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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Simo Häyhä - O Morte Branca

Simo Häyhä em 17 de fev. de 1940 recebendo seu rifle
 honorário modelo 28, durante a Guerra de Inverno.
Simo Häyhä (17 de dezembro de 1905 – 1 de abril de 2002) apelidado de "Morte Branca" ou "Provocador" pelo exército soviético, foi um soldado finlandês e o mais eficiente franco-atirador da história.


Biografia - Juventude e serviço na guerra

Häyhä nasceu na cidade de Rautjärvi, próxima à atual fronteira entre a Finlândia e a Rússia. Fazendeiro de profissão, cumpriu o serviço militarobrigatório de um ano em 1925, sendo convocado em 1939 após a eclosão da Guerra de Inverno entre a Finlândia e a União Soviética. Estacionado na área norte do Lago Ladoga, passou a servir como franco-atirador.

Trabalhando em temperaturas que iam dos −20 aos −40 graus e usando uma camuflagem totalmente branca, Häyhä é creditado por mais de 500 mortes confirmadas de soldados soviéticos. Uma contagem diária de baixas era feita no campo de batalha de Kollaa, e os relatórios não-oficiais finlandeses estimam em 542 o número de mortes atribuído a ele.

Häyhä usou uma variante do rifle soviético Mosin-Nagant, pois se adequava a sua baixa estatura. Para não se expor em seus esconderijos, ele preferia usar miras comuns ao invés das telescópicas, pois com esta última o atirador deve erguer um pouco a cabeça, além de haver o risco dalente refletir a luz do sol. Outra tática usada por Häyhä era compactar a neve à sua frente para que o tiro não a soprasse, revelando sua posição. Ele também colocava neve na boca, escondendo assim quaisquer sinais que sua respiração pudesse provocar.

Novamente, Simo Häyhä em 17 de fev. de 1940 

Além das mortes como franco atirador, Simo Häyhä foi creditado também por abater mais de duzentos soldados inimigos com uma metralhadora Suomi M-31 SMG, elevando assim sua marca para 705 mortes. Este fato, no entanto, nunca foi comprovado. A marca de mais de 500 mortes foi alcançada num período de 100 dias, com Häyhä atingindo o número recorde de 5 por dia, praticamente uma morte a cada hora do curto dia de inverno.

O exército soviético tentou executar vários planos para se livrar dele, incluindo contra-ataques com franco atiradores e assaltos de artilharia, até que em 6 de março de 1940 Häyhä foi atingido por um tiro na mandíbula durante combate corpo-a-corpo. Com o impacto, o projétil girou e atravessou-lhe o crânio. Ele foi resgatado por soldados aliados, que disseram "faltar metade de sua cabeça". Ficou inconsciente até 13 de março, um dia após a assinatura do tratado de paz que pôs fim ao conflito. Pouco depois, Häyhä foi promovido de cabo a primeiro-tenente pelomarechal-de-campo Carl Gustaf Emil Mannerheim. Nenhum outro soldado jamais conseguiu uma escalada de posto tão rápida na história militar da Finlândia.


Simo promovido em 28/08/1940
Velhice

Häyhä levou vários anos para se recuperar do ferimento. A bala, provavelmente explosiva, havia quebrado sua mandíbula e arrebentado suabochecha esquerda. Apesar de tudo, ele se recuperou totalmente, tornando-se caçador de alce e criador de cachorros após a Segunda Guerra Mundial.


Em 1998, ao ser perguntado sobre como conseguiu se tornar uma atirador tão bom, ele respondeu, "prática". Questionado se tinha remorsos por ter matado tantas pessoas, ele disse, "fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível".

Simo Häyhä passou seus últimos anos em uma pequena vila chamada Ruokolahti, localizada no sudoeste da Finlândia, próxima à fronteira com a Rússia.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Matthäus Hetzenauer - Sniper alemão

Matthäus Hetzenauer
Matthäus Hetzenauer (nasceu em 23 de dezembro de 1924 em Tyrol, Áustria - morte em 3 de outubro de 2004) era um sniper alemão na 3ª Divisão de Montanha na frente oriental, em que foi creditado 345 mortes. Seu tiro mais longo confirmado foi de 1100 metros.

Hetzenauer foi treinado como sniper de 27 março a 16 de julho de 1944, antes de ser atribuído à 3ª Divisão  de Montanha (Gebirgsjäger), usando tanto um rifle K98 com 6x de aumento na luneta e um rifle K43 com 4x de aumento na luneta. 

Em novembro de 1944 sofreu  traumatismo cranianodevido fogo de artilharia, e foi concedido a ele a Verwundeten - Abzeichen (badge ou insígnia de ferido em combate) três dias mais tarde.

Em várias ocasiões ele serviu com o colega sniper Josef Allerberger. Os dois mataram muitos soldados soviéticos com rapidez e facilidade.


Gefreiter Hetzenauer recebeu a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro em 17 de abril de 1945. O Generalleutnant e comandante de Divisões  Paul Klatt tinha recomendado Hetzenauer por causa dos numero de mortos pelo sniper, que em suma derrotou duas  fortes companhias inimigas sem temer por sua própria segurança sob fogo de artilharia e ataques inimigo. Esta recomendação foi aprovada pelo General der Gebirgstruppe Karl von Le Suire e General der Panzertruppe Walter Nehring .

Hetzenauer foi capturado por tropas soviéticas no seguinte mês, e eventualmente, serviu por 5 anos numa rotina de condições terríveis  de uma prisão soviético.

Traduzido por: avidanofront.blogspot.com

sábado, 15 de maio de 2010

Biografia de Vasili Zaitsev


Vassili Zaitsev e Vasily Chuikov - Stalingrado

O início da 2ª Guerra Mundial foi marcado pelo avanço das tropas hitleristas na Europa. Usando-se de uma estratégia conhecida como Blitzkrieg, o III Reich ampliava suas fronteiras a cada dia, chegando à conquistar quase metade da França, ocupar a Polônia, Tchecoslováquia, Romênia, Iugoslávia, Grécia e Hungria, partindo então para cima da União Soviética em uma operação conhecida como Barbarossa(homenagem ao imperador do Sacro Império Romano-Germânico que liderou uma expedição católica contra o Leste Europeu ortodoxo). Adentrando território soviético os fascistas alemães escravizavam as populações subjugadas e marchavam em direção ao leste, chegando nos portões de Moscou e cercando Leningrado, todavia resistia heroicamente uma cidade às margens do rio Volga, tida como um dos símbolos da URSS, essa cidade era conhecida como Stalingrado.

Durante o início da batalha de Stalingrado as condições que os russos enfrentavam eram extremamente difíceis, pois os alemães queriam os campos de petróleo do sul da Rússia, do Cáucaso e o controle do rio Volga. Era uma região de extrema importância econômica, industrial e política, o que fazia com que os nazistas levassem não só infantaria bastante numerosa, mas também tanques, aviões de caça, bombardeiros, canhões e infantaria blindada. Visto que a cidade industrial de Stalingrado não tinha grande concentração de efetivos militares, as condições eram extremamente difíceis e a vitória alemã parecia iminente. Todavia os efetivos para Stalingrado foram aumentados, contando com o comando de vários generais soviéticos, unidades da NKVD e a chegada de soldados de todas as partes da URSS. Hitler chegou a declarar uma guerra pessoal entre ele e Stalin, tornando-se assim um conflito entre o Vozhd e o Fürrer.

A população civil fugia, todavia não era possível que uma boa parte escapasse, fazendo com que muitos civis sofressem com a guerra ou se juntassem à luta como partizans(guerrilheiros comunistas). Um esforço sobrenatural era feito, cada fábrica, cada casa, cada rua era disputada arduamente. Efetivos não paravam de chegar, chegou-se a fazer uma ponte alguns centímetros abaixo do rio Volga(a primeira da história), trens blindados chegavam trazendo divisões do Exército Vermelho, uma dessas, a 284ª divisão do 62º exército, trazia dentre vários soldados um pastor de ovelhas siberiano que habitava a região dos Montes Urais. Nascido em Katav-Ivanovskogo, era órfão desde cedo e foi ensinado à atirar desde os 5 anos de idade por seu avô caçador de lobos, esse grande soldado que passaria imortal para a história se chamava Vassili Grigorievitch Zaitsev("lebre" em russo), que chegava à Stalingrado no dia 20 de setembro de 1942. De feições delicadas e olhos azuis o jovem pastor de 27 anos descia no solo de Stalingrado sem um rifle, tudo o que precisava para abater os fascistas.

Devido à falta de munições muitos soldados tinham de ficar atrás de outro que tivesse um rifle para pegá-lo quando este morresse, recebendo apenas uma tira de balas. Vassili recebeu apenas as balas, mas não ficou com o rifle. Avançando pela cidade junto da sua pequena tropa(que foi facilmente vencida pelos alemães entrincheirados), Vassili escondeu-se entre os cadáveres dos seus camaradas mortos e segundo relatos do livro Enemy at the gates("O Círculo de Fogo", transformado em filme) através do camarada comissário Igor Danilov apossou-se de um rifle e atirando apenas quando soava o som das explosões(afim de que não fosse ouvido o barulho do rifle), abateu 5 fascistas que estavam em um estabelecimento próximo sem ser percebido e sem levar um só tiro, o que conquistou a atenção do camarada comissário Danilov.

Naquele momento em que o jovem soldado Vassili mostrava proezas heróicas abatendo os soldados hitleristas, o camarada Nikita Khruschev chegava à Stalingrado para cobrar dos líderes militares e dos comissários. Uma das sugestões para um melhor desempenho dos soldados, agoniados com a provável vitória das tropas do III Reich, partiu do camarada Igor Danilov, comissário e jornalista que sugeriu publicação do jornal militar novamente e a exaltação do sacrifício pessoal e a dedicação à causa comunista, mostrando como exemplo aquele que conhecera de perto, o lendário atirador de elite Vassili Zaitsev.


O Moisin-Nagant 91/30, o modelo do rifle usado por Vassili(que hoje está no museu de Stalingrado)

Tal proeza funcionou e Vassili foi promovido para a divisão dos atiradores de elite, seu nome foi publicado nos jornais militares e ainda se tornou a grande sensação das primeiras páginas do jornal "Pravda", o qual era lido por milhões de pessoas na URSS, dando grandes esperanças ao povo soviético e aos soldados do Exército Vermelho. De fato as proezas de Zaitsev eram lendárias, por exemplo, no período de apenas 10 dias ele já havia eliminado cerca de 40 oficiais alemães de alta patente, corajosa atitude essa que fizera dele também o mais falado nas rádios soviéticas e o mais popular soldado da cidade e um dos mais da URSS(senão o mais popular). Foi devido à necessidade de mais soldados como ele, que Danilov encarregou Vassili de treinar e instruir outros atiradores de elite, dentre os quais a oficial russa-americana Tatiana Tchernova, que voltou dos EUA para a URSS quando a guerra havia começado. Obcecada pelo desejo de vingança contra os nazistas que executaram seus avós, Tania perdera também seus pais durante a guerra, e por isso sob instruções de Vassili Zaitsev tornou-se uma exímia franco-atiradora, matando um grande número de soldados alemães junta com seu instrutor.

Tania Tchernova também veio a tornar-se a namorada de Zaitsev, vindo a iniciar um relacionamento duradouro. Além de Tania, Vassili também deu eficaz treinamento à outros atiradores, procurando sempre compartilhar com estes seu conhecimento e táticas que utilizava na taiga siberiana. Vassili Zaitsev era um exímio atirador de elite, com seu rifle Moisin-Nagant 91/30(na época um dos melhores do Exército Vermelho) foi capaz de abater só em Stalingrado 242 nazistas, dentre soldados, oficiais e até atiradores de elite alemães, com os quais travou árduas lutas, sendo a mais épica dessas a luta com o major alemão Heintz Thorvald, também conhecido como Major König. Esse rico caçador de veados da Bavária foi enviado apenas com a missão de abater Vasha(como também era conhecido Vassili), fato que comprovava sua fama até mesmo entre os soldados alemães, o que fazia dele um arcanjo para os soviéticos e demônio para os alemães.

Ambos assistenciados, o duelo entre o comunista pastor de ovelhas e o nazista caçador de veados seria um dos épicos episódios da batalha de Stalingrado, pois além de sua extensa duração foi marcado por momentos em que ambos estiveram próximos da morte, momentos em que a sorte esteve presente, em que a ânsia e a angústia estiveram presente nos corações daqueles que aguardavam os resultados daquele duelo, fossem civis ou militares, enquanto que com toda cautela, mas sobretudo com calma os atiradores souberam levar tal conflito. Uma das desvantagens de Vasha era o fato de que seus atos haviam sido observados, sendo levados ao conhecimento de König, daí o fato de que ninguém sabia em que lugar o major fascista iria estar. Justamente por tal fato ajudarou a Vassili um garoto russo que fazia as botas do major para fingir estar do lado alemão mas na verdade marcar os encontros do soldado do Exército Vermelho e do major da Wermatch. Além do garoto ajudou-o também Nikolay Kulikov, que conheceu o major na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão, buscando durante dois dias sinais do alemão e observando seus hábitos.

Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações. No terceiro dia quem o acompanhou foi o camarada comissário Igor Danilov, que acreditando ter avistado o alemão levantou-se e levou um tiro no ombro. Zaitsev queria saber aonde o major estava escondido e sobre isso William Craig relata no livro "Inimigo nos portões" que "para testar sua teoria, Zaitsev pôs uma luva em um pedaço de madeira e a exibiu, tendo esta imediatamente recebido um tiro, quando após esse momento Zaitsev verificou e percebeu que König estava abaixo de uma chapa de ferro".

Após muito tempo de espera com a sua paciência de siberiano, Vassili finalmente estava pronto para abater o nazista, quando então seu amigo Kulikov deixou a amostra um capacete do Exército Vermelho e Konig atirou e veio a verificar se Zaitsev estava morto, mas pelo ressentimento de ter seu amigo Danilov atingido e sua namorada Tania Tchernova ferida por uma mina atirada pelos nazistas, Zaitsev com todo o ressentimento e sede de justiça esperou o major chegar perto e disparou a bala de seu Moisin-Nagant diretamente em sua cabeça. Thorvald estava morto e o camarada Vassili apanhara então seu rifle K-98 como troféu do duelo. Este foi um dos mais épicos episódios de sua vida. Após o duelo o camarada Vassili Zaitsev veio a matar vários outros fascistas que infernizavam a vida dos cidadãos de Stalingrado. Indomável e audacioso ficaria conhecido em toda a cidade por seus feitos heróicos, tanto pelos comunistas quanto pelos nazistas, por quem era tão temido. Para se ter uma idéia muitos exércitos ficaram desmoralizados pelas perdas de oficiais que Vasha matou, daí a razão de ter sido designado um "super-atirador" alemão para matá-lo.

Vassili seria designado posteriormente como comandante dos atiradores de elite, que viam nele uma inspiração e um grande professor que procurava repassar aos alunos todos os conhecimentos aprendidos. Em janeiro de 1943 Vassili Zaitsev veio a ser gravemente ferido, sendo levado para Moscou e tratado no principal hospital da cidade com o professor universitário Filatov, um dos melhores médicos do país. Zaitsev pôde no mesmo ano retornar a Stalingrado e reecontrar seus amigos atiradores de elite e sua companheira Tania Tchernova.

À pedido seu veio a atuar no front de batalha como soldado comum, demonstrando clara determinação e heroísmo de um soldado exemplar. Após Stalingrado, Zaitsev atuou em Dniestre já com a patente de capitão. Nesse período o camarada capitão veio a escrever dois famosos manuais para atiradores de elite. Condecorado com a Ordem da Guerra Patriótica, duas Ordens da Bandeira Vermelha, várias vezes condecorado com a Ordem de Lenin, além de medalhas menores, Vassili Zaitsev recebeu então a medalha da Estrela Dourada e o status de "Herói da União Soviética", vindo a ser condecorado ainda outras vezes por ser veterano de guerra de Stalingrado.

Após o término da guerra Zaitsev desmobilizou-se e passou a ser um veterano de guerra, trabalhando como diretor de uma fábrica de construção de carros em Kiev, tendo terminado esse trabalho somente em 15 de dezembro de 1991, quando apenas o corpo físico deste grande herói nos deixava, enquanto sua memória, feitos e atitudes permanecem vivos na história daqueles que tão duramente em Stalingrado lutaram, que lêem esta curta biografia e que vivem hoje nas cidades aonde Zaitsev lutou e nos deu o exemplo de que podemos com determinação, coragem, vontade de avançar, otimismo, humanismo e luta, vencer os obstáculos que nos impõem dificuldades, levar a frente a luta de classes em direção a vitória do ideal popular comunista! Vassili Zaitsev foi um grande herói que a história dos homens jamais pode esquecer e que deve permanecer sempre vivo em nossas mentes, que se manteve leal ao ideal de Lenin e Stalin à todo tempo!


Túmulo de Vasily Grigoryevich Zaitsev


Bibliografia: Za Volgoi Zemliy dlya nas ne bylo. M., 1981 i dr. - Velikaya Otechestvenaya Voyna 1941-1945: Entsik.-M.: Sov. entsiklopediya - Geroi Sovietskogo Soyuza: Kratkiy Biograficheskiy Slovar. T. I. M.: Voyeniz. 1987. - Samsonov, A. M. Stalingrad Bitva. M. Nauka. 1968 - Enemy at the Gates: The History Behind the Movie(documentário do The History Channel) - http://www.warheroes.ru

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lyudmila M. Pavlichenko - Sniper Russa

Em 12 de julho de 1916, uma garota nasceu na Ucrânia na pequena vila de Belaya Tserkov. Ela se tornou uma estudante brilhante nos primeiros anos de estudo. Quando ela estava com 14 anos, seus pais se mudaram para Kiev, a capital do país. Neste período ela passou a participar de um clube de tiro e se tornou uma boa atiradora. Ela também trabalhou em um depósito de armas e munições. Seu nome era Lyudmila Mikhlailovna Pavlichenko que se tornou a maior sniper que já viveu.


Em junho de 1941, os alemães lançaram a Operação Barbarossa atacando a União Soviética. Lyudmila estava estudando na Universidade de Kiev. Ela estava com 24 anos e se formando em História. Muitos dos estudantes russos apressaram-se em se. Lyudmila era um garota muito bonita. Quando ela se recrutou ela pediu para se juntar a infantaria e utilizar um rifle. O responsável pelo alistamento riu. Então ela mostrou um certificado de franco-atirador para provar que ela falava sério. Ele tentou dissuadí-la para tornar-se uma enfermeira, mas ela recusou. Ela recrutou-se na 25ª Divisão de Infantaria. Ela se tornou uma das duas mil mulheres snipers soviéticas das quais somente 500 sobreviveram a guerra. Como sniper, as duas primeiras mortes foram registradas próximas a Belyayevka. Seu rifle era um rifle Mosin Nagent com uma mira P.E. 4-power. O Mosin-Nagent era um rifle de 5 tiros. Ele disparava uma bala de 148 gr a uma velocidade de 853 m/s. Era muito útil para alvos a mais de 550 m.
Pavlichenko lutou cerca de dois meses e meio próximo a Odessa. Lá, ela registrou 187 mortes. Os alemães tomaram controle de Odessa e a unidade dela foi direcionada a Svastopool na Península da Criméa. Em junho de 1942 ela foi ferida por um tiro de morteiro. Em maio de 1942, a tenente Pavlichenko foi citada pelo Conselho do Exército Vermelho por ter matado 257 alemães. O número total de mortes confirmadas de Pavlichenko durante a segunda guerra é de 309. Ludmila matou 36 snipers inimigos. Ela encontrou um livro de memórias de um sniper alemão que ela matou. Ele havia matado mais de 500 soldados soviéticos.

Lyudmila considerada uma heroína, menos de um mês depois de ser ferida foi retirada de combate. Ela foi enviada ao Canadá e aos Estados Unidos. Ela se tornou a primeira cidadã soviética a ser recebida pelo presidente dos EUA. O presidente Roosevelt e sua esposa a receberam na Casa Branca. Lyudmila foi convidada por Eleanor Roosevelt a viajar pela América relatando suas experiências. Antes, ela foi condvidada a comparecer a Assembléia Internacional de Estudantes que estava acontecendo em Washington, onde ela foi recebida como heroína. Mais tarde ela participou de encontros e conferências em Nova York. No Canadá, ela foi presenteada com um rifle Winchester com mira ótica, o que está a mostra no Museu Central das Forças Armadas em Moscou. Quando ela estava voltando para a União Soviética, ela ganhou uma pistola Colt semi-automática.

Ela foi promovida a Major, nunca retornou a vida militar e tornou-se uma instrutora de tiro. Ela treinou centenas de snipers soviéticos até o fim de guerra. Em 1943, ela recebeu a Estrela de Ouro (Gold Star), título de Herói da União Soviética. Lyudmila retornou a Universidade de Kiev. De 1945 a 1953, ela foi pesquisadora assistente da marinha soviética. Ela também esteve envolvida em numerosas conferências e congressos internacionais. Ela era ativa no Comitê soviético de Veteranos de Guerra.
Lyudmila Pavlichenko morreu em 10 de outubro de 1974 aos 58 anos e está enterrada no Cemitério Novodevichiye em Moscou.

domingo, 5 de abril de 2009

Os principais atiradores de elite da Segunda Guerra Mundial

Sniper soviético em Stalingrado, 1942

Atirador de elite__________________País ____________________Mortes

Simo Hayha____________________Finlândia____________________542
Ivan Sidorenko_________________URSS_______________________500
Nikolay Yakovlevich Ilyin ________URSS ______________________496
Kulbertinov____________________URSS_______________________487
Mikhail Budenkov_______________URSS______________________437
Fyodor Matveevich Okhlopkov_____URSS______________________429
Fyodor Djachenko_______________URSS______________________425
Vasilij Ivanovich Golosov_________URSS______________________422
Afanasy Gordienko______________URSS______________________417
Stepan Petrenko________________ URSS______________________412
Vasili Zaitsev___________________URSS______________________400
Sulo Kolkka____________________Finlândia___________________400
Semen D. Nomokonov___________ URSS______________________367
Abdukhani Idrisov_______________URSS______________________349
Philipp Yakovlevich Rubaho_______URSS______________________346
Matthäus Hetzenauer_____________Alemanha___________________345
Victor Ivanovich Medvedev________URSS______________________331
E. Nicolaev_____________________URSS______________________324
Leonid Yakovlevich Butkevich______URSS_____________________ 315
Nikolai Ilyin____________________URSS______________________315
Lyudmila M. Pavlichenko (F)______ URSS______________________309
Alexander Pavlovich Lebedev______URSS______________________307
Ivan Pavlovich Gorelikov__________URSS______________________305
Ivan Petrovich Antonov___________URSS______________________302
Heinz Thorvald__________________Alemanha___________________300
Gennadij Iosifovich Velichko_______URSS______________________300
Moisej Timofeyevich Usik_________URSS______________________300
Nataly V. Kovshova &
 Maria Polivanova (Female team)____URSS______________________300
Ivan Filippovich Abdulov__________URSS______________________298
Yakov Mikhajlovich Smetnev_______URSS______________________279
Zhambyl Evscheyevich Tulaev______URSS______________________262
Sepp Allerberger_________________Alemanha___________________257
Fyodor Kuzmich Chegodaev_______URSS_______________________250
Ivan Ivanovich Bocharov__________URSS_______________________248
Mikhail Ignatievich Belousov_______URSS______________________245
David Teboevich Doev_____________URSS_____________________226
Vasilij Shalvovich Kvachantiradze____URSS_____________________215
Mikhail Stepanovich Sokhin_________URSS_____________________202
Noj Petrovich Adamia______________URSS_____________________200
Gefreiter Meyer___________________Alemanha__________________180
Feodosy Smeljachkov______________URSS_____________________125
I. Merkulov______________________URSS_____________________125
H. Andruhaev____________________URSS_____________________125
Oleh Dir________________________Alemanha__________________120
Tatiana Igantovna Kostyrina________URSS______________________120
Sgt. Passar______________________URSS______________________103
V. N. Pchelintsev_________________URSS______________________102
Aliya Moldagulova_______________URSS_______________________91
Lidiya Gudovanceva______________URSS_______________________76
Helmut Wirnsberger______________Alemanha____________________64
P. Grjaznov_____________________URSS_______________________57
Roza Shanina___________________USSR_______________________54
A.P.Medvedeva-Nazarkina_________USSR_______________________43
Marie Ljalkov__________________Exército Tcheco________________30
James Bedford MacArthur________ Canada________________________9

Fonte: http://www.snipercentral.com/snipers.htm

Vassili Zaitsev







Vassili Grigoryevich Zaitsev (em russo: Васи́лий Григо́рьевич За́йцев; Eliniski, 23 de Março de 1915 - Kiev, 15 de Dezembro de 1991) foi um soldado russo, notabilizado como franco-atirador durante a Batalha de Stalingrado, na Segunda Guerra Mundial, com um total de 242 soldados e oficiais alemães mortos durante o conflito.
Zaitsev era neto de caçador e aprendeu a atirar ainda criança, caçando em Eliniski, sua terra natal junto aos Montes Urais, onde vivia como pastor.
Inicialmente foi incorporado na infantaria da marinha e chegou a Stalingrado em 20 de Setembro de 1942, com a 284ª Divisão de Fuzileiros. Brevemente foi erguido à categoria de herói nacional, pois os franco-atiradores eram então muito estimulados pelo general Vassili Chuikov, comandante do 62º Exército, encarregado da defesa da cidade contra os ataques do 6º Exército alemão.
Ele fixava uma mira Mosin-Nagant a um rifle antitanque de 20mm, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça.
Os números divulgados pelos soviéticos naquela época apontam estimativas de que mais de mil alemães foram mortos por franco-atiradores durante a Batalha de Estalinegrado, sendo anunciado que Zaitsev fora responsável por 225 dessas mortes (232 e 242 em outras fontes). Ao fim da guerra, este número subiria para cerca de 468, antes de Zaitsev ser cegado pela explosão de uma mina. Ele também atuou como instrutor de franco-atiradores do exército soviético.
Após seus serviços prestados na Segunda Guerra Mundial, ele saiu do exército e foi trabalhar em uma fábrica, o que era o seu sonho. Ele faleceu a 15 de Dezembro de 1991, aos 76 anos, na cidade de Kiev, Ucrânia.





Ele é o da esquerda

Títulos e ordenações
Título de Herói da União Soviética (22 de Fevereiro de 1943).
Ordem de Lenin
Título de "Cidadão Honorário da Heróica Cidade de Volgogrado" (7 de Maio de 1980).
2 Ordens da Faixa Vermelha
Ordem do Grande Patriota, primeira classe
Várias medalhas
Atualmente, em Volgogrado (antiga Stalingrado), há um monumento em sua homenagem.
Zaitsev teve sua vida retratada no filme Círculo de Fogo/Inimigo às Portas, em que foi representado pelo ator britânico Jude Law.

Túmulo de Vasily Grigoryevich Zaitsev

Duelo de sniper's em Stalingrado

Um dos duelos mais famosos entre atiradores de elite aconteceu na batalha por Stalingrado entre o russo Vasili Zaitsev e o alemão Erwin Konig.

Durante o início da batalha de Stalingrado as condições que os russos enfrentavam eram extremamente difíceis, pois os alemães queriam os campos de petróleo do sul da Rússia, do Cáucaso e o controle do rio Volga. Era uma região de extrema importância econômica, industrial e política, o que fazia com que os nazistas levassem não só infantaria bastante numerosa, mas também tanques, aviões de caça, bombardeiros, canhões e infantaria blindada. Visto que a cidade industrial de Stalingrado não tinha grande concentração de efetivos militares, as condições eram extremamente difíceis e a vitória alemã parecia iminente. Todavia os efetivos para Stalingrado foram aumentados, contando com o comando de vários generais soviéticos, unidades da NKVD e a chegada de soldados de todas as partes da URSS. Hitler chegou a declarar uma guerra pessoal entre ele e Stalin, tornando-se assim um conflito entre o Vozhd e o Fürrer. A população civil fugia, todavia não era possível que uma boa parte escapasse, fazendo com que muitos civis sofressem com a guerra ou se juntassem à luta como partizans (guerrilheiros comunistas).

Efetivos soviéticos não paravam de chegar, chegou-se a fazer uma ponte alguns centímetros abaixo do rio Volga (a primeira da história), trens blindados chegavam trazendo divisões do Exército Vermelho, uma dessas, a 284ª divisão do 62º exército, trazia dentre vários soldados um pastor de ovelhas siberiano que habitava a região dos Montes Urais. Nascido em Katav-Ivanovskogo, era órfão desde cedo e foi ensinado à atirar desde os 5 anos de idade por seu avô caçador de lobos. O nome deste soldado era Vassili Grigorievitch Zaitsev ("lebre" em russo). Ele chegou em Stalingrado no dia 20 de setembro de 1942, com 27 anos de idade.

Quando chegou em Stalingrado ele não tinha um rifle como muitos outros soldados soviéticos. Devido à falta de munições muitos soldados tinham de ficar atrás de outro que tivesse um rifle para pegá-lo quando este morresse, recebendo apenas uma tira de balas. Vassili recebeu apenas as balas, mas não ficou com o rifle. Avançando pela cidade junto da sua pequena tropa (que foi facilmente vencida pelos alemães entrincheirados), Vassili escondeu-se entre os cadáveres dos seus camaradas mortos e segundo relatos do livro Enemy at the gates ("O Círculo de Fogo", transformado em filme) apossou-se de um rifle de um soldado morto e atirando apenas quando soava o som das explosões (afim de que não fosse ouvido o barulho do rifle), abateu 5 alemães que estavam em um estabelecimento próximo sem ser percebido e sem levar um só tiro, o que conquistou a atenção do comissário político e jornalista Igor Danilov.

Naquele momento em que o jovem soldado Vassili mostrava proezas heróicas abatendo os soldados alemães, Nikita Khruschev chegava à Stalingrado para cobrar dos líderes militares e dos comissários um postura mais agressiva. Uma das sugestões para um melhor desempenho dos soldados, agoniados com a provável vitória das tropas do III Reich, partiu de Danilov, que sugeriu a publicação do jornal militar novamente e a exaltação do sacrifício pessoal e a dedicação à causa comunista, mostrando como exemplo aquele que conhecera de perto, o lendário atirador de elite Vassili Zaitsev. Tal proeza funcionou e Vassili foi promovido para a divisão dos atiradores de elite, seu nome foi publicado nos jornais militares e ainda se tornou a grande sensação das primeiras páginas do jornal "Pravda", o qual era lido por milhões de pessoas na URSS, dando grandes esperanças ao povo soviético e aos soldados do Exército Vermelho.

De fato as proezas de Zaitsev eram lendárias, por exemplo, no período de apenas 10 dias ele já havia eliminado cerca de 40 oficiais alemães de alta patente, corajosa atitude essa que fizera dele também o mais falado nas rádios soviéticas e o mais popular soldado da cidade e um dos mais da URSS (senão o mais popular). Foi devido à necessidade de mais soldados como ele, que Danilov encarregou Vassili de treinar e instruir outros atiradores de elite, dentre os quais a oficial russa-americana Tatiana Tchernova, que voltou dos EUA para a URSS quando a guerra havia começado. Obcecada pelo desejo de vingança contra os nazistas que executaram seus avós, Tania perdera também seus pais durante a guerra, e por isso sob instruções de Vassili Zaitsev tornou-se uma exímia atiradora de elite, matando um grande número de soldados alemães junta com seu instrutor. Tania Tchernova também veio a tornar-se a namorada de Zaitsev, vindo a iniciar um relacionamento duradouro. Ele chegaria a ser ferida por uma mina atirada pelos nazistas. Além de Tania, Vassili também deu eficaz treinamento à outros atiradores, procurando sempre compartilhar com estes seu conhecimento e táticas que utilizava na taiga siberiana.

Vassili Zaitsev era um exímio atirador de elite, com seu rifle Moisin-Nagant 91/30 (na época um dos melhores a disposição do Exército Vermelho) foi capaz de abater só em Stalingrado 242 nazistas, dentre soldados, oficiais e até atiradores de elite alemães, com os quais travou árduas lutas, sendo a mais épica dessas, a luta contra o major alemão Heintz Thorvald, também conhecido como Major Erwin König. Segundo os soviéticos ele era da escola alemã de atiradores de elite.

As atividades dos atiradores de elite soviéticos causavam grande intranqüilidade aos generais alemães em Stalingrado onde já tinham matado mais de mil soldados alemães. Diante das constantes ameaças, os alemães começaram a organizar unidades anti-atiradores de elite. Certa uma das patrulhas russas trouxe um prisioneiros para fins de identificação que disse que o Chefe da escola alemã de atiradores de elite, Major Konig, tinha chegado de avião de Berlim e fora incumbido, antes de tudo de matar o mais eminente dos atiradores soviéticos, Vassili Zaitsev.

Como se sabe os soviéticos escreveram muito sobre os feitos de Vassili Zaitsev. Alguns dos panfletos cairam em mãos alemães, que estudaram os métodos dos atiradores soviéticos e tomaram medidas ativas para combatê-los. Logo quando um dos atiradores soviéticos matava um ou dois oficiais inimigos, a artilharia e os morteiros alemães, escondidos, começavam a disparar, o que forçava os atiradores de elite soviéticos a mudarem apressadamente de posição.

Na verdade existe uma grande dúvida se o Major Erwin König/Heintz Thorvald existiu de fato e se eram a mesma pessoa. Esta dúvida existe porque Erwin König. só aparece e muito na propaganda russa, mas não encontramos nenhuma documentação na Alemanha as respeito dele. Tanto Erwin König quanto Heintz Thorvald eram nomes alemães bem comuns na época da guerra. É interessante observar que no registro de guerra russo o adversário de Vassili Zaitsev é chamado de Erwin König e nas suas memórias o atirador de elite o chama de Heintz Thorvald. Alguns dizem que o temível atirador de elite alemão foi fabricado pela imprensa soviética para representar o exército alemão, ou os atiradores de elite como um todo e que o objetivo do duelo era a de levantar o moral soviético.

Os soviéticos diziam que Erwin König. era um rico caçador de veados da Bavária que foi enviado a Stalingrado apenas com a missão de abater Vasha (como também era conhecido Vassili), fato que comprovava sua fama até mesmo entre os soldados alemães, o que fazia dele um arcanjo para os soviéticos e demônio para os alemães. Ambos posicionados, o duelo entre o comunista pastor de ovelhas e o nazista caçador de veados seria um dos épicos episódios da batalha de Stalingrado, pois além de sua extensa duração foi marcado por momentos em que ambos estiveram próximos da morte, momentos em que a sorte esteve presente, em que a ânsia e a angústia estiveram presente nos corações daqueles que aguardavam os resultados daquele duelo, fossem civis ou militares, enquanto que com toda cautela, mas sobretudo com calma os atiradores souberam levar tal conflito.

Uma das desvantagens de Vasha era o fato de que seus atos haviam sido observados, sendo levados ao conhecimento do Comando da Wermatch e conseqüentemente de König, que passou a caçar o atirador russo. O próprio Vasily Zaitsev fala a respeito do duelo:

"A chegada do atirador nazista trouxe-nos uma nova tarefa: tínhamos de encontrá-lo, estudar os seus hábitos e métodos e esperar pacientemente o momento justo para um, somente um, tiro certeiro. Nos nossos abrigos, à noite, tínhamos discussões furiosas sobre o próximo duelo. Todo atirador apresentava as suas especulações e conjecturas extraídas da observação de cada dia das posições de vanguarda do inimigo. Discutíamos toda espécie de propostas e de apostas. Mas a arte do franco-atirador se distingue pelo fato de que, seja qual for a experiência que muita gente tenha, o resultado da luta é decidido por um dos atiradores. Ele enfrenta o inimigo face a face e de cada vez tem de criar, de inventar, de operar diferente. Não pode haver esquema para o atirador; um esquema seria suicídio.

Ainda assim, onde estava o atirador de Berlim - perguntávamos uns aos outros. Eu conhecia o estilo dos atiradores nazistas pelo seu fogo e pela sua camuflagem e podia, sem dificuldade, distinguir os experimentados dos novatos, os covardes dos tenazes e resolutos. Mas o caráter do chefe da escola era ainda um mistério para mim. As nossas observações cotidianas nada nos diziam de definitivo. Era difícil decidir em que setor operava. Presumivelmente alterava a sua posição com freqüência e me procurava tão cuidadosamente quanto eu a ele. Então alguma coisa aconteceu. O meu amigo Morozov foi morto e Sheykin ferido por um fuzil com mira telescópica. Morozov e Sheikin eram atiradores experientes; muitas vezes saíram vitoriosos das mais difíceis escaramuças com o inimigo. Agora não havia mais dúvida. Tinham dado com o super-atirador nazista que que procurava. Pela madrugada saí com *Kulikov para as mesmas posições que os nossos camaradas haviam ocupado na véspera.

(*Segundo informações Nikolay Kulikov, conheceu o major König na Alemanha durante a época do tratado de não-agressão. Acompanhando Vassili, Kulikov usou-se de binóculos para scannear as linhas inimigas quando estas travavam nas ruas batalhas e desferiam ataques contra as tropas soviéticas, sempre escondendo-se em prédios ou outras edificações.)

Inspecionando as posições de vanguarda do inimigo, que havíamos passado muitos dias estudando e conhecíamos bem, nada encontrei de novo. O dia estava chegando ao seu termo. Então, acima de uma trincheira alemã surgiu inesperadamente um capacete, movimentando-se vagarosamente ao longo dela. Deveria eu atirar ? Não! Era um ardil; o capacete movimentava-se de modo irregular e presumivelmente estava sendo levado por alguém que ajudava o atirador, enquanto ele esperava que eu atirasse. - Onde estará escondido ? Perguntou Kulikov, quando deixamos a emboscada sob a proteção da escuridão. Pela paciência que o inimigo demonstrava durante o dia conjecturei que o atirador de Berlim estava aqui. Era necessário vigilância especial...

Passou-se um segundo dia. De quem seriam os nervos mais resistentes ? Quem venceria ? Nikolay Kulikov, um verdadeiro camarada, também estava fascinado pelo duelo. Não tinha dúvida de que o inimigo ali estava diante de nós e eu estava ansioso pra que vencêssemos. No terceiro dia, o comissário político Danilov, também foi conosco para a emboscada. O dia rompeu como sempre: a luz ia aumentando de minuto a minuto e as posições inimigas iam sendo distinguidas com cada vez mais clareza. Travou-se batalha perto de nós, obuses silvavam acima de nós, mas, colados às miras telescópicas, mantivemos o olhar dirigido para o que acontecia à nossa frente. Lá está ele! Eu o indicarei para vocês! - disse, de repente, o comissário Danilov ficou excitado.

Ele mal se elevou, literalmente por um segundo, mas sem cuidado, acima do parapeito, e isso bastou para que o alemão o atingisse e o ferisse. Esta espécie de disparo, naturalmente, só podia provir de um sniper experiente. Durante muito tempo examinei as posições inimigas, mas não pude descobrir o seu esconderijo. Pela velocidade com que disparara cheguei à conclusão de que o atirador estava em algum ponto diretamente à nossa frente. Continuei a observar. À esquerda havia um carro fora de ação e à direita uma fortificação solitária. Onde estava ele ? No carro ? Não, um sniper veterano não tomaria posição ali. Na fortificação, talvez ? Também não - a portinhola estava fechada. Entre o carro e a fortificação, numa faixa de terreno plano, havia uma chapa de ferro e uma pilha de tijolos quebrados. Estavam ali havia muito tempo e já nos acostumáramos a vê-las. Coloquei-me na posição do inimigo e pensei - que lugar melhor para um atirador ? Bastava apenas fazer um cavalete sob a chapa de ferro e chegar a ela durante a noite. Sim, ele estava certamente ali, sob a chapa de ferro, na terra-de-ninguém. Resolvi certificar-me. Pus uma luva na ponta de um pedaço de pau e a elevei. O nazista caiu nessa. Abaixei cuidadosamente o pedaço de
pau na mesma posição e examinei o orifício aberto pela bala. Ela atingira diretamente pela frente; isto significava que o nazista estava debaixo da chapa de ferro.

- Lá está o nosso atirador! - disse Kulikov, com a sua voz calma, do seu esconderijo perto do meu. Veio então o problema de atrair, ainda que fosse pelo menos parte da sua cabeça, para a minha mira. Era inútil tentar fazê-lo logo. Precisávamos de mais tempo. Mas eu pudera estudar o temperamento do alemão. Ele não abandonaria a boa posição que havia encontrado. Devíamos, portanto, mudar de posição.

Trabalhamos durante a noite. Ficamos em posição pela madrugada. Os alemães atiravam contra os ancoradouros do Volga. A luz chegou com rapidez e ao raiar o dia a batalha cresceu de intensidade. Mas nem o troar dos canhões nem a explosão de bombas e obuses, nada nos poderia distrair do trabalho que tínhamos à mão. O sol se elevou no céu. Kulikov deu um tiro às cegas: tínhamos de despertar a curiosidade do atirador. Havíamos decidido passar a manhã à espera, pois poderíamos ser localizados pelo reflexo do sol nas nossas miras telescópicas. Após o almoço os nossos fuzis estavam na sombra e o sol brilhava diretamente sobre a posição do alemão. Na ponta da chapa de ferro alguma coisa brilhava: um pedaço qualquer de vidro ou uma mira telescópica ? Cuidadosamente, Kulikov começou, como somente podem fazê-lo os mais experimentados, a levantar o seu capacete. O alemão disparou. Por uma fração de segundo Kulikov se levantou e gritou. O alemão acreditou que finalmente apanhara o atirador soviético que vinha caçando havia quatro dias e levantou a cabeça de debaixo da chapa de ferro. Era com isso que eu contava. Fiz uma pontaria cuidadosa. A cabeça do alemão caiu para trás e a mira telescópica do seu fuzil K-98 ficou sem movimento, brilhando ao sol, até que a noite caiu..."

Após o duelo Vassili Zaitsev veio a matar vários outros soldados alemães em Stalingrado. Indomável e audacioso ficaria conhecido em toda a cidade por seus feitos heróicos, tanto pelos comunistas quanto pelos nazistas, por quem era tão temido. Vassili seria designado posteriormente como comandante dos atiradores de elite, que viam nele uma inspiração e um grande professor que procurava repassar aos alunos todos os conhecimentos aprendidos. Em janeiro de 1943 Vassili Zaitsev veio a ser gravemente ferido, sendo levado para Moscou e tratado no principal hospital da cidade com o professor universitário Filatov, um dos melhores médicos do país.

Zaitsev pôde no mesmo ano retornar a Stalingrado e reencontrar seus amigos atiradores de elite e sua companheira Tania Tchernova. À pedido seu veio a atuar no front de batalha como soldado comum, demonstrando clara determinação e heroísmo de um soldado exemplar. Após Stalingrado, Zaitsev atuou em Dniestre já com a patente de capitão. Nesse período veio a escrever dois famosos manuais para atiradores de elite.

Condecorado com a Ordem da Guerra Patriótica, duas Ordens da Bandeira Vermelha, várias vezes condecorado com a Ordem de Lenin, além de medalhas menores, Vassili Zaitsev recebeu então a medalha da Estrela Dourada e o status de "Herói da União Soviética", vindo a ser condecorado ainda outras vezes por ser veterano de guerra de Stalingrado.

Após o término da guerra Zaitsev desmobilizou-se e passou a ser um veterano de guerra, trabalhando como diretor de uma fábrica de construção de carros em Kiev, tendo terminado esse trabalho somente em 15 de dezembro de 1991 quando morreu.

Quem se encontrava com Zaitsev ficava surpreendido com sua modéstia, o modo despreocupado com que se movimentava, o seu temperamento plácido, a maneira atenta com que olhava as coisas; podia fitar o mesmo objeto durante longo tempo sem pestanejar. Tinham mãos vigorosas - e quando apertavam as mãos de alguém os dedos doíam.

*OBS: Há grande debate sobre se o lendário atirador alemão Segunda Guerra Mundial que foi enviado a Stalingrado para envio de Vasily Zaytzev foi König, Thorvald, ou mesmo se ele existiu. Na verdade, no real registros de guerra soviéticos, inicialmente se mostrou como um Major Erwin König, que é de fato um nome alemão muito básico e simples da época. Nas memórias de Vasily Zaytsev de guerra, mais tarde ele se refere a ele como Heinz Thorvald, que era outro nome popular na Alemanha nesse período de tempo. Thorvald parece ser o nome que é usado mais agora, e fica a duvida, se eles eram a mesma pessoa, ou um foi um erro, ou se o sniper alemão foi fabricado pela imprensa soviética para representar o exército alemão, ou os snipers alemães como um "todo", e que a história era apenas um meio de fornecer o moral das tropas soviéticas. Os dois nomes estão em registros oficiais de guerra soviéticos, mas não há registro de qualquer nome no livro dos recordes alemão.


Snipers - Um tiro, uma morte


A figura do atirador de elite não é uma criação moderna. Na verdade desde os tempos mais remotos, da época das primeiras lanças, fundas e do uso primitivo da camuflagem o homem tentava explorar a sua capacidade de furtivamente superar os seus oponentes fosse na caça ou na guerra.

Eles receberam as mais variadas denominações durante a sua história entre elas franco-atirador (Traduzido do francês "franco-tireur" como literalmente "atirador livre" e originário da Guerra Franco-Prussiana de 1870-71, "franco-atirador" era o termo que descrevia os civis lutaram com suas armas de fogo contra o inimigo e não estavam sujeitos as regras da guerra), atirador de escol, atirador de elite e hoje são comumente chamados de snipers.

Alguns dizem que o termo "snipers" surgiu no século XIX com o Exército britânico na Índia. Lá existia um pequeno e ágil pássaro chamado snipe, que se alimentava de insetos no solo, e se constituía um alvo difícil para qualquer caçador. O atirador para acertá-lo tinha que ser realmente muito bom e aqueles que conseguiam eram chamados de snipers (de snipe, e killer, na forma contraída).

A ação de soldados que operam isolados ou em pequenos grupos bem fundo no território inimigo para colher informações e fustigar o inimigo não é novidade. Os gregos, romanos e assírios entre outros povos antigos empregavam arqueiros para aumentar a extensão do alcance de suas tropas e para explorar o efeito surpresa dos tiros de precisão.

Os exércitos europeus repartiam entre suas tropas arqueiros e balestreiros, para fornecer uma combinar mortal de tiros de precisão durante as batalhas. A partir do surgimento da pólvora, seguido das armas de menor porte permitiu que atiradores acurados (muitos originalmente caçadores) encontrassem naturalmente o seu lugar no campo de batalha. Conta-se que Leonardo da Vinci, usando uma arma projetada por ele próprio, foi franco-atirador ao lado dos florentinos que resistiam à investida do Sacro Império Romano.

Muitos acreditam que a figura do atirador de elite usando armas de fogo surgiu mesmo com caçadores americanos no período colonial. Ele usava o rifle de antecarga tipo " kentucky " de cano raiado que lhe dava precisão considerável. O problema da pólvora negra, comum na época, era minimizado pois esses caçadores inventaram algo chamado "calepino" que não é nada mais do que um pedaço de pano muitas vezes absorvido em saliva que embrulhava a bala esférica de chumbo. Este "calepino" permitia se colocar uma bala de tamanho bastante menor que o cano e em troca, cada tiro, quando disparado, limpava o cano. Esses homens se vestiam com roupas de couros e com sapatos mocassins. Tal vestimenta copiada dos nativos americanos dava ao caçador maior agilidade em seus momentos. Esse caçadores tinham larga experiência de combate usando pesados fuzis de caça contra os índios.

Quando estourou a guerra de independência os caçadores americanos foram bem usados contra os "casacos vermelhos". Na verdade o soldado inglês estava em desvantagem contra os atiradores americanos. Os ingleses usavam mosquetes de cano liso que as vezes nem chegavam a distância de tiro útil contra os americanos, que usavam armas com alcance e precisão superiores. é importante saber a precisão a longa distância sempre foi de fundamental importância para a sobrevivência desses caçadores em um terra selvagem e repleta de índios.

A questão do alcance dos mosquetes ingleses se deve mais a questões táticas do que técnicas. Nas colônias americanas os ingleses lutaram usando as táticas de combate européias em que batalhões inimigos avançavam um contra o outro como uma massa compacta, ombro com ombro. Se colocar diante dessa massa e fazer pontaria contra ela era quase suicídio, pois só se mataria alguns soldados e a qualquer momento a massa compacta que não parava se avançar dispararia contra você uma barragem mortal de chumbo. A lógica ditou então que a coisa mais satisfatória era criar uma outra cortina de chumbo a mais densa possível no menor tempo. O avanço assim era esmagador para o inimigo. É bem conhecido que a pólvora negra deixa resíduos no cano, maior quando é raiado e menor quando é plano, razão por que os rifles ingleses eram planos e permitiam realizar quatro tiros em 15 segundos, nas mãos de um soldado treinado, algo realmente surpreendente. O rifle inglês era por excelência o denominado "Brown Bess" de calibre .75.

Porém na guerra de independência os caçadores americanos não iam para campo aberto, onde estavam em desvantagem e sim preferiam lutar nas florestas. Dotados de rifles que lhe permitiram atirar à distância com precisão e com mesma efetividade, eles podiam proteger suas vidas. A vestimenta permitiu-lhe se mover com agilidade e ir até as árvores ou rochas, atirar, correr, esconder-se e atirar novamente. Para isto os caçadores tinham aprendido a ocultar-se na natureza, o que inclui o fator surpresa graças à camuflagem natural.

Em 7 de outubro de 1777, Timothy Murphy, um atirador de elite do Morgan's Kentucky Riflemen matou com umtiro o General Simon Fraser exército inglês. Acredita-se que Murphy acertou o tiro de cerca de 500 jardas. Ele estava usando um rifle tipo " kentucky ". O General Fraser estava comandando uma missão de reconhecimento contra os rebeldes em Bemis Heights, New York. Com a morte de Fraser o reconhecimento não teve êxito e isto influenciou diretamente na batalha de Saratoga e no rumo da guerra que levou a derrota dos ingleses.

Porém existe um fato muito interessante registrado na história da guerra de independência dos EUA relacionado a um homem chamado Patrick Ferguson, coronel do exército britânico. Ele era um dos principais desenvolvedores de armas de fogo dos ingleses. Na época o rifle Ferguson era considerado um dos melhores em uso pelo ingleses. quando era major o próprio Ferguson teve sob sua mira em Germantown, Pennsylvania, um oficial não identificado do Exército Continental, durante a guerra de independência americana. Porém por uma questão de honra Ferguson não efetuou o disparo que certamente mataria o oficial rebelde, que estava a 125 jardas, porque este estava de costas. Soube-se depois que o oficial americano era ninguém menos do que o General George Washington. A sua morte certamente afetaria todo o rumo da história dos EUA. Ironicamente em 7 de outubro de 1780 Patrick Ferguson foi morto por um membro do Morgan's Kentucky Riflemen distante cerca de 450 jardas. Como resultado a unidade de Ferguson se rendeu quando o General lorde Charles Cornwallis foi forçado a abandonar a invasão da Carolina do Norte. Com a morte de Ferguson, os ingleses perderam um de seus primeiros desenhistas de armas. Em 19 de outubro de 1781, o exército britânico, sob o comando de Lord Cornwallis, rendeu-se em Yorktown. Pelo tratado assinado em Paris em 1783, e em que os Estados Unidos foram representados por Benjamin Franklin, John Adams e John Jay, a Grã-Bretanha reconheceu a autonomia das colônias.

Mais tarde, já nos idos da guerra da Secessão, nos EUA o Coronel do Exército da União Hiram Berdam, criou e comandou o 1° e 2° batalhões de atiradores de fuzil (neste caso, fuzis Sharps de calibre .52, dotados de primárias lunetas de corpo de bronze) especialmente para infringir baixas a oficiais inimigos e assim desmoralizar suas tropas.

Os sharpshooters (como eram conhecidos) obtiveram excelentes resultados, onde registraram-se disparos certeiros a mais de 700 metros. A unidade de Berdam foi atribuído o crédito de ter matado mais inimigos do que qualquer outra unidade do Exército da União. O General Robert E. Lee ordenou que os confederados criassem unidades de atiradores de elite.

A tática de usar atiradores de elite não ficou restrita aos americanos e não demorou muitos anos para que outros exércitos, especialmente os europeus, criassem suas próprias unidades de atiradores de elite.

Atiradores de elite foram usados pelos franceses comandados por Napoleão e por forças da resistência contra as invasões francesas.

Perto do fim da batalha de Trafalgar, quando a esquadra inglesa já vencia a esquadra francesa e a espanhola juntas, em 1805, um atirador de elite francês, do alto do mastro do Redoutable, a menos de 20 metros, reconheceu a figura inconfundível de Nelson no convés do HMS Victory e fez fogo sobre ele: a pesada bala do mosquete francês atingiu-o no ombro esquerdo, atravessou completamente seu peito e prostrou-o agonizante no tombadilho. Era uma e meia da tarde; levado para o convés inferior, o herói inglês morreu três horas depois, cercado por seus oficiais, que vinham trazer notícias do sucesso da batalha.

O Brasil usou atiradores de elite alemães, que eram emigrantes ou contratados, na Guerra contra Rosas e Oribe (1851-52), especialmente contra Rosas em Monte Caseros em 2 de fevereiro de 1852. Existiam cerca de 100 atiradores que foram espalhados entre as unidades brasileiras de Infantaria e armados de moderníssimos fuzis Dreyse de agulha que soldados alemães haviam usado na reunificação da Alemanha. Ele foram comandados pelo Capitão Francisco José Wildt da Guarda Nacional de São Leopoldo .Com eles os artilheiros de Rosas foram caçados por terem se postado dentro do alcance útil dos fuzis Dreyse que conseguiram surpresa tática e assim o rompimento da posição de Artilharia por onde penetraram os cavaleiros brasileiros do 2o Regimento de Cavalaria ao comando do intrépido Tenente Coronel Manoel Luiz Osório ,o futuro Marques do Herval .Estes alemães passaram a história como os brummer (significando rezingões?)

Os próprios americanos comandados por Theodore Roosevelt em 1898, foram acossados por bravos atirados espanhóis que defendiam a colina de San Juan em Cuba e que resistiram bravamente a vários ataques americanos usando seus rifles Mauser 93 de repetição. Os espanhóis só foram vencidos depois de um ataque em massa dos americanos.

Primeira Guerra Mundial



Mesmo sendo uma prática militar já usual no inicio do século XX, as nações européias só vieram a utilizar largamente atiradores de elite a partir da Primeira Guerra Mundial. Na verdade este foi o primeiro conflito em que esta modalidade de combatente foi grandemente utilizada.

Alemães, ingleses, franceses, australianos, americanos e turcos entre outros, usaram largamente suas novas unidades de atiradores de elite neste conflito, pois as características da “guerra das trincheiras” favoreciam os disparos de longo alcance e a imobilidade do atirador.

Foram os alemães que usaram os primeiros snipers especialmente treinados para a função.

O inglês Hisketh Pritchard criou a primeira escola aliada de atiradores de elite durante a Primeira Guerra, no Reino Unido, onde atiradores britânicos e americanos treinavam juntos. Muitos civis belgas usaram suas armas de fogo na função de "franco-atiradores" contras as forças invasoras alemãs em 1914. Atiradores turcos cobraram um alto tributo as tropas aliadas em Gallipoli.

Em uma quinzena da guerra de trincheira em dezembro de 1915, as tropas britânicas sofreram 3.285 baixas. Aproximadamente 23% destas baixas estavam relacionadas com ferimentos na cabeça, face e pescoço.

É uma suposição considerável que um grande número destas baixas foram causadas por um sniper. Isto certamente gerava nos soldados aliados um tremendo efeito psicológico relacionado com a insegurança e um desejo de ficar no fundo de sua trincheira em vez de estar participando de ataques de infantaria.



Qualquer um que coloca-se a cabeça para fora era um alvo. Mas com o tempo os atiradores ficaram mais seletivos (oficiais principalmente), pois se a sua posição fosse descoberta ela seria saturada com um impiedoso bombardeiro. Por isso os alvos deveriam valer a pena serem abatidos.

Quando os atiradores era feitos prisioneiros deviam esperar pouca misericórdia do inimigo, pois normalmente o atirador fazia vítimas também entre os soldados que não estavam diretamente envolvidos com ações de combate.

Muitos civis belgas funcionaram como franco-atiradores durante os primeiros meses de guerra. Já nesta época os atiradores operavam em pares. Os atiradores de elite serviam normalmente sob oi comando do QG de um batalhão.



Durante a Primeira Guerra Mundial, o Exército britânico encontrou atiradores alemães equipados com capas de camuflagem e rifles especiais com visões telescópicas. Os alemães colocaram telescópios em seus fuzis G98.

Os snipers alemães forçaram o Exército britânico a empregar as mesmas técnicas. Ao final da guerra, os britânicos puderam superar os alemães no seu próprio jogo.

Muitas das armas usadas pelos atiradores no inicio da guerra era rifles de caça para elefantes, que depois foram substituídos por rifles standard adaptados para a função. Também nesta guerra foram treinados atiradores para servirem em ações countersnipes.




Guerra da Finlândia

Em agosto de 1939, Hitler e Stalin fizeram um pacto de não-agressão, o qual, por sua parte favoreceu a erupção da Segunda Guerra Mundial. O acordo conteve um anexo secreto sobre a distribuição de esferas de influência, em que a Alemanha comprometeu-se a não interferir se a União Soviética resolvesse ocupar os países bálticos ou a Finlândia. A União Soviética apresentou à Finlândia importantes reivindicações territoriais para adiantar suas posições defensivas em expectativa de um ataque de Hitler. O resultado das negociações não satisfizeram a União Soviética que renunciou o pacto de não-agressão assinado em 1932 e invadiu a Finlândia em 30 de novembro de 1939. O objetivo de Stalin era de ocupar todo o país em duas semanas e instalar um governo controlado pela União Soviética.

O exército finlandês, inferior ao exército vermelho tanto em número como em armamento, lutou cerca de cem dias sem praticamente nenhuma ajuda externa em condições extremamente difíceis. Stalin, que ainda não tinha outra guerra pela qual preocupar-se, transportou uma parte significativa do seu exército para a frente finlandesa, onde foi desmoralizado em combates que ocorriam debaixo de temperaturas baixíssimas (até -40'C), que na época eram desconhecidas dos soldados soviéticos, e pela alta motivação finlandeses, que lutavam em defesa da sua terra.

Os defensores finlandeses, conduzidos pelo marechal Mannerheim, ficaram famosos pelo mundo, destruindo tanques soviéticos com coquetéis de "Molotov" (nome do ministro soviético de relações exteriores daquela época). O exército vermelho, que tinha perdido muito de seus principais oficiais durante os expurgos políticas feitos por Stalin nos anos 30, sofreu grandes baixas e perdas nas manobras de enceramento chamadas "motti", que foram feitas por finlandeses usando esquis. A força aérea soviética também sofreu humilhações dos pilotos finlandeses.

Graças ao desempenho do exército, em março de 1940 a Finlândia praticamente tinha detido, mesmo com muita dificuldade, a invasão soviética, mas sentindo o risco de uma derrota iminente à vista da superioridade das recursos bélicos da União Soviética, optou por um acordo de paz duro, segundo o qual cedeu entre outros boa parte da província do sudeste chamada Carélia e a península de Hangö, para ser utilizada como base naval.

Este conflito é importante para a história dos atiradores de elite pois foi dele que saiu o campeão da lista de atiradores Simo Häyhä.

Ele nasceu em 17 de dezembro de 1906 na pequena cidade finlandesa de Rautajarvi, como a maioria da população ele era um simples fazendeiro de vida tranqüila e pacata, acostumado com a vida nas florestas geladas era ele um homem do campo por paixão, caçador desde a infância aos 17 anos alistou-se no exercito finlandês para cumprir serviço militar obrigatório, cumpriu o seu tempo de serviço de forma tranqüila em um batalhão de bicicletas, em novembro de 1939 a Rússia invadiu a Finlândia dando inicio a uma guerra que iria durar 105 dias e ficaria conhecida como a guerra de inverno, Simo Hayha foi convocado as pressas juntamente com centenas de outros reservistas,...integrou a principio a companhia JR 34 encarregada de proteger e retardar o avanço da frente russa na região do rio Kollaa.

As forças finlandesas na região do rio kollaa estavam sob o comando do general Uiluo Tuompo e já enfrentavam as primeiras investidas do 9º e 1º exércitos, soviéticos,...A superioridade numérica dos russos era esmagadora, e como o vale do Kollaa era ponto estratégico importantíssimo para o avanço russo, para lá foram enviadas 12 divisões, com um total de 160.000 homens,...ignorando a superioridade numérica a resistência finlandesa lutou ferozmente, e foi durante essa luta desigual que se destacou Simo Hayha,... Aqueles eram os seus campos de caça e conhecia a região como ninguém, era a sua casa, nenhum inimigo estaria seguro,..."caçando" sozinho a "morte branca" (apelidado por causa da camuflagem branca que usava na neve) levou o terror às linhas inimigas, agia no sul e no norte, nunca fazia mais que um disparo por posição, quando agia levava o pânico e abalava o moral das tropas inimigas.

Assim a bravura e a audácia de um único atirador, atrasou em meses o domínio daquela região,..e em apenas um mês as perdas vermelhas no vale do Kollaa triplicaram.

Usava um rifle Mosin Nagant M28 em calibre 7.64X54 R (mesmo calibre do atual SDV Dragonov) regulamentar das tropas finlandesas naquela época, as miras eram abertas e sem qualquer tipo de aparato de precisão, com esse rifle por mais de uma vez eliminou oficias russo com tiros precisos de mais de 400 metros.

Em fevereiro de 1940 a ele foi entregue um rifle Mauser equipado com um uma luneta de precisão e coronha custon, mas para a surpresa de todos Hayha recusou a oferta do rifle e preferiu continuar com o seu velho Nagant de miras abertas, segundo palavras do próprio Hayha; o rifle Mauser era muito bom, mas o forçava a levantar demais a cabeça para visualizar a luneta, e isso pra ele poderia significar a diferença entre matar ou morrer já que era diariamente caçado por vários snipers russos, o fato de não gostar de lunetas era devido a necessidade de cuidados especiais que precisava se ter com esses delicados aparelhos por causa do gelo e da neve que constituíam o ambiente dos combates.

Outro coisa que diferencia o grande Simo Hayha de outros atiradores era o fato de conseguir acertar melhores tiros sentados do que deitados, por ser muito pequeno (1.60) desenvolveu uma posição de tiro sentado que funcionava como uma plataforma, dando total estabilidade aos seus tiros longos de 400, e 500 metros.

Quando perguntado qual era a chave do seu sucesso, disse não haver nenhuma, apenas o amor pela pátria o conhecimento intimo da sua arma e terreno, e a paciências para permanecer dias inteiros em uma posição esperando uma oportunidade,..."cumpri da melhor forma possível as missões que me confiavam" dizia ele com toda a sua modéstia.

Dessa forma mesmo após o fim da guerra de inverno com a inevitável derrota finlandesa em março de 1940 as posições do rio Kollaa ainda estavam sobre a "proteção" da morte branca e de uma pequena facção do exercito finlandês.

Nos 100 dias que lutou na guerra de inverno Simo Hayha teve creditadas e confirmadas oficialmente 542 baixas inimigas, seus números são verdadeiramente notáveis, e acredito que dificilmente serão superados por qualquer outro sniper de guerras modernas.

No dia 03 de junho de 1940 Simo Hayha foi ferido gravemente no rosto por um sniper russo, mesmo assim ainda encontrou o seu fuzil e caçou e matou o homem que o feriu, aquela foi a ultima ação de Simo Hayha no exercito finlandês, morreu de causas naturais no dia 1º de abril e 2002 em Hamina Finlândia aos 96 anos.

Simo Hayha já idoso.



Outro atirador de elite finlandês da época da Guerra de Inverno na Finlândia é Suko Kolkka. Segundo informações ele matou aproximadamente 400 russos com seu rifle e cerca de outros 200 usando submetralhadoras em combates de infantaria.

Devido a combatividade e qualidade excepcional dos finlandeses, e entre eles de seus atiradores de elite, as perdas soviéticas foram de 40:1. No fim da Guerra de Inverno um general soviético disse: "Conquistamos 22.000 milhas de território finlandês. E isto é suficiente para enterrar os nossos mortos".

EUA - entre as guerras:

Devido as traumáticas experiências nos campos de batalha da França os americanos buscaram o aperfeiçoamento em seus campos de treinamento específicos para atiradores de fuzil, mais notadamente em Fort Benning, Georgia. Lá foi criada a The United States Army Marksmanship Training Unit” ou Unidade de Treinamento de Atiradores de Precisão do Exército dos EUA.

Segunda Guerra

Nesta época um salto de qualidade foi dado por japoneses, britânicos, russos, americanos e alemães. Mais uma vez foram criadas unidades especificas de treinamento e emprego deste tipo de atirador. Nestas unidades de treinamento a preparação e doutrina dos combatentes era diferente dos soldados comuns, pois as condições de qualificação exigidas eram extremas, dando-se especial ênfase à parte psicológica. Durante a Segunda Guerra Mundial, a sofisticação de equipamentos estava apenas iniciando e o alcance médio dos fuzis era de 400 metros.

O Exército inglês tinha várias exigências para escolher um atirador de elite: inteligência acima da média, forte e incansável, ótima pontaria, prazer pela solidão e, de preferência, um homem do campo. Os alemães incentivavam muitas vezes seus oficiais à serem atiradores de elite, inclusive condecorando-os com medalhas específicas para 20, 40, e 60 inimigos confirmadamente abatidos.


Os alemães tem nos registros oficiais um dos maiores atiradores de elite da história Mathias Heutzenaner, que durante o ano de 1944 na frente russa, abateu 345 soldados e oficiais soviéticos! (Nota: na maioria dos casos, utilizou um fuzil alemão projetado para ser uma arma anti-tanque, calibre especial de 13mm, alcance de utilização ao redor de 500m, tiro único). Um dado interessante é que os soviéticos usaram com bons resultados mulheres como atiradoras de elite, devido a sua paciência e determinação.

Nas operações na Normandia os alemães infestaram a região, propicia para a defesa, com centenas de atiradores de elite, que foram deixados para trás para retardar o avanço aliado. Eles só cessavam de operar quando eram mortos ou quando a sua munição acabava, momento em que se entregavam.

Os atiradores de elite, especialmente alemães e russos, conseguiam atingir uma cabeça a 400m, um dorso a 600m e um corpo inteiro a 800, necessitando repetir os disparos em apenas 20% a 40% dos casos segundo a distância.

Táticas alemãs
Os snipers alemães que atuaram na frente russa tinham como alvos principais os operadores de armas pesadas, observadores, oficiais, ou tudo que ameaça o avanço das tropas. Sem liderança as tropas russas não avançavam e ficavam paralisadas ou fugiam. Os sniper alemães avançavam com as tropas, cobriam flancos e pegavam observadores e ninhos de metralha inimigo. No fim da guerra cada pelotão alemão tinha pelo menos dois homens treinados como scout e sniper. 

Na tundra russa, os sniper ficavam na frente das tropas. Penetravam a noite nas linhas e durante o ataque ou barragem pré-ataque tinham a missão de abater os comandantes e artilheiros. As vezes acompanhavam o avanço para atingir operadores de metralhadoras e armas anti-carro.

Uma tática de um sniper alemão durante um avanço inimigo era deixar varias ondas atacar e atingir as ultimas no estomago. Os gritos dos feridos enervavam os da frente. Depois passava a atingir os mais próximos a 50m na cabeça. É possível conseguir cerca de 20 kills em poucos minutos. 

A tática de apoio de retirada iniciou com os alemães na Segunda Guerra Mundial, em 1944, quando um batalhão usava 4-6 snipers para cobrir a retirada de uma companhia ou batalhão. Uma metralhadora seria detectada imediatamente enquanto os tiros a longa distância dos snipers não e o inimigo passaria a atuar com cautela para caçar os snipers.

Os alemães tem nos registros oficiais um dos maiores atiradores de elite da história Mathias Heutzenaner, que durante o ano de 1944 na frente russa, abateu 345soldados e oficiais soviéticos! (Nota: na maioria dos casos, utilizou um fuzil alemão projetado para ser uma arma anti-tanque, calibre especial de 13mm, alcance de utilização ao redor de 500m, tiro único). Um dado interessante é que os soviéticos usaram com bons resultados mulheres como atiradoras de elite, devido a sua paciência e determinação. 

Nas operações na Normandia os alemães infestaram a região, propicia para a defesa, com centenas de atiradores de elite, que foram deixados para trás para retardar o avanço aliado. Eles só cessavam de operar quando eram mortos ou quando a sua munição acabava, momento em que se entregavam.

Os atiradores de elite, especialmente alemães e russos, conseguiam atingir uma cabeça a 400m, um dorso a 600m e um corpo inteiro a 800, necessitando repetir os disparos em apenas 20% a 40% dos casos segundo a distância.

Táticas russas
A infantaria passou a usar muita submetralhadoras para supressão e era uma arma ruim contra alvos em profundidade. Doutrinariamente os snipers cobriam estes alvos mais distantes. Os snipers russos atuavam bem em ambientes urbanos. Em um cenário urbano onde cada janela ou buraco podia ser fonte de sniper. Para os snipers os alvos eram fugazes, e a posição ficava comprometida rapidamente com movimentação. Um ataque frontal era suicídio, as incursões esporádicas e brutais virou norma com uso de sniper. Em Stalingrado os snipers dominaram o local e a morte rondava todos os lugares. As distancia na cidade eram de curto alcance e a maioria menos de 300m. Na cidade é muito difícil saber de onde vem o tiro devido ao eco.

Os snipers russos atuavam em duplas, com fuzil Mosin-Nagant com luneta zoom de 4x. Era preciso até 800m. Os snipers russos também levavam submetralhadoras. Observador também fazia pontaria para observar o tiro e atirar se o sniper errar. Durante um avanço alemão a missão dos snipers russos era segurar o avanço e procurar outra posição depois. O custo em vida foi alto. 

Exemplo de operações na retaguarda seria uma operação onde seis equipes de snipers russos foram ordenados parar uma coluna de reforço alemã. Foram de esqui até a posição. Duas duplas cobriam o inicio do comboio, duas o meio e as outras o fim. A primeira dupla abriu fogo e parou o comboio. Os outros foram batendo alvos. Quando começavam a tentar fazer o comboio se mover, os snipers reiniciavam os tiros e os alemães paravam. Foi se repetindo até uma posição ser localizada. Os snipers mudavam de posição para contra-atacar. Conseguiram parar a coluna que só andou 3-5km em várias horas.

Os oficiais é que ensinavam as tropas a atuar como snipers. Os snipers russos recebiam treino de infantaria comum para operações ofensivas e defensivas. Como levavam submetralhadora, granadas e capacete, ajudava a esconder função se capturado. No fim da Segunda Guerra Mundial havia 18 sniper por batalhão ou dois por pelotão. Os snipers russos foram escolhidos como fontes de heróis e o número de kills pode ser exagerado por isso. Podia ser uma tática de propaganda. 


Os marines
Ainda na Segunda Guerra Mundial, o USMC treinava seus snipers para tiro e reconhecimento e por isso são chamados de "scout-sniper". Cada Companhia tinha três snipers sendo um de reserva. O USMC treinava reconhecimento e táticas de sniper agressivo, mas era difícil de empregar nas selvas do Pacífico. A velocidade de retorno de tiro faz diferença entre vida e morte. Por isso tinha que atuar em equipe de três com sniper, observador e apoio que cobria com metralha BAR ou submetralhadora. Cada companhia tinha uma equipe. Alguns snipers eram improvisados, como um oficial que treinava por conta própria e aproveitava para atuar na função. O uso de luneta mostrou ser uma desvantagem na selva densa o que se repetiu no Vietnã.

O USMC era a única unidade que treinava seus snipers para tiro a até 900 metros. Este treinamento foi importante com sniper conseguindo abater tropas em ninhos de metralhadora em Okinawa a 1.100m. As vezes tinham que usar traçante com o observador indicando onde atingiu um alvo grande para determinar a distância. 

A ameaça dos snipers japonesas acabava com a força e moral dos soldados americanos. O USMC logo iniciou o uso de snipers como contra-sniper logo no começo da formação do perímetro da cabeça de ponte durante os desembarques. 

Contra bunkers atiravam nas janelas de metralhadoras. Outros japoneses tomavam o lugar, mas logo percebiam o que estava acontecendo e paravam. Depois os Marines conseguiam avançar com apoio dos sniper e atacar com lança-chamas e cargas explosivas. 


Os japoneses
Os Japoneses na Segunda Guerra Mundial, na campanha do Pacífico, usavam seus snipers mais para defesa e por isso eram considerados menos em ações ofensivas. Funcionava bem no terreno cheio de árvores e areias do Pacifico para controla movimentos de tropas inimigas. O critério de escolha dos snipers japoneses era diferente do ocidental. Eram escolhidos mais pela boa pontaria e era considerada uma honra. O medo de fracasso os tornava bons. O treino era bem pratico e sobrevivia muito tempo com poucos recursos para o padrão ocidental. Os snipers japoneses não faziam ações de coleta de informações, pois atuavam até a morte na posição, matando o máximo até serem mortos, e não voltavam. Na selva das ilhas do Pacífico usavam mira simples para curto alcance.

Os japoneses geralmente deixavam os americanos passar e disparavam por trás de buraco ou do topo de arvores. Com pouca distância até uma submetralhadora Nambu servia como arma de sniper. Os snipers ficavam amarrados em arvores para não dar dica para as equipes contra-sniper que conseguiu atingir, pois não via nada cair. Os ocidentais não usam arvores como posição, a não ser observadores, pois vira uma armadilha mortal se descoberto. Os japoneses usam sapatos e garras especiais para subir em arvores. Conseguiam atrasavam os avanços por horas. Os japoneses também usavam "buraco de aranha", bem profundo, mas ainda com bom campo de tiro.

A contramedida americana foi atirar indiscriminadamente no topo das arvores com as metralhadoras BAR ou disparar um canhão de 37mm com munição flechete. Era uma tarefa lenta. Logo que tomavam uma cabeça de praia os Marines tinham que enviar equipes anti-snipers.

Durante um assalto no Atol de Kwajalein em Jan - Fev 44 pela 7ª Divisão de Infantaria, um sniper japonês inimigo provou ser extremamente mortal. No último dos 5 dias de batalha pelo atol, a Companhia F do 32º RI, encontrava - se sob o fogo do Sniper. Os homens não podiam identificar de onde vinham os fogos. Os disparos paralisaram os homens que tentavam escavar abrigos na areia ou cobrir - se com palmas para camuflagem. Por uma hora a Companhia aferrou - se ao terreno, faltando 150 jardas para o fim do atol. Um a um , dez soldados foram atingidos pelos disparos e todo o tempo os médicos arriscavam a vida rastejando até os feridos arrastando - os para trás.O ímpeto do ataque tinha sumido. Somente a chegada de um tanque servindo como escudo para proteção do fogo do Sniper motivou os homens da Cia F a se levantarem e se deslocar para o objetivo. Só após desalojar o Sniper o objetivo foi conquistado.

Fonte: http://tropaselite.t35.com/atirador_de_elite_parte_1.htm


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Simo Häyhä - O Morte Branca
Matthäus Hetzenauer - Sniper alemão
Lyudmila M. Pavlichenko - Sniper Russa
Biografia de Vasili Zaitsev
Vassili Zaitsev- Sniper russo
Os principais atiradores de elite da Segunda Guerra Mundial