quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A primeira experiência sob a artilharia alemã - FEB



O Cabo Raul Carlos dos Santos, que serviu num Compania de Petrechos (metralhadoras e morteiros) do 11º RI, relatou a sua primeira experiência sob a artilharia alemã:



Aí fomos recebidos com granadas.  A gente dizia “as boas vindas”. O inimigo já sabia do nosso deslocamento. Em Lucca, Monte Cassino, em Pistóia. Cada um procurava um lugar pra se esconder. Já estávamos a pé. 
Estávamos numa área montanhosa, subindo para Sila. Uma coisa horrível! No dia 28 [novembro], para Bombiana [lê anotações]. Botei aqui, Bombiana, mas não botei tudo. Era uma área, tudo tinha número, fica do lado...... do Monte Castelo? A direita assim. Era uma cidade pequena, estava tudo destruído. Minha Cia teve que ficar aqui. Encontramos muita resistência aqui, demais! De perto! De perto numa guerra é um Km, 800 metros. É! Tiro direto! Desses canhõezinhos então! Bombiana, nós passamos aqui umas duas, três semanas 
talvez. Quando chegamos cada qual recebeu ordem de cavar seu fox hole. Fomos instruídos disso. Tínhamos que procurar uma coisa pra nos defender. Você sabe o que é cavar um buraco ligeiro? Usávamos umas pazinhas. Quebrava a mão toda! Calo! Calo de estoura e você não sentir! Tirava a luva via aquela zorra toda saindo sangue! 


Cb. Raul Carlos dos Santos, entrevista concedida à Luciano Meron para sua dissertação em 25/09/2007

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