domingo, 5 de dezembro de 2010

Kurt Meyer fala sobre a luta entre o Leibstandarte e a guerrilha russa


Em busca de soldados russos 
O Leibstandarte entrou imediatamente em ação. Seu movimento geral era na direção do Mar Negro e no Dnieper,  como parte de um plano de envolvimento pelo Panzergruppe do Coronel-General von Kleist. Os russos, sem que lhes dessem a chance de recuperar o equilibro, perdido porque o ataque os surpreendera dolorosamente desatentos, revidara com violência. Eles eram indiferentes às condições de tempo, à fome e à sede, depois que o movimento de cerco dos alemães cortou as linhas através das quais eram supridas de alimento as forças russas  submetidas ao ataque. Nem mesmo a quantidade de vidas perdidas, absurdamente grande, foi capaz de pesar na sua disposição de resistir - como patenteado nos 900 dias de sitio de Leningrado. Chovera muito durante os meses de junho e julho e isto reduzira  as estradas e as planícies intermináveis a um traiçoeiro atoleiro que só os tanques  podiam atravessar. Infelizmente, até que o sol voltasse a brilhar e secasse o terreno arenoso, os veículos de abastecimento comuns ficaram imobilizados, de modo que os tanques tiveram de parar, até que as unidades de transporte de gasolina e manutenção, bem como a infantaria de apoio, que também ficara atolada, os pudessem alcançar.

Nessas circunstâncias, o Leibstandarte ficou também mobilizado, suscitando atrasos que Dietrich recebia sempre com fúria. Mas nem todo o tempo foi perdido. Seus homens desembarcaram dos veículos e foram despachados em patrulhas a pé pelas florestas que, de qualquer modo, eram impenetráveis para veículos de rodas e onde os russos haviam deixados grupos de hostilização durante a retirada.

"Esses grupos nos hostilizavam terrivelmente", declarou Kurt Meyer, que havia sido condecorado com a Cruz de Cavaleiro, pelo que fizera na Grécia e, longe de considerá-la uma recompensa por serviços prestados, tinha-a como algo que ainda estava a merecer. "A artilharia não lhes era muito util, por muito fechada a floresta, mas  nós também sabíamos tudo sobre armadilhas, colocação  de minas e emboscadas; mas nós também sabíamos, dando-se por isso continua competição de esperteza entre nossas patrulhas e seus grupos de hostilização. Certa feita, despachamos uma patrulha  de seis homens que arrebanharam e acorrentaram 22 bolchevistas. Usamos as correntes para a neve dos veículos imobilizados. Era lúgubre andar pela floresta com as correntes ressoando e a chuva caindo torrencialmente. Doutra feita, não fomos tão felizes. Despachamos uma patrulha e ela desapareceu completamente; nunca mais ouvimos falar dela. A dificuldade quando se verifica esse tipo de luta é que todos se irritam e querem passar para os grandes combates."


Transcrito por: Daniel Moratori - avidanofront.blogspot.com
Fonte: WIKES, Alan -  A guarda de Hitler -  SS Leibstandarte - Ed. Renes; pg. 119 - 121

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