sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A indústria alemã e a Segunda Guerra Mundial

Execução de trabalhadores forçados em Colônia, 1944

A economia alemã floresceu na época do nazismo graças especialmente aos trabalhadores forçados. A discussão política sobre sua indenização arrastou-se por décadas. Pagamentos aos sobreviventes devem estar concluídos até meados do ano.

Faz cinco anos que se criou a Fundação Lembrança, Responsabilidade e Futuro, a qual regulamentou definitivamente a polêmica questão da indenização de pessoas forçadas ao trabalho durante o regime nazista. Seu financiamento cabe meio a meio ao governo federal e a uma iniciativa de empresas alemãs. Vivem hoje ainda cerca de 1,7 milhão de ex-trabalhadores forçados, com o direito de receber uma quantia de até 7600 euros. Até meados deste ano, os pagamentos devem estar concluídos, perfazendo quase 2 milhões de beneficiados.

Em fins da década de 90, trabalhadores forçados sobreviventes da ditadura nazista apresentaram nos Estados Unidos uma demanda conjunta contra grandes empresas alemãs, entre as quais a BMW, a Daimler-Benz, o Deutsche Bank, a Siemens e a Volkswagen. Todas elas tinham desempenhado um papel importante no abuso organizado da força de trabalho dos judeus, segundo Edward Fagan, advogado nova-iorquino dos demandantes.

As empresas alemãs viram-se então confrontadas com demandas milionárias, além da perda de credibilidade e imagem. Durante décadas, elas tinha se oposto com sucesso ao pagamento de indenizações aos sobreviventes, alegando ter sido obrigadas a recorrer ao trabalho escravo. Em sua opinião, somente o Estado alemão é que deveria se encarregar das indenizações.

Indústria foi beneficiada

No entanto, segundo o historiador Dietrich Eichholz, foram muitas as companhias alemãs que se beneficiaram com o trabalho forçado. Ao final da guerra, o patrimônio da indústria alemã era 17 vezes maior do que em 1939. O regime nacional-socialista havia perdido a guerra, mas a indústria se beneficiara com ela. Os internados em campos de concentração e os prisioneiros de guerra obrigados a trabalhar não eram remunerados, os que vinha da Polônia e da União Soviética recebiam pagamentos mínimos e os de outras nações ocidentais quase o mesmo que os trabalhadores alemães.

Esquecer, recalcar, delongar – este era o lema de muitas firmas alemãs após o fim da guerra, quando se tratava das reivindicações de antigos trabalhadores forçados. Poucas das centenas de empresas que se aproveitaram dessa mão-de-obra estavam dispostas a compensar os salários mal pagos e os danos à saúde.

Documento de identificação de trabalhador forçado

Ao todo, durante a Segunda Guerra Mundial foram trazidos das regiões ocupadas para a Alemanha 12 milhões de trabalhadores forçados. Já em 1939 a indústria alemã registrava a falta de 1,2 milhão de trabalhadores, convocados para o serviço militar. Para poder compensar esse déficit, a indústria passou a exigir a disponibilização de nova força de trabalho para manter a produção em funcionamento.

Segundo o professor de História Ulrich Herbert, da Universidade de Freiburg, não foi a ditadura nazista e sim firmas como a Blohm und Voss, a Schering, a Deutsche Reichsbahn, a Thyssen e a Mannesmann que, por si próprias, obrigaram os prisioneiros a trabalhar em condições desumanas.


Acordo tardio

Já em 1986, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução exortando a indústria alemã a indenizar antigos escravos do nazismo. Mas foi preciso que se começasse a abrir os arquivos, aumentando a pressão pública, para que as empresas se dispusessem a ceder. E, desde que bancos suíços e organizações judaicas entraram em acordo nos Estados Unidos, em meados da década de 90, as firmas alemãs que até então recusavam responsabilidade começaram a tombar como pedras de dominó. Allianz, Degussa, Deutsche Bank, Dresdner Bank passaram a compensar os trabalhos prestados à força durante o nazismo. A Volkswagen e a Siemens decidiram instituir um fundo para prestar apoio individual aos sobreviventes.

Em 1999, após negociações emperradas, chegou-se finalmente a um acordo. De um lado, encontravam-se o governo e representantes da indústria alemã; do outro, associações de vítimas o nazismo do Leste e do Centro da Europa, bem como dos Estados Unidos. Um ano mais tarde, criou-se a fundação Lembrança, Responsabilidade e Futuro, dotada com 5 bilhões de euros, uma soma simbólica, se comparada com os 50 bilhões de euros que a República Federal da Alemanha pagou a título de indenização a sobreviventes do holocausto desde 1945.

Até hoje aderiram à fundação mais de 6500 empresas alemãs. Cerca de 1,5 milhão de ex-trabalhadores forçados de 80 países foram indenizados, com idades entre 60 e 100 anos, a maioria da Polônia, Ucrânia e Rússia – muitos deles, portanto, eram crianças quando foram obrigados a trabalhar pelos nazistas.

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1471271,00.html


Escravos do nazismo serão indenizados até 2004



Otto Lambsdorff

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Otto LambsdorffAté o final de 2001, 600 mil sobreviventes dos trabalhos forçados na Segunda Guerra Mundial terão recebido mais de 1 bilhão de dólares de indenização.

Após 56 anos de espera, 600 mil vítimas do trabalho escravo durante o nazismo terão sido indenizadas até o fim do ano com um total de 2,5 bilhões de marcos (cerca de 1,14 bilhão de dólares) do governo e do empresariado alemães. Seis meses após o início do pagamento das indenizações, o conde Otto Lambsdorff, deputado federal do Partido Liberal (FDP), se diz satisfeito com o balanço provisório.

Segundo Lambsdorff, a Fundação Lembrança, Responsabilidade e Futuro conseguiu arrecadar a quantia predeterminada de 10 bilhões de marcos (mais de 4,5 bilhões de dólares). O Estado contribuiu com 50% e o empresariado com a outra metade. Além disso, a Fundação recebeu os juros sobre a aplicação do dinheiro, no valor de 100 milhões de marcos (mais de 45 milhões de dólares).

"A tarefa gigante", nas palavras do deputado, de se indenizar todos os trabalhadores forçados do nazismo envolve cerca de 1,5 milhão de pessoas, 50 países e "deverá ser concluída em 2 ou 3 anos". Até o início de dezembro, a Fundação realizou o pagamento de 1,7 bilhão de marcos (mais de 700 milhões de dólares) para 446 mil vítimas do Leste Europeu e para a Jewish Claims Conference (JCC). Para a Polônia foram transferidos 600 milhões de marcos (274 milhões de dólares) e para a República Tcheca 200 milhões de marcos (mais de 92 milhões de dólares).

As negociações com a Polônia não deverão causar mais contratempos. As discussões a respeito do pagamento das indenizações em marcos ou em moedas locais "chegarão logo ao fim", afirma Otto Lambsdorff. Há desentendimentos sobre as perdas que os poloneses teriam com a conversão das moedas na hora do pagamento. Cerca de 35 a 40 milhões de marcos (18,2 milhões de dólares) seriam perdidos com a conversão em zloty, a moeda polonesa, da quantia calculada em marcos.

História – Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Alemanha nazista deu continuidade aos seus planos de expansão por seis anos, explorando a mão-de-obra escrava nos países ocupados. Concretizando suas idéias racistas, cerca de 10 milhões de pessoas foram vitimadas pela exploração nazista.

Após anos de negociações, a Alemanha, os Estados Unidos e os países do Leste Europeu assinaram, no dia 17 de julho de 2000, um acordo para indenização dos sobreviventes dos trabalhos forçados. A indenização consiste em três pagamentos individuais, referentes aos trabalhos prestados. O maior deles é de 15 mil marcos (cerca de 7 mil dólares), àqueles que foram explorados nos campos de concentração. As vítimas que trabalharam em indústrias têm direito a 5 mil marcos (cerca de 2,3 mil dólares) e na agricultura, 2 mil marcos (aproximadamente mil dólares).

Entre as grandes empresas alemãs que usaram a mão-de-obra escrava, destacam-se: Volkswagen, Basf, Bayer, DaimlerBenz, Deutsch Bank, Degussa-Huels, Dresdner Bank, Thyssen Krupp, Hoechst, Siemens, Bosch e Porsche.


 Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,351761,00.html

3 comentários:

  1. Achei otima!!!!!!!!!!!!!!

    mas nao gostei!

    O QUE ''''EU'''' POSSO FAZER?

    ResponderExcluir
  2. e até hoje, somos patricios deles;os nazistas que estão em expansão em nosso terrritoro. como?andamos nos trens que eles fazem, comemos das embalagens que eles fazem. usamos tecnicas de cirurgia que eles descobriram. siemens, atlas chindler, thissen krupp(essa então!!!!),mannesman, volkswagem. kru´´pp.
    é isso mesmo, eles são a cada dia mais ricos.
    mcandil@bol.com.br

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