quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Extrato de uma intervenção do Reichsleiter Rosenberg sobre os objetivos políticos da Alemanha na guerra futura contra a URSS e sobre os planos de desmembramento desta ultima

Reichsleiter Alfred Rosenberg.


 20 de Junho de 1941

...Existem duas concepções opostas sobre a politica alemã a Leste: a política tradicional, e a outra, que, na minha opinião, devemos representar; uma decisão afirmativa ou negativa a respeito desta concepção determinará a marcha dos acontecimentos nos séculos futuros.

Segundo um dos pontos de vista, a Alemanha iniciou o último combate contra o bolchevismo, e este combate, militar e político, deve ser travado até ao fim. Depois, será a época de uma nova organização de toda a economia russa com a com a Rússia nacional renovada.

Esta união formará no futuro um bloco continental invencível.

Será uma união integral porque a Rússia é um país agrícola e a Alemanha um pais industrial, podendo por essa razão opor-se ao mundo capitalista. Era a opinião de numerosos meios. Há vinte anos que sou adversário declarado desta ideologia...

...Presentemente não pretendemos uma «cruzada» contra o bolchevismo unicamente para libertar para sempre «os pobres Russos» do bolchevismo, mas para realizar uma política alemã mundial, para conquistar a segurança do Reich alemão. Queremos resolver não só o problema momentâneo do bolchevismo, mas também os problemas que ultrapassam este fenômeno temporário e que são a essência primeira das forças históricas européias. Deste modo, devemos criar hoje, sistematicamente, a nossa situação futura. A guerra com o fim de formar uma Rússia indivisa está fora de causa. A substituição de Stalin por um novo czar ou o aparecimento neste território de outro chefe nacional mobilizaria ainda mais todas as forças contra nós. Em vez desta idéia até hoje generalizada de uma Rússia unida surge uma concepção totalmente nova do problema do Leste...

Parece-me que a nossa política deve ser orientada de maneira a aproveitar inteligentemente o desejo de liberdade de todos estes povos e dar-lhes estruturas estatais determinadas, quer dizer, separar do enorme território soviético as formações estatais e voltá-las contra Moscou libertando assim durante séculos o Império alemão da ameaça do Leste.

Quatro grandes blocos nos devem proteger e fazer avançar a Europa pelo Leste dentro:

1 -A grande Finlândia
2 -Os países bálticos
3 - A Ucrânia
4 - O Cáucaso...

Não há razão para que esta submissão seja uma lei divina eterna. A política alemã para com os russos consiste em fazer regressar a Moscóvia primitiva às suas velhas tradições e de a voltar para o Leste. Os espaços da Sibéria são enormes e férteis na parte central. Numerosos revolucionários deportados para a Sibéria pelo governo czarista eram homens corajosos. Os regimentos siberianos eram considerados os melhores do Estado russo. Mesmo se expulsarmos os russos destes espaços que não lhes pertencem, ainda lhes restará uma superfície muito maior que a de qualquer povo europeu.

O fornecimento de víveres ao povo alemão durante estes anos será a mais importante exigência alemã ao Leste. As regiões meridionais e o Cáucaso do Norte deverão constituir reservas de víveres para o povo alemão. Não tomamos nenhum compromisso de alimentar o povo russo com os produtos provenientes destas regiões. Sabemos que é uma dura necessidade que ultrapassa a medida de todos os sentimentos. É certo que será necessário proceder a uma grande evacuação, e anos muito duros esperam os Russos. Mais tarde será decidido se se devera manter a indústria (fábricas de construção de material ferroviário, etc.). Para o Estado alemão e para o seu futuro a realização desta política em território russo é uma enorme tarefa política que, ao contrário do que à primeira vista pode parecer, só é negativa se nela se vir somente a dura necessidade da evacuação. A orientação do dinamismo russo para Leste é uma tarefa que exige homens de carácter decidido. É possível que a futura Rússia aprove estas decisões, não nos próximos 30 anos, é claro, mas 100 anos mais tarde, pois a luta no curso destes dois últimos seculos dilacerou a alma russa... Se os russos estão agora isolados do Ocidente, recordar-se-ão talvez da sua força inicial e da terra a que pertencem. É possível que daqui a alguns séculos algum historiador veja esta decisão de uma diferente da de um russo atual.

Em breve vos mostrarei os limites destes quatro comissariados do Reich, sob a reserva que o führer os aprove. Tomou-se em consideração os objetivos políticos, as nacionalidades e os limites administrativos atuais da Uniäo Soviética, que não podem ser imediatamente modificados. 

O comissariado do Reich dos países bálticos será cornposto de quatro comissariados gerais (três deles chamar-se-ão Landeshauptmannschaften), que por sua vez seräo sub-divididos. Os seus limites passarão a oeste de Petersburgo, ao sul de Gatchina, perto do lago Ilmen, e depois para o sul, 250 quilômetros a oeste de Moscou ate ao limite da população ucraniana. A fronteira passará muito para leste, por um lado, pois estas regiões são habitadas pelos restos dos velhos povos estónio e letão, e, por outro lado, será mais racional pois estamos a encarar uma séria germanizaçäo da parte ocidental dos países bálticos e a regeneração do sangue. Entre a Estónia própriamente dita e a Rússia será criada uma zona povoada por Estónios e Letões que executam conscienciosamente as suas obrígações e cujos interesses vitais estão ligados à Alemanha, pois um ataque qualquer vindo da Rússia significaria a sua perda. (O traçado definitivo das fronteiras será evidentemente feito pelo Estado-­Maior geral das forças armadas de acordo com as exigências estratégicas). Junto à fronteira ficará a Bielorússia como lugar de concentração de todos os elementos perigosos do ponto de vista social e que será considerada como uma reserva. Com o tempo esta região obterá uma certa autonomia. À diferença da Estónia, da Lituânia e da Letónia, que serâo Landeshauptmannschaften, a Bielorússía chamar-se-á Comissariado geral.

Este Comissariado do Reich ocupará uma superficie de 550.000 km² com uma população de 19,3 milhões de habitantes.

As fronteiras da Ucrânia rodearão a Ucrânia pròpriamente dita, incluindo as regiões de Kursk, Voroneje, Tambox, Saratov. Há já varíos anos encarreguei os meus serviços de preparar cartas etnográficas de todo o Leste. Estabelecemos aproximadamente os limites etnográficos. A região das terras negras que é a mais fértil da Rússia pode ficar ligada ao governo ucraniano, mas não é essa a solução definitiva do problema.

A Ucrânia será dividida em oito comissariados gerais com vinte e quatro comissariados principais. Ocupará urna superfície de 1,1 milhão de quilómetros quadrados com uma população de 59,5 milhões de habitantes.

No Cáucaso, as fronteiras passam a leste do Volga, e depois ao sul de Rostov. As outras fronteiras de Estado que outrora existiam seguem ainda ao longo da Turquia e do Irã.

Este território tem uma superfície que ultrapassa os 500.000 quilometros quadrados e 18 milhões de habitantes. Será dividido em seis comissariados gerais.

O restante território formará a Rússia pròpriamente dita. Tem uma superficie de 2,9 milhöes de quilômetros quadrados com uma populaçäo de 50 a 60 milhöes de habitantes.

As regiões assinaladas ao alto a branco, säo pouco povoadas. Aquilo que é necessário fazer para dirigir e conservar certas regiões constitui uma tarefa que a nossa geração provavelmente não poderá resolver definitivamente, pois será assunto para vários séculos...

A vinte de Abril do ano corrente, o führer nomeou -me seu delegado direto para a resoluçäo dos problemas do espaço de Leste. É possível que em vez do cargo de delegado seja criada uma administração com missões jurídicas e estatais determinadas.

De momento, não é possível determinar e enumerar os postos de serviço, mas podem ser considerados como resolvidos os elementos seguintes:

1. Eu sou delegado para impor a ordem no Leste.
2. Os quatro comissários do Reich receberão diretrizes da minha parte.
3. Todo o comando na região é assegurado pelo comissário do Reich.

É evidente que isto não colide com as prerrogativas do marechal do Reich, delegado do plano quadrienal. Os comissários do Reich serão os representantes da soberania do Reich alernão e, como adjuntos, terão quatro chefes militares nomeados pelo führer. Os outros problemas gerais e particulares serão resolvidos pelo führer.

Eu nomearei representantes no Estado-Maior geral das forças armadas e no estado-maior do exército, assirn como nos grupos de exércitos, para participar no exame da futura situação politica. Peço que me transmitam as pretensões das outras administrações relativas asquestões que acabo de abordar...

Temos pois diante de nós dois objetivos gigantescos:

1. Assegurar o abastecimento de víveres e a economia de guerra da Alemanha. É esta a grande missão do marechal de Reich.

2. Libertar para sempre a Alemanha de qualquer pressão política proveniente do Leste. É este o objetivo político da luta. Este objetivo será atingido graças a uma política inteligente que analise com exatidão o passado e o presente. A realização de tal politica exige ideias e ações claras e firmes, Toda a ação deve orientar-se para a realização dos dois objetivos. A colaboração benévola de todos os que querem seguir a Alemanha é a garantia de que serão facilmente conseguidos sucessos economicos para o bem estar das duas partes...

Não nos deixemos embalar por ilusões. Trata­-se de um país primitivo e os nossos soldados encontrarão condições muito diferentes daquelas a que estão habituados na Europa. Não encontrarão bancos, nem bons hotéis, nem camas, mas habitações parcialmente destruídas e casas sem conforto. Terão que arranjar tudo o que é necessário a homens cultivados. Todos os homens que forem para este pais devem saber que servem uma missão gigantesca e que aceitaram anos de trabalho colonizador muito duros.

É evidente que a lei considera 1 ano de trabalho no Leste equivalente a 4 ou 5 de trabalho no Reich. Este trabalho difícil deve ser apoiado por todos os meios. Mas pensamos que uma vez realizado terá reflexos durante muito tempo e que, praticamente, a Europa avançará cada vez mais para Leste.Gostaria uma vez mais de vos exprimir o meu reconhecimento pelo apoio que me foi dado durante estas semanas.

Todos os que partem para esta tarefa encarregam-se de um pesado fardo, que aceitam porque que estão a servir a idéia politica do nacional-socialismo, a reorganizaçäo definitiva do nosso velho continente. Se todos nós servirmos esta missão comum, ajudaremos o führer a realiza a grande obra da sua vida.


(O original alemão encontra-se nos Arquivos Centrais da U. R. S. S. sobre a Revolução de Outubro, fundo 7445, registro 2, dossier 144, folhas 330 a 352.)


Notas:
1 - Alfred Rosenberg, um dos chefes e ideólogos do fascismo, tinha a seu cargo desde julho de 1941 o ministério para as regiões ocupadas do Leste, criado com a missão de submeter os povos da URSS.

Transcrição: Daniel Moratori ( avidanofront.blogspot.com)

Fonte: COELHO, Zeferino - O crime metódico. Ed. Inova Limitada - pg.15-22

2 comentários:

  1. [revimané mode on]

    Isso é tudo invenção da maldita mídia sionista pra oprimir os alemães pelo sentimento de culpa! Viktor Suvorov prova que isso é tudo balela!

    [revimané mode off]

    hehehehehehe

    ResponderExcluir
  2. Infelizmente, eles preferem acreditar no Suvorov mesmo

    ResponderExcluir

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