7ª Divisão de Montannha SS Prinz Eugen. O assalto começou no dia 25 de maio de 1944 quando um pequeno grupo de pára-quedistasparachuted saltou em Dvar com o objetivo de assegurar áreas para a aterrissagem de uma força transportada por planadores. O o 500º Batalhão de Pára-quedistas SS atacou o QG de Tito localizado em uma caverna e houve pesado tiroteio com pesadas baixas de ambos os lados. Até que as forças alemãs tivessem penetrado na caverna, Tito já tinha escapado. As baixas alemãs foram de 213 mortos, 881 feridos, e 51 desaparecidos. Os partisans tiveram 6.000 baixas. Ao término da batalha só 200 homens do 500º SS não sofreram ferimentos ou foram mortos. O famoso Otto Skorzeny estave envolvido no planejamento da operação e talvez assumisse o comando da mesma, mas desistiu depois de sua visita a Zagreb onde ele percebeu que o segredo da operação estava comprometido.

1944 - Estados Bálticos
Nos estados Báltico a Batalha de Narva começou em fevereiro de 1944 e pode ser dividida em duas fases: a Batalha pela cabeça de ponte de Narva de fevereiro a julho e a Batalha da Linha Tannenberg de julho a setembro. Várias unidades das Waffen-SS voluntárias da Noruega, Dinamarca, Países Baixos e da Bélgica combateram em Narva, em o que foi chamada por vários autores como a Batalha das SS europeias. As unidades eram todas parte do III Corpo Panzer SS do Grupo Norte de Exércitos que consistia na 11º Divisão Panzergrenadier SS Nordland, 4º Brigada Panzergrenadier Voluntária SS Nederland, a 5º SS Sturmbrigade Voluntária SS Wallonien, a 6º Sturmbrigade Voluntária SS Langemarck e a 20ª Divisão de Granadeiros Waffen SS (1º Estoniano), sob as ordens de Obergruppenführer Felix Steiner. Também no Grupo de Exércitos Norte estava VI Corpo SS, que contava com a 15 ª Divisão de Granadeiros Waffen SS (1ª Letã) e a 19ª Divisão de Granadeiros Waffen SS (2ª Letã).

1944 - Normandia
No dia 6 de junho de 1944 os Alidos desembarcaram na Normandia. Em preparação as desembarques Aliados vindos da Inglaterra contra a região do Canal da Mancha o I Corpo Panzer SS Leibstandarte SS Adolf Hitler foi movido para Septeuill a oeste de Paris em abril de 1944. Este Corpo era formado pela 1ª SS Leibstandarte SS Adolf Hitler, 12ª SS Hitlerjugend, 17ª SS Götz von Berlichingen e a Panzer Lehr. O I Corpo Panzer SS fazia parte do Grupo Panzer Oeste, que era a reserva blindado da frente oeste. Este Corpo foi reestruturado em 4 de junho de 1944 e só a 1ª SS Leibstandarte e a 12ª SS Hitlerjugend permaneceu na força.
Soldados em um estado lastimável da 12ª SS feitos prisioneiros pelos canadenses, Normandia, 1944.

Depois dos desembarques, a primeira unidade Waffen-SS a entrar em ação foi a 12ª SS Hitlerjugend que chegou à frente da invasão no dia 7 de junho de 1944, na área de Caen. No mesmo dia, eles se envolveram no massacre da Abadia Ardenne. A próxima unidade a entrar em ação foi a 17ª SS Götz von Berlichingen no dia 11 de junho que entrou em contato com a 101ª Divisão Aerotransportada. O 1 SS Leibstandarte junto com o 101º Batalhão Pesado Panzer SS chegou no término do mês. A primeira ação deles foi a defesa da aldeia de Carpiquet e seu aeroporto no que ficou conhecido como Operação Windsor. 
A única outra unidade Waffen-SS na França neste momento era a 2ª SS Das Reich que ficou estacionada no sul da cidade francesa de Montauban norte de Toulouse. Esta divisão recebeu ordens de ir para o norte para a área de desembarques na praias da Normandia e, no dia 9 de junho ela esteve envolvida com assassinatos em Tulle, onde 99 homens foram assassinados. No dia seguinte, eles chegaram a Oradour-sur-Glane e massacraram 642 civis. Os homens por fuzilamento, e as mulheres e crianças, amontoadas dentro da igreja do vilarejo que foi incendiada em seguida.

Equipe muito jovem tanque do 9 º SS-Panzer- Divisão "Hohenstaufen" em seu Panzer IV J na Normandia 1944
O II Corpo Panzer SS que consista na 9ª SS Hohenstaufen e na 10ª SS Frundsberg e o 102º Batalhão Pesado Panzer SS começaram a chegar da Frente Oriental no dia 26 de junho, só a tempo de lutar na Operação Epson.
Sem qualquer reforço adicional em homens ou material as divisões  Waffen-SS tinham poucas chances de parar o avanço Aliado. A 1ª SS Leibstandarte e a 2ª SS Das Reich tomaram parte da fracassada Operação Lüttich no começo de agosto de 1944. Em meados de agosto o Exército alemão foi cercado no bolsão de Falaise, inclusive a 1º SS Leibstandarte, a 10ª SS Frundsberg, a 12ª SS Hitlerjugend e a 17ª SS Götz von Berlichingen, enquanto foi ordenado a 2ª SS Das Reich e a 9ª SS Hohenstaufen que atacassem a Colina 262 de fora do bolsão para manter uma abertura. Até o 22 de agosto, o bolsão de Falaise tinha sido fechado e todas as forças alemãs a oeste das linhas Aliadas estavam mortas ou tinham sido caturadas. Apenas nos combates em torno da Colina 262 Hill, as baixas foram de 2.000 mortos e 5.000 prisioneiros. A 12ª SS Hitlerjugend tinha perdido 94% de suas forças, a quase totalidade da sua artilharia, e  70% dos seus veículos. A divisão tinha perto de 20.000 homens e 150 tanques antes da campanha começar, e foi reduzida para 300 homens e 10 tanques. Com o Exército alemão em completa retirada, duas formações Waffen-SS adicionais entraram na batalha da França, a 49ª Brigada Panzergrenadier SS e a 51ª Brigada Panzergrenadier SS. Tinham sido formadas em junho de 1944, com staff e estudantes da SS-Junkerschules. Eles tinham sido estacionados na Dinamarca para permitir a guarnição de lá se mudar para a França, mas se apresentaram no começo de agosto, indo para a área sul e oriental de Paris. Ambas as Brigadas receberam a missão de assegurar os cruzamentos sobre o Rio Sena para permitir a retirada do Exército alemão. Elas sofreram muitas baixas e eventualmente foram forçadas a se retirarem, e as tropas sobreviventes foram incorporadas a 17ª SS Götz von Berlichingen.

1944 - Grécia 
Embora a maior parte das Waffen-SS estivessem em ação na Frente Oriental ou na Normandia, a 4ª Divisão Panzergrenadier SS Polizei estava estacionada na Grécia com a missão de manter a segurança interna e realizar operações anti-partisans. Em 10 de Junho suas tropas se envolveram no massacre de Distomo, ao longo de um período de duas horas eles foram de porta em porta e massacraram civis gregos, alegadamente em retaliação por um ataque de guerrilheiros. No total, 218 homens, mulheres e crianças foram mortas. De acordo com os sobreviventes, as tropas SS usaram baionetas contra bebês, esfaquearam mulheres grávidas, e decapitaram o padre da aldeia.

1944- Itália 
A 16ª SS Reichsführer-SS estava realizando operações anti-partisans na Frente italiana e cometendo muitas atrocidades: eles estiveram envolvidos no massacre de Sant'Anna di Stazzema em agosto de 1944, e o massacre de Marzabotto entre setembro e outubro de 1944.

1944 - Finlândia
Em Finlândia, a 6ª SS Nord tinha mantindo suas linhas durante a ofensiva de verão soviética até que foi ordenada se retirar da Finlândia na conclusão de um armistício separado entre os finlandeses e os soviéticos em setembro de 1944. Eles formaram a guarda de retaguarda para os três Corpos alemães em retirada da Finlândia na Operação Birch, e entre setembro e novembro de 1944 marcharam cerca de 1.600 quilômetros de Mo i Rana, Noruega, onde se arrastam para o extremo sul do país, cruzando o Skagerrak até a Dinamarca.

1944 - Operação Market Garden
No começo de  setembro de 1944, o II Corpo Panzer SS (9ª SS Hohenstaufen e 10ª SS Frundberg) foram arrancados da linha de frente e enviados para à área de Arnhem nos Países Baixos. Na sua chegada eles começaram a tarefa de consertar e reparar a maioria dos veículos blindados que sobraram em preparação para transporte para os depósitos na Alemanha. No domingo, dia 17 de setembro de 1944, os Aliados lançaram a Operação Market Garden e a 1ª Divisão Aerotransportada britânica foi lançada em Oosterbeek, a de Arnhem. Percebendo a ameaça, Wilhelm Bittrich, o comandante do II Corpo Panzer SS, ordenou a Hohenstaufen e a Frundsberg que se preparasse para o combate. Também na área estava o Batalhão de Treinamento e Reserva da 16ª Divisão SS Reichsführer-SS. A operação Aliada foi um fracasso em não conseguir alcançar todos os seus objetivos e a cidade de Arnhem não foi liberada até o dia 14 de abril de 1945.

1944 - Levante de Varsóvia
No outro extremo da Europa, as Waffen-SS foram acionadas para lidar com o Levante de Varsóvia. Entre Agosto e Outubro de 1944, a Brigada Dirlewanger e a Waffen-Sturm-Brigada RONA, bem como um número menor de outras unidades foram enviadas para Varsóvia para combater a insurreição. Durante a batalha, a Dirlewanger realizou atrocidades, estupros, pilhagens, torturas e assassinatos de civis em Varsóvia independentemente de terem pertencido ou não à resistência polonesa; Oskar Dirlewanger, ele próprio incentivou os excessos. O comportamento da unidades foi descrito como bestial e indiscriminado, a tal ponto que Himmler foi forçado a anexar um batalhão policial militar da SS com a única finalidade de assegurar que os homens de Dirlewanger não se virassem contra seus próprios oficiais ou outra unidade alemã. Ao mesmo tempo foram incentivados por Himmler para aterrorizar livremente os poloneses, não se tomando nenhuma precaução para saciar as suas tendências perversas.
A outra unidade, a Waffen-Sturm-Brigada RONA, recebeu sua primeira missão que era a limpeza do setor do Distrito de Ochota defendido por apenas 300 mal-armados poloneses. O seu ataque foi planeado para a manhã de 5 de agosto de 1944, mas quando chegou o momento, os homens de Kaminski não puderam ser encontrados, após algumas buscas, foram encontrados saqueando casas abandonadas na retaguarda. Ao mesmo tempo, milhares de civis poloneses foram mortos pela RONA SS durante os eventos conhecidos como o massacre de Ochota; também foram estupradas muitas vítimas. No meio do mês, eles foram movidos para o sul para o setor de Wola, mas que não saíram melhor no combate aqui do que em Ochota; em um incidente uma sub-unidade tinha parado o seu avanço para pilhar um edifício capturado na linha de frente. O comandante da brigada, Bronislav Kaminsk, foi chamado a Lódź para assistir a uma conferência de liderança. Ele nunca chegou lá; oficialmente, partisans polonêses foram acusados de uma alegada emboscada na qual Kaminski foi morto. De acordo com várias fontes, ele foi julgado por uma Corte SS ou simplesmente executado pela Gestapo. O comportamento da RONA durante a batalha foi mesmo de uma situação embaraçosa para as SS, e a alegada violações e homicídio duas meninas alemãs podem ter desempenhado um papel chave na sua execução.

1944- Linha do Rio Vistula
No final de agosto de 1944 a 5ª SS Wiking recebeu a missão de voltar para Modlin na Linha do Rio Vistula perto de Varsóvia para se juntar ao recém formado Grupo de Exército Vistula. A Wiking lutou ao lado da Divisão Fallschirm-Panzer Hermann Göring, e enfrentaram o III Corpo de Tanques soviético. Com o Levante de Varsóvia houve uma parada na ofensiva soviética e uma paz relativa na linha de frente. Na verdade os poloneses esperavam a ajuda dos soviéticos, mas estes deixaram os poloneses serem massacrados pelos nazistas. A divisão permaneceu na área de Modlin pelo resto do ano, se agrupado com a 3ª SS Totenkopf no IV Corpo Panzer SS. Participou de batalhas defensiva pesadas ao redor de Modlin pelo resto do ano. Juntos eles ajudaram a forçar a retirada do Exército Vermelho para fora de Varsóvia e atrás da Linha do Rio Vistula onde a Frente se estabilizou até janeiro de 1945. 

1944 - Ofensiva de Ardenas
A Ofensiva das Ardenas, entre 16 de dezembro de 1944 e 25 de janeiro de 1945 foi uma grande ofensiva alemã através da florestas das Ardenas na Bélgica. As unidades Waffen-SS que participaram desta ofensiva faziam parte do VI Corpo Panzer SS, sob o comando de Sepp Dietrich. Criado em 26 de outubro de 1944, este corpo incorporou o I Corpo Panzer SS (1 SS Leibstandarte, 12 SS Hitlerjugend e o 101 Batalhão Pesado Panzer SS) e também o II Corpo Panzer SS (2 SS Das Reich e o 9 SS Hohenstaufen). Outra unidade envolvida foi a Brigada 150 Panzer SS de Otto Skorzeny. O propósito do ataque era dividir a linha britânica da americana pela metade, capturar Antuérpia, na Bélgica e cerca e destruir quatro exércitos Aliados, enquanto forçava os Aliados Ocidentais a negociar um tratado de paz em condições favoráveis ao Eixo. O ataque foi no final das contas um fracasso. Durante as operações as Waffen-SS realizaram o massacre de Malmedy onde foram assassinados aproximadamente 90 prisioneiros de guerra americanos desarmados no dia 17 de dezembro de 1944, por homens que serviam no Kampfgruppe Peiper, que era parte do 1 SS Leibstandarte.

1944 - O Cerco de Budapeste
No fim de dezembro de 1944, as forças do Eixo, inclusive IX Corpo de Montanha Waffen SS (8 SS Florian Geyer e 22 SS Maria Theresa), enquanto defendia Budapeste, foi cercado no episódio que ficou conhecido como o Cerco de Budapeste. O IV Corpo Panzer SS (3 SS Totenkopf e 5 SS Wiking) recebeu ordens de ir para sul e se unir ao Grupo de Exércitos Balck (de Hermann Balck) que estava reunindo uma força para levantar o cerco, numa ação que ficou conhecida como Operação Konrad. Como parte da Operação Konrad I, o IV Corpo SS foi engajado no dia 1 de janeiro de 1945, perto de Táta, quando as colunas avançadas da Wiking se bateram contra o 4º Exército de Guardas soviético.


Soldados 22ª SS Divisão Vonlutaria de Cavalaria "Maria Theresa" em uma rua em Budapeste. Hungria, outubro 1944

. Panzers alemães com a infantaria húngara, dezembro de 1944 perto de Budapeste.

Uma batalha pesada foi travada, com a Wiking e a Totenkopf destruindo muitos dos tanques soviéticos. Em três dias a ponta-de-lança panzer tinham avançado 45 quilômetros, a metade da distância desde o ponto inicial até Budapeste. Os soviéticos manobraram suas forças para bloquear o avanço alemão e conseguiram pará-lo em Bicske, a apenas 28 quilômetros de Budapeste. Dois ataques adicionais, as Operações Konrad II e III, também falharam. O Terceiro Exército húngaro tinha sido sitiado em Budapeste junto com o IX Corpo Waffen SS. O cerco durou de 29 de dezembro de 1944 a 13 de fevereiro de 1945, quando a cidade se rendeu incondicionalmente. Alguma idéia da intensidade da luta pode ser sentida pelo fato de que só 170 homens da 22 SS Maria Theresa conseguiram voltar para as linhas alemãs.


Exaustão

1945 - Expansão
Mesmo com todas as dificuldades as Waffen-SS continuaram se expandir em 1945. Em Janeiro foi criada a 32º SS Divisão de Granadeiro Voluntária SS "30 Januar" formada das sobras de outras unidades e de alunos e instrutores das unidades-escola das Waffen-SS (SS-Junkerschules). Em fevereiro a Brigada de Granadeiros SS ou SS Charlemagne (1º francês) foi reformado como a 33ª Divisão de Granadeiros Waffen SS Charlemagne (1º francês), e a Brigada de Granadeiros Voluntários SS Landstorm Nederland passou a ser a 34º Divisão de Granadeiros SS Voluntários Landstorm Nederland. A 35º Divisão de Granadeiros SS "Polizei II" era a segunda divisão da polícia formada com homens mobilizados da Brigada-Escola da Polícia Alemã em Dresden. A Brigada Dirlewanger foi reformada como a 36ª Divisão de Granadeiros Waffen SS, porém havia uma real escassez de voluntários das Waffen-SS e conscritos agora, assim foram anexadas unidades do Exército. A terceira divisão de cavalaria SS foi a 37º Divisão de Cavalaria Voluntária SS Lützow formada das sobras da 8ª SS Florian Geyer e da 22ª SS Maria Theresia que tinham sido destruídas virtualmente. A última divisão Waffen-SS formada foi a 38ª Divisão SS Nibelungen que foi formada com recrutas abaixo da idade de conscrição e cadetes e quadros da Academia Militar das Waffen-SS em Bad-Tolz. Esta divisão só chegou a contar com 6.000 homens, uma força equivalente a uma brigada. O XV Corpo de Cavalaria Cossaco SS  que continha a 1 SS Divisão Cossaca foi transferido para as Waffen-SS no dia 1 de fevereiro de 1945. Apesar da recusa do seu comandante General  von Pannwitz para entrar as SS, este Corpo de Exército foi colocado sob a administração SS e todos os cossacos se tornaram parte das Waffen-SS formalmente.

1945 - Operação Nordwind
A Operação Nordwind foi a última grande ofensiva alemã na Frente Ocidental. Começou no dia 1 de janeiro de 1945 na Alsácia e Lorraine na França e terminou no dia 25 de janeiro. O ataque inicial foi administrado por três Corpos de Exército do 1º Exército alemão. Pelo menos em 15 janeiro, dezessete divisões alemãs (incluindo as unidades do Bolsão de Colmar) estavam comprometidas, inclusive o XIII Corpo SS (17ª SS Götz von Berlichingen e 38ª SS Nibelungen) e as divisões 6ª SS Nord e 10ª SS Frundsberg.

1945 - Operação Solstício
A Operação Solstício em 1945 de fevereiro, foi a última das operações blindadas ofensivos na Frente Oriental. Era um contra-ataque limitado realizado pelos três Corpos de Exército do XI Exército Panzer SS que estava sendo reunido na Pomerânia contra a ponta-de-lança da 1ª Frente da Bielorussia. Originalmente planejado como uma grande ação ofensiva, foi executado eventualmente como um ataque mais limitado. Foi repelido pelo Exército Vermelho, mas ajudou a adiar o ataque planejado contra Berlim planejado pelo Alto Comando soviético. Inicialmente o ataque alcançou uma surpresa total, chegando aos bancos do Rio Ina no dia 17 de  janeiro de 1945. O forte contra-ataque soviético parou o avanço e a operação foi cancelada. O III Corpo Panzer SS, foi retirado para Stargard e Stettin no norte do Rio Oder.

1945 - Ofensiva da Pomerânia Oriental
Esta ofensiva durou de 24 de fevereiro a 4 de abril, na Pomerânia e na Prússia Ocidental. As unidades Waffen-SS envolvidas foram a 11ª SS Nordland, 20ª SS Estoniana, 23ª SS Nederland, 27ª SS Langemark, 28ª SS Wallonien, e todo o III Corpo Panzer SS (germânico) e o X Corpo SS que não comandaram nenhuma unidade de SS. Em março de 1945, o X Corpo SS foi cercado pelo 1º Exército de Tanques de Guarda, 3º Exército de Choque e o 1º Exército Polonês na área de Dramburg. Este bolsão foi destruído pelo Exército Vermelho no dia 7 de março de 1945. No dia 8 de março de 1945, os soviéticos anunciaram a captura de do General Krappe e 8.000 homens do X Corpo SS.

1945 - Operação Despertar da Primavera
Depois que a ofensiva nas Ardenas falhou, as Divisões SS envolvidas foram retiradas da frente e se reagruparam na Alemanha em preparação para a Operação Despertar da Primavera, com toda prioridade para receber homens e equipamento. As substituições eram um grupo misturado de recrutas crus e pessoal da Luftwaffe e da Kriegsmarine, que já não eram mais necessários, pois já não havia mais aviões e navios suficientes. O 6º Exército Panzer SS seria a ponta de lança novamente, com o I Corpo Panzer SS (1 SS Leibstandarte e 12 SS Hitlerjugend) e o II Corpo Panzer SS (2 SS Das Reich e 10 SS Frundsberg). Também presente mas não como parte do 6º Exército Panzer SS era o IV Corpo Panzer SS (3 SS Totenkopf e 5 SS Wiking). Esta foi na primeira vez que as seis divisões Panzer SS tomariam parte na mesma ofensiva. Como previsto, a ofensiva em curso começou no dia 6 de Março de 1945, liderada pelo 6º Exército Panzer SS. O ataque conseguiu tomar os soviéticos de surpresa e impressionantes ganhos foram feitos para uma ofensiva lançada na tarde dessa data, na guerra. Contudo, uma vez que os soviéticos perceberam que a elite das SS estava envolvida, eles levaram a ofensiva alemã a sério, utilizando dezesseis divisões de fuzileiros, dois corpos de tanques e dois corpos mecanizados, com cerca de 150 tanques em apoio direto logo atrás da primeira linha a sudoeste do Lago Balaton. Também os soviéticos tinham vindo a organizar as suas forças para a sua própria ofensiva ao longo do vale do Danúbio, o que significou que o 6º Exército Panzer SS foi confrontado com uma esmagadora força soviética de mais de 1.000 tanques, que levou a ofensiva alemã a um impasse.
Em 14 de março de 1945 o ataque já estava com sérias dificuldades. O avanço do 6º Corpo Panzer SS, mesmo sendo impressionante, não logrou alcançar seus objetivos. Todas as divisões Waffen-SS sofreram penosamente durante essa operação, e pelo fim estavam com sua força reduzida em mais de 50% e sem possibilidades de obter reforços.

1945 - Ordem de Braçadeira
Esta famosa e fracassada ordem ficou conhecida como a "ordem da braçadeira". Ela foi emitida a Dietrich de Sepp por Adolf Hitler que reivindicou que as tropas SS, inclusive o o 1 SS Leibstandarte, não lutaram como exigia a situação. Como um sinal de vergonha, as unidades envolvidas do Leibstandarte na batalha, foram ordenadas remover o título "Adolf Hitler" do punho de suas mangas. No campo de batalha, Dietrich ficou enojado com ordem de Hitler e não a retransmitiu às suas tropas.

1945 - Ofensiva de Viena
Depois da Operação Despertar da Primavera, o 6º Corpo Panzer SS se retirou para Viena e se envolveu na Ofensiva de Viena. A única força principal para enfrentar o Exército Vermelho era este corpo SS formado pela 2 SS Das Reich e pela 3 SS Totenkopf), sob as ordens de Wilhelm Bittrich, junto com unidades ad hoc compostas de guarnições antiaéreas. Viena caiu finalmente quando os últimos defensores na cidade se renderam no dia 13 de abril de 1945. O 6º Corpo Panzer SS se retirou para oeste para evitar um envolvimento.

1945 - Berlim
O Grupo de Exército Vistula foi formado em 1945 para proteger Berlim do avanço do Exército Vermelho. Ele lutou na Batalha de Seelow (16-19 abril) e na Batalha de Halbe (21 abril - 1 maio), ambas parte da Batalha de Berlim. As Waffen-SS foram representada pelo III (germânico) Corpo Panzer SS. No dia 16 de abril, as sobras da 11ª SS Nordland, da 33ª SS Charlemagne e da Companhia Voluntária espanhola da Brigada SS 101, receberam ordens de avançarem para a linha de frente em Berlim. De 17 de abril a 20 de abril eles estiveram em constante combate e fora empurrados para a cidade. Em 22 de abril, a 11 SS Nordland tinha sido empurrada para trás do Tiergarten no centro da cidade, e durante os próximos dias, deixou de existir como uma unidade combatente. As sobras se acharam defendendo as pontes no Rio Spree.

Voluntario da 33ª SS Charlemagne

Depois de uma defesa corajosa mas inútil, eles foram empurrados para o Distrito do Governo. Em 26 de abril, tinham sido empurrados desta posição para o próprio Reichstag. Durante os próximos dias, os sobreviventes ofereceram uma defesa furiosa. Depois da notícia do suicídio de Hitler, ordens foram emitidas no dia 30 de abril, que esses que poderiam se retirar. Antes de sair o General Wilhelm Mohnke informou seus comandantes (aqueles que poderiam ser alcançados) dentro do setor Zitadelle sobre os eventos da morte de Hitler e os planos de evacuação. A retirada começou em 1 de maio apor volta das 23:00 horas. Havia 10 grupos que tentaram ir em direção noroeste para Mecklenburg. Ferozes combates continuaram por todo lado especialmente na área da Ponte Weidendamm. O VII Batalhão (Wach) e a 11 SS Nordland lutaram duro mas a artilharia soviética dispersou os grupos. Vários grupos muito pequenos conseguiram alcançar os americanos no banco oeste do Elba, mas outros, inclusive o grupo de Mohnke, não puderam furar o bloqueio soviético. Em 2 de maio de 1945 o estado de guerra foi oficialmente encerrado por ordem de Helmuth Weidling, Comandante da Área de Defesa de Berlim. Se buscou convencer muitos soldados das Waffen-SS a não se suicidarem. Muitos preferiram esta opção a se renderem.
De uma força de elite da divisão 4 formada por alemães étnicos as Waffen SS chegaram se tornar uma força poliglota de quase  900.000 homens divididos em 41 divisões e outras unidades menores, com cerca da metade de seus voluntários ou recrutas estrangeiros. Em seu pico representou 10% da força do exército - embora as suas unidades panzer representassem cerca de 25% de toda a força blindada de Hitler. Números exatos nunca serão conhecidos, mas as melhoras estimativas indicam que cerca de 180.000 homens das Waffen-SS foram mortos em ação; aproximadamente 400.000 foram feridos, e provavelmente outros 40.000 estão registrados como "desaparecidos". A soma dessas baixas, 314.000, representam 34.9% das Waffen-SS.


Breve histórico:
1923: Uma unidade de guarda-costas, o " Stosstrupp Adolf Hitler " (precursor das SS) é formada para proteger o líder nazista. Hitler tenta tomar o poder na Alemanha e falha.
1924: As SA são proibidas pelo Governo alemão de se reunir. 
1928: As SS tem 280 sócios; é um grupo minúsculo dentro das SA. 
1929: Heinrich Himmler se tornam o Reichführer SS, (RFSS) o líder da organização dasSS. 
1931: É formada a Polícia de segurança ( SD).
1933: Hitler se torna Chanceler da Alemanha nazista. A Gestapo é criada. 
1933: As SS chegam a 52.000 membros - O serviço é voluntário e não remunerado. 
1933: O SS-Stabswache-Stabswache, transformam-se Leibstandarte Adolf Hilter
1934: As SS assumem administração dos acampamento de concentração das SA; São formadas unidades para guardar os acampamentos, as Totenkopf ou SSTK. 
1934: Hitler purga a liderança das SA na " Noite das Longas Facas "; As SS ficam independentes das SA.
1936: Himmler assume o controle das forças de segurança alemã; As SSTK são colocadas no orçamento policial. 
1936: São criadas as SS-Verfungstruppen (tropas " de propósito especial" ou SSVT). 
1936-38: As tropas dos SS ajudam na ocupação de Rhineland, da Áustria e da Checoslováquia. 
1938: SD se torna a onganização de inteligência do Reich. 
1939: Gestapo, Kripo e SD são todas colocadas sob o comando do RSHA. 
1939: As tropas das SS ficam independentes da jurisdição da Wehrmacht. 
1939: Alemanha invade a Polônia, começa a Segunda Guerra Mundial. 
1939: Der Waffen-SS Erganzungsamt (escritório do recrutamento das Waffen-SS) é criado sob o comando de Gottlob Berger. 
1939-40: As Waffen-SS são formadas como unidade de combate. Hitler limita seu número a 4 divisões. 
Maio 1940: A Alemanha derrota a França. 
1940: Himmler emite a primeira (e última) ordem do desmobilização das SS. 
1940: George Keppler, Paul Hauser e Sepp Dietrich recebe a Cruz de Cavaleiro do Führer no Reichstag, Berlim.
Junho 1941: As SS participam da invasão da União Soviética. Demonstram grande coragem e sofrem pesadas baixas.
1941-42: Tentativas de Himmler de contornar as limitações do tamanho das Waffen-SS criando legiões de voluntários estrangeiros e recrutando os volksdeutsches (alemãe raciais). Esta expansão das Waffen-SS causa a organização uma grande perda da sua uniformidade étnica e elitista.
Fevereiro 1942: A juventude hitlerista se oferece para servir nas Waffen-SS 
Fevereiro 1943: As Waffen-SS recapturam a cidade soviética de Kharkov; vitória espetacular.
Março 1943: Expansão rápida das Waffen-SS; são criadas novas divisões e unidades de corpo. 
Julho 1943: Batalha de Kursk - Grande participação das unidades Panzer SS.
Outubro 1943: As Waffen-SS se expandem para 17 divisões, 7 corpos, e uma grande gama de varias unidade de suporte e tropas especiais. 
1944: A capacidade de lutar da Alemanha declina rapidamente.
Junho 1944: As tropas das SS lutam na Normandia. 
Dezembro 1944: As SS agrupam-se para um grande contra-ataque nas Ardenas. 
Março 1945: Última grande campanha ofensiva das Waffen-SS na Hungria. 
Abril 1945: RFSS Himmler encontra-se em secreto com emissário da Cruz Vermelha o sueco Count Bernadotte e propõe-se uma paz separada com os aliados ocidentais através de um novo governo alemão (com o Himmler como o líder, naturalmente! ). Os aliados ocidentais recusam, mas anunciam a proposta de Himmler a imprensa. Hitler é tomada de ira pela traição e distitui Himmler de seus cargos nas SS.
Maio 1945: Colapsos do Governo nazista; Hitler e Himmler cometem suicídio. As Waffen-SS são desintegradas.


ATROCIDADES 

A questão da moralidade não pode ser ignorada dentro do estudo das formações SS. O número de integrantes das Waffen-SS totalizou quase um milhão de homens, e qualquer generalização individual seria fátua. Tendo dito isto, entretanto, temos de reconhecer certas generalizações baseadas em registros históricos indiscutíveis.

As Waffen-SS cometeram atrocidades dentro e fora do campo de batalha. O mesmo fizeram os exércitos aliados durante a Segunda Guerra Mundial; e também, os exércitos ocidentais depois de 1945. O registro das Waffen-SS, de alguma forma, se assemelha à certas atrocidades coloniais do pós-guerra, no fato de que ambas foram resultado do “stress” do combate somado à um total desprezo pelas qualidades humanas do inimigo e de sua população civil. Mas nas Waffen-SS, tal desprezo era deliberadamente forjado como questão de ideologia. Enquanto algumas atrocidades foram obra de indivíduos ou pequenos grupos agindo no calor do momento, como, infelizmente, acontece em qualquer exército e em qualquer guerra, há farta ocorrência de maiores atrocidades levadas à cabo por grandes unidades, sob ordens superiores, e como questão de política, resultante de planejamento minucioso e intencional. Sabemos que unidades aliadas, algumas vezes fuzilaram prisioneiros; porém, unidades dos Aliados Ocidentais nunca massacraram populações inteiras de vilarejos europeus ou tentaram exterminar por completo certas etnias, como fizeram os nazistas especialmente contra os judeus.

As formações SS “bizantinas”, recrutadas entre povos semi-bárbaros para guerra anti-guerrilha, tem um registro particularmente ruim. Mas a culpa não pode recair apenas sobre elas; um pequeno número de formações Reichsdeutsche foram igualmente culpadas de excessos revoltantes. Sendo assim, pode-se dizer que em extensão, em natureza, em grau de sanção oficial e em atitude forjada especificamente dentro da organização, o registro de atrocidades das Waffen-SS é pior do que qualquer outra força militar, seja dos Aliados Ocidentais ou do Exército alemão.

Deve-se notar, particularmente, o comportamento das diversas forças combatentes da Alemanha na Frente Ocidental, de maio de 1940 até o fim da guerra. É um fato concreto que o Exército Regular alemão acabou sendo levado junto na onda de atrocidades iniciada de forma deliberada, como política “extra-oficial” de guerra contra a União Soviética, pelo regime nazista, e seguida pelos atos de represália dos soviéticos, governados por uma liderança que não ficava tão longe do nazismo na questão do absoluto desprezo pela ética e pela vida humana. Tal tipo de comportamento também foi apresentado por unidades e comandantes do Exército em áreas de operação caracterizadas por intensas lutas anti-guerrilha como os Bálcãs.

O ódio aos militares da Itália, considerados traidores devido ao armistício de setembro de 1943, provocou o espantoso massacre de quase 5 mil soldados e oficiais aprisionados da Divisão Acquiitaliana, na ilha grega de Cefalônia. Os responsáveis pela chacina pertenciam à 1a Divisão de Montanha, tropa do Exército alemão. Porém, o comportamento dos militares alemães na França foi quase que irrepreensível, como é confirmado pela própria Resistência Francesa, normalmente o alvo número 1 de atos de represália. Em absoluto contraste com tal atitude, deve-se salientar o repugnante comportamento das tropas de combate das Waffen-SS.

A esmagadora maioria das grandes atrocidades cometidas na Europa Ocidental, dentro e fora do campo de batalha, foram obra de tais formações. Na Campanha de 1940, o Leibstandarte SS massacrou 80 prisioneiros britânicos em Wormhout, em 28 de maio. Um dia antes, a Divisão Totenkopf havia executado 98 sobreviventes do 2o Royal Norfolks, em Le Paradis. Apesar da insistência do Exército em levar os responsáveis a julgamento, as Waffen-SS só lhe estavam subordinadas em questões táticas e não em assuntos disciplinares. Além destes atos, o comando das Waffen-SS, atribuiu as suas unidades a mesquinha ordem que proibia dar sepultamento aos soldados africanos das tropas coloniais do Exército francês. Ordem que foi desafiada por valorosos civis franceses, naquele que foi o primeiro ato de resistência ao invasor nazista.
Os réus durante o julgamento de Dachau – 11:Sepp Dietrich, 33:Fritz Krämer, 45:Hermann Priess, 42:Joachim Peiper, 8:Manfred Coblenz, 13:Arndt Fischer, 19:Hans Gruhle, 23:Hans Henneck, 31:Gustav Knittel, 34:Werner Kuhn and 39:Erich Munkemer


Na Campanha de 1944, a 2a Divisão Panzer SS “Das Reich” cometeu uma das mais horríveis atrocidades já ocorridas em solo europeu, a destruição da vila francesa de Oradour-sur-Glane, onde mais de 600 pessoas foram assassinadas. Os homens por fuzilamento, e as mulheres e crianças, amontoadas dentro da igreja do vilarejo que foi incendiada a seguir. A 12a Divisão Panzer SS “Hitlerjugend” foi responsabilizada pela execução de 134 prisioneiros canadenses durante a luta na Normandia. Na Batalha das Ardenas, em dezembro, elementos do Leibstandarte SS sob o comando de Joachim Peiper, executaram mais de 90 prisioneiros de guerra americanos, em Malmedy.

Na Frente italiana, tropas da 16a Divisão Panzergrenadier “Reichsführer-SS” operando em missão anti-guerrilha, levaram a cabo atos de selvageria ainda mais terríveis do que a destruição de Oradour. Em 12 de agosto de 1944, queimaram a vila de Sant’Anna di Stazzema, exterminando 560 pessoas. No dia 18 de outubro, aniquilaram a comuna de Marzabotto, na província de Bolonha. Ao se retirarem, as tropas das Waffen-SS deixaram para trás 1.604 cadáveres de homens, mulheres e crianças. Além destes civis, 226 “partigiani” italianos foram executados. As atrocidades cometidas no Leste Europeu foram tantas que é quase impossível relatar todas, mas certamente foram piores das que foram cometidas no Oeste.

Deve-se notar que, a separação muito apregoada pelos apologistas de pós-guerra, entre as unidades de campo de batalha das Waffen-SS e as ainda mais sinistras organizações das SS tais como os Einsatzgruppen (Grupos de Ação, unidades móveis de extermínio de populações “indesejáveis”, que agiam na retaguarda dos exércitos alemães. Compostos por destacamentos do SD, da Gestapo – Polícia Secreta -, da Ordnungspolizei - Polícia Civil fardada -, e por elementos de combate das Waffen-SS ) e os Totenkopfverbände, não resiste a um exame detalhado; havia uma separação, mas esta era de alguma forma bastante porosa. Durante toda a guerra houve constantes transferências de elementos das guarnições de segurança dos campos de extermínio e homens das tropas das Waffen SS em quase todos os níveis. Portanto os homens da Waffen SS não podiam afirmar completo desconhecimento do que acontecia nos campos e não se sabe de nenhum protesto ou recusa por parte de algum deles em servir nesses campos.

Característica da atitude da melhor parte do oficialato das Forças Armadas alemãs foi a postura do Marechal-de-Campo Erwin Rommel, o famoso comandante do Afrika Korps, tropa cuja bravura no campo de luta em nada diferia daquela das melhores tropas das Waffen-SS, com a insuperável vantagem de nunca ter tido suas ações em combate manchadas por atrocidades semelhantes às destas últimas. Ao tomar conhecimento do ocorrido em Oradour, Rommel exigiu permissão para punir os responsáveis. Na Conferência de Margival, Rommel pronunciou as seguintes palavras a Hitler:

"FATOS COMO ESSES DESONRAM O UNIFORME ALEMÃO. NÃO É DE SE ADMIRAR O CRESCIMENTO DA RESISTÊNCIA FRANCESA QUANDO AS SS FORÇAM TODO O CIDADÃO DECENTE A EMPUNHAR ARMAS CONTRA NÓS!"


Por conseguinte, difícil é isentar as Waffen SS das acusações que lhe foram imputadas em Nuremberg. Sempre se compreendeu que o veredicto dado não constituía prova de culpa de todos os membros daquelas tropas, muitos dos quais, sem dúvida, podem afirmar com honestidade que não participaram de qualquer espécie de atrocidade, e que só tinham conhecimento indireto e geral do funcionamento dos campos de extermínio e concentração. Talvez alguns os desconhecessem de todo. Não obstante, o estigma da crueldade, de bestialidade marca indelevelmente o comportamento das Waffen SS. Por mais estrita que seja a lista de divisões SS verdadeiras, e seja o que for que se alegue para explicar os excessos que elas cometeram, os soldados de Himmler não eram como os outros soldados. Não porque tivessem prestado um juramento excepcional, ou porque usassem um uniforme diferente, mas porque haviam optado por uma filosofia bélica diferente. As raízes dessa filosofia são muito ramificadas. Algumas derivam da balela do super-homem, da super-raça, proposta por um delirante pensador alemão, Friedrich Nietzche. Outras foram alimentadas pêlos mitos e pelas lendas épicas tão abundantes na literatura alemã, e pelas narrativas dos feitos dos heróis da história da Alemanha, entre os quais Frundsberg e Götz. O espírito de companheirismo e as suas responsabilidades foram um componente importante da filosofia das SS, assim como o ideal da própria juventude, ambos oriundos do movimento juvenil alemão dos anos que antecederam e sucederam a Grande Guerra. Talvez o mais formador ou deformador de todos tenha sido a tradição niilista dos Freikorps, cujos espectros combateram sua última batalha nas ruínas da Chancelaria de Berlim, em abril de 1945, ironicamente ao lado de franceses. Resumindo: Suas realizações puramente militares as qualificam como de interesse e objeto de estudo para as futuras gerações de pesquisadores de assuntos bélicos. Porém este feitos em campo de batalha não compensam de forma alguma as suas atrocidades cometidas contra a humanidade.

Unidades das Waffen SS não pertencentes às 38 divisões:

Batalhão de guarda do Leibstandarte Adolf Hitler.
Batalhão de escolta (Begleitbataillon) do Reichsführer SS.
Regimento de correspondentes de guerra Kurt Eggers.
Cinco grupos de artilharia pesada.
Cinco grupos de lança-foguetes (Nebelwerfer).
Três grupos de carros pesados (Koenigtiger).
Três regimentos de transmissões.
Quatro comandos de caça (Jagdkommando).
Batalhão especial Friedenthal de Otto Skorzeny.
Dois batalhões pára-quedistas.
Batalhão de Assalto "500" (disciplinar).

Unidades Estrangeiras:

Batalhão Finlandês Nordost.
Batalhão Estoniano Narwa.
Batalhões de esquiadores Noruegueses Norge.
Dois regimentos Romenos.
Um regimento Búlgaro.
Corpo franco-britânico Saint-George.
Batalhão de montanha Suíço.
Corpo franco Sérvio.
Brigada de assalto Russo Kaminski.
Dois batalhões Georgianos.
Dois batalhões Armênios.
Seis batalhões Ostturkisch Harund el Raschid.
Nove batalhões tártaros da Criméia.
Quatro batalhões Caucasianos.
Duas divisões de cavalaria Cossacas.
Uma brigada de infantaria Cossaca.
Legião indiana Freies Indien.


Nacionalidades e seus respectivos efetivos:

Albaneses-4.000
Gregos -1.000
Alemães (1) -410.000
Holandeses -40.000
Armênios -2.000
Húngaros -40.000
Belgas (valões) -8.000
Indianos -5.000
Bósnios -15.000
Italianos -10.000
Britânicos -100
Letões -25.000
Búlgaros -3.000
Lituanos (3) -5.000
Caucasianos -15.000
Noruegueses -8.000
Checos -5.000
Quirkizes -2.000
Cossacos -30.000
Romenos -5.000
Croatas -10.000
Russos-18.000
Dinamarqueses -6.000
Sérvios - 4.000
Eslovenos -6.000
Suecos -300
Espanhóis (2) -500
Suíços -600
Estonianos -15.000
Tártaros -10.000
Finlandeses -4.000
Turcomanos -15.000
Flamengos -10.000
Ucranianos (4) -30.000
Georgianos - 2.000
Volksdeutschen (5) - 300.000

1. E austríacos : Reichsdeutschen.
2. Alistados individualmente nas S.S., após a retirada da Divisão Azul.
3. Não formaram unidades nacionais.
4. Originários da Ucrânia, da Galícia e da Ruténia.
5. Sudetas, alsacianos, luxemburgueses, naturais do Schleswig do norte e do Tirol do sul, alemães do Banato, da Boémia-Morávia, da Eslováquia, da Polônia, da Hungria, da Romênia, da Sérvia, da Croácia, da Bulgária, da União Soviética (Volga).


Divisões:

I SS-Divisão de Blindados Leibstandarte SS Adolf Hitler
II SS-Divisão de Blindados Das Reich
III SS-Divisão de Blindados Totenkopf
IV SS-Divisão de Blindados Granadeiros Polizei 1
V SS-Divisão de Blindados Wiking
VI SS-Divisão de Montanha Nord
VII SS-Divisão Volutaria de Montanha Prinz Eugen
VIII SS-Divisão de Cavalaria Florian Geyer
IX SS-Divisão de Blindados Hohenstaufen
X SS-Divisão de Blindados Frundsberg
XI SS-Divisão Volutaria de Blindados Granadeiros Nordland.
XII SS-Divisão de Blindados Hitler Jugend.
XIII SS-Divisão de Montanha "Handschar"
XIV SS-Divisão de Granadeiros
XV SS-Divisão de Granadeiros
XVI SS-Divisão de Blindados Granadeiros Reichsführer-SS.
XVII SS-Divisão de Blindados Granadeiros Götz von Berlichingen.
XVIII SS-Divisão Vonlutaria de Blindados Granadeiros Horst Wessel.
XIX SS-Divisão de Granadeiros
XX SS-Divisão de Granadeiros
XXI SS-Divisão de Montanha Skanderbeg
XXII SS-Divisão Vonlutaria de Cavalaria Maria Theresa.
XXIII SS-Divisão de Montanha Kama
XXIII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros Nederland.
XXIV SS-Divisão de Montanha Karstjäger
XXV SS-Divisão de Granadeiros Hunyadi
XXVI SS-Divisão de Granadeiros
XXVII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros Langemarck
XXVIII SS-Divisão Voluntaria de Blindados Granadeiros Wallonien
XXIX SS-Divisão de Granadeiros
XXIX SS-Divisão de Granadeiros
XXX SS-Divisão de Granadeiros
XXXI SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros Böhmen und Mähren.
XXXII SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros 30 Januar.
XXXIII SS-Divisão de Cavalaria
XXXIII SS-Divisão de Granadeiros Charlemagne
XXXIV SS-Divisão Voluntaria de Granadeiros Landstorm Nederland.
XXXV SS-Divisão de Granadeiros Polizei
XXXVI SS-Divisão de Granadeiros Dirlewanger
XXXVII SS-Divisão Vonlutaria de Cavalaria Lützow.
XXXVIII SS-Divisão de Granadeiros Nibelungen.
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