domingo, 31 de outubro de 2010

Ustasha e a Igreja Católica


Bandeira do clero fascistas croata. Observe o U de Ustasha na bandeira.

Os ustaše (no singular ustaša, por vezes escrito ustashe ou ustasha) foram uma organização croata de extrema-direita que foi colocada no poder no Estado Independente da Croácia pelas potências do Eixo em 1941. Praticou políticas fascistas e foi expulso pelos partisans comunistas iugoslavos e pelo Exército Vermelho em 1945.

A Ustase foi fundada em 1929, como um movimento político nacionalista que praticava o terrorismo. Na altura em que chegou ao poder, durante a Segunda Guerra Mundial e a subseqüente ocupação da Iugoslávia pelo Terceiro Reich, a organização tinha um exército que atingiu 76.000 homens em 1944.

Ideologia

A palavra ustaše é plural de ustaša, e descreve uma pessoa que participa de um ustanak (levante, em croata). Os ustaše tinham como objetivo estabelecer uma Croácia pura do ponto de vista étnico – assim sendo, pessoas de origem sérvia e bósnia eram seu principal alvo. Sobre essa forma de limpeza étnica, os ministros Mile Budak, Mirko Puk e Milovan Žanić declararam, em maio de 1941, que as três principais metas ustaše eram:

 - Converter um terço dos sérvios ao catolicismo;
 - Exterminar um terço dos sérvios residentes na Croácia;
 - Expulsar/deportar o terço restante.

Uma contradição da ideologia nazi-fascista tão apreciada pelos ustaše era o fato de que os croatas são de origem eslava e, portanto, considerados racialmente inferiores aos olhos dos mentores nazistas. Assim, os "ideólogos" ustaše criaram uma teoria absurda baseada numa origem pseudo-gótica dos croatas, visando elevar seu status aos olhos dos arianos.

Para os ustaše, os bósnios muçulmanos são considerados croatas muçulmanos. Estes não eram formalmente perseguidos pelos ustaše; inclusive, alguns alistaram-se em divisões dasWaffen-SS nazistas (como a divisão Handschar, comandada pelo infame Amin al-Husayni, e a Kama, chefiada por Edmund Glaise von Horstenau, então adido militar do Terceiro Reichna Croácia e pelo Coronel Viktor Pavicic).

Os princípios básicos do movimento ustaše foram enunciados por Ante Pavelić em seu manifesto "Princípios do Movimento Ustaše", publicado em 1929.


Vítimas


Os ustaše tentaram exterminar sérvios, judeus, ciganos ou quaisquer outros que a eles se opusessem ou não professassem a fé católica, incluindo-se aí alguns comunistas croatas. Uma vez chegados ao poder, aliando-se às tropas nazistas, em 1941, os ustaše criaram diversos campos de concentração para isolar suas vítimas. O maior e mais famoso deles foi o de Jasenovać, comandado por Dinko Sakić (que fugira para a Argentina ao final da guerra, sendo descoberto e levado a julgamento em solo croata em 1998, sendo condenado a vinte anos de prisão).

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Não se sabe ao certo o número exato das vítimas dos ustaše, e as estimativas existentes confirmam que dezenas ou até mesmo centenas de milhares de inocentes foram mortos nesses campos de concentração, ou mesmo fora deles. Mas o número de judeusmortos é bastante confiável: 32.000 pereceram em território croata durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 40.000 ciganos iugoslavos também vieram a ser assassinados; com relação ao número de sérvios vitimados pelos Ustaše, as estimativas são entre 700.000 e 1.200.000 de sérvios.

As atrocidades cometidas pelos ustaše eram tão grotescas que horrorizaram até mesmo os nazistas, que tiveram que intervir para frear o terrorismo ustaše.

Livros didáticos de História editados durante o regime comunista na Iugoslávia afirmam que o número de vítimas dos ustaše chega a setecentas mil pessoas somente em Jasenovać. Este número foi citado com base em um cálculo de perdas demográficas de população (i. e., a diferença entre a população atual e a do período pré-guerra, somando-se aí um eventual crescimento populacional impedido pelo conflito).




Campos de concentração


O Memorial de Jasenovac, atualmente dirigido por Slavko Goldstein, possui uma lista de 59.188 nomes de vítimas desse local; essa lista foi compilada por assessores do governo comunista iugoslavo. Como esse processo foi algo impreciso, estima-se que a lista mencione entre 60 e 75% do total de vítimas, elevando o número de mortos nesse complexo à faixa entre oitenta e cem mil. O antigo administrador do Memorial, Simo Brdar, estimou ao menos 365 mil mortos em Jasenovac.

Milicianos da Ustaše executando prisioneiros próximo ao Campo de concentração de Jasenovac.
As análises dos estatísticos Vladimir Žerjavić e Bogoljub Kočović são similares às do memorial. Em toda a Iugoslávia, o número estimado de mortes de sérvios chega a 487 mil, de acordo com Kočović, e 530 mil segundo Žerjavić, de um total de 1.014.000 ou 1.027.000 mortos, respectivamente. Žerjavić declarou que 197 mil civis sérvios foram assassinados no NDH (sigla em croata para o Estado Independente da Croácia), sendo 78 mil como prisioneiros em Jasenovac, bem como 125 mil combatentes dessa etnia. No entanto, esses dados foram acusados como sendo artificialmente inflados devido ao crescimento do nacionalismo sérvio. Žerjavić e Kočović estimaram a taxa de crescimento populacional dos sérvios na Bósnia (dentro do Estado Independente da Croácia) como 1,1%, a mesma taxa média de crescimento da Iugoslávia como um todo. Na verdade, a taxa de crescimento era de 2,4% entre 1921 e 1931, passando para 3,5% entre 1949 e 1953; acredita-se que eles tenham subestimado a taxa de crescimento populacional sérvia para diminuir a contagem de mortos dessa etnia.

O Museu do Holocausto de Belgrado compilou uma lista de mais de 77 mil nomes de vítimas de Jasenovac. O museu era dirigido por Milan Bulajić – que apoiava uma estimativa de setecentas mil vítimas ao todo. Atualmente, o Museu defende que o número de mortos está na casa dos oitenta mil.

Os primeiros campos de concentração Ustaše foram formados em 1941 e dissolvidos em outubro de 1942 (entre parênteses, o número de prisioneiros/campo, segundo dados disponíveis):
 - Danica, próximo de Koprivnica;
 - Pag (cerca de 8.500);
 - Jadovno, próximo de Gospić (35 mil);
 - Krušćica, na área de Vitez e Travnik;
 - Đakovo (três mil);
 - Loborgrad, Zagorje;
 - Tenja, perto de Osijek.

O complexo de Jasenovac foi construído entre agosto de 1941 e fevereiro de 1942. Os campos de concentração anteriores, Krapje e Bročica, foram fechados em novembro de 1941. Outros três campos (Ciglana, ou Jasenovac III), Kozara (Jasenovac IV) e Stara Gradiška (Jasenovac V) funcionaram até o final da ocupação nazista, em 1944. O número de prisioneiros (estimativas) varia de oitenta a cem mil, trezentos a 350 mil até setecentos mil.








Ligações com a Igreja Católica


As políticas adotadas pelos ustaše são definidas pelo termo "uniatismo" em alguns círculos da Igreja Ortodoxa. Mas este termo jamais foi usado pela Igreja Católica Romana ou peloVaticano, a não ser para fins de execração. Ainda assim, refere-se de forma pejorativa às conversões forçadas de cristãos ortodoxos sérvios ao catolicismo.

Isso confirmava o quanto os ustaše representariam um exemplo extremo do "uniatismo". Apoiavam agressões ou qualquer uso da força com tal de converter crentes ortodoxos. Apesar das conversões forçadas terem sido condenadas por Santo Agostinho, pelo Papa Leão XIII e outras personalidades, foi uma prática comum a católicos durante séculos (em especial durante a Inquisição espanhola). Os ustaše sempre acreditaram que os ortodoxos seriam seus principais inimigos – o que negava teses como as defendidas em encíclicas papais, que reconheciam a Igreja Ortodoxa como a única Igreja legítima além da católica romana. Indo mais além, os ustaše nunca sequer reconheceram a existência de minorias sérvias em território croata ou bósnio — apenas os identificavam como "croatas de fé oriental", e os bósnios, por sua vez, eram chamados "croatas de fé islâmica". Muitos padres entre os ustašeapoiavam a hostilidade aos sérvios ortodoxos conduzindo e incentivando conversões forçadas e amiúde violentas de sérvios por todo o território croata.


Alguns padres franciscanos e de outras ordens correlatas participavam dessas atrocidades pessoalmente. Um deles, frade Miroslav Filipović (do monastério de Petrićevac), que entrou para o movimento ustaša em 6 de fevereiro de 1942, num brutal massacre de 2.730 sérvios moradores de vilas próximas, sendo 500 destes crianças. Ele foi excomungado de sua ordem e teve sua prisão decretada. Filipović então tornou-se chefe da guarda do campo de concentração de Jasenovać, e era apelidado "Fra Sotona".

Durante toda a guerra, o Vaticano manteve fortes relações diplomáticas com o Estado Independente da Croácia, mantido pelos ustaše, inclusive mantendo um núncio papal na capital Zagreb. Ele estaria ali para investigar as conversões forçadas de sérvios ortodoxos, mas teria participado de algumas delas. Ainda hoje, as relações entre a Santa Sé e os ustaše são vistas com controvérsias pelos historiadores; ainda hoje, muitos sérvios acusam Pio XII, então pontífice, de cumplicidade com os crimes dos fascistas croatas.

Ante Pavelic, líder Ustasha
Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os ustaše que conseguiram escapar do território iugoslavo (entre eles seu comandante-em-chefe, Poglavnik – termo croata para Führer, ditador – Ante Pavelic) fugiram para a América do Sul, em especial para a Argentina. Acredita-se que conexões clandestinas operadas por clérigos católicos tenham sido vitais nesse processo. Entre os membros do Colégio Ilírio de São Girolamo, em Roma, envolvidos, pode-se citar os freis Krunoslav Draganović, Petranović e Dominik Mandić.

Sacerdotes e soldados do NDH fazem a saudação fascista durante o funeral do general Ustasha Matasic (Abril 1942)

O regime ustaša depositou grandes quantidades de ouro rapinadas de sérvios ortodoxos e judeus para contas em bancos suíços. De um total de 350 milhões de francos suíços, cerca de 150 milhões destes foram recuperados por tropas britânicas, mas os 200 milhões restantes (equivalentes a US$ 47 milhões) chegariam ao Vaticano. Alegações de que esse dinheiro ainda estaria mantido sob a guarda do Banco do Vaticano são voz corrente; de acordo com relatório da agência de inteligência norte-americana SSU, os depósitos dessa quantia foram efetuados em outubro de 1946. Ações judiciais foram perpetradas contra o Banco do Vaticano por vítimas das extorsões.

O arcebispo de Zagreb na época da guerra, cardeal Alojzije Stepinac, foi acusado de apoiar os ustaše, mas ele próprio teria afirmado que teria auxiliado vítimas do terror dos fascistas croatas. Ele foi formalmente julgado pelas autoridades comunistas da Iugoslávia após a guerra – mas, num processo controverso, foi beatificado por João Paulo II em 1998.

No dia 22 de junho de 2003, João Paulo II visitou Banja Luka, na Bósnia. Durante essa viagem, ele discursou para uma multidão no já mencionado monastério de Petrićevac, o que causou comoção pública, devido à ligação desse sítio com os crimes do frade Filipović. Nesse mesmo local, o Sumo Pontífice proclamou a beatificação do clérigo católico Ivan Merz (1896-1928), que fundara a Associação das Águias Croatas, em 1923.

Adicionar legenda
Pavelic e franciscanos

Membros do Ustaše e cleros católicos.







Mais recente:

O Vaticano, após a queda do NDH, jamais admitiu qualquer ligação com o regime. Nem mesmo o site oficial do Vaticano possui texto repudiando as barbaridades do NDH. O papa JP2 nunca aceitou visitar Jasenovac, atitude compartilhada pelo atual papa,B16. O Vaticano, através de seu banco, receptou e lavou o dinheiro roubado pelos fugitivos do regime nazi-católico da Croácia (Ustasha) no final da 2GM, além de ajudar vários figurões do NDH que nem Ante Pavelic,Andrija Artukovic e Dinko Sakic fugirem pra América do Sul e EUA(Operação Ratlines). A cumplicidade vaticana com os croatas lhe rendeu uma ação judicial. Advogados dos EUA, representando sobreviventes e parentes de vítimas do regime Ustasha, estão tentando processar, sem sucesso, o Banco do Vaticano.


Ver site dos advogados:  http://www.vaticanbankclaims.com/faqs.html
As folhas do processo contra o Banco Vaticano: http://www.vaticanbankclaims.com/5AC.pdf


Para quem se interessar, o Roberto do Holocaust-doc  traduziu uma materia sobre o Ustasha:
A Ustasha e o silêncio do Vaticano - parte 1parte 2 / parte 3

Material relacionado:
Holocausto na Croácia - parte 1 / parte 2

10 comentários:

  1. Daniel, vou dar uma 'linkada' nesse post quando acabar de traduzir o texto sobre a Ustasha, meu temor é que fosse igual pois só fui ver depois qual era a fonte do texto que eu tava traduzindo(o negócio tá tão bem escrito e embasado que nem prestei atenção na fonte) que é o livro do tal Santiago Camacho sobre o Vaticano. Fui procurar referências sobre o autor e nada, se bem que aparece em tudo quanto é canto algum texto sobre o livro dele, o "Biografia não autorizada do Vaticano", mas tem um capítulo inteiro só sobre a Ustasha, por isso que estava estranhando o tamanho do texto, mas muito bem detalhado. Como resumo dá mais que pra "quebrar o galho" devido a falta de divulgação do assunto(genocídio na Croácia e a participação ou vista grossa do Vaticano) no país e também fora.

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  2. Vou dar uma olhada nesse livro, pois esta a um preço acessível. As vezes tem mais coisas interessantes por lá.

    Sobre a falta de divulgação dos massacres na Croacia, até hoje existe um veu pelo leste europeu. Eu li um texto sobre o Ustasha no blog, do livro Odessa. Tive o livro em mãos mas não adquiri, tava sem dinheiro, quando voltei, venderam...hahahaha

    Eu fico impressionado em como o Vaticano se cala sobre todos os assuntos referentes a Segunda Guerra. Quase ninguém sabe sobre a ligação da Igreja com esses genocídios.

    Estou traduzindo algumas materia, uma incluive sobre Pavelic, mas só postarei mais pra frente, falta de tempo para traduzir e não quero escrever erros.

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  3. Daniel, você encontra fácil o arquivo digital dele na rede, só que em espanhol, não sei se traduziram pro português, não conferi, mas se não traduziram é lamentável. Se quiser checar antes de descolar um exemplar em papel é uma boa essas digitalizações de livros, em espanhol é uma festa ao contrário da "oferta" de livros em português(praticamente é o Brasil quem responde pela maioria das traduções de outros idiomas pro português, Portugal é literalmente um peso morto ao contrário da Espanha e outros países falantes do espanhol no quesito tradução pro idioma deles).

    Pelo que vi por alto tem muita coisa interessante no livro e o capítulo sobre a Ustasha é bem documentado. Achei que poderia ser algo sensacionalista por conta do título mas é bem escrito, e a base do texto sobre a Ustasha são livros do Avro Manhattan(biografia dele) que é bem conceituado(vi que era checando a biografia dele, sempre tive curiosidade porque achava que podia ser mais um autor sensacionalista falando de Igreja porque distribuem de rodo um livro dele sobre o Vaticano e o Holocausto).

    Sobre o livro da Odessa(creio que é o do Uki Goñi, isso?) quem tem é o Leo. Pelo que li do texto que ele transcreveu pro blog, é um bom livro, se puder consegui-lo é uma boa, não é dinheiro perdido.

    "Eu fico impressionado em como o Vaticano se cala sobre todos os assuntos referentes a Segunda Guerra. Quase ninguém sabe sobre a ligação da Igreja com esses genocídios."

    O que mais me chama atenção nessa questão é Hollywood simplesmente não explorar(não no sentido pejorativo e sim de expôr o assunto pro mundo) o assunto citado, no caso da Guerra Fria provavelmente o tema foi evitado não causar 'embaraços'(animosidades maiores) pros EUA em relação a esses países na Europa já que o Tio Sam visando derrubar o poder da URSS na Guerra Fria não podia ficar "de mal" com todos os países "alinhados"(espontaneamente ou não)a ela, mas o que explica o tema ficar 'batido' no pós-Guerra Fria? É isso que não faz muito sentido. Novamente será que os EUA não querem ficar de mal com os países em questão visando só a Rússia dessa vez? Digo isso porque muita gente acha que Hollywood age de forma independente dos EUA e na prática a realidade sempre foi outra, é só ver os filmes anti-URSS feitos durante a guerra fria.

    De qualquer forma eu vou traduzir com 'carinho' essa parte sobre a Ustasha, principalmente depois do obscurantismo religioso que pipocou nessa última eleição no país, acho que o tema tem tudo a ver, me espantou o quanto de obscurantismo religioso há no país, e um obscurantismo fanático e truculento que lembra e muito esse ódio da Ustasha, só que não descambamos ainda pruma guerra religiosa(ainda bem, isola, rs).

    Mas voltando ao livro do Camacho, no momento não estou com o link disponível, mas assim que for colocar o texto sobre a Ustasha no blog eu repasso o link aqui.

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  4. Só avisando pois quando fui postar o comentário não vi a parte do link aparecendo, depois do nome do Avro Manhattan eu coloquei um link da Wikipedia sobre ele escrito "biografia dele", só que com o link por baixo do nome, pra pessoa clicar e ir direto a ele, só que quando se clica em "visualizar, antes de postar o comentário, não apareceu o link, talvez pela configuração do blog.

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  5. o livro que tive em mãos é o A Verdadeira Odessa de Uki Goñi sim.

    Roberto, achei o livro em portugues em pdf, do Avro Manhattan, caso queira:
    http://www.4shared.com/document/osqPsZc0/Avro_Manhattan_-_Holocausto_do.htm

    Tava dando uma olhada e fala muita coisa bem detalhada dele sobre a Croácia. O Ustashi está em quase todos capitulos. Vou ler com mais calma daqui um tempo, estou lendo outro livro no momento (O levante de 44).

    De qualquer forma eu vou traduzir com 'carinho' essa parte sobre a Ustasha, principalmente depois do obscurantismo religioso que pipocou nessa última eleição no país...
    O pior que é mesmo, fiquei até perplexo com esse lado religioso entrando em conflito e misturado com a politica.

    Sobre Hollywood não explorar o fato, é engraçado. Parece que o que aconetceu por ali não foi nada. Como você disse sobre a antiga URSS, varios filmes foram feitos. Mas é simplemente constrangedor a forma tão vazia como qualquer pais, entidade, orgão e pessoas veem os massacres ocorridos. Dão uma enfase tão grande aos massacres judaicos, mas simplesmente esquecem outros, e dentr esses outros estão os perpetradores desses assassinatos, que tinham a influencia da Igreja catolica. Muita gente fala que os judeus dominam a midia e controlam tudo, mas olhe o poder da Igreja catolica, e como esse poder consegue encobrir até hoje esses variados massacres. Mesmo que alguns tentem divulgar essas atrocidades, não adianta, porque a massa não acredita.

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  6. Daniel, eu acho(mas não lembro onde coloquei) que eu baixei esse PDF desse livro do Manhattan em português, como eu disse, fiquei cismado com o livro e o autor porque estavam distribuindo muito o arquivo mas fui checar a bio do cara e é sério, fora que as informações sobre a Ustasha(que são referências nesse livro que citei) são precisas. Quem vê o título pode até pensar que é um livro sensacionalista("lá vem mais um livro falando "mal" do 'pobre' Vaticano"), mas o negócio é sério, tão sério que a Igreja não fala no assunto até hoje, você vê o Papa atual falar na "santidade" de Pio XII e sente nojo ao ver isso porque ele sabe do retrospecto do Vaticano nessa época, mas finge que "não vê" nada e ninguém mais graúdo aponta o dedo pra coisa, até por medo das represálias do Vaticano, quer sejam vindas dele(Estado) ou pelo fanatismo desse pessoal carola, é um assunto que se vc tocar(por exemplo) no Orkut pode se preparar que vem bomba de todo lado, gente se sentindo "ofendida" etc.

    Obrigado pelo link de qualquer. Como comentei, aqui o livro do tal Camacho, só não ponho a mão no fogo pelo site que hospedou porque parece ser "bomba", rs, mas o livro tá inteiro e online, sem precisar baixar aquivo(em espanhol):
    Livro, Biografia, Vaticano

    A tradução eu vou tentar postar essa semana, pelo menos uma parte, é tanta matéria que sai sobre o assunto que o cara se perde e nem dá pra postar nada, também o tempo. Pra ter ideia, tou com uma notícia sobre a explosão daquela livraria neo de Barcelona, a Librería Europa(isso mesmo, algum grupo de extrema-esquerda mandou aquele lixo pelos ares, rsrsrsrsrs), acho que saiu a notícia em outubro, e não deu pra postar. O dono dela era o cabeça da antiga CEDADE(não lembro o significado da sigla de memória) que era o círculo de extrema-direita/neo que funcionou durante o período franquista ainda em Barcelona, os neos da Europa tinha trânsito livre na Espanha, principalmente em Barcelona. Abs.

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  7. E tou com uma "crise de identidade" com essa foto do avatar, troquei porque não aguentava ver mais a cara do Dunga no perfil, mas tá meio estranho essa foto da dupla, rsrsrsrs. Se eu encher eu volto com a antiga do perfil pois até já tinha me acostumado. Abs.

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  8. A postagem no Holocausto.doc ficou muito boa. Pelo visto, o livro vale a pena comprar mesmo. dei uma olhada no link que vc passou.

    Eu vi num site de noticia sobre a Librería Europa e o atentado. A Espanha sempre teve deixou um pouco liberado(pra não dizer muito) o espaço para grupos de extrema-esquerda agirem e divulgarem suas ideias.

    Essa da crise de identidade foi boa..hauhauhau

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  9. Eu custei a achar novamente essa matéria do atentado nessa Librería Europa, tive que procurar pelo Google pois não achei o link da matéria arquivado. A notícia é oportuna pois abre espaço pra comentar sobre a CEDADE, o tal Varela e esse espaço neo na Espanha.

    "A Espanha sempre teve deixou um pouco liberado(pra não dizer muito) o espaço para grupos de extrema-esquerda agirem e divulgarem suas ideias."

    É estranho esse caso dessa Librería Europa pois ela fica localizada em Barcelona e presumo que o cara seja catalão. Com todo o pano de fundo do problema do separatismo na Espanha é no mínimo intrigante um grupo desse tipo no coração da Catalunha.

    No tempo de Franco havia algum nexo na "liberação" desse tipo de livraria ou espaço neo por conta da afinidade ideológica deles com o regime franquista e também porque o separatismo era fortemente reprimido, mas em pleno 2010, mais de três décadas do fim do regime franquista, ainda se houve falar nesses caras.

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  10. "Essa da crise de identidade foi boa..hauhauhau"

    O pior é que a ideia é louvável, trocar a foto de um marmanjo no avatar pela chica até pra melhorar a visão quando se checa o perfil(até pus a chica acompanhada pra neutralizar um pouco o intuito, hehehehe), mas não dá, é muito estranho, toda vez que posto eu vejo o que escrevi com a foto do lado do comentário parecendo que é uma mulher que escreveu, vou trocar o avatar, rs.

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