terça-feira, 22 de outubro de 2013

Promotores recomendam julgamento de 30 antigos guardas de Auschwitz

Chefe da Procuradoria de Ludwigsburg, Kurt Schrimm, em foto de arquivo
Idade avançada dos suspeitos pode dificultar julgamento; 'Maior inimigo é o tempo', diz chefe de procuradoria

A entidade alemã que investiga crimes de guerra nazistas afirmou nesta terça-feira (3) que recomendou a abertura de processos contra dezenas de supostos ex-guardas de Auschwitz, levantando a possibilidade de uma nova onda de julgamentos quase 70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Kurt Schrimm, o chefe da Promotoria de Ludwigsburg, disse que uma investigação de 49 suspeitos colheu evidências suficientes para recomendar aos procuradores de Estados que julguem 30 deles por serem cúmplices de homicídios na Alemanha.

Outros sete suspeitos que vivem fora do país ainda estão sob investigação, dois não conseguiram ser encontrados, e um outro já tinha seu caso sendo tratado pela promotoria, segundo Schrimm. Aqueles que vivem fora da Alemanha estão na Áustria, Brasil, Croácia, EUA, Polônia e até Israel, disse Schrimm sem dar mais detalhes.

Os nomes e as cidades natais dos suspeitos não foram divulgados. Schrimm disse que o suspeito mais velho nasceu em 1916 e o mais novo, em 1926.

Os casos estão sendo enviados às promotorias responsáveis em 11 dos 16 Estados da Alemanha. Caberá a eles determinar se os suspeitos mais velhos - primeiramente homens, mas também mulheres - estão em condições de comparecer à corte e enfrentar indiciamentos. "O maior inimigo é o tempo", disse Schrimm aos repórteres.

Acusações de cumplicidade em homicídios podem ser apresentadas a partir da jurisprudência que o Ministério Público de Munique usou para julgar o ex-mecânico de Ohio John Demjanjuk, que morreu em uma enfermaria da Bavária no ano passado, enquanto aguardava um recurso por sua condenação em 2011 por ter trabalhado em um campo de extermínio em Sobibor, segundo Schrimm.

Demjanjuk, que nasceu na Ucrânia, foi o primeiro condenado na Alemanha apenas por ter trabalhado como guarda em um campo de concentração, sem nenhuma evidência de envolvimento específico em mortes.

Sob a nova jurisprudência, qualquer um envolvido na operação de um campo de concentração pode ser considerado um cúmplice. Demjanjuk afirmava que havia sido confundido com outra pessoa e que nunca havia trabalhado como guarda em um campo de extermínio.

Schrimm afirmou que até os guardas que trabalharam nas cozinhas dos campos de concentração desempenharam uma função em um local que existia com o propósito de matar pessoas em massa.

Ele afirmou que as condições de saúde dos suspeitos - e de possíveis testemunhas - podem dificultar que os julgamentos de fato ocorram. "Eu não quero criar expectativas excessivas", disse.

Os nazistas construiram seis campos de concentração principais, todos eles na Polônia ocupada: Auschwitz, Belzec, Chelmno, Majdanek, Sobibor e Treblinka. Cerca de 1,5 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas somente em Auschwitz entre 1940 e 1945.

O escritório de Schrimm agora está focado em outros campos de concentração, começando com investigações de toda a equipe que trabalhava em Majdanek. Ele afirmou que especialistas divulgariam resultados das investigações sobre este campo de concentração em seis meses.

Fonte: Ultimo segundo IG

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ex-ministro croata acusado por crimes no final da II Guerra Mundial

Josip Boljkovac
Um antigo ministro do Interior da Croácia que exerceu o cargo no primeiro governo pós-independência, em 1991, foi hoje indiciado pela morte de civis no final da Segunda Guerra Mundial, na primeira acusação do género no país.

  Josip Boljkovac, 93 anos, é suspeito de ter ordenado a detenção e morte de 21 civis quando exercia funções de responsabilidade na OZNA, os serviços secretos dos resistentes comunistas, referem os procuradores.

Os civis, naturais da região Duga Resa (sudoeste de Zagreb), foram acusados de colaboração com o regime do movimento Ustasha de Ante Pavelic, aliado da Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial, e terão sido detidos e mortos em maio e junho de 1945, ainda de acordo com os procuradores.

Boljkovac foi preso durante um mês em 2011 no âmbito desta investigação, mas na ocasião negou as alegações.

O suspeito foi ministro do Interior da Croácia após a declaração de independência da ex-república da Jugoslávia em junho de 1991, e é membro da União Democrática Croata (HDZ, fundado pelo falecido presidente nacionalista Franjo Tudjman), hoje a principal força da oposição.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=656487

domingo, 20 de outubro de 2013

Museu chinês tem documentos de trabalhos forçados no Japão

Policiais erguem a bandeira nacional chinesa durante uma cerimônia
 memorial no 82 º aniversário da invasão japonesa da China nesta 
quarta-feira (18) Foto: Stringer/ Reuters

Arquivos são datados da Segunda Guerra Mundial. Cerca de 400 documentos mostram como 40 mil chineses trabalharam

Um museu chinês apresentou nesta quarta-feira (18) documentos sobre casos de trabalho forçado de cidadãos chineses no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, no dia do aniversário do incidente que provocou a invasão japonesa da Manchúria em 1931.

O Museu da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Ocupação Japonesa de Pequim apresentou mais de 400 documentos que, segundo a instituição, mostram como 40 mil chineses foram obrigados a trabalhar no Japão durante a guerra.

"Com base nestes documentos, vamos iniciar ações judiciais contra o governo japonês para que admita o que seu país fez, peça desculpas e ofereça uma compensação às famílias das vítimas", declarou à AFP o diretor adjunto do museu, Li Zongyuan.

Os documentos foram apresentados por ocasião do 82º aniversário do incidente de Mukden, também conhecido como o incidente da Manchúria, onde em 1931 um trecho da Ferrovia do Sul da Manchúria, uma empresa de propriedade japonesa, foi dinamitado.

O exército japonês responsabilizou os dissidentes chineses pelo ataque, o que proporcionou um "casus belli" que justificou assim a anexação da região chinesa da Manchúria por Tóquio.

Os abusos cometidos pelo exército japonês durante a ocupação dos territórios chineses continuam sendo uma fonte de divergência entre Pequim e Tóquio.

sábado, 19 de outubro de 2013

Responsável por massacre de Cefalónia em 1943 condenado à revelia na Itália

Alfred Stork, no centro.
Roma, 18 out (Lusa) - Um tribunal italiano condenou a prisão perpétua, na ausência do arguido, um antigo cabo do exército alemão pelo massacre de 117 oficiais italianos na ilha grega de Cefalónia durante a II Guerra Mundial, episódio que inspirou um famoso romance.

Alfred Stork, de 90 anos e residente na Alemanha, foi condenado pelo tribunal militar pelo seu papel na execução, que ocorreu a 24 de setembro de 1943 após os oficiais se renderem às tropas alemãs.

Stork confessara o seu papel, mas o procurador militar Marco De Paolis disse que "ele não teve a coragem de manter a sua confissão e ficou confortavelmente na sua casa na Alemanha".

Fonte: Expresso

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Cidade alemã retira título de cidadão honorário a Hitler

Goslar - Cidade alemã retira título de cidadão honorário a Hitler

Adolf Hitler vai perder o título de cidadão honorário da cidade de Goslar, na Alemanha, a mais recente cidade a distanciar-se da figura do antigo líder nazi, foi hoje anunciado.

Segundo o porta-voz deste município do norte da Alemanha, Christian Burgart, o conselho da cidade adotou na terça-feira uma resolução para retirar a Hitler o título de cidadão honorário, que lhe tinha sido atribuído em 1934.

Os conselheiros do partido de extrema-esquerda Die Linke foram os precursores da iniciativa, que deverá ainda ser oficialmente confirmada pelo conselho administrativo de Goslar a 29 de outubro, disse Burgart.

Goslar, cidade da Baixa Saxónia onde residem 42 mil habitantes, é a terra de Sigmar Gabriel, o líder da oposição social-democrata que, depois de ter feito campanha para a retirada deste título a Hitler, veio agora dizer que lhe parece "quase errado".

"É como tentar branquear algo que não pode ser branqueado", disse.

Burgart garantiu, por seu lado, que não se pretende apagar o passado.

"Estes anos [em que Hitler foi cidadão honorário] existiram e não poderemos mudar isso", disse.

Cerca de 4 mil cidades alemãs concederam a Adolf Hitler títulos de cidadão honorário. Muitas retiraram a distinção logo a seguir ao fim da II Guerra Mundial, mas outras só apenas recentemente o fizeram, como a cidade de Trier, em 2010.

Fonte: Noticias ao minuto

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Países aprovam moção que contesta negação do Holocausto



A Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA), uma organização intergovernamental que junta 31 países, aprovou por unanimidade uma moção, rejeitando formalmente qualquer tipo de negação do extermínio de seis milhões de judeus na II Guerra Mundial.


"Após quatro anos de discussão, finalmente foi aprovado o texto de negação do holocausto", disse Mário Silva, o luso-canadiano que preside à comissão em representação do Canadá, que lidera a aliança até março de 2014.

No encontro, que terminou já na madrugada de hoje, os representantes da aliança consideraram que a "comunidade internacional tem o papel de "combater o genocídio, as limpezas étnicas, o racismo, a xenofobia ou o antissemitismo".

Em 2000, a aliança havia aprovado uma moção para "preservar a verdade e a memória sobre aqueles que negam o Holocausto", mas perante várias notícias de grupos sociais que rejeitam a existência do holocausto, os países subscritores decidiram aprovar este novo texto.

Com este acordo, os 31 países subscritores -- e cinco observadores (entre os quais cinco observadores, incluindo Portugal) - comprometeram-se a fortalecer os esforços para promover a educação, memória e pesquisa sobre o tema.

Esta moção pode ser uma "referência para tomarem medidas, fazendo-lhes pressão para continuarem a respeitar as suas obrigações", explicou o presidente da aliança.

O Reino Unido assume a presidência da comissão em 2014, ficando também já definido nesta reunião que em 2015, será a vez da Hungria presidir à organização.

Calcula-se que seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Grande Guerra pelo regime nazi.

Fonte: Noticias ao minuto

OBS: Eu, Daniel, no meu modo de ver as coisas,como já disse centenas de vezes, sou contra a lei de negação do Holocausto, sou a favor do livre debate . Já existe lei de racismo e contra o ódio, e se as mesmas fossem aplicadas, isso resolveria, não precisando ficar inventando outras leis.

Muitos amigos que caminham lado a lado contra o "revisionismo" do Holocausto tem opiniões divergentes sobre o assunto, alguns que apoiam a lei e outros que também acham que ela não é necessária. Respeito a todos, mas creio que o direito de se expressar é uma condição humana, um direito de liberdade.

Proibir o discurso do ódio seria uma forma superficial de enfrentar o problema sobre a Negação do Holocausto, pois se analisarmos mais friamente, isso seria apenas uma camuflagem do problema, "tampando o sol com a peneira", pois continuaria existindo esse ódio aos judeus, mudando apenas o foco do "Revisionismo" para "pró"-Palestino para continuar os ataque, como é facilmente visto hoje.

Não me implica em nenhum momento a raiz de revisão histórica, ela é muito bem vinda, por sinal. Mas ela deve fazer o trabalho correto ,não a porcaria que os "revisionistas" fazem, mentindo nas "investigações", em seus próprios nomes e títulos, destilando ódio em duas publicações, com teorias de conspirações e toda loucura que conseguem imaginar no mundinho paralelo deles.

Para mim, toda publicação que faça um contraponto histórico não comprovado deveria vir com um texto inicial pré-estudado no começo do livro onde fosse explicado que o teor da publicação vai contra dados estudados e comprovados por dezenas de historiadores conhecidos, que o conteúdo não é aceito pela comunidade acadêmica e cientifica, sendo do leitor a responsabilidade a leitura de tal obra.

Mas o combate ao negacionismo do Holocausto deveria ser feito por meio de estudos e difusão de conhecimento,  de grupos de combate por meio desse conhecimento ao extremistas na internet que espalham essa bobeirada, pois como sabemos, meia duzia de argumentos deixam qualquer "revisionista" perdido, sem nada pra falar. Tem tanta entidade grande como o USHMM, o Yad Vashem e outros que deveriam combater essa raiz, mas não o fazem. Mas também existe o caso de certas pessoas e entidades fazerem mais palhaçadas do que ajudarem, com uns ideais que já colocam Israel, assunto do Oriente Medio, atual no meio e estragam tudo, fazendo o estrago na rede.

Negação de conhecimento geral de fatos históricos acontecidos não devem ser punidos, POIS A PRÓPRIA ESTUPIDEZ É PUNIÇÃO SUFICIENTE.

Depois continuo o texto.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Roma promete impedir funeral de criminoso de guerra nazista

Erich Priebke (Gerard Julien/AFP )
Nazista condenado por massacre de 335 italianos morreu aos 100 anos ao cumprir prisão domiciliar em Roma


Autoridades civis e religiosas vêm se manifestando para impedir um funeral em Roma para Erich Priebke, um criminoso de guerra nazista condenado por um dos piores massacres ocorridos na Itália, que morreu na semana passada, aos 100 anos.

Priebke, que nunca pediu desculpas por seu papel na morte de 335 civis nas Fossas Ardeatinas, perto de Roma em 1944, e que negou a ocorrência do Holocausto, estava cumprindo sentença de prisão perpétua em prisão domiciliar quando morreu na capital italiana.

Sua morte, assim como seu centésimo aniversário em julho, trouxe à tona algumas das profundas tensões que permanecem no rescaldo da Segunda Guerra Mundial na Itália, depois do país ter chegado perto de uma guerra civil após a ditadura fascista de Benito Mussolini ter entrado em colapso em 1943.

O jornal Il Messaggero mostrou uma pichação do lado de fora da residência de Priebke em Roma com os dizeres "Honra a Priebke" em italiano, com uma suástica nazista.

O advogado de Priebke, Paolo Giachini, disse à Reuters neste domingo que a família iria pedir para que Priebke fosse enterrado em Roma assim que os procedimentos formais de registro de óbito fossem concluídos, mas houve oposição imediata.

Ignazio Marino, o prefeito de centro-esquerda de Roma, disse que seria um insulto ter Priebke enterrado na cidade.

"Eu farei tudo em meu poder para evitar o enterro de Erich Priebke em Roma", disse ele em um comunicado.

As autoridades da igreja também disseram que não iriam receber um enterro religioso em Roma.

"Não há planos para qualquer funeral religioso em Roma para Erich Priebke", disse o porta-voz da igreja Walter Insero ao jornal católico Avvenire.

Fonte: Portal Terra

Mais:
 Ex-oficial de guerra nazista Erich Priebke será enterrado na Argentina
Morre em Roma o ex-comandante nazista Erich Priebke(Holocausto Doc)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ex-oficial de guerra nazista Erich Priebke morre em Roma, aos 100 anos

Erich Priebke em foto feita durante julgamento em 1996 (Foto: Giulio Broglio/AP)

Priebke foi condenado em 1998 à prisão perpétua pelo massacre das Fossas Ardeatinas de Roma, em 1944

Roma - O ex-oficial das SS Erich Priebke, condenado em 1998 à prisão perpétua na Itália pelo massacre das Fossas Ardeatinas em Roma em 1944 e um dos últimos criminosos nazistas em vida, morreu nesta sexta-feira aos 100 anos em sua residência na capital italiana, onde permanecia em prisão domiciliar.

Priebke, que completou um século de vida no dia 29 de junho, foi um dos oficiais que organizou o massacre em cavernas nos arredores de Roma de 335 civis, entre eles 75 judeus, executados com um tiro na nuca no dia 24 de março de 1944, em represália por um ataque da resistência contra uma unidade das SS.

Detido na Argentina em 1994 depois de ter vivido tranquilamente neste país por mais de 40 anos, extraditado e julgado na Itália, onde cumpriu prisão domiciliar por razões de saúde, Priebke jamais pediu desculpas, nem manifestou arrependimento algum.

"Não choraremos por ele. Morreu um assassino que matou mais gente que um 'serial killer'. Alguém que não se arrependeu e que viveu uma vida longa, em parte feliz", lamentou Francesco Polcaro, presidente da Associação Nacional de Partisanos Italianos (ANPI).

O ex-capitão nazista gozou do apoio de vários movimentos pró-nazistas da Itália e da Europa, que garantiram a ele assistência legal e médica até o fim de sua vida "Suportou com dignidade anos de perseguição, convertendo-se em exemplo de coragem e coerência", comentou seu advogado e procurador, Paolo Giachini, depois de anunciar sua morte.
Segundo Giachini, Priebke será enterrado em Bariloche, no sul da Argentina, onde passou mais de 40 anos de sua vida.

Priebke será colocado numa câmara ardente e, posteriormente, seu corpo será trasladado para a Argentina, para ser enterrado ao lado de sua esposa, declarou o advogado. Segundo contou ao jornal Il Corriere della Sera um de seus amigos, Mario Merlino - conhecido como o "professor negro" por sua militância fascista - o ex-capitão alemão teria se convertido nos últimos anos ao cristianismo, lia textos sagrados e costumava se recolher para meditar depois de ter perdido quase completamente a memória.

Há 10 anos, uma festa organizada por seus 90 anos, assim como a saída pública a um restaurante provocaram protestos na Itália. Sua presença em um restaurante romano em 2011 acompanhado por amigos, fotografada pela popular revista Oggi, provocou indignação, em particular pela comunidade judaica, que pediu que seu caso fosse revisado.

Priebke foi autorizado em 1999 a deixar seu domicílio "durante o tempo estritamente necessário para a satisfação de necessidades indispensáveis", como as visitas médicas. Os familiares das vítimas do maior massacre cometido pelas tropas nazistas na Itália esperaram por anos que pedisse desculpas pelo papel que teve como responsável pela operação. Durante o processo realizado em Roma, Priebke, que compareceu em várias audiências, afirmou que se limitou a cumprir ordens.

Sebastiano di Lascio, advogado da associação de familiares de vítimas do massacre, chamou de chocante a negativa do ex-oficial nazista de pedir desculpas. O fato de Priebke ter vivido até os 100 anos, enquanto suas vítimas, algumas das quais tinham 17 ou 18 anos, nunca terem conseguido envelhecer, era inaceitável para os sobreviventes e familiares.

O massacre das Fossas Ardeatinas, em março de 1944, foi ordenado em vingança por uma bomba detonada pela resistência nas ruas de Roma, que matou 33 soldados alemães. Acredita-se que foi o próprio Adolf Hitler quem ordenou que 10 pessoas fossem mortas por cada alemão morto.

As vítimas foram reunidas no bairro judeu e outras, sobretudo detidos políticos, foram transferidas das prisões a uma rede de cavernas nos arredores da cidade, onde foram executadas.

Filme Stalingrado (2013 )

"Pena que não exista mais aquela nuvem..."


Em 2 de outubro foi exibido oficialmente pela primeira vez em Moscou o filme "Stalingrado", do diretor russo Fiodor Bondarchuk. A película vai disputar o prêmio Óscar na categoria de "Melhor filme estrangeiro". "Quis rodar um filme sobre uma guerra que eu próprio não cheguei a ver", - disse Bondarchuk.

E conseguiu isso...

Por um lado, a película de Bondarchuk pode ser comparada a um monumento em memória de soldados soviéticos que lutaram nos campos da Segunda Guerra Mundial. Por outro lado, é um autêntico filme de ação, em que foram observadas todas as regras e condições deste gênero cinematográfico. Além disso, "Stalingrado" é o primeiro filme russo a ser rodado em formato IMAX 3D, que permite conseguir hoje em dia o melhor efeito de imagem tridimensional. Daí o resultado – um espetáculo dinâmico, potente e impressionante, que tem como base um sério material histórico. Além disso, a música magnífica do compositor americano mundialmente famoso Angelo Badalamenti. "Quando Fiodor me convidou a trabalhar no filme 'Stalingrado', perguntei: 'Qual será a diferença entre este filme e muitas outras películas dedicadas à guerra?'”,- recorda o compositor.

"E ele respondeu: 'Sim, no meu filme haverá tudo que está normalmente presente nos filmes de guerra – combates, lutas de corpo a corpo, haverá tiros do lado russo e do lado alemão. Sim, todos estes elementos obrigatórios estarão presentes. A diferença do meu filme dos demais consiste em que todos os seus personagens têm coração – apesar de tudo, são capazes de amar e de condoer-se com os outros'".
"Gostei desta orientação!", - ri-se Badalamenti. Ela agradou também à famosa cantora de ópera Anna Netrebko, que concordou em gravar todas as partes vocais do filme...

O filme narra os eventos da Segunda Guerra Mundial. Novembro de 1942, Stalingrado, – uma cidade na margem do rio Volga... Uma casa que não foi destruída por milagre e um grupo de exploradores militares que recebeu a ordem de manter esta casa custasse o que custasse. De repente, surge uma moça, – a única habitante desta casa que conseguiu sobreviver. A seguir desenvolve-se uma história do amor entrecortada por terríveis ataques sangrentos. Eis uma cena do filme: o casal de amantes que num momento de calma se esconde nas ruínas abandonadas olha o céu e sonha: se fosse possível percorrer como que numa nuvem todo este tempo de guerra, todo este horror, tudo que é incompatível com a vida humana normal... Pena que não exista a tal nuvem!

Merecem uma atenção especial também as imagens de soldados alemães. Não são caricaturas, nem fantoches – são pessoas humanas, capazes de sentir dúvidas, vergonha e dor. Mais do que isso: os antagonistas principais do filme – um oficial soviético e um oficial alemão, – morrem juntos e nos últimos instantes de vida olham um para o outro. Mas esta não é uma reconciliação, - diz o diretor do filme Fiodor Bondarchuk.

" Não queríamos, em hipótese alguma, reduzir o final ao perdão de tudo e nivelamento do preto e do branco… O final, em que eles se encontram no mesmo local depois de disparar impiedosamente um contra o outro, - é imagem da guerra e em hipótese alguma a reconciliação”

Neste filme há muitas cenas de batalha que foram rodadas propositadamente em câmara lenta ou, pelo contrário, acelerada. Aviões espatifam-se de encontro ao solo, destroem-se casas, as chamas ardem. Graças ao formato 3D, consegue-se o máximo de realismo. Os espectadores têm a impressão de presença pessoal. “Se valia a pena fazem um filme em 3D? Inicialmente tive dúvidas. Mas depois, à medida que o trabalho avançava, certifiquei-me de que sim, valia a pena”, - diz o produtor de "Stalingrado" Alexander Rodnyansky.

"O 3D é precisamente o sistema que destrói a barreira entre o espectador, por um lado, e os eventos que se passam na tela, por outro. É o sistema que o cinema buscou durante toda a sua história. Falando a rigor, é o cinema com que sonhávamos."

Em 10 de outubro o filme "Stalingrado" entra na rede de distribuição cinematográfica russa. Os espectadores que resolverem assistir a esta película, não irão considerar o tempo perdido. E quanto à opinião da Academia de Cinema Americana, vamos saber isso um pouco mais tarde.

Na região de Moscou surgiu uma nova área teatral – a quinta Lyubimovka, que pertencia a Konstantin Stanislavsky. Os atores e diretores têm à sua disposição palcos onde o mundialmente famoso encenador criou a os seus primeiros espetáculos. A equipe que teve a ser cargo do restabelecimento da herdade espera que a história teatral de Lyubimovka continue e ofereça os seus palcos às jovens trupes.

Antes da revolução de 1917 a quinta Lyubimovka pertencia à família Alexeev, - os pais de Konstantin Stanislavsky. O dramaturgo Anton Chekhov passou aí o verão de 1902 escrevendo a sua peça "O Jardim das Cerejas". Depois da revolução, a quinta foi abandonada, ficou fechada e quase destruída. O seu restabelecimento começou apenas em 2004. Inicialmente os restauradores cuidaram da reforma da casa senhorial, a seguir empenharam-se em reformar o pavilhão teatral, que os pais tinham dado ao jovem Stanislavsky, - diz a diretora artística do projeto, Elena Gruyeva.

"A história deste pavilhão é a seguinte: quando Kosntantin Stanislavsky, ainda jovem, conscientizou que a sua prioridade era o teatro, os pais compraram para ele um pavilhão, que foi trazido e montado aqui. Era um presente destinado especialmente para os entretenimentos teatrais da família Alexeev."

O pavilhão teatral não se parece com as áreas cênicas tradicionais. O recinto pode ser dividido convencionalmente em três partes: central, onde estão os espectadores, e duas salas laterais – semicirculares, com grande janelas, onde se pode encenar espetáculos. No processo de obras de reforma e restauração de Liubimovka serão criadas novas áreas cênicas – não tradicionais, quanto à forma, mas clássicas, quanto ao conteúdo, – disse Elena Gruyeva.

"Além de tudo o mais, teremos por trás desta casa uma estufa, dentro da qual haverá um recinto para realizar conferências de imprensa, exposições e alguns projetos teatrais. Agora os encenadores nem sempre imaginam o palco em forma de uma caixa. Aí haverá uma sala com saída para o jardim de inverno e dali será possível penetrar no cerejal. Agora existem áreas para diversos projetos inovadores, como, por exemplo, um novo drama. E nós aí mantemos a tradição do teatro psicológico, cuja forma pode variar."

Nos próximos anos deve ser restaurada a casa senhorial em que vivia a família Alexeev. Aí serão realizadas diversas exposições. Mas, de um modo geral, esta quinta não deve transformar-se em museu. Lyubimovka será um local de encontro de atores e diretores teatrais, um local especialmente destinado para ensaios e experiências. A quinta já se saiu bem no “teste de resistência”, - especificou Elena Gruyeva.

"Aqui mesmo, neste teatro doméstico, decorreu recentemente o laboratório do diretor teatral escocês Matthew Lenton, famoso pelo seu método de improvisação teatral. Achamos que era importante para os nossos atores e responsáveis artísticos tomar conhecimento deste método. Ele deu aulas aqui durante 7 dias e o grupo era constituído por dez artistas russos e dez artistas da ópera de Beijing, da China. Conseguiu durante esta semana uni-los num grupo e apresentou em resultado o estudo de um espetáculo praticamente pronto, cujo tema é a maneira de uma pessoa de enfrentar a velhice."

Os realizadores e os atores já começaram a tornar habitável o pavilhão teatral. Os graduados e estudantes do Instituto Estatal de Arte Teatral encenaram no seu palco o espetáculo "Judas", baseado no conto de Leonid Andreev "Judas Escariotes", mostrando como se pode utilizar este espaço incomum, em que a qualquer instante se pode entrar no jardim ou abrir a janela. Este espetáculo, da mesma maneira que o ateliê de Matthew Lenton são realizados no quadro do festival teatral "Temporada de Stanislavsky".

A rua Arbat, uma das ruas mais famosas da capital russa, completa 520 anos. Quem não esteve nesta rua antiga de Moscou, dificilmente poderá compreender o caráter de toda a cidade antiga. Muitas lendas e muitos destinos de pessoas famosas da Rússia estão relacionados com esta rua. Festiva, alegre e imprevisível – esta rua está sempre aberta para os amigos.

A rua Arbat atravessa o próprio centro da cidade de Moscou. O enigma do seu nome não foi desvendado até hoje. Os cientistas discutem mesmo as raízes deste topônimo. Alguns afirmam que a origem deste termo é eslava, outros estão certos de que ela é turca ou árabe. Mas uma coisa é indiscutível: a rua Arbat é mencionada pela primeira vez nas crônicas de 1493 por causa do grande incêndio que arrasou Moscou. O czar Alexei Mikhaikovich, pai do imperador russo Pedro, o Grande, tentou certa vez rebatizar esta rua, dando-lhe o nome de Smolenskaya. Mas os habitantes insistiam em chamá-la Arbat. A rua não quis obedecer aos planos das autoridades da capital também no fim do século passado, – diz a chefe do departamento de exposições científicas do Museu da Cidade de Moscou, Irina Karpachova.
"Em 1980 foi decidido transformar a rua Arbat numa zona pedestre peculiar – uma espécie de "parque nacional" a céu aberto. A rua devia ser calma e tranquila. Mas o resultado foi contrario, pois ela foi invadida imediatamente por uma multidão alegre de pintores e turistas, animação que permanece até hoje. É absolutamente impossível ensinar a rua Arbat a viver de acordo com um decreto ou uma prescrição. É uma rua que escolhe em todas as épocas uma vida muito sua. Nisso consiste a sua unicidade absoluta tanto no plano histórico, como no plano da atualidade."

"Oh, Arbat, minha rua Arbat!", - os que percorrem a rua hoje repetem as palavras do famoso poeta e cantor Bulat Okudzhava, que escreveu uma canção muito conhecida sobre este canto da capital. Com efeito, nesta rua há muita coisa que não pode deixar de causar admiração. Não foi por acaso que o maior poeta russo, Alexander Pushkin, alugou em 1831 um apartamento precisamente na rua Arbat. Foi aí que ele se estabeleceu depois de desposar Natalia Goncharova, a jovem mais bela de Moscou, – diz a dirigente do serviço de imprensa do Museu Estatal Pushkin, Veronica Kirsanova.

"No segundo andar deste palacete está situado, digamos, um centro memorial. São apartamentos que o poeta tinha alugado e que o recordam. Neste espaço estão exclusivamente os objetos que pertenciam a Pushkin, à sua esposa e aos seus filhos."

Uma outra filial do museu Pushkin na rua Arbat é o apartamento do famoso poeta russo Andrei Beli. Foi aí que ele nasceu e viveu 24 anos. Nesta rua famosa está também situado o museu do grande compositor russo Alexander Skryabin. Aliás, mesmo hoje na rua Arbat vivem muitas pessoas conhecidas em todo o país. Um dos habitantes desta rua é o ator popular da Rússia Mikhail Derzhavin, que goza de prestígio indiscutível entre os seus moradores mais antigos.

"Recordo muito bem a infância na minha casa. Vinham lá pessoas magníficas, as pessoas mais famosas daquela época. Eram músicos, pintores e, como é natural, atores do teatro Vakhtangov – todos eles viviam nesta casa. Por isso, a rua Arbat tornou-se uma parte de toda a minha vida, para mim este é um local sagrado."

Nestes dias festivos, a rua mais antiga de Moscou será dividida em cinco zonas, cada uma das quais vai mostrar um determinado momento histórico. Nos limites de cada uma destas zonas serão instalados os chamados "postes jubilares", isto é, limites simbólicos de diversos períodos históricos. Nestas "fronteiras" irão montar guarda grupos de "strelets", isto é, soldados da época de Ivan, o Terrível, de granadeiros, de hussardos e de cadetes.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_10_10/pena-que-nao-existe-mais-aquela-nuvem-4548/

Mais: Veteranos russos da II Guerra Mundial são os primeiros a assistir “Stalingrado”(2013)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Museu do Holocausto homenageia primeiro árabe que salvou judeus

Mohamed Helmy -um árabe agora " Justo entre as Nações"
O museu do Holocausto de Jerusalém declarou, pela primeira vez, "justo entre as nações" um cidadão árabe, um médico que ajudou a salvar judeus durante o regime nazi de Adolf Hitler, informou hoje a entidade em comunicado.

Mohamed Helmy era um médico egípcio que viveu em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial e que, com a ajuda de uma mulher alemã que também recebeu o mesmo título, ajudou a salvar uma família judaica do Holocausto.

Nasceu em Cartum em 1901 e morreu em Berlim em 1982 e é o primeiro árabe a receber o título com o qual o povo judeu homenageia pessoas de outras nacionalidades que prestaram auxílio aos judeus durante esse período de perseguição e genocídio.

De acordo com o comunicado, Helmy chegou à Alemanha em 1922 para estudar medicina, e depois trabalhou num instituto médico berlinense até 1937, ano em que foi despedido por ser árabe.

Perseguido pelo regime nazi e discriminado - não pode trabalhar no serviço médico alemão -, Helmy levantou a voz contra as políticas racistas nazis e acolheu uma família de judeus desde que começaram as perseguições em Berlim até ao fim da guerra.

"Era um bom amigo da família e escondeu-me numa cabana que tinha no bairro de Buch, em Berlim (...) a [polícia política] Gestapo sabia que Helmy era nosso médico (...) ele conseguiu eludir todos os interrogatórios e quando era preciso levava-me para a casa de amigos, onde podia ficar, apresentando-me como uma prima de Dresden", escreveu depois da guerra Ana Gutman, uma das pessoas que beneficiou da ajuda.

O médico também contribuiu para salvar outras três pessoas da família de Gutman, oferecendo assistência médica e proteção de vários amigos.



Em 1944, um dos três judeus foi capturado pelos nazis e no interrogatório contou que Helmy era quem os ajudava e escondia Ana Gutman. Nesta ocasião, o médico conseguiu também escapar à polícia nazi.

O caso de Helmy e de Frieda Szturmann, a alemã que o ajudava, chegou ao museu do Holocausto através de umas cartas encontradas recentemente no Senado de Berlim, ao qual a família Gutman tinha escrito nos anos 1950 e 1960 para dar a conhecer os seus salvadores.

O museu vai expor a medalha e o diploma de reconhecimento de Helmy, até encontrar descendentes do médico.

Fonte:Noticias ao minuto

Mais: Museu do Holocausto presta inédita homenagem a cidadão árabe - Site Terra

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Israel Gutman, historiador do Holocausto, morreu aos 90 anos

Israel Gutman
Um dos mais importantes historiadores do Holocausto e sobrevivente dos campos de concentração nazis, Israel Gutman, morreu, esta terça-feira, aos 90 anos em Jerusalém, informou o Yad Vachem, o Museu do Holocausto israelita.

Nascido em Varsóvia em 1923, Israel Gutman participou na revolta do gueto da capital polaca contra os nazis, em 1943, antes de ser deportado para o campo de extermínio de Auschwitz.

Em 1946 imigrou para a Palestina sob mandato britânico e iniciou os estudos de história, tendo realizado o doutoramento sobre a resistência judaica no gueto de Varsóvia.

Testemunha no julgamento de Adolf Eichmann (conhecido como o arquiteto da 'solução final') em 1961, em Jerusalém, Gutman foi diretor do Centro Internacional de Estudos sobre o 'Shoah' no Yad Vachem, conselheiro do governo polaco para as questões judaicas e membro da direção do Museu do Holocausto de Washington.

Israel Gutman foi autor de uma enciclopédia sobre o Holocausto e marcou a historiografia deste período.


"Reconhecido internacionalmente como investigador, Gutman contribuiu para o conhecimento a nível mundial dos horrores da Shoah enquanto testemunha, professor e historiador", disse o diretor do Yad Vachem, Avner Shalev, num comunicado citado pela agência France Presse.

Fonte: Jornal de Noticias

domingo, 29 de setembro de 2013

Informações gerais


Respondendo algumas perguntas que me andam fazendo:

Não estou postando muito esses meses pois estou com alguma dificuldade de tempo, mas o blog está sendo atualizado sempre que posso. Ano que vem, as postagem irão retornar normalmente, enquanto isso, as postagens serão mais esporádicas.

Somente para esclarecer certos comentários de idiotas pela rede que estão sendo feitos em alguns sites e blogs "Revisionistas" (Negacionistas do Holocausto), eu não uso fake para comentar, tenho meu perfil e todos comentários são feitos nele.

Tem muita gente que comenta usando fakes e usa meu blog e outros sites como referencia, mas isso não quer dizer que sou eu, E COM TODA CERTEZA, NÃO SOU EU, pois não fico jogando perolas a porcos atualmente com esse bando de anta quadrada, neonazistas, antissemitas e pseudo-radicais islamitas.

E outra coisa, um comentário que já deveria ter sido feito a muito tempo, pois me faz rir muito esses anos todos nesses antros "revi":

Não, eu não sou judeu, sionistas, filo judeu e semelhantes, e não tenho ligação com nenhuma entidade judaica. Isso me faz rir a anos, pois esse medo de conspiração judaica, faz todos serem chamados de judeus sionistas...

Da mesma forma, quando defendo os bósnios no massacre de Srebrenica, não quer dizer que sou bósnio.

É muita demência e mi mi mi desses negacionistas, ops..."revisionistas".


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Ex-guarda de Auschwitz comparecerá em juízo (Hans Lipschis)

Hans Lipschis, ex-guarda do campo de Auschwitz
A Procuradoria de Estugarda apresentou ao tribunal a causa penal dum ex-guarda do campo de Auschwitz, acusado de ter contribuído para o assassinatos de 10 500 pessoas.

Hans Lipschis, de 93 anos, natural da Lituânia, em 1941-1943 prestou serviço no tristemente famoso terminal ferroviário no qual eram selecionados os reclusos capazes de trabalhar, enquanto os demais eram enviados para as câmaras de gás.

Nos inícios de abril soube-se que a entidade alemã que investiga os crimes do nacional-socialismo dera com o rasto de 50 ex-guardas, entre eles Hans Lipschis. Em maio, ele foi preso.

Fonte:  http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_26/Ex-guarda-de-Auschwitz-comparecer-em-ju-zo-6761/

Mais: Guarda do Auschwitz é acusado de cumplicidade no assassinato de 9.515 pessoas

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Governo grego promete atuar contra partido neonazista

Rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, assassinado
por integrante do partido neonazista Aurora Dourada.
O governo da Grécia prometeu nesta quinta-feira atuar contra o partido neonazista Aurora Dourada, após o assassinato de um músico por um militante da organização, que tem 18 deputados dos 300 no Parlamento grego.

"O governo está determinado a não permitir que os descendentes dos nazistas envenenem a vida social, cometam crimes, intimidem e minem os fundamentos do país que viu nascer a democracia", declarou o primeiro-ministro Antonis Samaras em um discurso exibido na televisão.

O assassinato do rapper e militante antifascista Pavlos Fyssas, de 34 anos, que foi esfaqueado na madrugada de quarta-feira por um caminhoneiro de 45 anos, que confessou à polícia a suposta filiação ao Aurora Dourada, provocou muitos protestos em Atenas e outras cidades do país.


As manchetes dos jornais expressam a consternação provocada no país pelo assassinato do jovem, que foi sepultado nesta quinta-feira em Keratsini, local do homicídio e cenário dos distúrbios mais violentos na quarta-feira.

"O assassinato a sangue frio de um cidadão por um simpatizantes do Aurora Doruada deve despertar a todos", afirma o jornal liberal Kathimerini

A primeira página do jornal Eleftherotypia (esquerda) estaba de luto: mostra o perfil do rapper assassinado com uma lágrima de sangue.

"O monstro do nazismo mata", afirma o jornaç Ethnos.

Organizações internacionais fizeram alertas sobre o aumento da violência neonazista e defenderam uma ação do governo.

"Este incidente é chocante e intolerável, sobretudo em um país da União Europeia", declarou o líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Hannes Swoboda, poucos meses antes de Atenas assumir a presidência da UE.

"Se o governo grego e o primeiro-ministro Antonis Samaras não conseguirem conter o comportamento odioso do Aurora Dourada e de outros grupos fascistas, a presidência (grega) será inaceitável", advertiu.

A Anistia Internacional apelou às autoridades gregas que façam o "necessário para impedir a violência cometida pelos atores políticos" e enviem uma "mensagem clara de que atos deste gênero não serão tolerados".

As autoridades gregas foram acusadas várias vezes - dentro e fora do país, de tolerância com o Aurora Dourada, um partido xenófobo e antissemita que, depois de entrar no Parlamento, em junho do ano passado, não interrompeu os ataques aos dirigentes políticos e imigrantes.

Beneficiado por uma quase total impunidade, o Aurora Dourada consolidou sua posição, com 13% nas pesquisas.

Nas eleições legislativas de 2012, o partido recebeu 7% dos votos.

O ministro da Ordem Pública Nikos Dendias, prometeu fortalecer os dispositivos legislativos, em particular os que dizem respeito às organizações criminosas e aos grupos armados.

Mas analistas destacam que, foram o discurso firme do primeiro-ministro nesta quinta-feira, o governo não adotou nenhuma medida concreta até o momento contra o partido neonazista.

Segundo os primeiros elementos da investigação, o drama foi provocado por um grupo de 30 pessoas que esperavam a vítima e seus amigos na salíde de um café onde assistiam uma partida de futebol.

Os neonazistas foram chamados como "reforços" por seus colegas dentro do café, segundo testemunhas.

O grupo contava com o suposto assassino, que foi detido imediatamente. A promotoria abriu um procedimento penal por homicídio doloso.

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Filme de aviso sobre a ameaça nazi descoberto na Bélgica


Oito décadas depois foi reencontrado um filme de propaganda norte-americano alertando para o perigo da ascensão política de Adolf Hitler produzido anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

A Cinemateca Belga acaba de encontrar, nos seus cofres, um filme produzido em 1933, inteiramente composto de imagens que sairam clandestinamente da Alemanha Nazi, que apresenta, em detalhe, alguma das atividades dos apoiantes de Hitler.

Registando, entre outros episódios, reuniões de nazis a queimarem livros e a atacarem lojas geridas por judeus, este documentário propagandístico com o título "Hitler's Reign of Terror" foi produzido por Cornelius Vanderbilt IV, herdeiro do império industrial de uma família americana abastada, terá sido requisitado por alguém que o quis exibir em solo belga mas que nunca terá alcançado esse desejo.

Após sobreviver à guerra, à ocupação nazi e à passagem do tempo, foi agora encontrado, no meio de setenta mil bobines de filme, nos arquivos da Cinemateca Belga.

O restauro digital deste importante documento histórico encontra-se concluído, e a sua projeção já está agendada para o próximo mês, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Fonte: http://filmspot.pt/artigo/filme-de-aviso-sobre-a-ameaca-nazi-descoberto-na-belgica-3570/

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Morre último piloto da FAB que combateu na Segunda Guerra Mundial

Major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa estava internado no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio, onde morreu no domingo

Major-brigadeiro Miranda Corrêa atuou em oito missões de
 combate na Segunda Guerra - Foto: FAB / Divulgação
A Força Aérea Brasileira anunciou nesta segunda-feira a morte do último piloto sobrevivente da missão da FAB na Segunda Guerra Mundial. O major-brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa morreu no último domingo, aos 93 anos, no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), onde estava internado.

Miranda Corrêa integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, como piloto de combate e oficial de informações. Entre 13 de novembro de 1944 e 3 de janeiro de 1945, ele cumpriu oito missões de guerra. Segundo a FAB, ele era o último dos pilotos veteranos da Segunda Guerra vivo.

Antes de combater na Itália, o então tenente aviador Miranda Corrêa realizou seu treinamento como piloto de combate nos Estados Unidos e no Panamá. Após regressar ao Brasil, permaneceu no 1º GAVCA, sediado na Base Aérea de Santa Cruz. Posteriormente, realizou o curso de engenheiro aeronáutico e atuou como diretor de Engenharia na Diretoria do Material e na Diretoria de Rotas. Morando no Canadá, atuou na Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), na cidade de Montreal.

Ao longo de sua carreira, o major-brigadeiro recebeu diversas condecorações, incluindo a Cruz de Aviação - Fita A, a Campanha da Itália, a Campanha Atlântico Sul, a Ordem do Mérito Aeronáutico, e a Medalha Mérito Santos Dumont. Além, disso, recebeu três honrarias do governo americano por sua atuação na Segunda Guerra Mundial, a Distinguished Flying Cross (por ter afundado um submarino alemão na costa do Rio de Janeiro), a Presidential Unit Citation e a Bronze Star.

O major-brigadeiro Miranda Corrêa deixa a viúva Maria Eliane Pires Chaves e dois filhos. Seu corpo foi sepultado na tarde desta segunda-feira no cemitério São João Batista, no Rio.

Fonte: 
Terra

sábado, 7 de setembro de 2013

Guarda-costas de Hitler, Rochus Misch morre aos 96 anos

Rochus Misch, em 2005, apontando para uma imagem de Adolf Hitler
tirada no início da década de 1940. Fotografia: Herbert Knosowski / AP
Ele foi o devotado guarda-costas de Adolf Hitler durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial e a última testemunha das últimas horas do líder nazista em seu bunker em Berlim e, até o final, o sargento da SS, Rochus Misch, se orgulhou de todas as suas ações.

Durante anos ele acompanhou Hitler praticamente em todo o lugar para onde ele foi, permanecendo ao lado do homem que ele afetuosamente chamada de "chefe" até que o ditador e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio para não caírem nas mãos dos aliados.

Em entrevista concedida em 2005 à Associated Press, quando relatou os últimos dias do líder nazista, Misch ainda mantinha a imagem de um oficial da SS, com sua postura rígida, cabelos cuidadosamente penteados e nenhum pedido de desculpas por seu relacionamento próximo com o homem mais odiado do século 20.

"Ele não era brutal. Ele não era um monstro. Ele era um super-homem", disse Misch.

O guarda-costas morreu na quinta-feira, aos 96 anos, e era um dos últimos integrantes da geração que tem responsabilidade direta pela brutalidade alemã durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a entrevista concedida à Associated Press, ele se distanciou das questões centrais a respeito de culpa e responsabilidade, afirmando que não sabia nada a respeito da morte de 6 milhões de judeus e que Hitler nunca tratou da Solução Final em sua presença.

Ele parecia ter pouca empatia por aqueles que não conhecia diretamente e até por algumas que conhecia. Misch quase chorou ao falar sobre a decisão de Joseph e Magda Goebbels de matar seus seis filhos no bunker de Berlim antes de cometerem suicídio. Mas ele também foi capaz de gargalhar a respeito de um amigo da família, "um verdadeiro esquerdista", que foi levado para o campo de concentração de Sachsenhausen, nas proximidades de Berlim.

Misch nasceu em 29 de julho de 1917, na pequena cidade de Alt Schalkowitz, na Silésia, atualmente parte da Polônia. 

Fonte: Associated Press.
Fonte: http://atarde.uol.com.br/mundo/materias/1531802-guarda-costas-de-hitler-morre-aos-96-anos

No Holocausto.doc: Morre Rochus Misch, ex guarda-costas de Hitler

Mais: Eu fui guarda costas de Hitler

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Siert Bruins
Um ex-oficial da SS será julgado hoje num caso de assassinato na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial.

Ex-oficial da SS julgado por assassinato ocorrido há 70 anos

Um nativo da Holanda que recebeu cidadania alemã, Siert Bruins é acusado de ter matado em 1944 um prisioneiro combatente da resistência com quatro tiros nas costas. O próprio Bruins, que tem hoje 92 anos, admitiu que estava presente no momento do assassinato, mas alega que não foi ele que atirou.

Um tribunal na Holanda já o tinha condenado, mas a Alemanha se recusou a extraditar seu cidadão. Agora, se ele for considerado culpado na Alemanha, Bruins poderá ser condenado a prisão perpétua.

Siert Bruins já foi processado e condenado a sete anos de prisão por seu envolvimento no assassinato de dois judeus durante a guerra.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_02/Ex-oficial-da-SS-julgado-por-assassinato-de-h-70-anos-5626/

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Morre o criminoso de guerra nazista húngaro Laszlo Csatary


Húngaro László Csatáry era acusado de ter
colaborado na deportação de milhares de judeus

O húngaro Laszlo Csatary, 98 anos, um dos principais criminosos de guerra nazistas, morreu em um hospital de Budapeste à espera de um julgamento pela deportação de milhares de judeus.

"Morreu na manhã de sábado no hospital onde recebia tratamento por problemas de intestino e finalmente sofreu uma pneumonia", afirmou o advogado Gabor Horvath.

Csatary foi durante anos o criminoso de guerra nazista mais procurado no mundo pelo Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, até sua detenção em julho 2012 na capital húngara.

Desde a detenção, o criminoso de guerra nazista estava em residência vigiada em Budapeste, à espera de um julgamento por crimes contra a humanidade.

Csatary era acusado pela justiça húngara de ter participado, durante a Segunda Guerra Mundial, da deportação para campos de extermínio de 12.000 judeus detidos no gueto de Kassa, agora chamado Kosice, na Eslováquia.

Segundo o centro Simon Wiesenthal, o número de judeus deportados foi de 15.700.

Na época, Kassa estava sob a administração da Hungria, aliada da Alemanha nazista.

Condenado à morte à revelia em 1948 em Kosice, cidade da Thecoslováquia na época, o criminoso nazista se refugiou no Canadá, onde viveu com uma identidade falsa e trabalhou no mercado de arte.

Quando as autoridades canadenses descobriram sua verdadeira identidade, em 1995, ele já havia fugido para a Hungria, donde viveu tranquilamente até sua detenção.

Em residência vigiada desde então, foi indiciado em junho por "envolvimento ativo e assistência na deportação" de judeus do gueto de Kassa.

"Agredia frequentemente os judeus diretamente com as mãos ou com um chicote sem nenhum motivo, sem importar a idade, o sexo ou o estado de saúde dos detentos", destacou a promotoria húngara.

Segundo a acusação, também rejeitou os pedidos para abrir janelas nos vagões de trem que transportavam quase 80 homens, mulheres e crianças para as câmaras de gás da Europa ocupada pelos nazistas, principalmente ao campo de Auschwild, na Polônia.

Laszlo Cstary sempre negou as acusações, segundo o advogado.

O caso foi suspenso em 8 de julho, com alegação de que Csatary já havia sido condenado pelos atos recriminados.

Na semana passada, no entanto, a justiça decidiu que o caso poderia prosseguir, depois que a promotoria apelou com sucesso contra a suspensão.

O tribunal de Kosice comutou oficialmente a pena de morte para prisão perpétua em abril e abriu caminho para a extradição solicitada por Bratislava.

O tribunal eslovaco examinaria o caso em 26 de setembro.

"Nunca acreditamos que Csatary viveria o suficiente para ser julgado", afirmou Lucia Kollarova, porta-voz da Federação Eslovaca das Comunidades Judaicas à AFP.

Nos últimos anos, as autoridades europeias intensificaram os esforços para julgar as pessoas envolvidas no Holocausto.

O ex-guarda do campo de Sobibor John Demjanjuk, condenado em 2011 a cinco anos de prisão e que morreu em 2012 com 91 anos, compareceu de cadeira de rodas ou de maca ao julgamento, condições que algumas pessoas denunciaram como puro teatro.

O caso criou um precedente na Alemanha, porque o fato de ter trabalhado em um campo de concentração era suficiente para considerar Demjanjuk culpado de cumplicidade de assassinatos.

O Estado alemão estuda atualmente quase 50 casos.

Em maio, Hans Lipschis, de 93 anos, foi detido na Alemanha como suspeito de cumplicidade nos assassinatos cometidos no campo de Auschwitz, onde teria sido guarda.

Lipschis negou as acusações e disse que foi apenas um cozinheiro.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/morre-o-criminoso-de-guerra-nazista-hungaro-laszlo-csatary,cc0d20dfefd60410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hollywood colaborou com os nazistas durante anos, revela livro

Um novo livro de um acadêmico de Harvard, Ben Urwand, promete desvendar uma parte obscura do passado de Hollywood. "The Collaboration: Hollywood's Pact with Hitler" traz documentos que mostram grande envolvimento entre os estúdios de cinema americanos e os nazistas para que os filmes produzidos em Hollywood pudessem ser exibidos na Alemanha no período entreguerras e no início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O livro tem data de lançamento marcada para setembro nos Estados Unidos, mas a revista "The Hollywood Reporter" obteve acesso a algumas passagens que explicam a colaboração entre os estúdios e os alemães.

Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha era o segundo maior mercado cinematográfico do mundo. Depois, apesar da crise pós-guerra, ainda representava um terreno frutífero para os filmes americanos, exibindo por volta de 250 deles por ano.

As colaborações teriam começado após o lançamento de "Nada de Novo no Front", filme de 1930 que retratava eventos da Primeira Guerra Mundial. Incitados por Joseph Goebbels (mais tarde ministro da Propaganda do regime nazista), os alemães viram o filme como depreciativo de seu Exército, por mostrá-lo batendo em retirada, como "covardes", segundo suas palavras. O discurso de Goebbels contra o filme surtiu efeito, e "Nada de Novo no Front" foi banido dos cinemas alemães.

Carl Laemmle, judeu e presidente da Universal, responsável pelo filme, queria que ele voltasse a ser exibido no país. Assim, se sujeitou a fazer diversos cortes orientados pelos nazistas - não apenas na versão mostrada para os alemães, mas em todo o mundo.

Pressões

Depois disso, Georg Gyssling, membro do Partido Nazista, se tornou cônsul da Alemanha em Los Angeles em 1933, com a ascensão de Hitler ao poder. De lá, monitorou de perto a produção cinematográfica americana e sua representação dos alemães. Sua principal estratégia era ameaçar os estúdios com uma lei que dizia que, se um deles distribuísse um filme depreciativo aos alemães a qualquer parte do mundo, todos os filmes desse estúdio seriam proibidos na Alemanha.

Desse modo, Gyssling impediu a produção de "The Mad Dog of Europe", roteiro escrito por Herman J. Mankiewicz (de "Cidadão Kane"), que atacava os alemães não por seu passado na Primeira Guerra Mundial - mas pelo regime nazista. Louis B. Mayer, fundador da Metro Goldwyn Mayer (MGM), chegou a dizer que não tinha "qualquer interesse" na produção do filme. "Nós temos ótimos lucros na Alemanha", alegou.

Nem mesmo após 1936, quando o regime nazista endureceu as restrições para os filmes americanos, os estúdios deixaram de colaborar com Hitler: uma carta revelada no livro mostra a 20th Century Fox pedindo intervenção direta do führer para que seus filmes pudessem ser liberados no país - mesmo que isso significasse cortes nos longas e colocasse o estúdio numa posição submissa.

Somente com o avanço da guerra, no início da década de 1940, Hollywood veria o mercado alemão financeiramente cada vez mais como decadente e se voltaria à Inglaterra e à França. Assim, os estúdios logo mudaram a estratégia e passaram a fazer longas antinazistas.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/07/1319557-hollywood-colaborou-com-hitler-e-os-nazistas-durante-anos-revela-livro.shtml